Associação Chapecoense de Futebol

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Chapecoense
Novo escudo da Associação Chapecoense de Futebol.png
Nome Associação Chapecoense de Futebol
Alcunhas Chape
Verdão do Oeste
Furacão do Oeste
ChapeTerror
Eternos Campeões
Torcedor/Adepto Chapecoense
Mascote Índio Condá
Fundação 10 de maio de 1973 (44 anos)
Estádio Arena Condá
Capacidade 22.830 pessoas[1]
Localização BRA Chapecó COA.svg Chapecó, Santa Catarina SC,  Brasil
Presidente Brasil Plínio David de Nês Filho
Treinador Brasil Gilson Kleina
Patrocinador Brasil Aurora
Brasil Havan
Material (d)esportivo Inglaterra Umbro
Competição Santa Catarina Campeonato Catarinense
Brasil Primeira Liga
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana
Santa Catarina SC 2017
Brasil CB 2017
Brasil PL 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif RS 2017
Brasil A 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif CS 2017
Japão SB 2017
Campeão
Oitavas de final
Grupos
Grupos
Vice-campeão
Em disputa
Oitavas de final
Vice-campeão
Santa Catarina SC 2016
Brasil CB 2016
Brasil A 2016
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2016
Campeão
Terceira-fase
11º colocado
Campeão
Santa Catarina SC 2015
Brasil CB 2015
Brasil A 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2015
3ª colocada
2ª fase
14ª colocada
Quartas-de-final
Ranking nacional Aumento 19.º lugar, 7 596 pontos[2]
Website Associação Chapecoense de Futebol
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Associação Chapecoense de Futebol, conhecida apenas como Chapecoense, de acrônimo ACF, é um clube de futebol brasileiro, sediado na cidade de Chapecó, Santa Catarina. Foi fundado em 10 de maio de 1973, com o objetivo de restaurar o futebol na cidade de Chapecó. Sua origem está ligada ao fato de que, na década de 1970, a região possuía apenas alguns times amadores, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional.[3] Com o propósito de reverter esta situação, alguns desportistas, jovens apaixonados pelo esporte, decidiram se reunir para criar um time de futebol profissional para a cidade. De maneira geral, pode-se dizer que a Associação Chapecoense, posteriormente um dos grandes do futebol catarinense, surgiu da união dos clubes Atlético Chapecó e Independente.[4][5]

A Chapecoense é campeã da Copa Sul-Americana de 2016,[6] sendo o único clube do estado de Santa Catarina a chegar em uma final de competição internacional.[7] Foi também vice-campeã da Recopa Sul-Americana de 2017,[8] Copa Suruga Bank de 2017[9] e do Troféu Joan Gamper de 2017.[10] A Chapecoense detém o recorde de participações em competições internacionais entre os clubes catarinenses, ao todo são 7 participações. É o único clube catarinense com participação na Recopa Sul-Americana, Copa Suruga Bank e no Troféu Joan Gamper. Na Copa Libertadores da América, participou da edição de 2017, sendo eliminada na fase de grupos.[11]

O clube ganhou destaque após sua ascensão meteórica da Série D à Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol em apenas 6 anos.[12][13] Desde 2014, o clube faz parte da elite do futebol nacional e desde então firmou sua permanência, não conta com nenhum rebaixamento a nível nacional.[14] A Chapecoense conquistou acessos sendo terceira colocada, tanto na Série D de 2009,[15] como na Série C de 2012,[16] além de vice campeã da Série B de 2013.[17] No âmbito estadual, chegou a onze finais do Campeonato Catarinense e conquistou seis títulos estaduais, o último em 2017.[18] Foi uma vez campeão da Copa Santa Catarina, uma vez da Taça Plínio Arlindo de Nês e uma vez do Torneio Seletivo. Foi ainda campeão por duas vezes da Taça Santa Catarina.

Em pesquisa realizada no primeiro semestre de 2017 pelo Instituto Mapa, a Chapecoense apareceu como o clube com o maior número de torcedores e simpatizantes do estado de Santa Catarina. Considerando apenas os clubes catarinenses, a Chapecoense assumiu a ponta e passou de 9%, de uma medição realizada em 2010, para 26%. Joinville e Criciúma vêm logo atrás com 9%. Enquanto a dupla da Capital, Figueirense e Avaí, aparecem na sequência com 8%.[19][20][21][22] É considerado como um dos cinco grandes clubes de Santa Catarina, junto com o Avaí, Criciúma, Figueirense e Joinville, clubes com os quais mantém forte rivalidade esportiva.[23]

Índice

História

Fundação (1973—1976)

