Gean Loureiro

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Gean Loureiro
Gean Loureiro
79.º Prefeito de Florianópolis
Período 1 de janeiro de 2017
até atualidade
Vice-prefeito João Batista Nunes (2017-2020)
Topázio Neto (2021-atualmente)
Antecessor(a) César Souza Júnior
Sucessor(a) -
Deputado Estadual de Santa Catarina
Período 1 de fevereiro de 2015
até 1 de janeiro de 2017
Vereador de Florianópolis
Período 1 de janeiro de 1993
até 1 de janeiro de 2013
(5 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 9 de outubro de 1972 (48 anos)
Florianópolis, Santa Catarina
Nacionalidade brasileiro
Partido PDT (1991-1994)
PMDB (1994-1998)
PSDB (1998-2007)
MDB (2007-2019)
DEM (2019-presente)
Profissão Advogado e administrador

Gean Marques Loureiro (Florianópolis, 9 de outubro de 1972) é um advogado, administrador e político brasileiro. Atualmente filiado ao Democratas (DEM), é o atual prefeito do município de Florianópolis.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Aguinaldo Loureiro e de Judite Loureiro, Gean Loureiro nasceu em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, em 9 de outubro de 1972.[2] Formado em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e em administração pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Loureiro também tem mestrado em engenharia de produção pela UFSC.[3]

Além disso, Gean Loureiro é casado com Cíntia de Queiroz Loureiro com quem teve quatro filhas.[2]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Gean Loureiro iniciou sua trajetória política em 1992 ao candidatar-se pela primeira vez ao cargo de vereador em Florianópolis pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Alcançando a soma de 772 votos,[4] conseguiu se eleger aos 19 anos de idade como o vereador mais jovem do Parlamento para a décima segunda legislatura (1993-1996) da câmara municipal.[2]

Nas eleições estaduais de 1994 em Santa Catarina, candidatou-se ao cargo de deputado estadual pelo PMDB, em coligação com outros sete partidos: Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), PDT, Partido Popular Socialista (PPS), Partido Socialista Brasileiro (PSB), PSDB e Partido dos Trabalhadores (PT). Porém, alcançando a soma de 6.182 votos (o equivalente a 0,28% dos votos válidos), não conseguiu ser eleito ao cargo.[2]

Nas eleições municipais de 1996, candidatou-se à reeleição ao cargo de vereador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, angariando 2.519 votos, conseguiu ser novamente eleito para a décima terceira legislatura (1997-2000). Durante o segundo mandato na casa, atuou como 1º Secretário entre janeiro de 1997 e dezembro de 1998.[4]

Nas eleições estaduais de 1998, mais uma vez disputou uma vaga de deputado estadual à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, desta vez pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Porém, angariando 7.098 votos (o equivalente a 0,28% dos votos válidos), não conseguiu se eleger.[2]

Nas eleições municipais de 2000, candidatou-se pela terceira vez ao cargo de vereador de Florianópolis pelo PSDB. Alcançando a soma de 2.995 votos, foi reeleito para a décima quarta legislatura (2001-2004). Já nas eleições municipais de 2004, concorreu novamente ao cargo e foi reeleito vereador pelo PSDB para a décima quinta legislatura (2005-2008) com 5.364 votos.[4]

Nas eleições municipais de 2008, candidatou-se mais uma vez ao cargo de vereador de Florianópolis na legenda do PMDB. Angariando 7.680 votos, conseguiu se eleger pela quinta vez à Câmara do município, tomando posse à décima sexta legislatura (2009-2012) em 01 de janeiro de 2009.[4]

Nas eleições estaduais de 2010 em Santa Catarina, candidatou-se ao cargo de deputado federal pela primeira vez na legenda do PMDB. Alcançando a soma de 68.921 votos, Loureiro conquistou a terceira suplência, sendo convocado para assumir a cadeira à 54.ª Legislatura (2011-2015) por duas vezes em 2011. Na Câmara dos Deputados, integrou as Comissões Permanentes de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania.[2]

Nas eleições municipais de 2012, candidatou-se ao cargo de prefeito de Florianópolis na sigla do PMDB, na coligação Florianópolis Ainda Melhor composta pelos partidos: PDT, PMDB, PPS, Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Social Liberal (PSL), Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido Trabalhista Cristão (PTC) e Partido Verde (PV). No primeiro turno, Gean Loureiro somou 65.678 votos (o equivalente a 27,37% dos votos válidos) e seguiu para a disputa do segundo turno ao lado de César Souza Júnior. Na segunda etapa das eleições, porém, Loureiro angariou 106.013 votos (o equivalente a 47,36% dos votos válidos) e foi derrotado pelo candidato do Partido Social Democrático (PSD). No ano seguinte, em 2013, assumiu a presidência da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA), nomeado pelo então Governador Raimundo Colombo.[3][2]

Nas eleições estaduais de 2014 em Santa Catarina, candidatou-se novamente ao cargo de deputado estadual pelo PMDB. Alcançando a soma de 58.239 votos (o equivalente a 1,65% dos votos válidos), Loureiro foi eleito como o sétimo candidato mais votado no pleito. Durante o mandato na Assembleia Legislativa, integrou as Comissões de Turismo e Meio Ambiente, Finanças e Tributação, Educação, Cultura e Desporto e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.[5][6][2]

