Podemos (Brasil)

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Podemos
Número eleitoral 19
Presidente Renata Abreu
Fundação 2 de maio de 1945 (72 anos)
Registro 2 de outubro de 1997 (20 anos)[1]
Sede São Paulo e Brasília
Ideologia Trabalhismo
Solidarismo
Nacionalismo
Janismo (histórico)
Espectro político Centro
Senadores[2]
3 / 81
Deputados federais (2014)[3]
17 / 513
Cores
Página oficial
www.podemos.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Podemos (PODE), anteriormente denominado Partido Trabalhista Nacional (PTN), é um partido político brasileiro.[4] É um dos partidos mais antigos do Brasil, uma vez que remonta à organização fundada na República Nova por dissidentes do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e refundada com o retorno do pluripartidarismo no país.[5] Tem sido comandado pela família Abreu (José Masci de Abreu, Dorival de Abreu e Renata Abreu) desde a refundação em 1995. Antes disso, conseguiu eleger um filiado como presidente do Brasil: Jânio Quadros, em 1960.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1945, acolheu Hugo Borghi e outros dissidentes do PTB em 1947. Teve alguma expressão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Guanabara.

Em 1960, lançou o candidato vitorioso à presidência, Jânio Quadros. Foi extinto pelo Regime Militar, por intermédio do Ato Institucional Número Dois (AI-2), de 27 de outubro de 1965.

O PTN chegou a ter entre seus filiados o sambista Paulo da Portela,[7] Artur da Távola, deputado estadual na Guanabara, o deputado paulista Emílio Carlos, na primeira fase, e o então prefeito de São Paulo Celso Pitta, na segunda fase.

O PTN foi refundado em maio de 1995, ganhando o registro provisório no mesmo ano; no ano seguinte já obteve o registro definitivo da legenda, tendo sido dirigido pelo ex-deputado petebista Dorival de Abreu; e seu código eleitoral é o 19.[8]

Após o falecimento de Dorival, seu irmão, o também ex-deputado federal paulista José de Abreu, dirigiu a legenda. Nas eleições presidenciais de 1998 lançou como candidata a presidência a Secretária Geral da legenda, a paulista Thereza Ruiz, que obteve votação superior a 100 mil votos. Em São Paulo, apresentou o candidato a governador Fred Corrêa, nas eleições de 2006.

No pleito de 2014, elegeu 4 deputados federais, sendo eles Bacelar (BA), Christiane de Souza Yared (PR), Delegado Edson Moreira (MG), Renata Abreu (SP) filha de José de Abreu, que também agora é a nova presidente nacional do partido e 14 deputados estaduais. Com a janela partidária no início do ano de 2016, vários parlamentares trocaram de legenda e o destino de alguns deles foi o PTN que hoje tem 13 deputados federais.

Antigo logo do partido.

Em dezembro de 2016, o então "Partido Trabalhista Nacional" mudou de nome e passou a ser denominado "Podemos". Baseado em pesquisas e estudos de consultorias, a organização foi renomeada por inspiração no mote "sim, nós podemos" (yes, we can) da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos em 2008 e sem qualquer relação com o partido-movimento espanhol Podemos. A essa época, a bancada do partido foi caracterizada como de centro-direita com parlamentares conservadores pelo presidente do diretório estadual na Bahia, João Carlos Bacelar Batista, enquanto que a nova organização não seria nem de direita, nem de esquerda, segundo seus dirigentes.[5][6][9][10]

Em virtude da delação da JBS, em 18 de maio de 2017, foi o primeiro partido a abandonar a base aliada do governo Michel Temer, saindo também do bloco partidário do qual integrava ao lado do PP e do PTdoB, então declarou-se independente em relação ao governo.[11]

Ainda em 2017 passou a ter representatividade no Senado Federal com a filiação de Alvaro Dias (ex-PV) e de Romário, que deixou o PSB no final de junho. Em agosto o partido recebeu a filiação de José Medeiros (ex-PSD), senador pelo Mato Grosso.

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51 036 040 48,36 2.º
2010 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55 752 529 56,05 1.º
1998 Thereza Ruiz Eduardo Gomes sem coligação 166 138 0,25 10.º
1960 Jânio Quadros (PTN) Milton Campos (UDN)[nota 1] PTN, PL, PDC, PR, UDN 5 636 623 48,27 1.°/2.°

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Milton Campos não consegue se eleger vice de Jânio, quem ganha a eleição para vice-presidente é João Goulart (PTB)

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  2. «Senadores em Exercício». Senado Federal  Parâmetro desconhecido |acesso_data= ignorado (ajuda)
  3. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
  4. «Podemos». www.tse.jus.br. Consultado em 18 de maio de 2017 
  5. a b 24/7, Brasil (27 de novembro de 2016). «Mudança de nome não deve estancar sangria no PTN». jornal 
  6. a b «PTN, que já teve Jânio e Pitta, muda para Podemos, inspirado em Obama - 22/11/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 27 de novembro de 2016 
  7. Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001.
  8. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007
  9. «PTN muda de nome a passa a se chamar Podemos». Metrópoles. Consultado em 27 de novembro de 2016 
  10. «PTN muda de nome e vira Podemos». Consultado em 27 de novembro de 2016 
  11. Gadelha, Igor (18 de maio de 2017). «Com 13 deputados, PTN anuncia rompimento com governo Temer». Correio. Consultado em 18 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]