Largo do Carmo (Campinas)
Largo do Carmo (Campinas) | |
|---|---|
| Largo do Carmo na primeira década do século XX | |
| Localização | Sudeste |
| País | |
| Estado | |
| Município | |
| Tipo | Público |
| Área | 4 812 m² |
| Administração | Prefeitura Municipal de Campinas |
| Coordenadas | |
| Localização no Brasil | |
O Largo do Carmo é considerado o marco zero[1] da fundação da cidade de Campinas, São Paulo. Em seu entorno estão a Igreja do Carmo, o Colégio Bento Quirino, o Jockey Club Campineiro e o Monumento-túmulo do compositor e maestro campineiro Carlos Gomes.
História
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Em setembro de 1773 foi feita a demarcação do local para a construção da igreja que seria a Matriz da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. A partir desta demarcação se traçaram as primeiras ruas do núcleo central do que viria a ser a cidade de Campinas.[2]
Neste local se construíram a capela provisória e a primeira Matriz, chamada posteriormente de Matriz Velha quando da construção da Matriz Nova e a divisão em 1870 do núcleo urbano de Campinas em duas paróquias. Naquele mesmo ano o Largo do Carmo foi objeto de um projeto de embelezamento.[1] No Largo do Carmo ficavam também o antigo Paço Municipal, compreendendo o prédio da Câmara Municipal, a cadeia pública e o Fórum.[2]
Localização
[editar | editar código]O Largo é demarcado pelas ruas Barão de Jaguara (antiga Rua de Cima), Barreto Leme (antiga Rua da Matriz Velha), Sacramento (antiga Rua do Meio) e Thomás Alves, sendo dividido ao meio pela rua Benjamin Constant. Em 1889 foi batizado de Praça Bento Quirino, em homenagem a Bento Quirino dos Santos.[3] O prédio histórico do Jockey Club tem sua lateral voltada para o largo do Carmo, e a frente para a pequena Praça Antônio Pompeu, antigo Largo do Capim.[4]
Monumento-túmulo a Carlos Gomes
[editar | editar código]Foi Alberto Santos Dumont quem colocou a pedra fundamental do monumento-túmulo em homenagem ao maestro e compositor no dia 18 de setembro de 1903, quando veio à cidade a convite de César Bierrenbach. O monumento-túmulo foi encomendado ao escultor Rodolfo Bernardelli, responsável pela criação da obra.[5]
Em 02 de julho de 1905, quase 10 anos após sua morte, foi inaugurado o monumento-túmulo ao grande artista, tornando-se um dos pontos turísticos da cidade.[6]
Galeria de Fotos
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Década de 1900
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Foto da estatua entre 1905 a 1910
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Largo no ao de 1929
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Década de 1970 -
Marco Zero da cidade de Campinas
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Visão geral do monumento-túmulo
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Detalhe do monumento-túmulo
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Monumento ao centenário de Bento Quirino
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Fachada da Basílica de Nossa Senhora do Carmo
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Fachada do Jockey Club Campineiro
Referências
- ↑ a b LARGO DO CARMO, MARCO ZERO DE CAMPINAS
- ↑ a b Campinas Virtual: Basílica Nossa Senhora do Carmo
- ↑ Prefeitura de Campinas: Bens Tombados, Processo Nº 01/99 - Praça Bento Quirino e Antônio Pompeu, Monumentos a Bento Quirino e a César Bierrembach, túmulo de Carlos Gomes e Basílica de Nossa Senhora do Carmo (13/05/2004)
- ↑ Martins, Valter: O mercado de hortaliças e a cadeia. A intensa vida social em um pequeno espaço da cidade. Campinas, século XIX. (2009)
- ↑ Centro de Ciências Letras e Artes (29 de novembro de 2016). «Museu Carlos Gomes». Centro de Ciências Letras e Artes. Consultado em 29 de novembro de 2016
- ↑ J. M. Fantinatti (29 de setembro de 2006). «Personagem:Antônio Carlos Gomes - O maior músico campineiro». Pró-Memória de Campinas-SP. Consultado em 29 de novembro de 2016
