Xanxerê

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Município de Xanxerê
"Capital Estadual do Milho

Campina da Cascavel"

Igreja Central da Cidade

Igreja Central da Cidade
Bandeira de Xanxerê
Brasão de Xanxerê
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 27 de Fevereiro
Fundação 27 de fevereiro de 1954 (62 anos)
Gentílico xanxerense
Prefeito(a) Ademir Gasparini (PSD)
Localização
Localização de Xanxerê
Localização de Xanxerê em Santa Catarina
Xanxerê está localizado em: Brasil
Xanxerê
Localização de Xanxerê no Brasil
26° 52' 37" S 52° 24' 14" O26° 52' 37" S 52° 24' 14" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Oeste Catarinense IBGE/2008[1]
Microrregião Xanxerê IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Arvoredo, Bom Jesus, Ipuaçu, Lajeado Grande, Xaxim, Xavantina, Faxinal dos Guedes
Distância até a capital 500 km
Características geográficas
Área 377,764 km² [2]
População 47,679 (2 014) hab. Censo IBGE/2010[2]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 800 m
Clima Subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,775 alto PNUD/2010[3]
PIB R$ 882 527,825 mil IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 21 130,29 IBGE/2008[4]
Página oficial


Xanxerê é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. A cultura predominante, italiana e alemã, foi trazida por imigrantes que chegaram no início do século XX, procedentes em sua maioria do Rio Grande do Sul.

Xanxerê é muito mais do que a "Capital do Milho", cuja produtividade é destaque nacional. O município também apresenta bom crescimento em todos os segmentos: industrial, comercial e de prestação de serviços, servindo como referência, pela sua pujança, para todo o oeste catarinense.l

Xanxerê é bem localizada, o que favorece o comércio com o Mercosul e gerou o interesse dos investidores na região.

É também o município sede da Associação dos Municípios do Alto Irani (AMAI), composta por 17 municípios, e uma das cidades polo de Santa Catarina, razão pela qual atrai investimentos de todos os ramos e mantém-se em constante crescimento. Segundo o IBGE, Xanxerê é uma das cidades que mais cresce no Estado e a 22ª economia de Santa Catarina.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Na língua indígena Kaingang, Xanxerê significa "Campina da Cascavel", através da junção dos termos xãxã ("cascavel") e ("campo, campina")[5].

História[editar | editar código-fonte]

Até o início do século XIX, índios guaranis e kaingangs habitavam a região de Xanxerê. Nesta época, estabeleceram-se na região alguns fazendeiros, dando início ao ciclo da madeira e pecuária. Anos mais tarde, imigrantes vindos do Rio Grande do Sul, descendentes de italianos e alemães, radicaram-se na cidade, que havia sido uma área de litígios entre o Brasil e a Argentina.[6]

Criaram-se duas colônias militares (decreto nº 2.502 de 16 de novembro de 1859)[7] denominadas Chapecó ("Xapecó") e Chopim. O capitão José Bernardino Bormann foi incumbido da tarefa, fundando a Colônia Militar de Chapecó em 1880, instalada efetivamente em 14 de março de 1882. Bormann dirigiu a colônia (também conhecida como colônia de Xanxerê) durante dezessete anos. Faleceu em 1919 no Rio de Janeiro, no posto de marechal. A colônia foi extinta em 1890, tornando-se distrito do município de Palmas, no Paraná. Na época pertencia a Santa Catarina, com o nome de Distrito de Generozópolis.[8]

Um litígio quanto aos limites entre Santa Catarina e Paraná, provocou em 1916, a intervenção do presidente da república Venceslau Brás, que resolveu a questão junto com o General Felipe Schmidt, governador de Santa Catarina e o Coronel Cavalcanti, governador do Paraná.

Santa Catarina passa a ser dividido em novos municípios, entre eles Chapecó, com a Lei Estadual nº 1.147, de 24 de agosto de 1917.[6] É nomeado provisoriamente para superintendente municipal (equivalente a prefeito nos dias atuais), o coronel Manoel dos Santos Marinho.

Nas primeiras eleições realizadas em Passo Bormann, Xanxerê, São Domingos, Campo Erê e Barracão, distritos do município de Chapecó, foi eleito o próprio coronel Marinho, que nomeou o José Julio Farrapo como intendente em Xanxerê, através da Resolução nº 05 de 1 de Setembro de 1917. A sede do município é transferida pelo governador Hercílio Luz para o distrito de Xanxerê em 5 de novembro de 1919, através da Lei nº 1.260. Em 5 de dezembro de 1923, a sede muda novamente, desta vez para Passo Bormann, passando o distrito de Xanxerê a ser denominado "Rui Barbosa", pertencente à comarca de Chapecó até dezembro de 1929, quando voltou novamente a chamar-se Xanxerê. Em 3 de outubro de 1929, pela Lei Estadual nº 1.645, Xanxerê volta a ser sede do município de Chapecó.[6]

O General Ptolomeu de Assis Brasil, com a revolução de 1930, assume a função de governador do estado, designando para prefeito de Chapecó, Nicácio Portela Diniz, que novamente instalou a sede do município em Passo Bormann. Com a morte de Portela em fevereiro de 1931, assume o cargo João Candido Marinho, capitão da Força Pública do Estado, que pediu ao governador que a sede municipal fosse para o povoado de Passo dos Índios. Em 1938, a sede muda o nome de Passo dos Indios para Chapecó, que passou a fazer parte do recém criado Território do Iguaçú em 1943. O território foi extinto em 1946 e Xanxerê e outros distritos integrantes de Chapecó passaram novamente para o território catarinense.