O clube surgiu em uma época em que o futebol amador em Chapecó estava adormecido. O município não dispunha mais de clubes como o Atlético Clube Chapecó, o Independente Futebol Clube, o Grêmio Esportivo Comercial, o Guairacá Futebol Clube, entre outros. Alguns desportistas estavam decididos a reativar o futebol em Chapecó, fundando um novo clube. Até que no dia 10 de maio de 1973,[24] na loja de confecção de Heitor Pasqualotto, ele, Alvadir Pelisser, Altair Zanella, Lotário Immich, Vicente Delai, torcedores do Independente e torcedores do Atlético Chapecó,[25] resolvem propor a fusão de dois antigos clubes, o Atlético Chapecó e Independente. Assim nasceu a Associação Chapecoense de Futebol.[26]

A ideia da fusão dos antigos clubes da cidade agradou muitos e logo ganhou apoio de empresários da região, empolgados com Chapecó tendo um time que a representasse. Um dos principais foi Plínio de Nês, influente político que ofereceu apoio incondicional para erguer o novo clube. Em resumo, a Chapecoense começou a sua história com a ajuda de amantes do futebol de toda a região.[27]

Em 1973, formou-se a primeira diretoria da Associação Chapecoense de Futebol, constituída pelos seguintes dirigentes:[28]

  • Presidente: Lotário Immich;
  • Vice-Presidente: Gomercindo L. Putti;
  • Secretário: Jair Antunes de Silva;
  • 2º Secretário: Altair Zanela;
  • Tesoureiro: Alvadir Pelisser;
  • 2º Tesoureiro: Paulo Spagnolo;
  • Diretor Esportivo: Vicente Delai; ainda com a participação de Jorge Ribeiro (Lili) e Moacir Fredo.

O primeiro time foi formado por jogadores da cidade de Chapecó, alguns até exerciam outras profissões além do futebol. A primeira formação do time era composta por Odair Martinelli (motorista da SAIC), Zeca (apelidado de "Calceteiro" por ser o responsável pela montagem das calçadas, funcionário da Prefeitura de Chapecó), Miguel (Cabo da PM/SC), Boca, Vilmar Grando, Celso Ferronato, Pacassa (José Maria), Orlandinho, Tarzan, Ubirajara (PM/SC), Beiço, Airton, Agenor, Plínio (de Seara), Jair, Raul, Xaxim e Casquinha (funcionário do BESC). Todos sempre acompanhados por Nilson Ducatti e pelos dirigentes.[29] Alvadir Pelisser na época relatava:

Muitos não recebiam nada, iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena.
 
Alvadir Pelisser.

O primeiro time profissional não demoraria para ser formado. Treinado por Gomercindo Luiz Putti, trazido a mando de Pasqualoto da cidade de Concórdia, e tendo como diretor de futebol Vicente Delai, a equipe era composta por Beiço, Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas e Zé.

Beto, jogador da equipe à época, relata o primeiro jogo como profissional:

Foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1–0 São José, o segundo jogo foi realizado na cidade de Xaxim contra o Novo Hamburgo.
 
Beto.

Início glorioso e as primeiras conquistas (1977—2000)

Em 1977, após uma campanha com 46 jogos, 26 vitórias, 12 empates, 8 derrotas, 72 gols marcados contra 30 gols sofridos, a Chapecoense chega a final e vence o Avaí na final do Campeonato Catarinense de Futebol de 1977 pelo placar de 1–0 e comemora o primeiro título de sua história.[30] Esta final ficou marcado por diversas curiosidades extra campo. O clima extra campo era pesado, o Avaí ficou hospedado em outra cidade temendo represálias. O narrador esportivo de Chapecó, Telles da Silva, convidou a imprensa da capital para um churrasco em sua residência. Ao chegar o meio-dia, ausentou-se pois teria que iniciar sua jornada esportiva. Na casa de Telles, a imprensa da capital ouvia sua transmissão. O jornalista e radialista Roberto Alves, de Florianópolis, relata como ele iniciou sua transmissão:[31][32]

Senhoras e senhores, os "amarelos" da ilha estão na minha casa, comendo da minha comida, bebendo da minha bebida e falando mal de Chapecó! Eles tem ódio de Chapecó!
 
Telles da Silva, radialista Chapecoense.

Com tal agitação, os torcedores da Chapecoense receberam a imprensa de Florianópolis com arcos e flechas sendo lançadas para todos os lados. A torcida também levou uma faixa com os dizeres: "Avaí, persona non grata!".[33] Essa conquista proporcionou que em 1978 e 1979, o clube disputasse o Campeonato Brasileiro de Futebol, ficando na 51ª e 93ª posições, respectivamente.[34]

A Chapecoense quase conquistou o bicampeonato catarinense na edição de 1978, mas o título ficou com o Joinville, após desistência do Avaí.[35] Esse foi considerado um dos títulos mais polêmicos de Santa Catarina. Na edição de 1991, o bicampeonato escapou novamente diante do Criciúma, quando a equipe perdeu por 1 a 0 a final no Estádio Heriberto Hülse.[36] No ano de 1995, a Chapecoense novamente chega a final, e no primeiro jogo vence o Criciúma por 2 a 1 no Estádio Regional Índio Condá. O jogo de volta no Heriberto Hülse foi polêmico e confuso, com a Chapecoense tendo três jogadores expulsos e o Criciúma tendo 2 jogadores expulsos e levando 7 cartões amarelos. No tempo normal, derrota por 1 a 0 e na prorrogação empate em 0 a 0. Como o regulamento não considerava saldo de gol, o Criciúma ficou novamente com o título.[37]

