Valinhos

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Município de Valinhos
"Terra do Figo Roxo"
Praça Brasil 500 Anos em Valinhos

Praça Brasil 500 Anos em Valinhos
Bandeira de Valinhos
Brasão de Valinhos
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 28 de maio de 1896 (121 anos)
Emancipação 30 de dezembro de 1953 (63 anos)
Gentílico valinhense
Lema "In libertate labor" (“Em liberdade de trabalho” ou “Em liberdade trabalhamos”)
Padroeiro(a) São Sebastião
CEP 13270-000 até 13279-999
Prefeito(a) Orestes Previtale (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Valinhos
Localização de Valinhos em São Paulo
Valinhos está localizado em: Brasil
Valinhos
Localização de Valinhos no Brasil
22° 58' 15" S 46° 59' 45" O22° 58' 15" S 46° 59' 45" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008[1]
Microrregião Campinas IBGE/2008[1]
Região metropolitana Campinas
Municípios limítrofes Campinas, Morungaba, Itatiba, Vinhedo e Itupeva
Distância até a capital 82 km[2]
Características geográficas
Área 148,538 km² [3]
População 122 163 hab. IBGE/2015[4]
Densidade 822,44 hab./km²
Altitude 660 m
Clima subtropical úmido Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,819 (SP:5°) – muito elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 5 338 650 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 45 123,48 IBGE/2014[6]
Página oficial
Prefeitura http://www.valinhos.sp.gov.br/
Câmara http://www.camaravalinhos.sp.gov.br/

Valinhos é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º58'14" sul e a uma longitude 46º59'45" oeste, estando a uma altitude de 660 metros. Sua população estimada em 2015 era de 122.163 habitantes[7]. Possui uma área de 148,538 km² e está localizado estrategicamente na Região Metropolitana de Campinas.

Conhecida como a Capital do Figo Roxo, Valinhos é hoje também lembrada pela grande produção de goiaba, bem como por ser a cidade natal do compositor, cantor e ator Adoniran Barbosa[8]. Nascido no dia 6 de agosto de 1910, Adoniran Barbosa foi um dos artistas mais consagrados e de referência no âmbito do samba, tendo feito história na cidade de São Paulo com a composição da música Trem das Onze; cidade na qual viria a falecer em 23 de novembro de 1982[9].

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro marco na história de Valinhos registra a concessão de uma sesmaria a Alexandre Simões Vieira no dia 2 de dezembro de 1732, que foi outorgada pelo presidente de São Paulo, Antônio Luís de Távora, o conde de Sarzedas. Conta a história que Alexandre Simões Vieira abriu um caminho novo de Jundiaí aos Goiases, tendo como paragem um ribeirão chamado Pinheiros.[10] Este trajeto novo tinha por objetivo substituir o então caminho da Vila de Jundiaí até a paragem chamada Campinas do Mato Grosso, por este ser ruim e muito longo. Até então, o caminho era conhecido como Estrada de Goiás e passou a ser bastante utilizado a partir de 1722, com a descoberta de ouro em Goiás.

O Pouso de Pinheiros, pelos registros históricos, foi o primeiro marco oficial de uma área dentro do atual município de Valinhos e teve existência quase centenária. Segundo o professor Mário Pires, em seu livro “Valinhos: Tempo e Espaço”, a localização deste Pouso provavelmente é o atual bairro Capuava, o qual o historiador considera a “célula mater” de Valinhos.[10]

No período em que a sesmaria foi outorgada, Campinas ainda era chamada de bairro de Mato Grosso das Campinas, pertencente ao município de Jundiaí. No ano de 1741, Francisco Barreto Leme, juntamente com sua família, fixou-se na região e deu início a um povoado. Em 1774, o então bairro de Jundiaí foi elevado à categoria de Distrito e, em 16 de novembro de 1797, Campinas tornou-se município.[10]

A partir daí, não se sabe precisar quando foi fundada a vila de Valinhos. Porém, na área onde está localizado o município hoje, já naquele período se constatava o desenvolvimento através de grandes fazendas. A fazenda Dois Córregos, hoje bairro Dois Córregos, pertenceu ao brigadeiro Luís António de Sousa Queirós, tido como o homem mais rico da capitania, que chegou a possuir, só em Campinas, dezesseis engenhos de açúcar, e ainda pertenceu a Joaquim Policarpo Aranha, barão de Itapura, também abastado fazendeiro em Campinas.[11]

Outro evento importante foi a epidemia de febre amarela que arrasou Campinas no ano de 1889. Segundo cálculos feitos àquela época, a população de Campinas, que era de vinte mil pessoas, foi reduzida a quatro mil. Não que a maioria tenha morrido, mas sim que muitos, com medo da doença, fugiram da cidade[12][13].

