Mesorregião do Oeste Catarinense

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Mesorregião do Oeste Catarinense
Divisão regional do Brasil
Localização da Mesorregião do Oeste Catarinense
Características geográficas
Unidade federativa  Santa Catarina
Regiões limítrofes Norte Catarinense; Serrana; Centro-Sul Paranaense (PR); Sudoeste Paranaense (PR); Sudeste Paranaense (PR); Noroeste Rio-Grandense (RS)
Área 27 288,763 km²
População 1,194,332 hab, IBGE 2010
Densidade 43,77 hab./km²
Indicadores
PIB R$ 18 195 455 000,00 IBGE/2005
PIB per capita R$ 15 160,00 IBGE/2005
IDH 0,761 PNUD/2010

A mesorregião do Oeste Catarinense é uma das seis mesorregiões do estado brasileiro de Santa Catarina. É formada pela união de 118 municípios agrupados em cinco microrregiões e é, como o nome indica, a mais ocidental das mesorregiões catarinenses. Faz fronteiras com as mesorregiões de Norte Catarinense (nordeste) e Serrana (sudeste), com os estados do Paraná (norte) e Rio Grande do Sul (sul) e com a Argentina (oeste).

A região foi colonizada principalmente por gaúchos descendentes de italianos e alemães além de caboclos. Foi palco da guerra do contestado e já pertenceu ao extinto Território Federal do Iguaçu. A principal cidade do Oeste Catarinense é Chapecó, um dos quatro principais polos de Santa Catarina. A região se destaca por seu forte poder agroindustrial e seu elevado índice de desenvolvimento.

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

A vegetação da mesorregião do Oeste Catarinense é caracterizada em sua maior parte pela presença da Floresta Ombrófila Mista, seguida da Floresta Estacional Decidual, principalmente ao longo das margens do rio Uruguai e seus afluentes, como rio do Peixe e rio Jacutinga. Em menores áreas, possui a presença de campos naturais, como por exemplo, no município de Água Doce. Na região há o registro de 132 espécies de orquídeas e 24 espécies bromélias[1][2][3]. Foram registradas mais de 1300 espécies de insetos no oeste de Santa Catarina, sendo 382 de Hymenoptera (formigas, abelhas e vespas), 230 de Coleoptera (besouros) e 199 de Lepidoptera (borboletas e mariposas)[4][5]. Neste região também há o registro de mais de 350 espécies de aves, incluindo espécies ameaçadas como papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e papagaio-charão (Amazona pretrei)[6][7][8][9][10][11][12][13][14][15][16][17][18][19].

Principais municípios[editar | editar código-fonte]

Chapecó[editar | editar código-fonte]

Com uma população estimada em 216 654 habitantes, figura entre as quatro principais cidades do estado. Sendo um importante centro industrial, financeiro e educacional, é uma grande produtora de produtos alimentícios industrializados. Distante cerca de 550km da capital Florianópolis, é sede da Região Metropolitana de Chapecó e exerce diretamente significativa influencia política e econômica em mais de duzentos municípios da região que juntos somam mais de 2 milhões de habitantes.[20]

A cidade também destaca-se no esporte possuindo o maior estádio de Santa Catarina, a Arena Condá, com capacidade para mais de 22 000 torcedores. É uma das cidades com maior número (em porcentagem) de prédios de Santa Catarina, superando cidades como Joinville, Itajaí e Blumenau. Chapecó ficou mundialmente conhecida após o trágico acidente aéreo que matou quase toda a equipe do clube local, a Associação Chapecoense de Futebol, em 2016.[21]

Caçador[editar | editar código-fonte]

Com cerca de 77 863 habitantes,[22] ostenta o título de capital industrial do meio-oeste catarinense. É o 16º município mais populoso de Santa Catarina. Em Caçador registrou-se oficialmente a menor temperatura já ocorrida em território brasileiro: -14,0 ºC, em 11 de junho de 1952. É a terra natal da conhecida jornalista da rede Globo, Sônia Bridi. [23][24]