O Foguetório de 1996

Na véspera da final do Campeonato Catarinense de 1996, marcada para o dia 13 de julho, o Joinville ficou hospedado no melhor hotel do Oeste Catarinense na época, o Hotel Bertaso, que ficava bem no centro da cidade de Chapecó. Durante a noite, um grupo de torcedores da Chapecoense ficou soltando fogos perto do hotel. A polícia foi chamada, dava uma volta próximo do local e, quando ia embora, os fogos retornavam.[38] Na manhã seguinte, o então presidente do Joinville, Vilson Florêncio, decidiu deixar Chapecó e não ir a campo, pelas condições emocionais do time e por temer pela segurança física dos seus atletas. O árbitro Dalmo Bozzano, então, declarou a Chapecoense vencedora por W.O.[39]

O Joinville recorreu da decisão do árbitro e pediu um novo jogo, em campo neutro. Depois de batalhas judiciais, uma nova decisão foi marcada para o dia 18 de dezembro. No entanto, o duelo ocorreu no Oeste do Estado. A Chape havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0 e precisava vencer para levar a decisão para a prorrogação. Fez 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.[40]

Foram 26 partidas, com quinze vitórias, seis empates e somente cinco derrotas. Na final, a Chapecoense perdeu a primeira partida por 2 a 0 em Joinville, no dia 6 de julho. O título só foi definido em 18 de dezembro, quando o Verdão venceu por 1 a 0 no tempo normal, e novamente por 1 a 0 na prorrogação.[41]

Decadência e a crise (2001—2006)

Ver artigo principal: Copa Santa Catarina de 2006

Nos anos posteriores a Chapecoense passou por uma grande crise. O auge foi no Campeonato Catarinense de Futebol de 2001, quando a equipe ficou na última colocação e teve que disputar uma seletiva no ano seguinte para poder voltar à elite do futebol catarinense. A final da seletiva foi contra o Kindermann, de Caçador. O empate por 1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação deram o acesso a Chapecoense.

Em 2003, por causa de dívidas irresgatáveis, a Associação Chapecoense de Futebol passou a chamar-se Associação Chapecoense Kindermann/Mastervet.[42] O clube usou um velho artifício, amparado pela legislação brasileira, de mudança de personalidade jurídica. Preservou-se a identidade do futebol como produto mercadológico.[43] Além disso, o "novo" clube livrou-se das dívidas monstruosas acumuladas ao longo dos anos. A parceria durou só até 2004, mas foi a base para o ressurgimento da Chapecoense no cenário estadual.[44]

Após novos tropeços, em 2005, uma nova direção comandada por diversos empresários e políticos do município, assumiu a Chapecoense com o objetivo de reerguer o clube. Gestões anteriores geraram uma dívida acumulada de R$1,5 milhão que deixou a Chapecoense à beira da falência, e os novos donos decidiram resolver destinando 30% de toda a arrecadação da equipe para pagamentos.[45] Em 2006, com Agenor Piccinin no comando técnico, o Verdão conquistou no segundo semestre a Copa Santa Catarina de 2006, preparando o time para o ano seguinte.[46]

Tricampeonato estadual e o acesso à Série C (2007—2009)

Em 2007, mesmo novamente desacreditada, a Chapecoense voltou a conquistar o Campeonato Catarinense de Futebol. Com uma campanha irrepreensível, o time chegou a final contra o Criciúma, vencendo o jogo de ida por 1 a 0 e empatando em 2 a 2 na cidade de Criciúma, levando seu terceiro título estadual.[47]

No ano de 2009, o time disputou o Campeonato Catarinense ficando com o vice-campeonato, perdendo o título para o Avaí.[48] Após o término do Campeonato Catarinense a Chapecoense inicia o preparo para a Série D do Campeonato Brasileiro. Com algumas contratações e vendas a Chapecoense chega ao início do campeonato como a favorita do Grupo A9 que contavam com os times do Londrina, Ypiranga e Naviraiense, além da própria Chapecoense.

A estreia foi fora de casa contra o Ypiranga em Erechim, o jogo terminou em 0–0. O jogo de estreia em casa foi contra o Londrina, o time venceu por 2–0. Viagem longa para Naviraí e vitória estrondosa por 3–0. A Naviraiense veio a Chapecó e mais uma vez foi derrotada por 3–0 e o jogo nem chegou a terminar pois a Naviraiense teve 4 expulsos e um contundido, como já tinha feito as 3 substituições o jogo terminou aos 25 minutos do 2° tempo. A Chapecoense já estava classificada a 2° fase quando perdeu de 2–1 para o Londrina fora de casa. No último jogo da 1° fase o Ypiranga visita a Chapecoense precisando ganhar para se classificar e a Chapecoense só precisava de um empate para se garantir em 1° no grupo. O jogo foi truncado e debaixo de chuva. O partida terminou em 4–3 para a Chapecoense dando o 1° lugar ao time e a eliminação ao time de Erechim.

