Plano de Avenidas de São Paulo

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Esquema Teórico do Plano de Avenidas de Prestes Maia.

O Plano de Avenidas de São Paulo foi um projeto de sistema viário estrutural proposto por Prestes Maia e Ulhôa Cintra nas décadas de 1920 e 1930 para a cidade de São Paulo, Brasil, e que estruturou o crescimento do município ao longo das décadas posteriores.[1]

Continuando na perspectiva de mudar a infraestrutura de transportes da cidade, após a derrocada do Plano da Light, o engenheiro Francisco Prestes Maia elaborou um grande estudo que entraria para a história de São Paulo. Com o nome original de “Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo”, mas mais conhecido como Plano de Avenidas, foi um livro publicado pela editora Melhoramentos, no ano de 1930, quando o engenheiro ainda era da Secretaria de Obras e Viação da Prefeitura de São Paulo.

Graças a essa obra, Prestes Maia recebeu um prêmio no 4º Congresso Pan-Americano de Arquitetos no Rio de Janeiro. O estudo foi elaborado e organizado em nove capítulos e um apêndice especial. A intenção do autor era apresentar diversas sugestões para auxiliar a cidade a crescer e “reservar” espaços para futuros empreendimentos na cidade.

Logo no primeiro capítulo, chamado apenas de “Introdução”, Prestes Maia explica os objetivos e a ideia de abrangência do plano. O segundo e terceiro capítulos, que atendem por “Desapropriações” e “Recursos Financeiros”, respectivamente, trata dos meios legais para que a Prefeitura possa arrumar dinheiro e realizar as obras viárias propostas no estudo.

A partir de então, a ideia central do plano vem à tona. Prestes Maia tinha em mente que a estrutura que São Paulo apresentava era insuficiente para o número de paulistanos da época e, com certeza, não daria conta no caso da cidade crescer espetacularmente.

Ele propôs então que a cidade se organizasse com um sistema radial perimetral e apresentou suas ideias e conceitos em três capítulos diferentes. “O Perímetro de Irradiação”, primeiro desses capítulos, traz à tona a proposta de um anel viário em torno do centro da cidade.

Dessa forma, segundo sua teoria, o problema dos congestionamentos na região central estaria resolvido e, ao mesmo tempo, aconteceria a expansão do centro que envolveria seu perímetro e um sistema de avenidas e viadutos. Desta forma transpunha os obstáculos físicos para a expansão do centro, de um lado o Vale do Anhangabaú e, do outro, a Várzea do Carmo.

No próximo ponto do livro, um capítulo chamado de “Radiaes”, Maia propõe um sistema de vias traçadas a partir do perímetro de irradiação em direção a todos os quadrantes da cidade e, obviamente, estabelecendo ligações entre as três perimetrais paulistanas.

A proposta do segundo e terceiro sistema de vias perimetrais é descrito no capítulo “Perimetraes Tietê”. A segunda perimetral era traçada sobre o leito das linhas férreas e a terceira, chamada de sistema de parkways e era composta pelas marginais Tietê e Pinheiros, seguindo pelas cabeceiras do Ipiranga e descendo o vale do Tamanduateí.

A descrição da proposta de sistema de transportes é o tema do sétimo e oitavo capítulos do Plano de Avenidas. O primeiro tópico abordado é chamado de “Systema de Transportes 1ª Parte Estradas de Ferro”, que tem por objetivo propor a relocação das vias férreas que atravessavam a cidade de forma a adaptá-las ao novo traçado viário proposto.

No capítulo “Systema de Transportes 2ª Parte – Metropolitano, Tramways Omnibus etc..”descreve experiências de outros países e articula argumentos contra a renovação do contrato de viação feita pela companhia canadense Light & Power que detinha o monopólio da concessão de transportes coletivos em São Paulo. A renovação do contrato ameaçava a execução das obras viárias propostas no plano.

A extensão da cidade é o tema do nono capítulo com informações sobre a legislação urbanística vigente. O Apêndice ao plano é dividido em duas partes “Parques”, onde Prestes Maia aborda os novos e grandes parques propostos para São Paulo, e “Ponte Grande” quando apresenta alguns detalhes de projeto e construção para esta ponte às margens do Tietê.

Importante destacar que o Plano de Avenidas tem uma concepção de cidade implícita no projeto de sistema radial perimetral, na preferência por um sistema de transporte em superfície e na proposta de expansão do centro histórico.

Este plano orientou a atuação de dois prefeitos de São Paulo: Fabio Prado e o próprio Prestes Maia, no período entre 1934 e 1945, quanto à remodelação e extensão do sistema viário da cidade. Esta característica de um plano que foi executado o distingue dos outros planos elaborados para São Paulo.

Referências

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