Cemitério da Saudade (Campinas)

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Cemitério da Saudade
Portal do Cemitério da Saudade - panoramio.jpg

Entrada principal do Cemitério da Saudade

País
Endereço
Superfície
181.5 mil m²
Tipo
Administração
SETEC
Sepulturas
Entrada em serviço
1880 (138 anos)
Coordenadas

O Cemitério da Saudade é o maior cemitério municipal de Campinas, sendo assim um complexo constituído por mais cinco cemitérios (Cemitério São José, São Miguel e Almas, Cura D' Ars, Cemitério Venerável da 3ª Ordem do Carmo e o Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento). Localizado próximo à zona central da cidade, no bairro Ponte Preta, abriga mais de 3, mil sepulturas em estilo tradicional que ocupam suas 112 quadras dispostas em área de 181,5 mil metros quadrados. O portal de entrada e um dos prédios administrativos foram feitos pelo arquiteto Ramos de Azevedo entre 1911 e 1914[1]. Até 1925, o lugar era conhecido como Cemitério do Fundão, nome que tinha origem na fazenda de mesmo nome, que se localizava entre o núcleo urbano de Campinas e o então distrito de Valinhos.

Fundado em 1880[2] após o terreno ser doado à prefeitura pelo Barão de Itatiba, é considerado um dos mais importantes cemitérios do Brasil por conta da riqueza arquitetônica, da beleza e da importância das obras de arte que ostentam grande parte de seus túmulos, entre elas peças em mármore Carrara, granito e cobre/latão, esculpidas por artistas como Tomagnini, J. Rosadas, Velez, Albertini e Colluccini.

Monumento aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932.

O cemitério abriga, ainda, sepulturas de heróis da Revolução de 32, da Polícia Militar do Estado de São Paulo e de milagreiros como o escravo Toninho (escravo de Geraldo Ribeiro de Sousa Resende), Maria Jandira (uma prostituta que ateou fogo ao corpo quando teve seu casamento desfeito) e os três anjinhos (três crianças que morreram em decorrência de um incêndio na casa onde moravam).

O túmulo de Francisco Glicério possui registros do projeto e da lei que deliberou a construção pela Câmara Municipal, em 1920. Localiza-se na alameda principal do cemitério. Outras construções são atribuídas a Ramos de Azevedo; porém, não foram confirmadas: a capela e o túmulo de Vieira Ramos.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), o Cemitério da Saudade foi cenário de parte do filme Memórias Póstumas, inspirado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis e estrelado por Sônia Braga e Reginaldo Farias. É frequentemente utilizado como campo para desenvolvimento de teses universitárias e de estudos do meio (por estudantes do ciclo fundamental de ensino).

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Vista parcial do Cemitério da Saudade
Mausoléu da Família Gatti, onde está sepultado Mario Gatti

É no Cemitério da Saudade que estão sepultadas várias personalidades da história de Campinas:

Prefeitos de Campinas[editar | editar código-fonte]

Membros da nobreza do Império do Brasil[editar | editar código-fonte]

Outras pessoas famosas[editar | editar código-fonte]

  • Renato Corte Real, ator e comediante (1924-1982).
  • Oliveira Filho, Apresentador de Televisão, compositor e radialista (1944-2016) - Rede Bandeirantes de Televisão.
  • Rodolpho Noronha, Professor, Jornalista e escritor - Correio Popular, Jornal Comércio de Campinas, Gynasio, Cesário Motta

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Visão panorâmica do trecho onde se localiza o Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Referências

  1. «Cemitério da Saudade - Campinas - SP»  Várias Reticências, 17/06/2009, acesso em 23 de julho de 2009.
  2. «Cemitério da Saudade»  Prefeitura Municipal de Campinas, acesso em 23 de julho de 2009.
  3. Primeiro presidente do Partido dos trabalhadores em Campinas e também ex-vereador de Campinas