Na segunda fase o time foi para Curitiba e fez o seu dever ganhando do Corinthians Paranaense por 3–0 deixando assim uma folga para o 2° jogo. No jogo em casa a Chapecoense somente administrou o 1° resultado e empatou o jogo em 0–0 para se classificar e pegar novamente o Londrina.

Com a classificação assegurada em cima do Londrina, a Chapecoense pegou o Araguaia, tendo que viajar mais de 25 horas de ônibus, o time venceu por 2–1.[49] No jogo em casa o time perde a invencibilidade pela derrota de 1–0 debaixo de muita chuva, mesmo assim se classificando por causa do gol fora de casa.[50]

Na fase final, a Chapecoense enfrentou o Macaé, no Maracanã, o time perdeu por 2–0. No jogo de volta venceu pelo placar de 3–2 mas não se classificou para a final. Porém, já estava com a vaga assegurada para a Série C do ano seguinte.[51]

Tetracampeonato estadual e o acesso à Série B (2010—2012)

Em 2010, o clube foi rebaixado da primeira divisão do campeonato estadual, porém, foi mantido na primeira divisão, após o Atlético de Ibirama pedir licenciamento do futebol profissional, ocasionando assim o rebaixamento do time de Ibirama, junto com o Juventus, último colocado da competição.[52] Na Série C daquele ano o time foi classificado para as quartas de final inacreditavelmente. O time era líder, mas perdeu a liderança e terminou a sua participação na competição em 2º, só que ainda havia uma rodada a se realizar e o único resultado que daria a classificação ao time do oeste era o empate entre Caxias e Brasil de Pelotas e o resultado foi 0–0. Nas quartas de final, o time foi eliminado para o Ituiutaba, empatando por 1–1 em casa e 0–0 fora, sendo que valia o critério de gols fora.

No ano de 2011, com o comando do técnico Mauro Ovelha o time desbancou todos os favoritos e conseguiu o seu quarto título estadual, com uma campanha que surpreendeu até o torcedor mais animado.[53] Com o título, a Chapecoense chegou como favorita a conquista da Série C. Na primeira fase conseguiu a primeira colocação no grupo D com alguns altos e baixos na competição, num grupo que ainda contava com o Joinville, Caxias, Santo André e o Brasil de Pelotas. Na segunda fase o time teve uma péssima campanha terminando em terceiro lugar, perdendo duas das três partidas que disputou em casa, assim sendo eliminado.

Em 2012, o time disputou a Copa do Brasil, já que foi campeã catarinense de 2011. Na primeira fase encarou o São Mateus, do Espírito Santo. No jogo de ida derrota por 2 a 1. No jogo de volta, vitória por 3 a 1 e classificação para a segunda fase para enfrentar o Cruzeiro. Na primeira partida, com a Arena Condá lotada, a Chapecoense saiu na frente com gol do zagueiro Souza, mas no segundo tempo, permitiu o empate cruzeirense. Já na volta, o time catarinense estava surpreendendo a todos com um ótimo primeiro tempo, que acabou resultando no gol do zagueiro Fabiano, mas o time deu uma cochilada e o Cruzeiro empatou, empate que mudaria a cara do time mineiro para o segundo tempo, onde virou o jogo para 4 a 1.[54]

Após a boa campanha feita no Campeonato Catarinense terminando na 3ª colocação, começou o Campeonato Brasileiro Série C de 2012 motivada. Em meio a muitos jogos terminou a primeira fase na 3ª colocação do Grupo B. Na segunda fase jogou contra o Luverdense Esporte Clube, sediado na cidade de Lucas do Rio Verde. O primeiro jogo foi em Chapecó, e com o apoio da torcida a Chapecoense venceu por 3–0 e encaminhou sua classificação para a Série B de 2013. A segunda partida foi um jogo muito tenso, e com um pênalti no final da partida a equipe do Luverdense que consegue ganhar a partida por 1–0. Porém foi pouco, a classificação para a semifinal e o acesso ao Campeonato Brasileiro da Série B de 2013 ficou com a Chapecoense. Houve muita festa em Chapecó por poder considerar a equipe uma das 40 melhores do Brasil.[55][56]

Acesso à Série A (2013)

Ver artigo principal: Série B de 2013

No começo da Série B de 2013, ninguém apostava que a Chapecoense estivesse entre as quatro equipes promovidas à Série A. As coisas mudaram com uma campanha quase perfeita após oito rodadas, com um aproveitamento de 83,3%, e a liderança do campeonato. Isso animou o time a mudar de planos. Ficar na Série B já não era suficiente. Na 36º rodada do campeonato a Chapecoense fez história e conseguiu chegar à Primeira Divisão do futebol nacional, depois de empatar com o Bragantino em 1 a 1.[57] A torcida e time da Chapecoense já haviam comemorado o acesso na vitória contra o Paraná Clube, por 1 a 0, na terça-feira. Na quarta-feira também teve festa em Chapecó, na chegada da delegação. Mas ainda faltava a confirmação matemática, que veio no jogo contra o Bragantino.

