Terceira posição

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Terceira via.

Terceira posição ou terceira alternativa é uma posição política além da direita e esquerda que enfatiza sua oposição ao comunismo e ao capitalismo. Não confundir com "Terceira via" que é social democrata. Defensores da terceira posição geralmente a descrevem como estando situada "além da esquerda e da direita", e não como uma forma de sincretismo que une os dois extremos do espectro político.[1][2][3][4][5][6][7][8]. A terceira posição contém em sua essência características do tradicionalismo, e dentro desse espectro político existem formas intermediárias de alcançar a finalidade de restaurar a tradição de um povo, como o nacional-socialismo, fascismo e suas outras vertentes.

O especto econômico da terceira posição é inspirado nas formas de economia solidária, corporativismo medieval, e contém a luta contra a usura. O dinheiro nessa forma de economia é agora um instrumento para facilitar as trocas entre as pessoas e serve como uma unidade de medição de valor, contrariando a concepção mammonista do dinheiro feito pela economia capitalista como descreve Gottfried Feder.[9]

Apesar de ser muito comum a identificação da terceira posição com o fascismo, existem várias vertentes que se enquadram como de terceira posição: nacional-socialismo, falangismo, strasserismo, nacional-sindicalismo, Castilhismo, Shōwa, restauração Meiji, donghak, franquismo, integralismo, peronismo, getulismo e distributismo, a maioria tidas como de "extrema-direita", porem é errôneo dizer tal coisa visto que a terceira posição é por si um terceiro caminho entre a direita e a esquerda.

A designação "terceira posição" (ou denominações assemelhadas) tem sido utilizada em diferentes países da Europa, por várias organizações e movimentos políticos geralmente considerados de extrema-direita pela midia contemporânea, a exemplo de:[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Berlet, Chip (20 de dezembro de 1990). «Right Woos Left: Populist Party, LaRouchite, and Other Neo-fascist Overtures To Progressives, And Why They Must Be Rejected». Political Research Associates. Consultado em 1 de fevereiro de 2010. revised 4/15/1994, 3 corrections 1999 
  2. Griffin, Roger (1995). Fascism. [S.l.]: Oxford University Press. ISBN 0-19-289249-5 
  3. Kevin Coogan (1999). Dreamer of the Day: Francis Parker Yockey and the Postwar Fascist International. [S.l.]: Autonomedia. ISBN 1-57027-039-2 
  4. Lee, Martin A. (1999). The Beast Reawakens: Fascism's Resurgence from Hitler's Spymasters to Today's Neo-Nazi Groups and Right-Wing Extremists. [S.l.]: Routledge. ISBN 0-415-92546-0 
  5. Griffin, Roger (julho de 2000). «Interregnum or Endgame? Radical Right Thought in the 'Post-fascist' Era». The Journal of Political Ideologies. 5 (2): 163–78. doi:10.1080/713682938. Consultado em 27 de dezembro de 2010 
  6. Antonio, Robert J. (2000). «After Postmodernism: Reactionary Tribalism». American Journal of Sociology. 106 (1): 40–87. JSTOR 3081280. doi:10.1086/303111 
  7. «La "tercera posición": lejos de Washington y de Moscú». web.archive.org. 23 de março de 2014. Consultado em 7 de setembro de 2020 
  8. Sunshine, Spencer (inverno de 2008). «Rebranding Fascism: National-Anarchists». Consultado em 12 de novembro de 2009 
  9. https://web.archive.org/web/20200101164422/http://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com:80/2017/08/gottfried-feder-y-la-lucha-contra-la.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  10. Feldman, Matthew. Fascism: Post-war fascisms, p. 348.
  11. James Lyons. «The truth about fascist National Front past of Britain's two new BNP members in Europe». Daily Mirror