Muitas famílias migraram para a região, vindas principalmente do Rio Grande do Sul. No Censo realizado no ano de 1950, havia 1 311 habitantes na área urbana de Xanxerê (643 homens e 668 mulheres). Xanxerê registrava na época uma das maiores populações rurais do estado, com 86,7% de sua população vivendo na área rural.[8]

Xanxerê passou a se desenvolver e em 17 de dezembro de 1953 a vila se emancipou, sendo criado o município de Xanxerê, sendo instalado oficialmente em 27 de fevereiro de 1954. Foi designado pelo governador Irineu Bornhausen, o professor Teodósio Mauricio Wanderley, como prefeito provisório de Xanxerê.

As primeiras eleições foram realizadas em 3 de outubro de 1954. Saiu vitorioso das urnas o candidato Adilio Fortes (PSD), que foi o primeiro prefeito eleito do município.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 26º52'37" sul e a uma longitude 52º24'15" oeste, estando a uma altitude de 800 metros. Sua população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 44 128 habitantes e a população estimada para 1º de julho de 2014 era de 47 679 habitantes.[2]

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em Xanxerê foi registrada a segunda menor temperatura, em registros oficiais, já observada no Brasil, de -11,1 °C, em 20 de julho de 1953 (a menor foi de -14 °C em Caçador, no mesmo estado, em junho de 1952).[9][10] No período de 1961 a 1990, a menor temperatura registrada no município foi de -8,4 °C em 6 de agosto de 1963,[11] e a maior atingiu 36,2 °C em 3 de janeiro de 1963.[12] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 145 mm em 27 de outubro de 1966. Outros grandes acumulados foram 132,5 mm em 16 de abril de 1971, 120 mm em 10 de janeiro de 1975, 117,9 mm em 27 de setembro de 1972, 112,9 mm nos dias 2 de outubro de 1975 e 20 de maio de 1983, 108,6 mm em 8 de novembro de 1969, 105,1 mm em 21 de abril de 1971, 103,8 mm em 11 de julho de 1983, 103,3 mm em 26 de agosto de 1972, 102 mm em 31 de agosto de 1974 e 100,1 mm em 8 de julho de 1983.[13] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado em 27 de outubro de 1981, de 15%.[14]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Xanxerê (1961-1990) Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 36,2 34 34 30,8 29,6 28,1 28,2 30,6 32,5 33,2 34,8 35 36,2
Temperatura máxima média (°C) 27,8 27,8 26,6 24 21,6 19,4 20,3 21,5 22,6 24,1 25,8 27,1 24,1
Temperatura média (°C) 21,2 21,3 20,3 17,5 15,1 13,2 13,7 14,7 16 17,5 19,2 20,7 17,5
Temperatura mínima média (°C) 16,3 16,6 15,5 12,4 10,2 8,6 8,9 9,7 11 11,9 13,6 15,5 12,5
Temperatura mínima absoluta (°C) 4 3 3,6 0 -3,8 -5,2 -5,3 -8,4 -3,8 0 1,6 4,4 -8,4
Chuva (mm) 223,9 222,3 192,4 141,8 148,6 164,4 162,2 186,3 220,7 221,8 170,5 172,6 2 227,4
Dias com chuva (≥ 1 mm) 13 13 12 8 8 9 9 10 12 11 9 10 124
Umidade relativa (%) 80,3 80,7 81 79,9 79,7 80,2 77,1 76,9 76,2 76,2 75,1 77,4 78,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).[15][16][17][18][19][20][11][12]
Xanxerê-SC

Economia[editar | editar código-fonte]

A base da economia está constituída no setor primário, principalmente no plantio de milho, soja, feijão e trigo. Também se destacam a criação de aves, suínos, bovinos e ovinos e a apicultura, considerada fonte expressiva de renda do município. Essa região é bastante favorável a plantações, pois um modelo fundiário de milhares de pequenas propriedades integradas com a agroindústria. Isso favorece o surgimento de pequenas indústrias e empresas prestadoras de serviços, que resulta em elevados níveis de produtividade. Pode-se dizer que Xanxerê é dos municípios mais desenvolvidos do Oeste catarinense e o segundo maior produtor de gado de corte do Estado.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Xanxerê atrai os visitantes com cascatas escondidas no meio da mata, com a cultura indígena e com a abundância de recursos naturais. Pode ser visitado o Posto Indígena Xapecó, uma reserva indígena e florestal habitada por índios kaingangs, guaranis e xoklengs – eles confeccionam arcos, flechas, cestas e balaios, que vendem no local. Outro destaque é o museu de entomologia e a Casa da Cultura Maria Rosa. Xanxerê é uma das maiores cidades do Oeste catarinense e conta com boa infraestrutura turística.