No primeiro tempo, na cobrança de Danilinho, Bruno Rangel subiu mais que todo mundo e cabeceou para a rede, chegando a 31 gols na Série B. No segundo tempo o Bragantino voltou disposto a estragar a festa. Aos oito minutos, Lincon empatou a partida. Numa cobrança de falta Rodrigo Gral não fez gol da vitória por poucos centímetros, pois a bola foi para fora. Mas o resultado era o suficiente para iniciar a comemoração em Chapecó. Com 38 jogos, 20 vitórias, 12 empates e apenas 6 derrotas, a Chapecoense fazia um dos maiores feitos de sua história: o acesso a principal divisão do futebol nacional.[58]

Permanência na Série A e primeira partida internacional (2014—2015)

No ano de 2014, a Chapecoense começa como um dos favoritos para o título catarinense. Depois de 9 partidas, 4 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, a Chapecoense não consegue a classificação para o quadrangular final, tendo que disputar o hexagonal do rebaixamento, conforme regras da competição. Foram 10 partidas, 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, a Chapecoense acaba na primeira colocação do hexagonal.

Como a Chapecoense havia sido vice-campeã catarinense no ano anterior, conquistou o direito de disputar a Copa do Brasil de 2014. Na primeira fase, foi até Rio Branco jogar contra o Rio Branco Esporte Clube e ganhou pelo placar de 2–0, eliminado o jogo de volta em Chapecó. Na segunda fase, o time enfrentaria o Ceará. No primeiro jogo em Fortaleza, o time da casa vence por 2–1. Em Chapecó, a Chapecoense não consegue bater o adversário e arranca um empate e, novamente, é eliminada na segunda fase da competição.[59]

Alguns meses depois, finalmente faz a sua estreia no Campeonato Brasileiro de Futebol. O objetivo principal da equipe era se manter na primeira divisão do futebol nacional, já que era sua primeira participação. Após as 38 rodadas com 11 vitórias, 10 empates e 17 derrotas, a Chapecoense conclui seu objetivo, ficando na 15º posição e garantindo presença na Série A de 2015. Uma dessas vitórias, teve muita repercussão na impressa nacional, a goleada da Chapecoense sobre o Internacional por 5–0.[60]

Em 2015, começa o Campeonato Catarinense novamente como favorita, e confirma o favoritismo ficando na primeira colocação e classificando-se para o Hexagonal Final. Na segunda fase, acaba ficando na terceira posição e acaba perdendo a vaga na final para o Joinville e o Figueirense.

Como a Chapecoense havia ficado em primeiro lugar na primeira fase do Campeonato Catarinense, teve vaga assegurada na Copa do Brasil de Futebol de 2015. Primeira fase, viaja até o Tocantins e ganha do Interporto por 5–2, eliminado o jogo da volta. Novamente, assim como em 2014, é eliminada na segunda fase nos pênaltis pelo Sport. A eliminação na Copa do Brasil fez com que a Chapecoense garantisse vaga na Copa Sul-Americana de 2015 como melhor colocada no Campeonato Brasileiro do ano anterior.[61]

No Campeonato Brasileiro, a Chapecoense manteve um rendimento parecido com a do ano de 2014, foram 11 vitórias, 10 empates e 17 derrotas. Inclusive, novamente, teve destaque na imprensa nacional, a goleada feita frente ao Palmeiras por 5–1.[62]

Com a classificação na Copa Sul-Americana, o clube tinha a chance de realizar um dos sonhos da sua torcida: a primeira partida internacional. Na primeira fase, a Chapecoense encarou a Ponte Preta. Em Campinas, empate em 1–1. Já em Chapecó, a Chapecoense fez valer o mando de campo e vence por 3–0, classificando para a fase internacional da Copa Sul-Americana.[63] Nas Oitavas de final, a Chapecoense enfrentou o Club Libertad do Paraguai. Na primeira partida em Assunção, a Chapecoense fez uma ótima partida arrancando um empate em 1–1 mesmo com um jogador a menos. O primeiro jogador a marcar internacionalmente pela Chapecoense foi o meio-campo Camilo.[64] No jogo da volta, com muita festa da torcida em Chapecó, a Chape começa perdendo logo no início do jogo, mas se recupera e empata. Fim de jogo. Disputa nos pênaltis, e o uruguaio Hernán Rodrigo López, erra o primeiro pênalti.[65]

