Seara (Santa Catarina)

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Seara
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Seara
Bandeira
Brasão de armas de Seara
Brasão de armas
Hino
Gentílico searaense ou searense[1]
Localização
Localização de Seara em Santa Catarina
Localização de Seara em Santa Catarina
Mapa de Seara
Coordenadas 27° 08' 56" S 52° 18' 39" O
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Municípios limítrofes Chapecó, Itá, Arabutã, Arvoredo, Xavantina, Paial, Ipumirim
Distância até a capital 498 km
História
Fundação 3 de abril de 1954 (66 anos)
Aniversário 3 de abril
Administração
Prefeito(a) Edemilson Canale (PSD, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 312,540 km²
População total (Censo IBGE/2010[3]) 16 936 hab.
Densidade 54,2 hab./km²
Clima subtropical (CFA)
Altitude 550 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,779 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 706 740,228 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 39 892,77

Seara é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º08'58" sul e a uma longitude 52º18'38" oeste, estando a uma altitude de 550 metros.

Em Seara, no distrito de Nova Teotônia está localizado o maior museu entomológico da América Latina, o Museu Entomológico Fritz Plaumann. Foi nesta cidade que a Seara Alimentos, hoje grupo JBS, iniciou suas atividades em 1956.

História[editar | editar código-fonte]

Seara foi colonizada por italianos e alemães e tem a economia voltada para a agropecuária. O município abriga uma obra monumental, o Museu Entomológico Fritz Plaumann, que guarda a maior coleção de insetos de toda a América Latina e desde a sua implantação em 1988 vem se destacando no cenário internacional de turismo científico.

Seara, cuja denominação significa terra de abundantes grãos cerealíferos. Tem no seu nobre povo, a semear no tempo, muito trabalho e dedicação. Em 1924 iniciou-se a demarcação das terras e colonização do povoado de Nova Milano, hoje Seara.

Agricultores pobres vindos do Rio Grande do Sul, das regiões próximas a Guaporé, Serafina Correa e Casca vinham a se estabelecer em Nova Milano, munidos apenas de suas precárias ferramentas de agricultura, sementes e sonhos de um futuro bom.

Em 15 de março de 1944, Nova Milano passou a se chamar Seara. Sugestão do então prefeito de Concórdia, Dogello Goss, homenageando o engenheiro agrimensor Carlos Otaviano Seara, que era encarregado de trabalhos de demarcação de terras pelo estado. No dia 3 de abril de 1954 Seara emancipa-se de Concórdia.

Além da produção de grãos, o comércio local, o turismo e a crescente preocupação e interesse de ordem ambiental, ecológica e de qualidade de vida da sua população são as primícias do planejamento da gestão municipal.

A Casa da Cultura[editar | editar código-fonte]

A ideia de construir um espaço próprio para a cultura de Seara tomou forma a partir da doação do prédio do antigo moinho de trigo Seara em maio de 1988, pela Seara Industrial S/A. A construção foi reestruturada e restaurada e transformada na Casa da Cultura Biágio Aurélio Paludo, em homenagem ao idealizador do moinho.

Hoje a Casa da Cultura move todo processo cultural do município. Lá são desenvolvidos diversos cursos. Entre eles destacamos: Acordeom, Balé, Banda Municipal, Desenho, Flauta, Guitarra, Orquestra Municipal, Piano, Sapateado, Teclado, Teoria Musical, Teatro, Violão, Violino, Viola e Violoncelo.

Praça Central[editar | editar código-fonte]

A praça central de Seara é parte da memória viva da cidade. Gerações se acomodam tranquilamente naqueles bancos, debaixo da sombra da canafístula, num espaço construído na década de 60.

A praça foi denominada Doutor Harry Quadros de Oliveira Junior e está localizada na Avenida Anita Garibaldi. A denominação enaltece o pediatra que muito fez pela saúde dos pioneiros. Contam os antigos que, diariamente, Dr. Harry fazia o trajeto de sua casa, onde atualmente está a Rede Feminina de Combate ao Câncer, até o hospital, cortando caminho pela pracinha.

Cada banco instalado no local foi uma doação de empresários de Seara à época. Muitos já se foram e boa parte das lojas nem existe mais. As contribuições foram de: C. Bolzani & Cia Ltda e Casemiras Bossa Nova, de Arcides Benetti; o Pasqualim Alfaiate; Clair e Geraldo Bolzani e Genuíno Sfredo, o Baião, ocupando atualmente a Casa Raquel Decorações e a Agropecuária Santin; Bar Biruta, de Rizziere Dal Maz, local que hoje está instalada Caixa Econômica Federal, barzinho em que o ex-prefeito Aurélio Nardi, na sua juventude, trabalhou como garçom; Nardi Tumelero Indústria e Comércio Ltda, de João Nardi e Etelvino Pedro Tumelero, ex-prefeito e vereador de Seara – hoje o espaço abriga a Sicoob-Crediauc.

Dr. Harry também deixou um banco para a praça, assim como Theodoro Barbieri Cia Comércio em Geral, onde hoje está a Copérdia. A Seara S.A. Moinhos Ind. e Com. de Cereais funcionou até a década de 1970, onde hoje é a Casa da Cultura. Associação Rural de Seara, de Domingos Sfredo, Casa Petry, de Valentim Petry, também patrocinaram os bancos da praça.

Museu Fritz Plaumann[editar | editar código-fonte]

O Museu Entomológico Doutor Fritz Plaumann foi inaugurado em 1988 no distrito de Nova Teutônia. Lá está exposta toda a sua magnífica obra científica.

São mais de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes de insetos que poderão ser observados pelos visitantes. Seu acervo é o resultado de mais de setenta anos de pesquisas na região da bacia do Rio Uruguai, e de incursões aos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

A coleção exposta no museu é a maior da América Latina e a quinta maior do mundo, devido a algumas espécies serem exclusivas. Recebe pesquisadores e estudiosos periodicamente de mais de 20 países. O acesso dá-se pela SC-283 (trecho Seara – Chapecó) e através de uma rodovia municipal com extensão de sete quilômetros.

Referências

  1. Histórico de Seara no site do IBGE
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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