Bosque dos Jequitibás

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Bosque dos Jequitibás
Panorama do Bosque dos Jequitibás
Localização Sudeste
País  Brasil
Estado  São Paulo
Município Campinas
Endereço Rua Coronel Quirino, 2, Bosque
Tipo Público
Inauguração 1915 (106 anos)
Administração Prefeitura Municipal de Campinas
Coordenadas 22° 54' 31" S 47° 02' 58" O
Bosque dos Jequitibás está localizado em: Brasil
Bosque dos Jequitibás
Localização no Brasil

O Bosque dos Jequitibás, criado na década de 1880, é um parque localizado na Região Central da cidade de Campinas, sendo uma das maiores e mais antigas áreas de lazer da cidade, com aproximadamente um milhão de visitantes por ano[1]. Está localizado a uma altitude entre 652 m e 681 m. Possui uma área total aproximadamente 10 ha, enquanto a área de reserva florestal nativa da Mata Atlântica é de 2,33 ha, misturada a outros tipos de vegetação e edificações[2].

História[editar | editar código-fonte]

Até o final do século XIX toda a região onde hoje está o Bosque era denominada "Campo das Caneleiras" e pertencia a Francisco Bueno de Miranda. Em 1880, ele resolveu tornar o lugar um ponto de recreio da população[3]. O arquiteto Ramos de Azevedo realizou um projeto que deu à área o conceito de jardim inglês, o que havia sido feito alguns anos antes no Jardim Público de Campinas (atual Centro de Convivência), acrescentando ao bosque um chalé, um restaurante, entre outras construções.

D. Pedro II, em sua última viagem[4] a Campinas (1886) visitou o Bosque dos Jequitibás, tendo se impressionado com a beleza da área e sugerido que se tornasse de visitação pública[5].

Em 1915, o Bosque foi adquirido pela Prefeitura de Campinas[6]. Nas décadas seguintes, projetos paisagísticos e urbanísticos de Anhaia Melo e Prestes Maia vieram aprimorar o conceito do Bosque e inseri-lo no contexto de desenvolvimento vivido pela cidade de Campinas ao longo do século XX.

Reconhecimentos oficiais[editar | editar código-fonte]

O Bosque dos Jequitibás foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em 1970[7], tendo sido o primeiro bem tombado no município[8] (quase uma década depois - 1979 - é que aconteceu o segundo tombamento, pelo órgão, em Campinas: Capela Nossa Senhora da Boa Morte).

Visando garantir a preservação ambiental do local, em 1993 o Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) tombou sua área envoltória, através da proibição da construção de edificações com mais de dois pavimentos, em um raio de 100 m[9]. Em 1995 foi obtido o reconhecimento de seu minizoológico por parte do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

O Museu de História Natural de Campinas[10], igualmente incluído na área do Bosque dos Jequitibás, teve seu regimento interno estabelecido em 2004[11].

Entretanto, ao longo do tempo, o Bosque dos Jequitibás atravessou problemas, tal como o abandono de animais domésticos e risco de transmissão de doenças, obrigando ações por parte do poder público. Visando ao bem estar animal[12], foi apresentado (2019) projeto de lei para proibir a entrada de novos animais em cativeiro[13], sendo os atuais mantidos até a finalização de seus ciclos de vida, e passando a permitir apenas aqueles de vida livre na área.

Atrações dentro do Bosque[editar | editar código-fonte]

Galeria de Fotos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Jequitibá

Referências

  1. Bosque dos Jequitibás Prefeitura Municipal de Campinas. Acesso em 8 de julho de 2009.
  2. Dinâmica da vegetação nativa de um fragmento urbano (Bosque dos Jequitibás - Campinas, SP GOMES, José Ataliba Mantelli Aboin et alii. Acesso em 8 de julho de 2009.
  3. Bosque dos Jequitibás - um lugar de recreio público SABB. Acesso em 8 de julho de 2009.
  4. EPTV. «Refizemos a rota de D. Pedro II em sua última visita a Campinas». ACidade ON Campinas. Consultado em 20 de março de 2021 
  5. «Bosque dos Jequitibás Campinas é recanto de história e mata nativa». Embarque40Mais. 8 de março de 2021. Consultado em 20 de março de 2021 
  6. cf. nota 1
  7. CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) [1970]: Bem Tombado - Bosque dos Jequitibás. Resolução de 09/04/1970. [1] consultado em 05/12/2011.
  8. Bertinato, Wânia Lucy Valim (2012). «A história da preservação do patrimônio cultural em Campinas : a trajetória do CONDEPACC (1987-2008)». Consultado em 20 de março de 2021 
  9. CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) [1993]: Bens Tombados - Processo 003/93 - Bosque dos Jequitibás. [2] Volume 01/04, consultado em 05/12/2011.
  10. «Patrimonio Historico e Cultural > Cultura > Governo | Prefeitura Municipal de Campinas». www.campinas.sp.gov.br. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  11. «DISPÕE SOBRE O REGIMENTO INTERNO ESTABELECIDO PARA O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL M.H.N.». bibliotecajuridica.campinas.sp.gov.br. Consultado em 20 de março de 2021 
  12. Popular, Correio. «Cidade terá Centro de Bem Estar Animal | Agemcamp». Consultado em 20 de março de 2021 
  13. ASN. «Campinas dá um grande passo para desativar zoológico no Bosque dos Jequitibás». Agência Social de Notícias. Consultado em 20 de março de 2021