Sirius (acelerador de partículas)

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Sirius
Ministro participa da inauguração do acelerador de partículas Sirius. (30970744907).jpg

Panorama do Sirius.

Informações gerais
Status
Concluído
Organização
Administrador
Tipo de telescópio
Website
Dados técnicos
Diâmetro
518m
Geografia
Localização atual
Campinas, São Paulo, Brasil
Endereço
Coordenadas

Sirius é um acelerador de partículas do tipo síncrotron em construção no município de Campinas, no interior de São Paulo, Brasil. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que já administra o primeiro acelerador de partículas do Brasil, o UVX, coordena também o projeto do Sirius. O novo acelerador de partículas terá 518 metros de diâmetro e emitância de 0,27 nanômetros-radianos.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Obras de construção do edifício do Sirius em abril de 2017.

Em construção desde 2014, O Sirius será o segundo acelerador de partículas brasileiro. O primeiro acelerador de partículas no Brasil, o UVX, também está localizado em Campinas, e que começou em 1985, por iniciativa dos físicos Ricardo Lago e Ricardo Rodrigues. Foi inaugurado em 1997 com pompa e a presença do então Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso. Era o início do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), uma instalação com tecnologia avançada e inédita no Brasil aberta para ser usada por pesquisadores de qualquer universidade ou empresa do país e do mundo. Era um equipamento único em toda a América Latina e raro no mundo inteiro. No entanto, no começo dos anos 2000, a tecnologia avançara e o UVX ficara obsoleto em comparação a outros síncrotrons espalhados pelo mundo. Em 2008, José Antônio Brum, diretor do LNLS entre 2001 e 2008, pediu à equipe do laboratório que desenhasse um pré-projeto do novo acelerador. A proposta foi entregue ao então Ministro da Ciência, o físico Sérgio Rezende, durante uma visita ao laboratório.[2][3]

Entrega da primeira etapa[editar | editar código-fonte]

Fachada do edifício do Sirius.

No dia 14 de novembro de 2018 foi celebrada a entrega da primeira etapa do projeto Sirius[4], sob a presença do então presidente Michel Temer e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, Gilberto Kassab. Nesta primeira etapa houve a entrega do prédio e de dois dos três aceleradores.[5]

A segunda etapa prevista no projeto incluirá a finalização da construção do terceiro acelerador e início das atividades do Sirius por pesquisadores e está prevista para o segundo semestre de 2019. Todas as sete estações de pesquisa estão previstas para o ano de 2021.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

Interior do edifício do Sirius.

A ferramenta será usada para entender a estrutura atômica das substâncias com as quais os cientistas vão trabalhar, o que pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos, no aprimoramento de materiais usados na construção civil, na exploração de petróleo e em várias outras áreas. O prédio de 68.000 metros quadrados abrigará um equipamento com formato de anel e circunferência de 500 metros.[2][3]

Para proteger as pessoas da radiação liberada pelo funcionamento da máquina, planejada para ser a mais avançada desse tipo em todo o mundo, o conjunto será blindado por 1 quilômetro de paredes de concreto. Uma barreira com 1,5 metro de espessura e 3 metros de altura. O investimento no projeto é de 1,8 bilhão de reais, o projeto científico mais ambicioso já feito no Brasil. Espera-se que esteja concluído em 2019.[2][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Novo acelerador de partículas será inaugurado em 2018, em Campinas». Folha de S.Paulo. 19 de janeiro de 2015. Consultado em 19 de janeiro de 2015 
  2. a b c «O acelerador de partículas de R$ 1,8 bilhão». Revista Piauí. 14 de agosto de 2017. Consultado em 14 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de Setembro de 2018 
  3. a b c Zorzetto, Ricardo (Julho de 2018). «Salto para um brilho maior». Pesquisa FAPESP. Consultado em 9 de Setembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de Setembro de 2018 
  4. «Sirius inaugura 1ª etapa e diretor vê otimismo na continuidade da obra após troca de governo». G1 
  5. a b «Cerimônia marca entrega da primeira etapa do projeto Sirius – LNLS». www.lnls.cnpem.br. Consultado em 19 de novembro de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Jr, Osvaldo Pessoa; Léa, Velho (Abril de 1998). «The Decision-Making Process in the Construction of the Synchrotron Light National Laboratory in Brazil». Social Studies of Science (em inglês). 28 (2): 195-218. Consultado em 9 de Setembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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