No dia 31 de abril daquele ano, a então Valinhos foi palco de uma importante reunião da Câmara Municipal de Campinas, que cobrou do governo Provincial a convocação da Assembleia Legislativa para que a mesma, em sessão extraordinária, tomasse providências sobre o saneamento da cidade visando evitar novas epidemias[14].

Embora não tenha sido atingida pela epidemia em 1889, Valinhos não escaparia da febre amarela. No ano seguinte, uma nova epidemia, dessa vez em menor proporção, atingiu Campinas e alcançou Valinhos, Rebouças (hoje Sumaré), Santa Bárbara e Boa Vista, entre outras[14].

Em função da epidemia da febre amarela de 1889, a Sexta Secção Eleitoral de Campinas foi transferida para Valinhos, onde muitos dos campineiros buscaram refúgio, desenhando o futuro distrito. No ano de 1893, o Diário Oficial do estado do dia 1º de setembro publicou, em sua página 7840, dentro do Expediente da Secretaria dos Negócios da Justiça, ato de criação do “Distrito Policial de Valinhos”.[10]

O tráfego ferroviário pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro de Jundiaí a Valinhos teve início em 28 de março de 1872. Com a precariedade das estradas, as cargas sendo transportadas no lombo de mulas e burros, os trens passaram a ter grande importância, servindo inicialmente para o transporte das sacas de café em grãos, com destino ao Porto de Santos.[10]

Conforme relato do historiador Benedito Otávio, em 1907, ao inaugurar-se a a Cia. Paulista, o tráfego ainda era pequeno na Vila de Valinhos, crescendo após a lei de 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão. Com a abolição, havia falta de mão de obra e os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar em 1888, dando um novo impulso à agricultura.[10]

As inúmeras fazendas cafeeiras, que proliferavam em toda a região, motivaram a construção da ferrovia. Em 28 de maio de 1896, a pequena, mas próspera vila de Valinhos foi elevada à categoria de Distrito de Paz, que utilizava as mesmas divisas do Distrito Policial, criado em 1893, para definir os limites do novo distrito.[10]

No dia 30 de dezembro de 1953, o governo do estado promulga a lei 2456, criando o município de Valinhos. A primeira eleição acontece no dia 3 de outubro de 1954, sendo eleito Jerônymo Alves Corrêa o primeiro prefeito, com 1832 votos. O município é oficialmente instalado no dia 1 de janeiro de 1955, quando tomam posse o prefeito e os 13 vereadores.[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Zona rural de Valinhos

Valinhos possui uma área de 148,538 km², dos quais 83 km² compõem sua área urbana, formando uma mancha descontínua com Campinas e Vinhedo, e 65,538 km² integram sua área rural, predominantemente localizada à oeste da Rodovia Anhanguera e na divisa com Itatiba.[16]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

O município se encontra na região geomorfológica do Planalto Atlântico, constituída predominantemente por rochas cristalinas pré-cambrianas e cambro-ordovicianas, cortadas por intrusivas básicas e alcalinas mesozoico-terciárias. Os sistemas de relevo característicos da área são os colinosos, com predominância de baixa declividade e topo aplainado, e os de morrotes, com declividades médias e altas[17].

Pedologia[editar | editar código-fonte]

Os solos encontrados em Valinhos são os Argissolos Vermelho-Amarelos[17], que apresentam fertilidade química predominantemente baixa e grande susceptibilidade à erosão[18].

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Atibaia

A rede hidrográfica do município é composta pelos rios Atibaia e Capivari, pelos ribeirões Pinheiros, Bom Jardim e Samambaia e pelos córregos da Invernada, da Santa Escolástica, Santana dos Cuiabanos, Dois Córregos e da Fazenda São Pedro. A gestão dos recursos hídricos está atrelada à Fundação Agência das Bacias PCJ, que abrange a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, sendo composta por 57 municípios[17].