Assim, a Chapecoense chega as Quartas de final contra o River Plate. No dia 21 de outubro de 2015 no Estádio Monumental de Núñez, a Chapecoense faz um jogo histórico e um dos principais da sua história, enfrentando o campeão da Copa Libertadores da América de 2015, Copa Sul-Americana de 2014 e Recopa Sul-Americana de 2015. Com 55 mil torcedores, pressão e forte adversário, a Chapecoense acaba derrotada pelo placar de 3–1. Os gols do River foram marcados por Sánchez aos 19' do primeiro e 41' do segundo tempo e por Pisculichi aos 17' do primeiro tempo. Pela Chape, Maranhão marcou aos 36' do primeiro tempo.[66][67] Na partida de volta, uma semana depois, a Chape venceu o River por 2 a 1 na Arena Condá. Tendo que ganhar por 2–0 para se classificar as semifinais, a Chape toma iniciativa e abre o placar, Bruno Rangel aos 20' do primeiro tempo. Com o gol, a Chape parte para cima, cria boas chances, mas é o River quem chega ao gol, Sánchez aos 45' do primeiro tempo. No segundo tempo, a Chapecoense deveria fazer 2 gols para que o jogo fosse para as penalidades. Bruno Rangel, novamente, aos 7' do segundo tempo, faz 2-1 para a Chape. Com forte pressão da Chapecoense e várias jogadas de gol, o River se defendia, até que nos 43' do segundo tempo Tiago Luis cabeceia e manda a bola no travessão. Fim de jogo.[68]

Com o placar agregado de 4–3, permitiu que o River Plate avançasse às semifinais da competição. Após a partida, a torcida aplaudiu os jogadores pelo empenho e pela vitória, apesar da eliminação.[69] Apesar da eliminação da Chapecoense na Copa Sul-Americana, a imprensa nacional e Argentina elogiaram muito a atuação da Chapecoense. Um dos jornais mais famosos da Argentina, o Diário Olé, publicou que a Sorte teria ajudado o time argentino, diante da boa atuação da equipe Catarinense.[70] Já o site globoesporte.com publicou: "O futebol nem sempre é merecimento. Pela luta e garra, a Chapecoense poderia ter obtido um resultado melhor contra o River Plate".[71]

Primeira equipe catarinense em uma final internacional (2016)

No primeiro semestre, a Chapecoense teria pela frente o Campeonato Catarinense de Futebol de 2016. No primeiro turno da competição, a Chape sagrou-se campeã com 7 vitórias, 2 empates e nenhuma derrota. Tal campanha, deu a oportunidade para a equipe disputar a final do Campeonato Catarinense. No segundo turno, o time teve um desempenho mediano, ficando na modesta 4º colocação, foram 4 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Na fase final, teria como adversário o Joinville, campeão do segundo turno. O primeiro jogo da final ocorreu na Arena Joinville no dia 1 de maio, a Chapecoense venceu a partida por 1–0 com gol de Ananias. Uma semana após a primeira partida, na Arena Condá, jogou-se a partida final. O Joinville saiu na frente com gol de Diego Felipe, mas aos 23' do segundo tempo, o maior artilheiro da história da Chapecoense, Bruno Rangel, empata o jogo e dá o título a Chapecoense. Esta foi a 5º conquista estadual da Chapecoense.[72][73]

No segundo semestre, a Chapecoense começou sendo desclassificada da Copa do Brasil de 2016 pelo Atlético Paranaense.[74] No Campeonato Brasileiro de Futebol, a Chapecoense conquistou a sua melhor colocação desde a primeira participação em 1978. Em 37 jogos foram 13 vitórias, 13 empates e 11 derrotas, terminando na 11° colocação.

Após ser eliminada na Copa do Brasil, a Chapecoense ganhou a oportunidade de disputar a Copa Sul-Americana pela segunda vez. Na fase nacional, a Chapecoense enfrentou o Cuiabá EC. A primeira partida foi em Cuiabá, e a Chape acaba sendo derrotada por 1–0.[75] No jogo da volta, a Chapecoense mostra sua superioridade e vence a partida por 3–1 com gols de Bruno Rangel (2) e Lucas Gomes.[76] Assim como em 2015, a Chapecoense encararia na segunda fase, um dos maiores clubes da Argentina, o Club Atlético Independiente. Após dois empates em 0–0 no Estádio Libertadores de América e na Arena Condá, a partida teve que ser decidida nos pênaltis. Foram 8 cobranças por parte do Independiente e 4 defesas do goleiro Danilo, assim classificando a Chapecoense a próxima fase. Na fase seguinte, começou em desvantagem após ser derrotado no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez por 1–0, a favor do Atlético Junior. Em casa, fez valer o mando de campo, vitória estrondosa por 3–0, os gols foram de Thiego, Gil e Ananias.[77] Na semifinal, mas um dos gigantes argentinos, agora seria o San Lorenzo. A primeira partida foi em Buenos Aires, após uma partida de muita intensidade, a Chapecoense segura a pressão e consegue um sofrido empate em 1–1. Na Arena Condá, a Chapecoense administrou a partida e fez valer a regra do "gol fora". Um simples empate em 0–0 foi o suficiente para levar a equipe verde e branca a final.[78] O time adversário na final da Copa Sul-americana seria o Atlético Nacional, a primeira partida seria no estádio Atanasio Girardot e a segunda no estádio Couto Pereira.[79]

