Partido de Representação Popular

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Partido de Representação Popular
Presidente Plínio Salgado
Fundação 1945
Dissolução 28 de outubro de 1965
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Ideologia Nacionalismo
Cores       Amarelo

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

O Partido de Representação Popular (PRP) foi um partido político brasileiro ativo de 1945 a 1965. Também conhecido como Partido Populista, foi fundado ainda com o ex-líder integralista Plínio Salgado no exílio, tendo como colaborador a Confederação dos Centros Culturais da Juventude (CCCJ), também conhecido como Movimento Águia Branca. Reagrupou grande parte dos ex-integrantes da Ação Integralista Brasileira, e tinha orientação ideológica nacionalista. Sempre obteve representação no Congresso Nacional do Brasil, tendo maior presença no Sul[1].

Em 1947, após o cancelamento do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE, através de iniciativa do Deputado Federal Barreto Pinto (PTB)[2], o Partido de Representação Popular sofreu tentativa semelhante de cancelamento do registro eleitoral, ocorrendo decisão unânime pelo Tribunal Superior Eleitoral pela legalidade da legenda no cenário político nacional, amplamente divulgado pelos jornais e revistas do partido.

Apoiou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes nas eleições presidenciais de 1950. Lançou o presidente do partido Plínio Salgado como candidato à Presidência nas eleições de 1955, vencidas por Juscelino Kubitschek. Foi dissolvido em 28 de outubro de 1965 pelo AI-2. A maioria dos seus integrantes agrupou-se na ARENA[3].

Segundo o verbete da Fundação Getúlio Vargas: "Em 21 de março de 1955, o PRP lançou oficialmente a candidatura de Plínio Salgado à sucessão de João Café Filho, que assumira o governo em agosto de 1954, com o suicídio de Vargas. Foi o segundo partido a apresentar um candidato próprio à sucessão presidencial, rejeitando, assim, a fórmula de uma candidatura suprapartidária de “união nacional” proposta pela UDN em contraposição à candidatura de Juscelino Kubitschek, oficializada pelo PSD em fevereiro. A indicação de Salgado foi denunciada pela UDN como uma manobra de Kubitschek para dividir os votos de seu candidato, Juarez Távora. Salgado refutou a acusação, mas posteriormente, em entrevista à socióloga Maria Vitória Benevides, o próprio Juscelino confirmaria ter solicitado pessoalmente sua participação no pleito".[4]

Sede e diretório[editar | editar código-fonte]

Quando de seu registro no Tribunal Superior Eleitoral, o partido tinha sede na avenida Presidente Wilson, nº 210, na cidade do Rio de Janeiro. Compunham seu diretório nacional:

  • Comandante Fernando Cochrane – presidente
  • Prof. Adaucto D'Alencar Fernandes – 1º vice-presidente
  • Dr. Plácido de Mello – 2º vice-presidente
  • Dr. H. de Matta Barcellos – secretário-geral
  • Dr. Murillo Fontainha – consultor jurídico

Referências

  1. Estatuto do Partido de Representação Popular
  2. Paulo. «O cancelamento do PCB em 1947 na visão da justiça eleitoral». pcb.org.br (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2017. 
  3. Partido de Representação Popular: estrutura interna e inserção eleitoral (1945-1965), por Gilberto Calil
  4. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «SALGADO, PLINIO | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 15 de dezembro de 2017. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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