Jaguaruna

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Município de Jaguaruna
"Cidade das Praias"
Bandeira de Jaguaruna
Brasão de Jaguaruna
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de janeiro de 1891 (128 anos)
Gentílico jaguarunense
Prefeito(a) Edenilson Montini da Costa (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Jaguaruna
Localização de Jaguaruna em Santa Catarina
Jaguaruna está localizado em: Brasil
Jaguaruna
Localização de Jaguaruna no Brasil
28° 36' 54" S 49° 01' 33" O28° 36' 54" S 49° 01' 33" O
Unidade federativa Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião Tubarão IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Laguna, Tubarão, Treze de Maio, Sangão, Içara e Balneário Rincão.
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 329,459 km² [2]
População 19 254 hab. Censo IBGE/2016[3]
Densidade 58,44 hab./km²
Altitude 12 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,721 alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 175 923,586 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 817,41 IBGE/2008[5]

Jaguaruna é um município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º36'54" sul e a uma longitude 49º01'32" oeste, estando a uma altitude de 12 metros. Sua população estimada em 2004 era de 15.608 habitantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Jaguaruna é uma adaptação da palavra Tupi-guarani "îagûarauna", que por sua vez deriva da junção entre a palavra "îagûara" que significa "onça" ou "jaguar", e a palavra "una" significa "preto/preta". Portanto Jaguaruna significa "Jaguar preto/onça-preta".[6] [7] Em 1804, a sesmaria que nomeou o lugar já possuía este nome.

História[editar | editar código-fonte]

A região onde hoje é Jaguaruna no período Pré Colonial, antes das colonização europeia, foi palco de grande exploração dos povos sambaquieiros, que entre 4500 anos a 2000 anos antes do presente construíram um grande território com sambaquis na região[8][9], incluindo gigantescos sambaquis que estão entre os maiores do Brasil e do mundo[10][11][12]. Posteriormente o território foi ocupado pelos índios carijós[9].

A partir do século XVIII o litoral catarinense passou a ser explorado de forma mais intensa por colonizadores vicentistas e colonizadores açorianos, não havendo no entanto, registos oficiais neste período sobre a colonização direta por estes personagens no territorio onde hoje é Jaguaruna[13].

Apenas para o ano de 1867 é considerada fundação oficial do município[13], documentada através de documentos oficiais, quando o Coronel Luiz Francisco Pereira se dirigiu com sua família para o território onde hoje é Jaguaruna[13], a fim de receber a concessão de sesmaria, como "primeiro habitante" da região, uma vez que, as terras do município de Palhoça, de onde procedia, eram pouco férteis o que o incentivou a deslocar-se. Em 1869, chegaram Joaquim Marques, Francisco Rebelo e Manoel Marques, atraídos, também, pela fertilidade das terras. A exuberância das terras fez com que os colonizadores a denominassem de Campo Bom. Não tardou, foi substituído pelo atual Jaguaruna, em virtude do aparecimento de um jaguar preto onde hoje é a sede municipal. Os primeiros exploradores encontraram índios esparsos, misteriosamente desaparecidos nos primeiros anos.[carece de fontes?] Em 1875, foi construído o primeiro templo católico, sendo o Padre José Ferreira Guedes, o primeiro Vigário da Paróquia. Em 1880, Jaguaruna foi elevada à Freguesia. Em 1883, foi extinta para, um ano mais tarde, tornar novamente aquela categoria, porém com parte de seu território desmembrado, e integrado no de Tubarão. [14]

Jaguaruna, antiga vila e município criado em 1891, foi extinto em 1923. Voltou à existir pelo decreto estadual nº 25, de 11 de dezembro de 1930, com território desmembrado de Laguna.[15][16]

Sambaqui "Garopaba do Sul", tido entre os maiores sambaquis do Brasil e do mundo.[10][11][12]

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

As praias são os principais pontos turísticos, sendo recentemente apontados os sambaquis da região como uma grande possibilidade de atração turística, embora sejam desconhecidos e desvalorizados por boa parte da população[10][12].

Outro ponto de Jaguaruna bastante conhecido, além das praias, é o "Chuveirão", queda de água que a população utiliza para se refrescar, normalmente utilizada após um banho na praia.[17]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 30 de junho de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Dicionário Tupi-guarani: palavra 'îagûara'
  7. Dicionário Tupi-guarani: palavra 'Una'
  8. Deblasis, P.; et al. (2007). «Sambaquis e paisagem: Dinâmica natural e arqueologia regional no litoral do sul do Brasil.». Arqueologia Suramericana. 3. 29-61. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  9. a b Schimitz, Pedro (2013). «A OCUPAÇÃO PRÉ-HISTÓRICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA». Criciúma, Santa Catarina. Tempos Acadêmicos, Dossiê Arqueologia Pré-Histórica, nº 11. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  10. a b c Martins Guimarães, Bruna Cataneo Zamparetti, Deisi Scunderlick Eloy de Farias, Francisco Antônio dos Anjos, Geovan (2016). «TURISMO ARQUEOLÓGICO, EDUCAÇÃO E OS SAMBAQUIS DO COMPLEXO LAGUNAR SUL DE SANTA CATARINA: PROPOSTA DE UM CIRCUITO PARA VISITAÇÃO». Revista Memorare. v. 3, n. 3 (2016). Consultado em 11 de agosto de 2019 
  11. a b Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN (2014). «Patrimônio Arqueológico - SC». Site do IPHAN. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  12. a b c Portal RSC, Portal RSC (6 de julho de 2017). «"Sambaquis, a história desvalorizada na região": Patrimônio arqueológico está ameaçado em Jaguaruna». Portal RSC - Rede Sousa de Comunicação. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  13. a b c DELFINO, DEISIANE DOS SANTOS (2008). «DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO URBANO NA CIDADE DE JAGUARUNA/SC: representação e atuação dosatores locais» (PDF). Dissertação de mestrado em Geografia da UFSC. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  14. «Fundação de Jaguaruna» (PDF). IBGE 
  15. «Jaguaruna Santa Catarina - SC Histórico» (PDF). IBGE. 5 de agosto de 2004. Consultado em 7 de abril de 2013 
  16. «Origem do povoamento». Prefeitura Municipal de Jaguaruna. Consultado em 7 de abril de 2013. Arquivado do original em 7 de abril de 2013 
  17. Jaguaruna, Prefeitura de Jaguaruna. «Chuveirão -». Site da prefeitura de Jaguaruna. Consultado em 11 de agosto de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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