Teodoro Augusto Ramos

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Theodoro Augusto Ramos
Teodoro Augusto Ramos.gif
Teodoro Augusto Ramos
Nascimento 26 de junho de 1895
São Paulo, São Paulo
Morte 5 de dezembro de 1937 (42 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Alma mater Escola Politécnica do Rio de Janeiro
Instituições Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Campo(s) Matemático e político

Theodoro Augusto Ramos (São Paulo, 26 de junho de 1895Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1937) foi um matemático e político brasileiro de capital importância para o desenvolvimento da ciência brasileira no século XX, estando relacionado a fundação da Universidade de São Paulo.

Vida[editar | editar código-fonte]

Introduziu no Brasil a Análise Matemática moderna e considerado o mais brilhante e o mais cientificamente produtivo de sua geração. Formou-se em Engenharia Civil na Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1917) e obteve o grau de Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Politécnica, ao defender a tese intitulada Sobre as Funções de Variáveis Reais (1918), um marco importante da pesquisa matemática no Brasil.

Foi eleito membro da então Sociedade Brasileira de Ciências (1918) e fixou residência na cidade de São Paulo, contratado como Professor Substituto na Escola Politécnica de São Paulo. No ano seguinte, com a tese Questões sobre Curvas Reversas (1919), foi aprovado no concurso e nomeado Professor Substituto Interino da primeira secção que abrangia as disciplinas Matemática Elementar, Geometria Analítica, Cálculo Infinitesimal, depois Cálculo Diferencial e Integral. Por decreto do Governo Estadual, foi nomeado Professor Efetivo da Escola Politécnica de São Paulo (1922).

Com apenas 28 anos, realizou a primeira pesquisa sobre a Relatividade Geral e a Teoria Quântica no Brasil (1923). Tornou-se Professor Catedrático da cadeira Vetores, Geometria Analítica. Geometria Projetiva e suas aplicações à Nomografia (1926) e da cadeira Mecânica Racional (1932). Participou da Comissão nomeada pelo Ministro da Educação e Saúde Pública, Dr.Francisco Campos, para propor a reforma do ensino de engenharia no país (1931) e foi nomeado Diretor de Ensino Superior, do Ministério da Educação (1934).

Foi comissionado pelo governador de São Paulo, Armando de Salles Oliveira (1887-1945), para chefiar a comitiva acadêmica que foi à Europa (1934) contratar pesquisadores para a recém criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL), da qual foi o primeiro diretor. Neste programa vieram para a FFCL da USP, figuras de grande expressão no meio acadêmico europeu, dentre eles Luigi Fantappiè, Gleb Wataghin, Heinrich Rheinboldt, Giuseppe Occhialini, Ernst Bresslau, Émile Coornaert, Étienne Borne, Fernand Braudel, Paul Arbousse-Bastide, Claude Lévy-Strauss, Ettore Onorato e Giacomo Albanese.

Foi um dos primeiros a introduzir em uma Escola de Engenharia o ensino do Cálculo Vetorial, importante ferramenta matemática e muito empregada nos estudos de Física Teórica, Mecânica e Geometria Analítica, e o primeiro a introduzir em uma Escola de Engenharia, no Brasil, o ensino de Cálculo Tensorial (1929).

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 5 de dezembro (1935). Além de matemático renomado com a publicação de vários artigos originais na área, teve múltiplas atividades. Publicou em Paris o livro Leçons sur le Calcul Vectoriel (1933) e proferiu uma série de interessantes conferências no Rio de Janeiro sobre a Mecânica Quântica. Na esfera da educação, foi membro por muitos anos do Conselho Nacional de Educação, participou da reforma do ensino de Engenharia (1931) e exerceu cargos públicos, especialmente em mandatos-tampão, tendo sido inclusive Prefeito de São Paulo por três meses (1933).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Artur Saboia
Prefeito de São Paulo
19321933
Sucedido por
Artur Saboia