Estrada Velha de Campinas

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Raimundo Pereira de Magalhães
Tancredo Neves
Vereador Geraldo Dias
Visconde de Porto Seguro
País
Nomes populares Estrada Velha de Campinas
Estrada da Boiada
Estrada da Coudelária
Identificador  SP-332 
Extensão 101,4 km (63 mi)
Extremos
 • sul:
 • norte:

Av. Raimundo Pereira de Magalhães, Lapa, São Paulo, SP
Avenida Washington Luiz, Parque Prado, Campinas, SP
Trecho da SP-332
Interseções SP-021 Rodoanel
SP-023 Luiz Chamma
SP-354 Edgard Zamboto
SP-63 Romildo Prado
SP-324 Miguel Melhado
Concessionária DER-SP
Prefeituras
norte
< Prof. Zeferino Vaz
SP-332 sul
Término da rodovia >
Rodovias Estaduais de São Paulo

A Estrada Velha de Campinas (oficialmente denominada SP-332) é uma rodovia do estado de São Paulo conhecida por seu trajeto fazer a ligação original entre São Paulo e Campinas.

Sua construção foi iniciada por Washington Luís, presidente de São Paulo de 1920 a 1924 que utilizou presidiários na sua construção, de acordo com uma lei estadual que ele conseguira a aprovação, em 1913, quando era deputado estadual, lei estadual nº 1.406 de 1913.

Hoje, grande parte do seu traçado foi pulverizado por avenidas e ruas das cidades onde passa. Ao longo de seu traçado, entre a capital paulista e a cidade de Campinas, recebe diversos nomes oficiais, como a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em São Paulo.

Possui traçado de pista simples e hoje é utilizada quase que exclusivamente para acesso às cidades lindeiras, pois quando seu limite foi alcançado, no final da década de 50, foi construída uma estrada de maior capacidade para a ligação de Campinas à capital paulista, a Rodovia Anhanguera. Ainda assim há quem opte pela SP-332 para evitar os altos pedágios do sistema Anhanguera-Bandeirantes.

Renovação[editar | editar código-fonte]

No final de 2008, tiveram início as obras de pavimentação dos trechos de terra da SP 332 entre Vinhedo e Campinas, conhecidas como Estrada da Boiada e Coudelaria. Em Maio de 2009, as obras tiveram que ser paralisadas pelas Justiças de Valinhos e Campinas, por que o DER não tinha Licença Ambiental para realizar as obras e a Justiça acusava o DER de que as obras estavam causando o assoreamento dos córregos, e o motivo da paralisação foi por causa de uma árvore nativa da região que estava condenada pelas obras. Foi então que surgiu a denúncia ao MP (Ministério Publico) de uma moradora local e através desta denúncia o órgão entrou com liminar para que as obras fossem paralisadas até que a licença do EIA-Rima (Licença Ambiental) fosse apresentada. A Justiça embargou as obras e o DER foi multado por danos ambientais. Foi então selado um acordo entre a Justiça e o DER em Setembro de 2009, autorizando a retomada das obras, e a Justiça exigiu que o DER também construísse ao longo da rodovia calçadas, ciclovias, projeto paisagístico e instalasse radares de controle de velocidade.

As obras só foram retomadas no inicio de 2010, pela mesma construtora G&F que estava trabalhando antes do embargo pela justiça, em ritmo lento pela falta de maquinário e operários que tinham sido deslocados para outras obras, e somente em abril de 2010 foram retomadas a todo vapor. Havia previsão inicial de que entre julho e setembro de 2010, o restante dos trechos da SP-332 entre Vinhedo, Valinhos e Campinas, estivessem recuperados e asfaltados.

O trecho da SP-332 entre a cidade de Campinas e Martinho Prado Jr. é denominado Rodovia Professor Zeferino Vaz (de 1981 a 2010, o nome do trecho foi Rodovia General Milton Tavares de Souza), e é administrado pela Concessionária Rota das Bandeiras desde abril de 2009.

Relato descritivo rodoviário[editar | editar código-fonte]