Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura a nova rodoviária, veja Terminal Multimodal de Campinas.
Estação Rodoviária de Campinas
Dr. Barbosa de Barros
Fachada da antiga rodoviária
Uso atual Imóvel demolido.
Administração Maternidade de Campinas
Informações históricas
Inauguração 1º de junho de 1973
Fechamento 22 de junho de 2008 (35 anos)
Localização
Localização Rua Barão de Parnaíba, 690, Botafogo - Campinas, SP

A Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, localizada no bairro do Botafogo, foi o principal terminal rodoviário de Campinas entre os anos de 1973 e 2008. Após ter passado muitos anos operando acima da capacidade e sempre entrar em colapso em vésperas de feriado, o terminal foi desativado em 2008 e implodido em 2010.

História[editar | editar código-fonte]

O desembarque dos ônibus intermunicipais na cidade de Campinas ocorria no centro da cidade, na Rua Regente Feijó, até o ano de 1973. Com o crescimento da cidade, foi necessária a construção de uma estação de passageiros. Assim, a prefeitura da cidade fez um acordo com a Maternidade da cidade, com esta cedendo o terreno para a construção do terminal rodoviário, com direito de explorar o local por 20 anos. O antigo prédio da Maternidade de Campinas foi demolido em 1965 para dar lugar à rodoviária[1].

Em 1974 foi inaugurada a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, com 12 plataformas de embarque. No mesmo complexo seria construído um centro de compras, porém as obras foram paralisadas em 1989, permanecendo inacabada, servindo de abrigo para pedintes e mendigos, além de problemas com tráfico de drogas e prostituição[2].

No ano de 1994, foi renovado o contrato com a Maternidade até 1999. Porém já se discutia a necessidade de um novo terminal de passageiros. Os prefeitos Francisco Amaral e Izalene Tiene apresentaram projetos do novo terminal, que seria localizado às margens da Rodovia Anhanguera, porém estes acabaram não saindo do papel.

Em 2006, o prefeito Hélio de Oliveira Santos anuncia o projeto da nova rodoviária, localizada no terreno da FEPASA, próximo à antiga Estação Ferroviária de Campinas. No mesmo ano, o terreno foi adquirido sob permuta de dívidas da Rede Ferroviária Federal com a prefeitura e o edital de licitação foi publicado. As obras do novo terminal, batizado de Dr. Ramos de Azevedo iniciaram em março de 2007 e foram concluídas em junho do ano seguinte.

À meia-noite do dia 22 de junho de 2008, a rodoviária Barbosa de Barros foi oficialmente desativada, e as linhas remanescentes transferidas para o novo terminal Ramos de Azevedo.

Implosão[editar | editar código-fonte]

Em março de 2010 veio a informação de que a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, juntamente com o esqueleto de uma construção adjacente abandonada há mais de três décadas, seria finalmente demolida pelo sistema de implosão,a primeira realizada na cidade[3]. Foi contratada a mesma empresa que implodiu parte dos blocos da antiga Casa de Detenção de São Paulo e o edifício Palace II, no Rio de Janeiro[4]. O valor pago foi de 480 mil reais[2], dividido entre a Maternidade de Campinas - dona do terreno - e a Prefeitura>. Foram usados 200 kg de dinamite para a demolição do conjunto.

A demolição foi marcada para o final da manhã de domingo, 28 de março de 2010; contudo, no meio da semana, uma liminar impetrada em São Paulo pela empresa proprietária da construção abandonada adjacente ao terminal foi recebida no final da quarta-feira, 24 de março[5]. Na tarde da sexta-feira, 26 de março, a liminar foi derrubada e a demolição, garantida[6]. Às 11:00 de 28 de março de 2010 foi realizada a implosão do imóvel onde se localizava a estação[7], que foi abaixo em apenas dois segundos. Não houve danos consideráveis às construções vizinhas, apenas o estilhaçamento de algumas telhas e vidros de construções próximas. A implosão gerou 12.000 toneladas de entulho, que foram retirados em 45 dias[8].

Imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Construção da rodoviária de Campinas (28 de setembro de 1965)». Correio Popular. Consultado em 28 de setembro de 2015 
  2. a b «Prefeitura de Campinas decide demolir antiga rodoviária». TVB. 22 de março de 2010. Consultado em 28 de outubro de 2017. Arquivado do original em 29 de outubro de 2017 
  3. «Demolição de casarão antigo expõe desafios para revitalização do patrimônio na Andrade Neves». ASN - Agência Social de Notícias. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  4. Cosmo On Line (16 de março de 2010). «Empresa demolirá velha rodoviária de Campinas». Consultado em 29 de março de 2010. Arquivado do original em 23 de março de 2010 
  5. Cosmo On Line (25 de março de 2010). «Liminar adia a implosão da rodoviária de Campinas». Consultado em 29 de março de 2010  line feed character character in |titulo= at position 24 (ajuda)[ligação inativa]
  6. Cosmo On Line (26 de março de 2010). «Liminar cai e rodoviária será implodida no domingo». Consultado em 29 de março de 2010 [ligação inativa]
  7. Implosão de rodoviária é realizada com sucesso Arquivado em 1 de abril de 2010, no Wayback Machine. Cosmo On Line, 28/03/2010. Acesso em 28 de março de 2010.
  8. SOUZA, Tiago de; PEREIRA, Denise (28 de março de 2010). «Implosão da antiga rodoviária abre caminho para recuperação do Centro». Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 28 de outubro de 2017