Microrregião de São Miguel do Oeste

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São Miguel do Oeste
Unidade federativa  Santa Catarina
Microrregiões limítrofes Chapecó (SC), Francisco Beltrão (PR), Três Passos (RS) e Frederico Westphalen (RS)
Área 4.241,988 km²
População 174.725 hab. censo 2010
Densidade 41,85 hab/km²
Cidade mais populosa Não disponível
PIB R$ 1.887.648 mil IBGE/2009
PIB per capita R$ 10.630,00 IBGE/2009

A microrregião de São Miguel do Oeste é uma das microrregiões do estado brasileiro de Santa Catarina pertencente à mesorregião Oeste Catarinense. Sua população estimada, divulgada pelo IBGE em 2009, foi de 177.497 habitantes e está dividida em 21 municípios. Possui uma área total de 4.241,988 km².

Ao norte delimita-se com o estado do Paraná, a leste com a microrregião de Chapecó, ao sul com o estado do Rio Grande do Sul, e a oeste com a Argentina.

História[editar | editar código-fonte]

A região de São Miguel do Oeste, também conhecida por extremo-oeste catarinense, tem o seu primeiro registro histórico, numa disputa entre Espanha e Portugal, no ano de 1750. Segundo o Tratado de Madri, os dois países deveriam definir os limites territoriais na região das Missões Jesuíticas. Comissários de Portugal e Espanha exploraram a região em 1759 e marcaram o rio Peperi-Guaçu como divisa entre os dois reinados.

Em 1881, com a Argentina e Brasil já independentes, é feito um novo acordo, chamado de Tratado de Santo Ildefonso. Os argentinos interpretaram que os rios que fazem a fronteira entre os dois países eram os rios Chapecó e Chopim, enquanto que os brasileiros tinham como divisa o rio Peperi-Guaçu e Santo Antônio. Com o passar dos anos a questão permaneceu indefinida. Até que no final do século XIX, o governo brasileiro enviou expedições para a região, a fim de expulsar os argentinos e iniciar o povoamento da região, garantindo o domínio sobre os referidos campos. A “Questão de Misiones”, como ficou conhecida, foi resolvida em 1895, pelo presidente dos Estados Unidos da América, Grover Cleveland, em favor do Brasil.

Resolvidos os conflitos entre Brasil e Argentina, faltava a demarcação dos territórios pelas províncias. O estado do Paraná alegava a descoberta e ocupação do território, e para garantir a posse do território, instalaram uma estação fiscal no rio Chapecó, com o objetivo de controlar a exportação do gado rio-grandense, que era destinado às feiras em São Paulo. Em 1901, o governo de Santa Catarina entrou no Supremo Tribunal Federal contra o Estado do Paraná, reclamando a posse da terra. Em 1904, o STF deu vitória a Santa Catarina e, em 1910, o STF confirmou a decisão anterior. A partir deste período começa a colonização do território, com famílias em busca de campos para aplicação da pecuária, depois na extração da erva-mate.

A partir da década de 40, é que iniciou a forte vinda de gaúchos, com ascendência alemã e italiana, em busca de madeira para extração. A partir da década de 60 a região investe na agricultura, e nos anos 80 surgem as primeiras agroindústrias. Os municípios com a colonização mais antiga da região, é Mondaí, Itapiranga e Dionísio Cerqueira, que na década de 20, ainda vilas, já possuíam uma população considerável.

Economia[editar | editar código-fonte]

A região extremo-oeste, contribui para Santa Catarina atingir a marca de maior produtor de suínos do país, com diversas plantas industriais que industrializam este produto. Os destaque regionais são Itapiranga e São Miguel do Oeste. A região também é a quinta maior bacia leiteira do país, sendo sede de diversas empresas de leite e queijo. Com toda a certeza, o investimento em gado leiteiro é o setor da economia regional que mais cresce, sendo considerada por órgãos federais, a região com o maior crescimento na industrialização e comércio de leite. A produção de frangos para corte também é destaque na região, principalmente em Itapiranga, aonde milhares são abatidas diariamente.

O comércio e serviços é a principal fonte de renda de São Miguel do Oeste, e está concentrado nesta cidade. A construção civil, em forte crescimento em toda a região, emprega centenas de pessoas, e sofre de uma grande carência de profissionais. A indústria em geral, possui um destaque menor, e fica concentrada em São Miguel do Oeste. Os principais setores são o metal-mecânico, madeireiro, têxtil, moveleiro, de transportes e de softwares.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A grande maioria dos habitantes é descendente de europeus, principalmente alemães e italianos, que primeiro fixaram-se na serra e planalto gaúcho no início do século, e então por volta de 1940 migraram para esta região catarinense. Também é encontrado famílias russas na região de Mondaí.

Municípios[editar | editar código-fonte]