Clima[editar | editar código-fonte]

Valinhos tem o clima classificado como subtropical úmido (Cwa), pela Classificação de Köeppen, segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)[19]. A temperatura média anual é de 21 °C, a máxima média é de 27,3°C e a mínima média de 14°C. A precipitação é irregularmente distribuída ao longo do ano, sendo o verão úmido e o inverno seco.

Dados climatológicos para Valinhos
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,4 29,4 29,1 27,2 25,3 24,1 24,3 26,3 27,3 27,9 28,5 28,5 27,3
Temperatura média (°C) 23,8 23,9 23,3 21,1 18,7 17,4 17,2 18,9 20,4 21,5 22,3 23,0 21,0
Temperatura mínima média (°C) 18,2 18,4 17,6 14,9 12,2 10,7 10,2 11,5 13,4 15,2 16,1 17,5 14,7
Precipitação (mm) 242,7 197,4 156,5 76,1 62,6 48,9 35,0 32 72,5 130,6 153,4 217,4 1 425,1
Fonte: Cepagri Unicamp[20]

Economia[editar | editar código-fonte]

Rua comercial no centro de Valinhos

O Produto Interno Bruto (PIB) de Valinhos era de 5.338.649,51 (em mil reais) e o PIB per capita de 46.319,12 (em reais), em 2014, segundo dados da Fundação SEADE. Na composição da participação no total do Valor Adicionado do município, os Serviços tinham 67,60%, a Indústria, 31,58%, e a Agropecuária, 0,83%[21].

Indústria[editar | editar código-fonte]

Unilever Valinhos, vista a partir da Avenida Gessy Lever

Valinhos possui importantes indústrias, como Eaton, Rigesa e Unilever (que até 2001 era denominada de Gessy Lever), cuja unidade na cidade decorreu da aquisição, em 1960, da valinhense Gessy pelos irmãos Lever. O nome da empresa do sapateiro veneziano José Milani tem origem no sabonete Gessy, que chegou ao mercado em 1913 e fez grande sucesso, passando depois a batizar toda uma linha de produtos de higiene pessoal e, em 1932, a própria fábrica transformada em Sociedade Anônima[22]. Dada a importância da indústria para a cidade, Valinhos possui uma avenida denominada Gessy Lever.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Estátua de Cristo localizada em um morro na Fonte Sônia

O município de Valinhos persegue sua vocação turística desde a década de 1920, quando o então prefeito de Campinas, Orozimbo Maia se torna proprietário da Fazenda Cachoeira e, em 12 de julho de 1921, inaugura a Fazenda Hotel Fonte Sônia. Comprovando as propriedades benéficas da água da fonte para os males dos rins, bexiga e outros órgãos e visando desfrutar financeiramente da descoberta, Maia transforma metade da casa da fazenda em hotel e dá início à produção comercial do líquido. A Fonte Sônia também ficou famosa pela produção de doces como figada e a goiabada e por suas belezas naturais, como as cascatas e matas nativas[23]. Em 2013 ela foi fechada para visitação e entre 2015 e 2016 foi objeto de um projeto imobiliário[24][25].

Em vários momentos da história a imprensa valinhense levantou a questão da vocação do município para o turismo, sendo que o primeiro jornal de Valinhos, editado no ano de 1939 por Gedeão Menegaldo, trouxe um artigo com o título “Valinhos enquanto estância termoclimática”, que falou mais diretamente sobre esta vocação. No âmbito institucional, em 1996, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) concedeu a Valinhos o Selo de Cidade com Potencial Turístico[23].

No final da década de 1990, produtores de frutas de Valinhos descobriram uma nova fonte de renda: o agroturismo. Ele é realizado na região dos bairros da Reforma Agrária, Macuco e Capivari e visa explorar o potencial turístico das mais de 400 chácaras produtoras de uma grande diversidade de frutas, além de valorizar o trabalho do homem do campo[8]. Tal iniciativa está relacionada com a criação do Circuito das Frutas, que abrange os municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo[26][27].

