Reacionário

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A batalha de Waterloo (1815) confrontou as forças revolucionárias francesas lideradas por Napoleão contra as forças reacionárias britânicas e prussianas

O termo reacionário tem estreito vínculo com o termo revolucionário, ambos estão a margem do fluxo temporal, desvalorizando o presente (hic et nunc) para invocar o passado nostálgico (reacionário) ou um devir idealizado (revolucionário). Para o reacionário o ideal reside no passado, na nostalgia, no que foi e não será mais, salvo se retomarmos aos antigos valores. É associado erroneamente aos indivíduos que defendem uma manutenção do "status quo" político e social diante de propostas de mudança social ou de ideias voltadas para a transformação da sociedade (contra-revolucionários), são notadamente confundidos com conservadores, que ao contrário, valorizam o presente e admitem mudanças que respeitem a história, o valores sociais, bem como a tradição, responsabilizando-se pelo devir. Seus princípios são confundidos com princípios conservadores e liberais, que por sua vez são acusados de serem contrários à mudança política ou social, onde tais mudanças, tendem a ruptura, isso é, serem "revolucionárias".[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O sentido histórico do termo "reacionário" refere-se àquele que se contrapõe ao presente, e consequentemente as mudanças revolucionárias, sociais e políticas. Nesse sentido, entende-se como reação o conjunto de forças que atuam no sentido de retorno ao estado anterior.

O reacionário é gêmeo do revolucionário. O termo foi empregado pela primeira vez no contexto da Revolução Francesa (1789-1799) no sentido de que reacionários eram os que reagiam contra as mudanças iniciadas pela Revolução e pretendiam um retorno ao Antigo Regime.

No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels afirmam que as:

Nesse sentido, as religiões são, às vezes, qualificadas como reacionárias. Isto decorre, em parte, da oposição a filósofos religiosos como Louis de Bonald, Joseph de Maistre e François-René de Chateaubriand, e em parte do que Karl Popper chamou de crença progressista (identificada como historicista) no caráter manifesto da verdade que não conduz à construção do conhecimento mas à procura dos obstáculos à manifestação da verdade. Ao se identificar a religião como geradora de preconceitos, procura-se abolir a religião.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Houaiss: "reacionário".
  2. MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Parte I: Burgueses e proletários.
  3. POPPER, Karl A Miséria Do Historicismo. São Paulo: Edusp, 1980, p.28.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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