Monumento do milho em Xanxerê

Concordia[editar | editar código-fonte]

Eleita como a cidade com o melhor índice de desenvolvimento do Estado de Santa Catarina e a 6ª melhor do Brasil pelo IFDM[25] , possui cerca de 74 106 habitantes segundo estimativas do IBGE em 2018.[26] A região de Concórdia é berço de algumas das maiores empresas frigoríficas do país. A Sadia S. A. surgiu e tem sua matriz em Concórdia.[27]

Xanxerê[editar | editar código-fonte]

Sendo uma cidade média-pequena, com aproximadamente 50 309 habitantes em 2018[28], Xanxerê é um importante polo para a região. Considerada a capital estadual do milho graças ao seu forte potencial na agroindústria, é sede de uma microrregião composta por 14 municípios menores, entre os quais estão Xaxim, Faxinal dos Guedes e Abelardo Luz. Destaca-se por ser um importante entroncamento rodoviário regional, favorecendo o comercio com o Mercosul.[29]

São Miguel do Oeste[editar | editar código-fonte]

Considerada a capital do extremo oeste catarinense, distante cerca de 655km da capital e 130km de Chapecó, possui cerca de 40 090 habitantes. [30] Esta é a maior cidade catarinense próximo à fronteira com a Argentina, polarizando importantes órgãos e instituições de saúde, educação etc. É muito utilizada como ponto de parada de turistas argentinos, paraguaios e chilenos que visitam as prias catarinenses ou por brasileiros a caminho das cataratas do Iguaçu.

Joaçaba[editar | editar código-fonte]

Tendo sua economia baseada na indústria metal-mecânica e com uma população em 2018 de aproximadamente 29 827 habitantes [31], Joaçaba é a cidade sede da Região Metropolitana do Contestado. Apesar de pouca população a cidade possui alto nível de verticalização e alto índice de desenvolvimento. Destaca-se no turismo pelo seu desfile de escolas de samba no carnaval.

