Sincretismo político

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Sincretismo político refere-se à política externa ao espectro político convencional esquerda-direita. O termo é derivado da ideia de sincretismo (religião sincrética).

O sincretismo político pode tomar posições que não se enquadram no espectro político, conjugar posições de ambos os lados políticos ou ainda manter posições de neutralidade, optando por combinar - ou não -elementos associados com a esquerda e com a direita.[1][2][3]

Exemplos históricos e contemporâneos[editar | editar código-fonte]

A Falange Espanhola, por exemplo, considerada de extrema-direita, apresentava-se como sincrética,[4] por atacar tanto a esquerda como a direita tradicional, considerando ambas suas "inimigas" e declarando-se nem de esquerda nem de direita, mas uma terceira posição.[5]

Enéas Carneiro, candidato à presidência do Brasil em três ocasiões, intitulava-se nacionalista apenas, rejeitando o eixo esquerda-esquerda por considerá-lo obsoleto.[6]

Adolf Hitler, depois de criticar tanto a política de esquerda quanto a de direita em Mein Kampf, apresentou o fascismo e o nazismo, academicamente tidos como de extrema-direita, como sendo uma terceira posição sincrética,[7] expressão que também tem sido utilizada por vários movimentos neonazis descendentes.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Griffin, Roger (7 de setembro de 1995). Fascism (paperback). Col: Oxford readers second printing ed. Oxford, England, UK: Oxford University Press. pp. 8, 307. ISBN 978-0192892492 
  2. Kallis, Aristotle A. (25 de dezembro de 2002). The Fascism Reader. [S.l.]: Routledge. p. 71. ISBN 978-0415243599 
  3. Blamires, Cyprian. World Fascism: A Historical Encyclopedia (hardcover) (em ABC-CLIO e Inc.) 5 ed. Santa Barbara, California, USA: ABC-CLIO, Inc. pp. 14, 561. ISBN 978-1576079409. Consultado em 27 de outubro de 2012 
  4. Fernandez, Paloma Aguilar (agosto de 2002). Memory in Amnesia: The Role of the Spanish Civil War in the Transition to Democracy (hardcover). Oxford, England, UK; New York, New York, USA: Berghahn Books. ISBN 978-1571817570. Consultado em 27 de outubro de 2012 
  5. Griffin, Roger (7 de setembro de 1995). Fascism (paperback). Col: Oxford readers second printing ed. Oxford, England, UK: Oxford University Press. p. 189. ISBN 978-0192892492. Consultado em 27 de outubro de 2012 
  6. https://m.youtube.com/watch?v=RsHlpbuFYQc
  7. Koshar, Rudy. Social Life, Local Politics, and Nazism: Marburg, 1880-1935, University of North Carolina Press, 1986. p. 190.
  8. James L. Richardson. Contending Liberalisms in World Politics: Ideology and Power. Lynne Rienner Publishers, 2001 Pp. 194.
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