Cascata S Manella - Xanxerê- SC

Cascata S. Manela[editar | editar código-fonte]

Não deixe de conhecer as três cascatas do Rio Chapecozinho, na divisa do município com a reserva indígena. Apesar das corredeiras, o rio permite a travessia a pé, por ter o fundo lajeado. Vá também à Ilha do Rio Chapecozinho, situada antes das cascatas e à Cascata S. Manella (Salomão Manella), um conjunto de três saltos com grande volume de água, em meio à mata preservada, ali existe área para camping, churrasqueiras, restaurantes, mesas, campos de futebol e sanitários. É o principal ponto de atração turística da cidade, a cascata ganhou um selo turístico da Embratur para desenvolvimento do turismo. Uma reserva ecológica que atrai muitos turistas anualmente. Durante o verão, mais de 1.000 famílias de toda a região acampam à margem do rio. Agora está em más condições, mas em torno de um ano será melhorada.

Praça Tiradentes[editar | editar código-fonte]

É o cartão postal do centro da cidade e uma das praças mais arborizadas e harmoniosas da região. Atrai milhares de pássaros das espécies chupim e pardais todas as tardes, num raro espetáculo. Durante o verão as árvores servem de pousada também para o ciclo das andorinhas. Sendo que foi revitalizada e inaugurada na celebração dos 56 anos.

Kartódromo Jean Paulo Picinatto[editar | editar código-fonte]

É uma atração a mais para quem gosta de velocidade. Periodicamente o Automóvel Clube realiza provas locais regionais, estaduais e interestaduais, atraindo kartistas do sul do Brasil.

"Milho", localizado no parque de exposições Rovilho Bortoluzzi, Xanxerê-SC

Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi[editar | editar código-fonte]

Localizado às margens da BR-282 tem uma área de 200 mil m² e sedia a ExpoFemi (Exposição Festa Estadual do Milho), uma das maiores e melhores expo-feiras do Sul do país.

CTG Espelho da Tradição[editar | editar código-fonte]

As tradições gaúchas também fazem parte da cultura do povo xanxerense, que preserva com orgulho as tradições herdadas de antepassados através de vários CTGs. O CTG Espelho da Tradição realiza anualmente o Rodeio Interestadual, além de fandangos tradicionalistas. São festas que homenageiam as etnias, demonstram a integração dos povos e a preservação dos costumes e tradições.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Acesso a Xanxerê pela rodovia BR-282, para quem vem do litoral ou do oeste. Pela SC-480, para quem vem do norte. Pela SC-466, para quem vem do sul. O governador Luiz Henrique da Silveira inaugurou em 30 de setembro de 2008 a pavimentação da pista do Aeroporto Municipal João Winckler. A solenidade aconteceu após o avião do governo do estado ter realizado o primeiro pouso oficial, às 17 horas. Na sequência também pousou o avião do piloto que realizou o primeiro pouso no local, em 1968, Nelson Annoni. A obra de pavimentação custou R$ 2,7 milhões. Sua pista de 1 149 metros de comprimento, por 18 metros de largura, está localizada a uma altitude de 898 metros e recebeu classificação Código 1-VFR, o que possibilita peso máximo de decolagem de 11 000 quilogramas, e permite pousos e decolagens de aviões com capacidade de aproximadamente 40 passageiros. É totalmente asfaltada e sinalizada e tem capacidade para operar no período noturno. Com a pavimentação da pista, já há manifestação de empresas para implantar uma linha de voo regular em Xanxerê, que funcionaria como uma alternativa aos voos do Aeroporto de Chapecó.[carece de fontes?]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

RIC TV Xanxerê-SC

Xanxerê possui, atualmente, uma emissora de TV afiliada a Rede Record de Televisão e mais 4 canais - estações retransmissoras - de emissoras que integram as principais redes de TV do Brasil. Possui ainda cinco emissoras de rádio: três FM (duas comerciais - 101 FM, Momento FM - e uma comunitária - Xanxerê FM) e duas AM (Rádio Princesa e Difusora). A cidade possui quatro jornais impressos e dois portais da internet com notícias da cidade e região.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. a b c «IBGE Cidades - Xanxerê». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1º de julho de 2014. Consultado em 8 de maio de 2015.  Texto "xanxere " ignorado (Ajuda)
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. http://www.portalkaingang.org/Lgua_Kaingang.pdf
  6. a b c Xanxerê
  7. Decreto nº 2.502, de 16 de Novembro de 1859
  8. a b c História do município de Xanxerê
  9. Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Informações sobre o tempo». Consultado em 29 de maio de 2011. 
  10. Quarta-feira pode ter recorde de temperatura mínima neste ano em Santa Catarina, A Notícia - Joinville, 13 de julho de 2010.
  11. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Xanxerê». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  12. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C)- Xanxerê». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  13. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Xanxerê». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  14. «BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Xanxerê». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  15. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
  16. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
  17. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
  18. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
  19. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
  20. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 8 de agosto de 2014. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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