Nas eleições municipais de 2016, candidatou-se novamente ao cargo de prefeito do município de Florianópolis na legenda do PMDB e pela coligação Um Novo Olhar Para Florianópolis, composta pelos partidos: PMDB, PSDB, PDT, PTB, PTN, PPS, Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Social Cristão (PSC), Solidariedade (SD), Partido Republicano Progressista (PRP) e Partido Pátria Livre (PPL). No primeiro turno das eleições, Gean Loureiro angariou 100.214 votos (o equivalente a 40,39% dos votos válidos) e seguiu para a disputa do segundo turno ao lado da candidata Ângela Amin. Já na segunda etapa das eleições, Loureiro alcançou a soma de 111.943 votos (o equivalente a 50,26% dos votos válidos) e conseguiu ser eleito ao cargo, derrotando a candidata do Partido Progressista (PP).[3]

Após a mudança de nome do PMDB em 2017, passou a integrar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Já em 28 de maio de 2019, Gean Loureiro desfiliou-se do MDB e ingressou no Democratas (DEM), em 29 de novembro desse mesmo ano.[2]Disputou a reeleição em 2020,sendo eleito em primeiro turno.[7]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos % Resultado
1992 Municipal de Florianópolis Sem coligação PDT Vereador 772 Eleito[8]
1994 Estadual em Santa Catarina PMDB, PCB, PCdoB, PDT, PPS, PSB, PSDB e PT PMDB Deputado estadual 6.182 0,28 Não Eleito[2]
1996 Municipal de Florianópolis Sem coligação PMDB Vereador 2.519 Eleito[8]
1998 Estadual em Santa Catarina Sem coligação PSDB Deputado estadual 7.098 0,28 Não Eleito[2]
2000 Municipal de Florianópolis Sem coligação PSDB Vereador 2.995 Eleito[8]
2004 Municipal de Florianópolis Sem coligação PSDB Vereador 5.364 Eleito[8]
2008 Municipal de Florianópolis Sem coligação PMDB Vereador 7.680 Eleito[8]
2010 Estadual em Santa Catarina Sem coligação PMDB Deputado federal 68.921 3ª Suplência[9]
2012 Municipal de Florianópolis PMDB, PDT, PPS, PTB, PSL, PTN, PHS, PMN, PTC e PV PMDB Prefeito 65.678 (2º - Primeiro turno) 106.013 (2º - Segundo turno) 27,37 (Primeiro turno) 47,36 (Segundo turno) Não Eleito[8]
2014 Estadual em Santa Catarina Sem coligação PMDB Deputado estadual 58.239 1,65 Eleito[8]
2016 Municipal de Florianópolis PMDB, DEM, PSDB, PDT, PTB, PTN, PPS, PRB, PRTB, PSC, SD, PRP e PPL PMDB Prefeito 100.214 (1º - Primeiro turno) 111.943 (1º - Segundo turno) 40,39 (Primeiro turno) 50,26 (Segundo turno) Eleito[8]
2020 Municipal de Florianópolis DEM, Republicanos, PSD, PODE e PSC DEM Prefeito 126.144 (1º - Primeiro turno) 53,46 Eleito[8]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 18 de junho de 2019, Gean Loureiro foi preso temporariamente pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Chabu, uma ação que tinha por objetivo desarticular uma organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina envolvendo políticos, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF),[1] sendo liberado após prestar depoimento.[10] O desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), determinou que Loureiro fosse afastado do cargo de prefeito pelo período de 30 dias, além de proibir o político de qualquer contato com outros envolvidos na operação, determinar que ele tivesse o passaporte recolhido e que não saísse do estado.[11]

Em 6 de dezembro de 2019, a Polícia Federal concluiu o relatório da investigação e indiciou Gean Loureiro e outras 16 pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, extorsão, contrabando e falso testemunho. Ainda de acordo com a PF, Loureiro teria, em seu gabinete, uma sala segura à prova de escuta que teria sido montada com equipamentos de inteligência comprados pelo empresário José Augusto Alves, um dos outros 16 indiciados.[12]

Já em 7 de fevereiro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Gean Loureiro como integrante de suposta organização criminosa e arquivou os outros quatro indiciamentos da PF. Ainda assim, a denúncia do MPF corrobora a versão da PF de que haveria um esquema organizado para antecipar informações sobre operações policiais em andamento e obter lucros políticos e empresariais com esses vazamentos. Em caso de condenação, o MPF pede a aplicação da pena de três a oito anos de prisão prevista pelo crime de organização criminosa, a perda de mandato e a suspensão dos direitos políticos de Loureiro por oito anos.[13]

Em junho de 2020 a 4ª sessão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu, por unanimidade, não receber uma denúncia ofertada pelo MPF um ano antes, com base na Operação Chabu, desencadeada pela Polícia Federal. No entendimento do TRF4, as provas amealhadas ao longo da investigação e apresentadas pela denúncia foram incapazes de revelar justa causa para que Gean Loureiro fosse processado criminalmente. A denúncia se referia a uma suposta “sala segura à prova de escuta” para antecipar informações que teria sido montada em seu gabinete, fato que nunca se confirmou.[14] [15] [16]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]