Reacionário

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O termo reacionário é associado aos indivíduos que defendem uma manutenção do "status quo" político e social quando propostas de mudança ou tentativas de revoluções são encetadas. É utilizado se referir a situacionistas que se opõe às mudanças sociais preconizadas pelas oposições, mantendo, dessa forma, sua maneira de governar.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O sentido histórico do termo "reacionário" refere àquele que se contrapõe a mudanças revolucionárias, sociais e políticas. Nesse sentido, entende-se como reação o conjunto de forças que atuam no sentido de retorno ao estado anterior.

O reacionário é o oposto do revolucionário. O termo foi empregado pela primeira vez no contexto da Revolução Francesa (1789-1799) no sentido de que reacionários eram os que reagiam contra as mudanças iniciadas pela Revolução e pretendiam um retorno ao Antigo Regime.

No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels afirmam que as:

Cquote1.svg Classes médias pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos, camponeses - combatem a burguesia porque esta compromete sua existência como classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda, reacionárias, pois pretendem fazer girar para trás a roda da história.[2] Cquote2.svg

Nesse sentido, as religiões são, às vezes, qualificadas como reacionárias. Isto decorre, em parte, da oposição desses últimos a filósofos religiosos como Louis de Bonald, Joseph de Maistre e François-René de Chateaubriand, e em parte do que Karl Popper chamou de crença progressista (identificada como historicista) no caráter manifesto da verdade que não conduz à construção do conhecimento mas à procura dos obstáculos à manifestação da verdade. Ao se identificar a religião como geradora de preconceitos, procura-se abolir a religião.

Cquote1.svg Analisar, afastar esse emaranhado de forças e tendências conflitantes e conseguir penetração em suas raízes, atingindo as forças de impulsão universal e as leis de transformação social – essa a tarefa das Ciências Sociais, tal como a vê o historicismo. Cquote2.svg
A batalha de Waterloo (1815) confrontou as forças revolucionárias francesas lideradas por Napoleão contra as forças reacionárias britânicas e prussianas

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 455.
  2. MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Parte I: Burgueses e proletários.
  3. POPPER, Karl A Miséria Do Historicismo. São Paulo: Edusp, 1980, p.28.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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