Partido Trabalhista Nacional

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Partido Trabalhista Nacional
Ptn-logo.jpg
Número eleitoral 19
Presidente Renata Abreu
Fundação 2 de maio de 1945 (71 anos)
Registro 2 de outubro de 1997 (19 anos)[1]
Sede São Paulo e Brasília
Ideologia Trabalhismo
Solidarismo
Nacionalismo
Social-democracia
Janismo (histórico)
Espectro político Centro

Centro-esquerda (histórico)
Deputados federais (2014)[2]
13 / 513
Cores      Amarelo

     Verde

     Azul

Site
www.ptn.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Partido Trabalhista Nacional (PTN) é um partido político brasileiro. É um dos partidos mais antigos do Brasil, uma vez que remonta à organização fundada na República Nova por dissidentes do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e refundada com o retorno do pluripartidarismo no país. Tem sido comandado pela família Abreu (José Masci de Abreu, Dorival de Abreu e Renata Abreu) desde a refundação em 1995. Antes disso, conseguiu eleger um filiado como presidente do Brasil: Jânio Quadros, em 1960. Em dezembro de 2016 o partido mudará de nome baseado em pesquisas e estudos de consultorias, passando a ser denominado Podemos, por inspiração no mote "sim, nós podemos" (yes, we can) da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos em 2008 e sem qualquer relação com o partido-movimento espanhol Podemos. A essa época a bancada do partido foi caracterizada como de centro-direita com parlamentares conservadores pelo presidente do diretório estadual na Bahia, João Carlos Bacelar Batista, enquanto que a nova organização não seria nem de direita, nem de esquerda, segundo seus dirigentes.[3][4][5][6]

História[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1945, acolheu Hugo Borghi e outros dissidentes do PTB em 1947. Teve alguma expressão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Guanabara.

Em 1960, lançou o candidato vitorioso à presidência, Jânio Quadros. Foi extinto pelo Regime Militar, por intermédio do Ato Institucional Número Dois - o AI-2, de 27 de outubro de 1965.

O PTN chegou a ter entre seus filiados o sambista Paulo da Portela,[7] Artur da Távola, deputado estadual na Guanabara, o deputado paulista Emílio Carlos, na primeira fase, e o então prefeito de São Paulo Celso Pitta, na segunda fase.

O PTN foi refundado em maio de 1995, ganhando o registro provisório no mesmo ano; no ano seguinte já obteve o registro definitivo da legenda, tendo sido dirigido pelo ex-deputado petebista Dorival de Abreu; e seu código eleitoral é o 19.[8]

Após o falecimento de Dorival, seu irmão, o também ex-deputado federal paulista José de Abreu, dirigiu a legenda. Nas eleições presidenciais de 1998 lançou como candidata a presidência a Secretária Geral da legenda, a paulista Thereza Ruiz, que obteve votação superior a 100 mil votos. Em São Paulo, apresentou o candidato a governador Fred Corrêa, nas eleições de 2006.

No pleito de 2014, elegeu 4 deputados federais, sendo eles Bacelar (BA), Christiane de Souza Yared (PR), Delegado Edson Moreira (MG), Renata Abreu (SP) filha de José de Abreu, que também agora é a nova presidente nacional do partido e 14 deputados estaduais. Com a janela partidária no início do ano de 2016, vários parlamentares trocaram de legenda e o destino de alguns deles foi o PTN que hoje tem 13 deputados federais.

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51.036.040 48,36
2010 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55.752.529 56,05
1998 Thereza Ruiz Eduardo Gomes sem coligação 166.138 0,25 10º
1960 Jânio Quadros (PTN) Milton Campos (UDN)[nota 1] PTN, PL, PDC, PR, UDN 5.636.623 48,27 1°/2°

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Milton Campos não consegue se eleger vice de Jânio, quem ganha a eleição para vice-presidente é João Goulart (PTB)

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015. 
  2. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015. 
  3. 24/7, Brasil. (2016-11-27). "Mudança de nome não deve estancar sangria no PTN" (em pt-BR). jornal.
  4. «PTN muda de nome a passa a se chamar Podemos». Metrópoles. Consultado em 2016-11-27. 
  5. «PTN muda de nome e vira Podemos». Consultado em 2016-11-27. 
  6. «PTN, que já teve Jânio e Pitta, muda para Podemos, inspirado em Obama - 22/11/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2016-11-27. 
  7. Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001.
  8. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]