Prestes Maia

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Prestes Maia
Francisco Prestes Maia
20º Prefeito de São Paulo
Período 1 de maio de 1938
até 10 de novembro de 1945
Antecessor(a) Fábio da Silva Prado
Sucessor(a) Abraão Ribeiro
33º Prefeito de São Paulo
Período 8 de abril de 1961
até 7 de abril de 1965
Antecessor(a) Ademar de Barros
Sucessor(a) José Vicente Faria Lima
Vida
Nascimento 19 de março de 1896
Amparo, São Paulo
Morte 26 de abril de 1965 (69 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade Brasileiro
Dados pessoais
Partido União Democrática Nacional
Profissão Engenheiro civil e Arquiteto

Francisco Prestes Maia (Amparo, 19 de março de 1896São Paulo, 26 de abril de 1965) foi um engenheiro civil, arquiteto e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Francisco Prestes Maia, filho de Manuel Azevedo Maia e de Carolina Prestes, nasceu no dia 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, estado de São Paulo. Em 1917, formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP. No ano seguinte, montou um escritório de negócios imobiliários e, ao mesmo tempo, começou a trabalhar na Secretaria de Viação e Obras Públicas do governo estadual, ingressando na comissão que projetou e construiu obras urbanísticas na capital. Foi chefe da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura de São Paulo de 1926 a 1930, quando elaborou um plano de reestruturação da cidade. Foi professor da Escola Politécnica durante dez anos, tendo elaborado planos de urbanização para Recife e para as cidades paulistas de Campos do Jordão, Santos e Campinas.

Em 1938 foi nomeado prefeito da capital paulista pelo então interventor federal no estado Ademar de Barros. Permaneceu no cargo até 27 de outubro de 1945, dois dias antes da queda do Estado Novo. Como prefeito da capital paulista promoveu uma transformação profunda na estrutura da cidade realizando grandes obras. Retornou à vida pública em 1950 como candidato ao governo do Estado pela UDN, porém não saiu vitorioso. Nas eleições de 1954, voltou a concorrer ao governo paulista com apoio interpartidário articulado pelo governador Lucas Nogueira Garcez e, novamente, não conseguiu se eleger. Em 1957, foi indicado por Jânio Quadros à candidatura de prefeito da capital, embora as convenções partidárias tenham optado pelo candidato Ademar de Barros. Nas eleições para a prefeitura de São Paulo em 1961 saiu vitorioso com o apoio do governador do estado Carvalho Pinto. Como prefeito, empenhou-se a fundo na melhoria das finanças do município, mas não conseguiu alcançar o desempenho do mandato anterior por falta de recursos. Prestes Maia foi mantido no cargo depois do golpe militar em 1964 com o apoio do governador paulista Ademar de Barros.

Membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai escreveu diversos trabalhos sobre urbanismo para a revista Investigações.

Algumas obras: Estudo de um plano de avenidas para a cidade de São Paulo (1930); São Paulo, metrópole do século XX (1942); O plano urbanístico da cidade de São Paulo (1945); Plano regional de Santos (1950); Insolução escolar.

Faleceu no dia 26 de abril de 1965, na cidade de São Paulo.

Fonte. http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/prefeitoprestesmaia/index.php?p=3864

Prefeito[editar | editar código-fonte]

Na interventoria Adhemar de Barros foi nomeado prefeito da Capital Paulista de maio de 1938 a novembro de 1945. Iniciou, então um plano de Urbanismo, em cuja execução prosseguiu na interventoria Fernando Costa. É autor, entre outras obras, dos trabalhos: "Os melhoramentos de São Paulo" e "Plano de Avenidas". Durante sua gestão na Prefeitura, deu prosseguimento a construção do Estádio Municipal da Prefeitura, projetou e abriu as avenidas Duque de Caxias, Nove de Julho, Ipiranga, Conceição, Vieira de Carvalho, São Luís, Anhangabaú, as praças Roosevelt e Clóvis Beviláqua. Construiu a ponte das Bandeiras, a Biblioteca Municipal, a Galeria Prestes Maia, alguns viadutos com exceção dos de Santa Ifigênia e do Chá.

Urbanista[editar | editar código-fonte]

Planificou os dois sistemas básicos irradiação da metrópole e da avenida "Circular" e o sistema "Y", executando inteiramente o primeiro e preparando outros trabalhos como os da avenida Itororó e avenida Tiradentes. Alargou a rua da Liberdade. Na administração Pires do Rio, elaborou um projeto de urbanismo que foi premiado em primeiro lugar no 17º Congresso Pan-Americano de Arquitetura e Urbanismo. Foi colaborador da Revista "Investigações", e publicou vários trabalhos urbanísticos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetos de Lisboa, da Sociedade de Arquitetos do Uruguai, etc. Entre seus trabalhos citam-se: "Estudos de um Plano de Avenidas para a cidade de São Paulo", Edições melhoramentos, 1930, "O Zoneamento Urbano", São Paulo, Ed. Sociedade Amigos da Cidade, 1936, "São Paulo, Metrópole do século XX", São Paulo Ed. Prefeitura Municipal, 1945, "Insolação Escolar" e "Plano Regional de Santos", 1950.

Prefeito eleito[editar | editar código-fonte]

Em 8 de abril de 1961 assumiu novamente o cargo de prefeito municipal de São Paulo numa das maiores votações até então recebidas por um homem público. Encontrando as finanças municipais em estado precário, recuperou-as empreendendo o melhor plano de melhoria da periferia da Capital. Iniciou a construção de numerosas pontes, como as Pontes do Piqueri e Cruzeiro do Sul, sobre o Tietê, o viaduto Pacheco Chaves, Vila Matilde, Azevedo, Pirituba, Vergueiro, Paraíso, São Joaquim sobre o Córrego da Traição, o viaduto Aeroporto e o viaduto sobre a avenida República do Líbano. Incentivou a Cultura através de uma rede de bibliotecas e parques Infantis na periferia, promoveu e atacou as obras da avenida. Itororó. Reequipou a limpeza pública. Reaparelhou o sistema de saúde da Capital Paulista através de construção do hospital Municipal, do Distrital da Mooca, e em convênio com entidades promoveu a construção de postos de Pronto Socorro e outras melhorias. No Setor Funcional restabeleceu a hierarquia há muito quebrada, iniciou as promoções dentro de critérios de merecimentos, recuperou moralmente a máquina administrativa. Promulgou pela mudança do artigo 20 da Constituição Federal, a fim de que o município pudesse receber, em retorno 30% do excesso de arrecadação estadual. Como prefeito no regime democrático, revelou-se um exemplar respeitador do poder legislativo, colocando-se em seu secretariado um número de legisladores que nenhum outro prefeito admitiu. Sempre manteve as mais estreitas e cordiais relações com a edilidade paulistana, com o Poder Executivo Estadual, e também com o Judiciário.

Dá o nome também a uma avenida na cidade de São Paulo.

Precedido por
Fábio da Silva Prado
Prefeito de São Paulo
19381945
Sucedido por
Abraão Ribeiro
Precedido por
Ademar de Barros
Prefeito de São Paulo
19611965
Sucedido por
José Vicente Faria Lima