Tragédia na Colômbia (2016)

Ver artigo principal: Voo LaMia 2933

Para o deslocamento até a cidade de Medellin, onde seria disputada a primeira partida da final da Copa Sul-Americana de 2016, a equipe iria de Guarulhos para Santa Cruz de la Sierra a bordo de um voo comercial, depois seguiria de Santa Cruz de la Sierra até Medellin a bordo de um voo fretado pela companhia aérea boliviana LaMia. Porém, às 1:15 (UTC-2) do dia 29 de novembro de 2016, a aeronave de registro CP-2933 acidentou-se enquanto efetuava a aproximação para pouso no Aeroporto Internacional José María Córdova, próximo ao local conhecido como Monte Gordo, com 77 pessoas a bordo, incluindo jogadores, dirigentes e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas.[80] As operações de resgate iniciaram-se imediatamente após o acidente, porém, logo no início da manhã, foi informado pelas equipes de resgate que 71 pessoas haviam morrido.[81] Apenas seis pessoas sobreviveram: os jogadores Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel, e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suarez.[82]

Segundo as investigações preliminares, o acidente teria sido causado por uma pane seca, quando há falta de combustível nos tanques para serem bombeados aos motores, causando a parada dos mesmos.[83] A pane seca teria sido causada pelo planejamento incorreto do voo, já que a autonomia da aeronave era para 3000 quilômetros, enquanto o trajeto tinha 2 975 quilômetros, tendo uma margem de apenas 25 quilômetros, considerada baixíssima na aviação.[84]

Tributo pelas vítimas do Voo 2933 na Arena Condá.

O acidente causou comoção nacional e internacional. Grandes equipes, como Real Madrid e Barcelona, respeitaram um minuto de silêncio antes dos seus respectivos treinos no dia 29 de novembro.[85] A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) cancelou a final da Copa Sul-Americana de 2016.[86] A Confederação Brasileira de Futebol adiou por uma semana a segunda partida da final da Copa do Brasil e a última rodada do Campeonato Brasileiro.[87] O presidente do Brasil Michel Temer decretou luto oficial no Brasil de três dias logo após a notícia do acidente.[88] Por todo o mundo, os principais jornais imediatamente repercutiram o acidente, bem como as principais redes de notícia de todos os países; logo redes como CNN e BBC e jornais como The New York Times, El País e Le Monde passaram a cobrir a tragédia.[89] Já na manhã do dia 29, as redes sociais da mesma forma exibiram reações que de forma unânime manifestavam apoio às vítimas da tragédia. Em suas contas pelo Twitter, os atletas Pelé, Maradona, Messi e Neymar Jr., entre muitos outros, manifestaram pesar e solidariedade; os times de futebol de todo o mundo também usaram este meio para expressar o luto e apoio ao time brasileiro e às famílias das vítimas, além de suas páginas oficiais.[90] Logo hashtags como "#forçachape" ou "#fuerzachape" se tornaram as trending topics em todo o mundo e o vídeo que exibia a equipe rezando unida tornou-se o mais compartilhado. A equipe contra quem jogaria a Chapecoense, Atlético Nacional, imediatamente também manifestou sua solidariedade e a intenção de ceder o título ao adversário vitimado.[91] No mesmo dia do acidente, dirigentes do Atlético Nacional enviaram um pedido formal à CONMEBOL pedindo que o título da Copa Sul-Americana de 2016 fosse entregue para a Chapecoense:[92]

O Atlético Nacional pede para a Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à Associação Chapecoense de Futebol como louro honorário pela sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do fatal acidente que deixa o nosso esporte de luto. Da nossa parte, e para sempre, a Chapecoense é a campeã da Copa Sul-Americana.[93]
 
Atlético Nacional da Colombia, 02 de Dezembro 2016.

No dia 30 de novembro, no horário que seria disputada a Final da Copa Sul-Americana, o canal Fox Sports 1 entrou em silêncio no período que estava reservado para a transmissão do jogo. A tela ficou toda preta em sinal de luto, com a hashtag #90minutosdesilencio e um cronômetro para marcar o tempo que a cobertura da partida duraria.[94] No Twitter um usuário simulou uma partida intitulada "Final dos sonhos" e o assunto ficou entre um dos mais comentados nos trending topics na rede.[95] Neste mesmo dia, no estádio Atanasio Girardot, a equipe do Atlético Nacional organizou uma homenagem aos mortos no acidente, no mesmo horário em que seria disputada a partida de ida da final.[96]

Em 5 de dezembro, os dirigentes da CONMEBOL reuniram-se por teleconferência e decidiram declarar a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana de 2016. Além do título, a equipe conquistou uma vaga na Copa Libertadores da América de 2017 e irá disputar o título da Recopa Sul-Americana de 2017 contra o próprio Atlético Nacional, que conquistara a Copa Libertadores da América de 2016.[97][98]

