Seara (Santa Catarina)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Seara
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Seara
Bandeira
Brasão de armas de Seara
Brasão de armas
Hino
Gentílico searaense ou searense[1]
Localização
Localização de Seara em Santa Catarina
Localização de Seara em Santa Catarina
Seara está localizado em: Brasil
Seara
Localização de Seara no Brasil
Mapa de Seara
Coordenadas 27° 08' 56" S 52° 18' 39" O
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Municípios limítrofes Chapecó, Itá, Arabutã, Arvoredo, Xavantina, Paial, Ipumirim
Distância até a capital 498 km
História
Fundação 3 de abril de 1954 (68 anos)
Administração
Prefeito(a) Edemilson Canale (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 312,540 km²
População total (Censo IBGE/2010[3]) 16 936 hab.
Densidade 54,2 hab./km²
Clima subtropical (CFA)
Altitude 550 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,779 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 706 740,228 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 39 892,77
Sítio www.seara.sc.gov.br (Prefeitura)
camaraseara.sc.gov.br (Câmara)

Seara é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º08'58" sul e a uma longitude 52º18'38" oeste, estando a uma altitude de 550 metros.

Em Seara, no distrito de Nova Teotônia está localizado o maior museu entomológico da América Latina, o Museu Entomológico Fritz Plaumann. Foi nesta cidade que a Seara Alimentos, hoje grupo JBS, iniciou suas atividades em 1956.

História[editar | editar código-fonte]

Seara foi colonizada por italianos e alemães e tem a economia voltada para a agropecuária. O município abriga uma obra monumental, o Museu Entomológico Fritz Plaumann, que guarda a maior coleção de insetos de toda a América Latina e desde a sua implantação em 1988 vem se destacando no cenário internacional de turismo científico.

Seara, cuja denominação significa terra de abundantes grãos cerealíferos. Tem no seu nobre povo, a semear no tempo, muito trabalho e dedicação. Em 1924 iniciou-se a demarcação das terras e colonização do povoado de Nova Milano, hoje Seara.

Agricultores pobres vindos do Rio Grande do Sul, das regiões próximas a Guaporé, Serafina Correa e Casca vinham a se estabelecer em Nova Milano, munidos apenas de suas precárias ferramentas de agricultura, sementes e sonhos de um futuro bom.

Em 15 de março de 1944, Nova Milano passou a se chamar Seara. Sugestão do então prefeito de Concórdia, Dogello Goss, homenageando o engenheiro agrimensor Carlos Otaviano Seara, que era encarregado de trabalhos de demarcação de terras pelo estado. No dia 3 de abril de 1954 Seara emancipa-se de Concórdia.

Além da produção de grãos, o comércio local, o turismo e a crescente preocupação e interesse de ordem ambiental, ecológica e de qualidade de vida da sua população são as primícias do planejamento da gestão municipal.

A Casa da Cultura[editar | editar código-fonte]

A ideia de construir um espaço próprio para a cultura de Seara tomou forma a partir da doação do prédio do antigo moinho de trigo Seara em maio de 1988, pela Seara Industrial S/A. A construção foi reestruturada e restaurada e transformada na Casa da Cultura Biágio Aurélio Paludo, em homenagem ao idealizador do moinho.

Hoje a Casa da Cultura move todo processo cultural do município. Lá são desenvolvidos diversos cursos. Entre eles destacamos: Acordeom, Balé, Banda Municipal, Desenho, Flauta, Guitarra, Orquestra Municipal, Piano, Sapateado, Teclado, Teoria Musical, Teatro, Violão, Violino, Viola e Violoncelo.

O município já foi referência, inclusive, em grandes festivais de dança, como o Festival de Dança de Joinville, com apresentações de balé clássico, sapateado e outras modalidades.

Praça Central[editar | editar código-fonte]

A praça central de Seara é parte da memória viva da cidade. Gerações se acomodam tranquilamente naqueles bancos, debaixo da sombra da canafístula, num espaço construído na década de 60.

A praça foi denominada Doutor Harry Quadros de Oliveira Junior e está localizada na Avenida Anita Garibaldi. A denominação enaltece o pediatra que muito fez pela saúde dos pioneiros. Contam os antigos que, diariamente, Dr. Harry fazia o trajeto de sua casa, onde atualmente está a Rede Feminina de Combate ao Câncer, até o hospital, cortando caminho pela pracinha.

Cada banco instalado no local foi uma doação de empresários de Seara à época. Muitos já se foram e boa parte das lojas nem existe mais. As contribuições foram de: C. Bolzani & Cia Ltda e Casemiras Bossa Nova, de Arcides Benetti; o Pasqualim Alfaiate; Clair e Geraldo Bolzani e Genuíno Sfredo, o Baião, ocupando atualmente a Casa Raquel Decorações e a Agropecuária Santin; Bar Biruta, de Rizziere Dal Maz, local que hoje está instalada Caixa Econômica Federal, barzinho em que o ex-prefeito Aurélio Nardi, na sua juventude, trabalhou como garçom; Nardi Tumelero Indústria e Comércio Ltda, de João Nardi e Etelvino Pedro Tumelero, ex-prefeito e vereador de Seara – hoje o espaço abriga a Sicoob-Crediauc.

Dr. Harry também deixou um banco para a praça, assim como Theodoro Barbieri Cia Comércio em Geral, onde hoje está a Copérdia. A Seara S.A. Moinhos Ind. e Com. de Cereais funcionou até a década de 1970, onde hoje é a Casa da Cultura. Associação Rural de Seara, de Domingos Sfredo, Casa Petry, de Valentim Petry, também patrocinaram os bancos da praça.

Museu Fritz Plaumann[editar | editar código-fonte]

O Museu Entomológico Doutor Fritz Plaumann foi inaugurado em 1988 no distrito de Nova Teutônia. Lá está exposta toda a sua magnífica obra científica.

São mais de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes de insetos que poderão ser observados pelos visitantes. Seu acervo é o resultado de mais de setenta anos de pesquisas na região da bacia do Rio Uruguai, e de incursões aos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a bióloga Angela Cenzi, 1,5 mil espécies foram descobertas por Fritz Plaumann e 150 que recebem o nome dele. Para destacar o ponto turístico do município, novas peças foram incorporadas ao longo do tempo, como troncos petrificados, exemplares dos biomas da mata atlântica, utensílios e lanças indígenas da tribo xokleng, entre outras. Na primavera, é possível aproveitar a sombra das cerejeiras floridas, plantadas no local.

A coleção exposta no museu é a maior da América Latina e a quinta maior do mundo, devido a algumas espécies serem exclusivas. Recebe pesquisadores e estudiosos periodicamente de mais de 20 países. O acesso dá-se pela SC-283 (trecho Seara – Chapecó) e através de uma rodovia municipal com extensão de sete quilômetros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Histórico de Seara no site do IBGE
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Seara (Santa Catarina)


Ícone de esboço Este artigo sobre municípios de Santa Catarina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.