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município de Valinhos é o sétimo mais populoso da Região Metropolitana de Campinas, atrás de Campinas, Sumaré, Indaiatuba, Americana, Hortolândia e Santa Bárbara d'Oeste[28]. Segundo dados do IBGE, a população estimada do município em 2015 era de 122.163 habitantes, contando com uma densidade demográfica de 822,44 hab/km².[7]

Entre 2000 e 2010, a população de Valinhos cresceu a uma taxa média anual de 2,56% e a taxa de urbanização do município passou de 94,62% para 95,16%. No mesmo período, a taxa de envelhecimento da população aumentou de 6,49% para 8,14%.[29]

A renda per capita média mais do que dobrou nas últimas duas décadas, passando de R$745,83, em 1991, para R$ 1.115,34, em 2000, e para R$ 1.570,91, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento de 4%. A proporção de pessoas pobres, passou de 5,76%, em 1991, para 3,88%, em 2000, e para 1,17%, em 2010, evidenciando uma tendência decrescente.[29]

Em 2010, a taxa de atividade da população economicamente ativa era de 71,93%. Dessas pessoas, 43,10% trabalhavam no setor de serviços, 20,43% na indústria de transformação, 13,31% no comércio, 6,07% no setor de construção, 3,24% no setor agropecuário, 0,75% nos setores de utilidade pública e 0,15% na indústria extrativa.[29] Segundo a Fundação SEADE, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2015, o setor de serviços já abrangia 50,51% dos empregos formais no município[21].

A mortalidade infantil em Valinhos era de 12,64% em 2010 e apenas 2,82% das crianças entre 6 e 14 anos estavam fora da escola. Eram vulneráveis à pobreza 5,9% dos moradores. Ainda no que se refere à vulnerabilidade social, em 2010, 96,94% da população residia em domicílios com banheiro e água encanada.[29]

Considerando-se a população municipal de 25 anos ou mais de idade, em 2010, 3,72% eram analfabetos, 63,93% tinham o ensino fundamental completo, 48,86% possuíam o ensino médio completo e 21,25%, o superior completo.[29]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, 66% da população residente de Valinhos se declarou católica, 21,07% se declarou evangélica, 3,46% espírita e 9,47% se declarou de outras religiões ou sem religião.[30]

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município faz parte da Arquidiocese de Campinas. A primeira Matriz de Valinhos foi erguida devido à uma promessa do padre Franciso Manetta pelo término da epidemia de febre amarela que afligiu Campinas em 1889. Foi a proteção recebida pela cidade quando desse episódio que atingiu grande parte da população campineira, o motivo principal da escolha de São Sebastião para ser o seu padroeiro[31].

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Habitação[editar | editar código-fonte]

Em 2010, 99,16% da população residia em domicílios com água encanada, 99,98% com energia elétrica e 99,89% com coleta de lixo.[29] O abastecimento de água alcançava 94,17% dos domicílios e o esgoto sanitário 92,43% destes.[21]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com um hospital filantrópico (Santa Casa de Misericórdia), o qual é reconhecido por seus atendimentos em alta, média e baixa complexidade e possui um plano de saúde próprio[32]; um Centro de Especialidades (CEV) antigo Centro de Atendimentos de Urgências e Especialidades (CAUE), que é considerado um mini-hospital; uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA); 13 Unidades Básicas de Saúde (UBS); uma farmácia pública, que distribui vários tipos de medicamentos; um centro público de fisioterapia; um laboratório de análise clínica; um Centro de Atenção Pisicossocial (CAPS); um Centro de Referência em Atendimento Psicossocial (CREAPs); uma Casa do Adolescente; um Centro Municipal de Atendimento Psicopedagógico e Fonoaudiológico (CEMAP); um Centro de Controle de Zoonoses; um Centro de Doenças Infectocontagiosas (CEDIC), um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA); um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Valinhos conta ainda com o Hospital e Maternidade Galileo, que atende convênios.[33]

Educação[editar | editar código-fonte]

Valinhos conta com 57 escolas públicas (EMEBs, CEMEIs e Estaduais), 19 escolas particulares, 2 entidades assistenciais, 2 escolas técnicas (SESI e SENAI) e 1 faculdade da Anhanguera Educacional com doze cursos de graduação e 12 de pós-graduação.[33]

