Francisco Glicério

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Francisco Glicério
Francisco Glicério de Cerqueira Leite
Ministro da Agricultura do Brasil
Período 1890 — 1891
Antecessor(a) Demétrio Nunes Ribeiro
Sucessor(a) Henrique Pereira de Lucena
Dados pessoais
Nascimento 15 de agosto de 1846
Campinas,  São Paulo[1]
Morte 12 de abril de 1916 (69 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro1908.gif Distrito Federal
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Francisco Glicério (décima nona assinatura). Acervo Arquivo Nacional

Francisco Glicério de Cerqueira Leite (Campinas, 15 de agosto de 1846Rio de Janeiro, 12 de abril de 1916) foi um político brasileiro. Destacou-se como republicano no fim do século XIX. Trabalhava como tipógrafo, professor de primeiras letras e escrevente de cartório. Mas tarde conseguiu o título de advogado provisionado. No Direito, passou a prosperar, mesmo sendo autodidata. Foi fotógrafo também e era maçom. Republicano e abolicionista, ele esteve envolvido na jornada de 15 de novembro de 1889. Glicério, era a figura que fazia a propaganda da República, em São Paulo. Glicerio era a encarnação do Partido Republicano Paulista.

Em 1888, quando Dom Pedro II estava doente na Europa, Glycerio leu um manifesto do Diretório de São Paulo, propondo ao povo que em caso de morte do imperador, todos fossem convocado para decidirem se queriam o 3° Reinado da princesa Isabel, ou um novo regime. Apesar da mais ampla liberdade de opinião vigente no Segundo Reinado, nunca se havia pensado, antes de 1870, da criação de um Partido Republicano. Somente no ano do término da Guerra do Paraguai, alguns liberais aliados a alguns jovens que ainda não haviam participado de atividades políticas assinaram, em 3 de dezembro de 1870, um manifesto republicano, fundando um clube e um jornal com essa tendência política.

Como o partido, criado em 1870 recebeu adesões nas províncias, especialmente na de São Paulo, onde se realizaram duas convenções em 1873: uma na capital e outra em Itu. Nas principais províncias crescia o número de adeptos da República: em São Paulo, Francisco Glycerio, Américo Brasiliense e dois futuros presidentes, Prudente José de Morais e Manuel Ferraz de Campos Sales; em Minas Gerais, Antônio Olinto dos Santos Pires e João Pinheiro; no Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos e Assis Brasil; em Pernambuco, Martins Junior. No Rio de Janeiro, dentre os republicanos, salientam-se Quintino Bocaiuva, Silva Jardim e Lopes Trovão, e na Escola Militar tinha adeptos entre seus discípulos o professor positivista Benjamin Constant Botelho de Magalhães.

Em 1890, no Governo Provisório, atingiu o posto de Ministro da Agricultura, deputado federal de 1891 a 1899 e senador da República Velha de 1902 a 1916. Dá nome a diversos logradouros brasileiros, como a Rua General Glycerio, no bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ), a Avenida Francisco Glicério, importante via do Centro de Campinas (SP) e a Rua General Glicério, no centro da cidade de São José do Rio Preto (SP).

Morreu no Rio de Janeiro, 12 de abril de 1916. Era casado com Adelina Melloni Glycerio. Tinha como filhos: Clotilde Glycerio de Freitas, casada com o dr. Uladisláu Herculano de Freitas Guimarães, deputado estadual, Dr. Clóvis Glycerio, engenheiro industrial, casado com Lucilla Rocha Giycerio, Henriqueta Glycerio, Maria Zelinda Glycerio .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Demétrio Nunes Ribeiro
Ministro dos Transportes do Brasil
e
Ministro da Agricultura do Brasil

1890 — 1891
Sucedido por
Henrique Pereira de Lucena


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