Castilhismo

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Castilhismo era o nome à corrente política que tinha por referência Júlio Prates de Castilhos, surgida em 1882 com a fundação do Partido Republicano Riograndense - PRR.

O Castilhismo era uma corrente política de forte cunho conservador, ao mesmo tempo em que apostava na modernização econômica, por ter na burguesia industrial e urbana suas bases de apoio. Também sofreu forte influência do positivismo de Auguste Comte.

O castilhismo tinha três princípios básicos:

  1. Escolha dos governantes baseado na sua pureza moral e não na sua representatividade popular.
  2. Na política devem ser eliminadas as disputas político partidárias e valorizar só a virtude.
  3. O governante deve regenerar a sociedade, e o Estado comandar a transformação e modernização da sociedade.

Embora tenha origens ideológicas no pensamento de Venâncio Aires, o castilhismo como alinhamento político surgiu junto com a ascensão pessoal de Castilhos e do Partido Republicano Riograndense. Ele foi eleito pela primeira vez para o governo estadual em 1891.

Em 1893, ocorreu a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, uma verdadeira guerra civil gaúcha em que os liberais pegaram em armas contra o governo de Castilhos e foram derrotados.

O líder da oposição, o monarquista Silveira Martins, tinha sido o pivô da proclamação da República em 1889 e era desafeto tanto de Deodoro (que fora governador do Rio Grande no Império e renunciara à presidência em 1891) quanto dos republicanos históricos. A vitória dos pica-paus de Castilhos sobre os maragatos de Silveira Martins na Revolução Federalista de 1893 deu forte impulso ao castilhismo.

O castilhismo permaneceu como força hegemônica no Rio Grande do Sul ininterruptamente entre 1893 e 1937.

Inicialmente com alcance apenas local, os castilhistas expandiram sua influência a nível nacional, projetando nomes como Pinheiro Machado, Borges de Medeiros, Flores da Cunha, Lindolfo Collor, Osvaldo Aranha e Getúlio Vargas. O auge do castilhismo se deu em 1930, quando a Revolução alçou Vargas à presidência do Brasil, contando com o apoio inicial de tenentistas e modernistas.

Getúlio foi o mais destacado e fiel seguidor de Júlio de Castilhos. O Estado Novo nada mais foi do que o transplante para nível nacional do castilhismo.

Referências[editar | editar código-fonte]

Freitas, Décio - O homem que inventou a ditadura no Brasil. Sulina. Porto Alegre (1999).