Nos anos finais do ensino fundamental, Valinhos foi um dos 6 dentre os 20 municípios que integram a RMC que alcançaram ou ultrapassaram a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2015[34]. No ensino médio, destaca-se que a cidade possui as duas melhores instituições da Região Metropolitana de Campinas, segundo os resultados do ENEM 2015: o Colégio Visconde de Porto Seguro e o Colégio Etapa, ambas particulares e com unidades na capital São Paulo.[35]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Valinhos possui 2 grandes locais para eventos e shows. O primeiro e mais antigo é o Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini, onde é realizado anualmente a Festa do Figo e Expogoiaba. O parque oferece infraestrutura para comportar grandes shows. Um dos últimos shows da Banda Mamonas Assassinas foi realizado nesse local com a presença de 80 mil espectadores. Outro local utilizado para eventos culturais da cidade é o CACC (Centro de Artes Cultura e Comércio) “Adoniran Barbosa”, que fica ao lado da rodoviária. O CACC foi inaugurado em 16 de Agosto de 2008[36], após a recuperação da estrutura metálica existente ao lado da rodoviária, que ficou por mais de 10 anos abandonada. O local possui palco e camarins e é destinado a atividades culturais, religiosas, feiras e exposições.

O município conta ainda com o Centro Cultural 'Vicente Musselli' (antiga Casa da Cultura), que oferece diversos cursos gratuitos para os moradores nas áreas de dança, música e artes visuais e cênicas.[37] Anualmente é organizado o Festival de Artes de Valinhos, com atividades desenvolvidas pelos alunos no Auditório Municipal, outro espaço cultural do município inaugurado em 2008, no antigo Cine Saturno.[38][39]

Alguns artistas valinhenses receberam destaque recentemente. Em 2014, Alexandre Filiage pintou o painel da marquise do Parque Ibirapuera para o evento Viva a Mata 2014 - Encontro Nacional pela Mata Atlântica[40][41]. Em 2015, a bailarina Nathália Lisiê Pozzuto e o professor e coreógrafo Danilo Coelho, ambos do Centro Cultural ‘Vicente Musselli’, embarcaram para Nova York para o ‘Valentina Koslova International Ballet Competition’, competição de ballet clássico e contemporâneo que reuniu bailarinos de 22 países, sendo que apenas 25 bailarinos do Brasil foram convidados a participarem deste evento, considerado um dos principais em todo o mundo[42].

Segurança[editar | editar código-fonte]

O Município conta com uma Guarda Municipal que trabalha de forma integrada com a Policia Militar e conta ainda com três delegacias de Polícia, sendo uma a Delegacia de Defesa da Mulher.[33]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Valinhos, Capital do Figo Roxo - vista do Terminal Rodoviário

Valinhos possui uma frota estimada de mais de 72 mil veículos[33]. O transporte público conta com 27 linhas de ônibus municipais, que são operadas pela empresa Sancetur, que utiliza a marca Sou Valinhos em seus ônibus[43]. Conta também com dez linhas de ônibus intermunicipais, gerenciadas pela EMTU[33].

Sistema Viário[editar | editar código-fonte]

O município de Valinhos está cercado por amplo sistema viário de alta qualidade, tendo como eixos principais as seguintes rodovias:

Aspectos urbanos[editar | editar código-fonte]

Entrada do Shopping Valinhos

Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a urbanização de Valinhos ocorreu pelo parcelamento de áreas rurais para a implantação de chácaras de recreio, que deram ao município uma imagem de qualidade de vida. Essa imagem, associada à localização estratégica, contribuiu para que, a partir dos anos 1990, ocorresse a implantação de condomínios fechados de forma intensa. Estes passaram a caracterizar a cidade, atraindo uma população de maior poder aquisitivo e de melhor qualificação profissional proveniente de São Paulo e de outros municípios da Região Metropolitana de Campinas.[44] Tal expansão provocou uma reestrutração urbana para atender a nova demanda por serviços, levando inclusive, à inauguração de um shopping no município em 2007, o qual conta com diversas lojas e 3 salas de cinema.[45]

Aspectos urbanos de Valinhos

A expansão dos condomínios fechados vem trazendo também implicações ambientais, pois a transformação de muitas fazendas e sítios de figo roxo, goiaba, caju e vinhedos diminui ano a ano a área permeável natural na zona urbana legal de Valinhos. Isso contribui para a ocorrência de enchentes em seus córregos e ribeirões, especialmente no Córrego da Invernada e no Ribeirão Pinheiros, com impactos importantes ao município e a seus munícipes.[46][47]