Microrregiões[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Geuster, Cleiton José; Favretto, Mario Arthur (2014). «Distribuição de orquídeas e bromélias no oeste de Santa Catarina, sul do Brasil». Biota Amazônia. 4 (4): 52-59 
  2. Favretto, Mario Arthur; Geuster, Cleiton José (2011). Orquídeas e bromélias do Vale do Rio do Peixe, Santa Catarina, Brasil. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-915509-2-0 
  3. Favretto, Mario Arthur; Cleiton J. Geuster (2017). Orquídeas e bromélias do oeste de Santa Catarina, Brasil. Campos Novos: M.A. Favretto Ed. ISBN 978-85-922418-4-1 
  4. Favretto, Mario Arthur; Santos, Emili Bortolon; Geuster, Cleiton José (2013). «Entomofauna do oeste do estado de Santa Catarina, Brasil». EntomoBrasilis. 6 (1): 42-63. doi:10.12741/ebrasilis.v6i1.271 
  5. Favretto, Mario Arthur; dos Santos, Emili Bortolon; Geuster, Cleiton José (2013). Insetos do oeste de Santa Catarina. [S.l.: s.n.] 317 páginas. ISBN 978-85-915509-1-3 
  6. Guzzi, Anderson; Favretto, Mario Arthur (2014). «Composição da avifauna de um remanescente florestal nas margens do rio Chapecozinho, Santa Catarina, Brasil». Neotropical Biology and Conservation. 9 (3): 134-146 
  7. Favretto, Mario Arthur; dos Santos, Emili Bortolon (2013). «Favretto, Mario Arthur. Variação sazonal da avifauna em dois municípios no Oeste de Santa Catarina, Brasil». Estudos da fauna do oeste de Santa Catarina: microrregiões de Joaçaba e Chapecó. [S.l.: s.n.] p. 141-171. 172 páginas. ISBN 978-85-915509-7-5 
  8. Favretto, Mario Arthur; Santos, Emili Bortolon (2009). «Coleção de aves do Laboratório de Zoologia da Unoesc, Santa Catarina, Brasil: observações sobre o início da construção do acervo». Atualidades Ornitológicas (152): 33-35 
  9. Favretto, Mario Arthur; Geuster, Cleiton José (2008). «Observações ornitológicas no oeste de Santa Catarina, Brasil - parte II». Atualidades Ornitológicas (144) 
  10. Favretto, Mario Arthur; Geuster, Cleiton José (2008). «Observações ornitológicas no oeste de Santa Catarina, Brasil - parte I». Atualidades Ornitológicas (143): 49-54 
  11. Favretto, Mario Arthur; Geuster, Cleiton José; Spier, Edson Fernando; Lingnau, Rodrigo (2009). «Observações ornitológicas no oeste de Santa Catarina, Brasil - parte III». Atualidades Ornitológicas (149): 50-51 
  12. Favretto, Mario Arthur; Zago, Tiago; Guzzi, Anderson (2008). «Avifauna do Parque Natural Municipal Rio do Peixe, Santa Catarina, Brasil». Atualidades Ornitológicas (141): 87-93 
  13. Ghizoni-Jr, Ivo Rohling; Azevedo, Marcos Antonio Guimarães (2010). «Registros de algumas aves raras ou com distribuição pouco conhecida em Santa Catarina, sul do Brasil, e relatos de três novas espécies para o Estado». Atualidades Ornitológicas. 154 
  14. Ghizoni-Jr, Ivo Rohling (2009). «Composição de bandos mistos de aves no Parque Estadual das Araucárias, oeste de Santa Catarina, Brasil». Biotemas. 22: 143-148 
  15. Müller, Eliara Solange; Fortes, Vanessa Barbisan (2005). «Levantamento avifaunístico preliminar da Fazenda Tamanduá, Vargem Bonita / SC». Acta Ambiental Catarinense. 4: 45-70 
  16. Müller, Eliara Solange; Matiazzo, Mariléa Fátima; Campos, Gelson (2005). «Avifauna da Floresta Nacional de Chapecó (Gleba II), Distrito de Marechal Bormann, Chapecó, Santa Catarina». Acta Ambiental Catarinense. 4: 43-54 
  17. Guzzi, Anderson (2008). «Favretto, Mario Arthur; Guzzi, Anderson. Avifauna». Vertebrados do Baixo Rio do Peixe. [S.l.: s.n.] p. 77-106. ISBN 978-85-87089-60-1 
  18. Favretto, Mario Arthur (2011). «Favretto, Mario Arthur; Guzzi, Anderson. Avifauna». Parque Natural Municipal Rio do Peixe, Joaçaba, SC - volume I: Fauna de Vertebrados. [S.l.: s.n.] p. 120-172. ISBN 978-85-915509-4-4 
  19. Cherem, Jorge J.; Kammers, Marcelo (2008). «Azevedo, M.A.G.; Ghizoni-Jr., I.R. Aves». A fauna das áreas de influência da Usina Hidrelétrica Quebra Queixo. [S.l.: s.n.] p. 131-150. ISBN 978-85-915509-4-4 
  20. Rego, Rodrigo Faria De Almeida. «Brasil | Áreas dos Municípios | IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». www.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018. 
  21. «As homenagens à Chapecoense pelo mundo». O Globo. 3 de dezembro de 2016 
  22. «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/cacador/panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  23. User, Super. «EPAGRI/CIRAM - PREVISÃO DO TEMPO». www.ciram.sc.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018. 
  24. Rego, Rodrigo Faria De Almeida. «Brasil | Áreas dos Municípios | IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». www.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018. 
  25. «IFDM | Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal: Resultado». www.firjan.com.br. Consultado em 6 de setembro de 2018. 
  26. «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/concordia/panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  27. «Avicultura Industrial». Avicultura Industrial. Consultado em 6 de setembro de 2018. 
  28. «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/xanxere/panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  29. «Centro sub-regional». Wikipédia, a enciclopédia livre. 2 de fevereiro de 2017 
  30. «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/sao-miguel-do-oeste/panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  31. «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/joacaba/panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de setembro de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)