Gravatal

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Gravatá, ou Gravataí.
Município de Gravatal
Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião
Bandeira indisponível
Brasão de Gravatal
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 20 de dezembro de 1961 (55 anos)
Gentílico gravataense ou gravatalense
Prefeito(a) Leonardo Nesi
(2013–2016)
Localização
Localização de Gravatal
Localização de Gravatal em Santa Catarina
Gravatal está localizado em: Brasil
Gravatal
Localização de Gravatal no Brasil
28° 19' 51" S 49° 02' 06" O28° 19' 51" S 49° 02' 06" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião Tubarão IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Armazém, Imaruí, Pescaria Brava, Capivari de Baixo, Tubarão, São Ludgero, Braço do Norte
Distância até a capital 159 km
Características geográficas
Área 168,473 km² [2]
População 10 636 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 63,13 hab./km²
Altitude 30 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 86 128,694 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 973,40 IBGE/2008[5]
Página oficial

Gravatal é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º19'52" sul e a uma longitude 49º02'07" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada em 2004 era de 12 096 habitantes.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Gravatal se origina de gravatá, nome indígena da bromélia, que existia em grande quantidade na região.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Um dos fundadores do Gravatá (antiga denominação de Gravatal) foi João Martins de Souza, filho de Euclides de Souza e Joana de Souza. Ele nasceu em Açores (Portugal), no ano de 1815, e veio com seus pais para o Brasil ainda jovem, desembarcando primeiramente no Rio de Janeiro.[6]

Durante algumas saídas em busca de novas terras pelo Rio de Janeiro, conheceu a jovem descendente de índios Thomázia Anna de Jesus; após alguns meses de casados, reuniram o que tinham e embarcaram num vapor que saiu do Rio de Janeiro para Santo Antônio dos Anjos, atual Laguna, permanecendo lá por algum tempo, até que saíram em buscas de terras produtivas.[6]

Em 1842 instalaram-se em Gravatal, onde compraram terras, quinhentas braças de frente e mil de fundos. Tinham 12 escravos negros. Na localidade, fizeram grandes lavouras de cana-de-açúcar e mandioca, que abasteciam seus dois alambiques e dois engenhos.[6]

A colonização estrangeira em Gravatal teve início nos anos de 1880 à 1885, com a chegada das famílias dos alemães Jacob May, Adolfo Kindermann e José Knabben.[6] A colonização Italiana começou por volta de 1910, com a chegada de Pedro Zappelini, Estevão Grasso e outros, que fundaram a colônia até hoje existente em São Miguel.[6]

Ao chegar da Itália, Pedro Zappelini iniciou um intenso comércio na região de Tubarão e Laguna. O colonizador, mais tarde, comprou as terras que pertenciam a Antonio Knabben e as fez de sítio de repouso e lazer.[6] Percebendo que do leito do rio Gravatá afloravam veios de águas quentes, aconselhou seu filho Hercílio a adquirir mais terras nas redondezas. Desviaram o curso fluvial, constatando o surgimento, ao longo do leito primitivo e em parte do brejo da campina, de dezenas de outros olhos de água quente.[6] Amostras foram recolhidas e enviadas para exames num laboratório do Rio de Janeiro; o resultado, depois de alguns meses de espera, confirmou a expectativa: as fontes eram de água mineral de alto poder radioativo, logo, com propriedades medicinais e com uma temperatura de 37 graus.[6]

Percebendo o potencial econômico que tinham encontrado, Pedro Zappelini começou a arquitetar a instalação de um complexo turístico prevendo a construção de hotéis, restaurantes, campings e escolas.[6] Em 1942, seu filho, Hercílio Zappelini, recebeu autorização do presidente Getúlio Vargas para pesquisar a água mineral.[6]

Visto que Pedro necessitaria de mais investidores para a realização de seu sonho, buscou sócios para a viabilização financeira da construção do complexo hoteleiro; juntaram-se a ele José Agostinelli, Aldo Zappelini, Ramiro Corrêa Ferreira da Silva e Hercílio Zappelini.[6] Persistente e organizado, arrumou novos sócios e, em 1956, começou a construir o Gravatal Termas Hotel, que mesmo antes de concluído já começou a receber os primeiros turistas do Paraná, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.[6]

A inauguração do primeiro empreendimento foi em 1961.[6] Nesse mesmo ano, após a criação da Lei Estadual nº 802 de 20 de dezembro, o distrito de Gravatá emancipou-se de Tubarão, nascendo então o município de Gravatal.[6]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo de Gravatal é constituído por uma superfície plana, ondulada e montanhosa - serras cristalinas, embasamento cristalino, formação de escudo cristalino, cujo solo álico possui baixa fertilidade, com altos teores de alumínio trocável e baixos teores de bases trocáveis, apresentando textura de argilosa a média argilosa e, em muitos casos, com cascalhos ou cascalhenta, sendo que normalmente a argila de atividade baixa, restringindo o manejo da terra.[6]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. a b c d e f g h i j k l m n o p Prefeitura de Gravatal - Histórico do município, com base em DUARTE, Marisaura Medeiros. Gravatá, uma volta ao passado. Florianópolis: IOESC, 2001; FREITAS, Constantino Rodrigues de. Resgate Histórico. Coluna Re(pensando). Jornal Folha do Vale, edição 425, ano -- . p. 10; e TRAVASSOS, Vladimir; PALMEIRA, Luis. Gravatal: um pouco de sua história. Florianópolis: Paralelo 27, 1992. Acessado em 29 de março de 2017

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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