Movimentos Sociais[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2012 foi fundado em Valinhos o Movimento Contra Passagem (MCP), que protagonizou na cidade a luta por um transporte público de qualidade, participando de grandes protestos no centro e na Câmara dos Vereadores e ajudando a construir as manifestações em Valinhos durante os Protestos no Brasil em 2013.[48][49]

Política[editar | editar código-fonte]

Poder executivo
Paço Municipal de Valinhos

O atual prefeito de Valinhos (2017-2020) é Orestes Previtale e a vice-prefeita é Laís Helena, ambos do PMDB.[50]

Os ex-prefeitos do município são: Jerônimo Alves Corrêa (1955-1958; 1963-1966), José Spadaccia (1959-1962), Vicente José Marchiori (1967-1969), Luiz Bissoto (1970-1972; 1977-1982), Arildo Antunes dos Santos (1973-1976), Vitório Humberto Antoniazzi (1983-1988; 1997-2000; 2001-2004), Marcos José da Silva (1989-1992; 2005-2008; 2009-2012), João Moysés Abujadi (1993-1996) e Clayton Roberto Machado (2013-2016).[51]

Poder legislativo

A 16ª Legislatura do município de Valinhos (2017-2020) e a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o período de 2017-2018, são compostas pelos seguintes vereadores[52]:

Nome Partido Situação/Função
Israel Scupenaro PMDB Reeleito - Presidente
Rodrigo Tolói DEM Reeleito - Vice Presidente
Edson Secafim PP 2º Vice Presidente
Luiz Mayr Neto PV 1º Secretário
Alécio Cau PDT 2º Secretário
César Rocha REDE Reeleito - 3º Secretário
Franklin Duarte PSDB Reeleito - 4º Secretário
Rodrigo Fagnani Popó PSDB Reeleito
José Henrique Conti PV Reeleito
Kiko Beloni PSB Reeleito
Gilberto Borges PMDB Reeleito
Aldemar Veiga Júnior DEM Reeleito
Roberson Salame PMDB
Mauro Penido PSD
André Amaral PSDB
Dalva Berto PMDB
Mônica Silva PDT

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  3. IBGE. «Valinhos». Consultado em 15 de abril de 2017 
  4. «Valinhos». Consultado em 15 de Abril de 2017 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 15 de abril de 2017 
  7. a b «São Paulo >> Valinhos». IBGE. Consultado em 15 de abril de 2017 
  8. a b «Turismo». Prefeitura de Campinas. Consultado em 15 de abril de 2017 
  9. «MPB celebra o centenário de Adoniran Barbosa». G1 - O portal de notícias da Globo. 6 de agosto de 2010. Consultado em 15 de abril de 2017 
  10. a b c d e f g «Histórico do município». IBGE. 2015. Consultado em 14 de abril de 2017 
  11. PUPO, Celso Maria de Mello. Campinas, Município do Império.
  12. Evans, Fernando (23 de janeiro de 2017). «Febre amarela quase tirou Campinas do mapa na reta final do século 19». G1 - O portal de notícias da Globo. Consultado em 15 de abril de 2017 
  13. Verzignasse, Rogerio (14 de novembro de 2013). «Livro conta a história da epidemia que arrasou Campinas». Correio Popular. Consultado em 15 de abril de 2017 
  14. a b «Requerimento nº 1526, de 2007». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 15 de abril de 2017 
  15. «História». Prefeitura de Valinhos. Consultado em 15 de abril de 2017 
  16. «Conheça a RMC». Observatório Metropolitano de Indicadores da RMC - OMI. Consultado em 15 de abril de 2017 
  17. a b c Fundação Agência das Bacias PCJ (2016). Valinhos. Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 2016-2035. (PDF). Valinhos: [s.n.] Consultado em 15 de abril de 2017 
  18. «Solos do Estado de São Paulo - Argissolos» (PDF). Instituto Agronômico de Campinas - IAC. Consultado em 15 de abril de 2017 
  19. «Clima dos Municípios Paulistas - Valinhos». CEPAGRI/Unicamp. Consultado em 15 de abril de 2017 
  20. «Clima dos Municipios Paulistas-Valinhos». Cepagri Unicamp. Consultado em 15 de abril de 2017 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]