Maternidade de Campinas

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Hospital
Maternidade de Campinas
Maternidade de Campinas, vista a partir da Avenida Orozimbo Maia
Localização Campinas
 São Paulo
 Brasil
Fundação 12 de outubro de 1913 (104 anos)
Tipo Filantrópico
Leitos 198[1]
Especialidades Diversas
Site Maternidade de Campinas
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A Maternidade de Campinas é um hospital localizado na região central de Campinas, fundada em 1913 e ocupa a atual sede, na avenida Orozimbo Maia, desde 1965.

História[2][editar | editar código-fonte]

A história da Maternidade de Campinas começa nos primeiros anos do século XX, quando vários médicos e políticos da cidade, dentre eles Tomás Alves, José Barbosa de Barros, Francisco Betin Pais Leme, Celso Silveira Resende, Mário Gatti, Antônio Pompeu de Camargo, Armando Rocha Brito, etc. reuniram-se para criar um hospital que atendesse mães carentes.

Em 1910, a Câmara Municipal de Campinas, presidida por Antônio Álvares Lobo, votou e aprovou a cessão de um terreno no lugar onde atualmente se localiza o cruzamento da Avenida Andrade Neves com a Avenida Barão de Itapura. No ano seguinte, iniciou-se a construção do prédio, que viria a abrigar a Maternidade até 1965, quando esta se mudou para o atual prédio.

Características[editar | editar código-fonte]

Especialidades[editar | editar código-fonte]

A Maternidade de Campinas oferece as seguintes especialidades:

A Concessão da Rodoviária[editar | editar código-fonte]

Em 1963, a Prefeitura de Campinas concedeu à Maternidade de Campinas o direito de construir e explorar o terminal rodoviário de Campinas, através da Lei Municipal 2.918/1963[3], com direito a 40 anos de concessão (Decreto 2.174/1963) e foi substituída pela Lei 3.883/1970[4], que determinou a construção da rodoviária em no máximo dois anos (até agosto de 1972).

Foi construída então, no terreno pertencente à Maternidade, a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, que com o passar dos anos não teve ampliação e foi ficando cada vez mais caótico. Em 2000, a concessão foi prorrogada por mais 20 anos[5], o que gerou problemas com ações legais movidas pelo Ministério Público, o que fez a prefeitura corrigir e prorrogar a concessão, mas com mais 20 anos a partir do fim do contrato[6] (o que estenderia a concessão até 2030).

Dada a falta de condições da Maternidade em ampliar a Rodoviária ou construir um novo prédio, que atendesse ao interesse público e pusesse fim à situação caótica da velha rodoviária, em 2006 a Prefeitura desapropriou um terreno[7] pertencente ao antigo pátio ferroviário da Estação de Campinas, com vistas à construção da nova rodoviária, o Terminal Multimodal de Campinas. Cassou a concessão da Maternidade, indenizando o período faltante até 2010 e fez uma concessão para o novo terminal rodoviário[8].

Foi contratada a mesma empresa que implodiu parte dos blocos da antiga Casa de Detenção de São Paulo e o edifício Palace II, no Rio de Janeiro[9]. O valor pago foi de 480 mil reais, dividido entre a Maternidade de Campinas - dona do terreno - e a Prefeitura[10]. Foram usados 200kg de dinamite para a demolição do conjunto.

No último minuto de 21 de junho de 2008, a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros teve a última partida de ônibus e foi fechada, o que causou a decadência do comércio no entorno e criou uma espécie de cracolândia nas imediações da antiga rodoviária, agora fechada com tapumes, causando muita insegurança na região[11].

Em março de 2010 veio o anúncio de que a antiga rodoviária, pertencente à Maternidade de Campinas, seria implodida. A demolição foi marcada para o final da manhã de domingo, 28 de março de 2010; contudo, no meio da semana, uma liminar impetrada em São Paulo pela empresa proprietária da construção abandonada adjacente ao terminal foi recebida no final da quarta-feira, 24 de março[12]. Na tarde da sexta-feira, 26 de março, a liminar foi derrubada e a demolição, garantida[13]. Às 11:00 de 28 de março de 2010 foi realizada a implosão do imóvel onde se localizava a estação[14], que foi abaixo em apenas dois segundos. Não houve danos consideráveis às construções vizinhas, apenas o estilhaçamento de algumas telhas e vidros de construções vizinhas. A implosão gerou 12.000 toneladas de entulho, que serão removidos em 45 dias[15].

Referências

  1. «Histórico Maternidade de Campinas». Maternidade de Campinas. Consultado em 17 de fevereiro de 2014 
  2. Maternidade de Campinas. «Histórico». Consultado em 29 de abril de 2010 
  3. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Lei 2.918». Consultado em 29 de abril de 2010 
  4. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Lei 3.883». Consultado em 29 de abril de 2010 
  5. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Decreto 13.437/2000». Consultado em 29 de abril de 2010 
  6. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Decreto 14.521/2003». Consultado em 29 de abril de 2010 
  7. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Decreto 15.592/2006». Consultado em 29 de abril de 2010 
  8. Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - Prefeitura de Campinas. «Resolução 105/2008». Consultado em 29 de abril de 2010 
  9. Cosmo On Line (16 de março de 2010). «Empresa demolirá velha rodoviária de Campinas». Consultado em 29 de março de 2010 
  10. Cosmo On Line (22 de março de 2010). «Antiga rodoviária será implodida neste domingo». Consultado em 29 de março de 2010 
  11. Redação - EPTV (24 de março de 2010). «Terminal abandonado abrigou "cracolândia"». Consultado em 29 de abril de 2010 
  12. Cosmo On Line (25 de março de 2010). «Liminar adia a implosão da rodoviária de Campinas». Consultado em 29 de março de 2010 
  13. Cosmo On Line (26 de março de 2010). «Liminar cai e rodoviária será implodida no domingo». Consultado em 29 de março de 2010 
  14. Implosão de rodoviária é realizada com sucesso Cosmo On Line, 28/03/2010. Acesso em 28 de março de 2010.
  15. Cosmo On Line (28 de março de 2010). «Em dois segundos, antiga rodoviária vai ao chão». Consultado em 29 de março de 2010