Reconstrução (2016—2017)

Duas semanas após o acidente, a equipe da Chapecoense iniciou os esforços de reconstrução do clube, obtendo jogadores diversos clubes brasileiros, que emprestaram ou negociaram os atletas. Entre os novos jogadores, estão o goleiro Elias, emprestado pelo Juventude,[99] o zagueiro Douglas Grolli, emprestado pelo Cruzeiro,[100] e o atacante Rossi, vendido pelo Goiás,[101] além da contratação do técnico Vagner Mancini.[102] No início de 2017, eram 15 os reforços contratados pela Chapecoense.[103]

No dia 7 de março de 2017, a Chapecoense fez a sua estreia na Copa Libertadores da América, vencendo fora de casa a equipe do Zulia por 2–1 com gols de Reinaldo e Luiz Antônio.[104] A Chapecoense caiu no grupo 7, juntamente com o Nacional do Uruguai, Lanús da Argentina e Zulia da Venezuela. Acabou eliminada na fase de grupos após 2 vitórias, 1 empate, 3 derrotas, 6 gols marcados e 12 sofridos. Houve uma polêmica envolvendo o clube pela escalação de um jogador irregular na vitória de 2–1 contra Lanús. O clube foi punido com uma derrota de 3x0 (W.O) e acabou sendo eliminada.[105] Após a eliminação na Copa Libertadores, foi transferida para a Copa Sul-Americana de 2017 por ter ficado na 3º colocação em seu grupo. Pela segunda fase da competição, enfrentou o Defensa y Justicia. Em Florencio Varela perdeu por 1–0.[106] Na volta, em Chapecó, devolveu o placar e conseguiu a classificação nos pênaltis.[107] Nas Oitavas de Final, foi eliminado pelo Flamengo após empatar por 0–0[108] em Chapecó e perder por 4–0 no Rio de Janeiro.[109]

Em 7 de maio, se tornou pela primeira vez bicampeã do Campeonato Catarinense. Após conquistar o returno do Campeonato Catarinense de 2017, a Taça Sandro Pallaoro, ganhou a oportunidade de disputar a final contra o Avaí que foi campeão do turno. No jogo de ida, na Ressacada, a Chapecoense vence por 1–0. No jogo da volta, na Arena Condá, o Avaí devolve o placar. Como a Chapecoense tinha a melhor campanha na classificação geral, o empate dava o título a equipe de Chapecó.[110]

Após eliminações na Primeira Liga e na Copa do Brasil para o Cruzeiro, a Chapecoense voltou suas atenções para duas finais internacionais: a Recopa Sul-Americana de 2017 e a Copa Suruga Bank de 2017. Na Recopa, a Chapecoense ganhou a primeira partida realizada na Arena Condá por 2–1.[111] Houve uma série de homenagens ao Atlético Nacional, o Show da Gratidão organizado pela Chapecoense junto a Prefeitura de Chapecó. No jogo de volta, a Chapecoense acaba perdendo por 4–1, ficando com o vice campeonato. Na Copa Suruga, a Chapecoense acaba perdendo por 1–0 para o Urawa Red Diamonds com um gol irregular da equipe adversária.[112]

A Chapecoense também participou da 52ª edição do Troféu Joan Gamper a convite do Barcelona. O jogo ocorreu no dia 7 de agosto no estádio Camp Nou em Barcelona. O Barcelona ganhou a partida por 5–0. Deulofeu, Sergio Busquets, Lionel Messi, Luis Suárez e Denis Suárez marcaram para a equipe catalã. A partida marcou a reestreia do sobrevivente Alan Ruschel aos gramados.[113][114][115]

Títulos

Continentais
Competição Títulos Temporadas
Troféu Copa Sulamericana.png Copa Sul-Americana 1 2016
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Bandeira de Santa Catarina.svg Campeonato Catarinense 6 1977, 1996, 2007, 2011, 2016, 2017
Bandeira de Santa Catarina.svg Copa Santa Catarina 1 2006

Campanhas de destaque

Associação Chapecoense de Futebol
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana 1 (2016) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of the Union of South American Nations.gif Recopa Sul-Americana 0 (não possui) 1 (2017) 0 (não possui) 0 (não possui)
Japão Copa Suruga Bank 0 (não possui) 1 (2017) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 0 (não possui) 1 (2013) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série C 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2012) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série D 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2009) 0 (não possui)
Santa Catarina Campeonato Catarinense 6 (último em 2017) 5 (1978, 1991, 1995, 2009, 2013) 3 vezes (desde 2001) 0 (desde 2001)

Estatísticas

Participações

Participações em 2018

Competições oficiais

Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Santa Catarina Campeonato Catarinense 45 Campeão (6 vezes) 1974 2018 1
Brasil Primeira Liga 1 Grupos (2017) 2017 2017
Brasil Campeonato Brasileiro 7 11º colocado (2016) 1978 2018
Série B 3 Vice-campeão (2013) 1980 2013 1
Série C 9 3º colocado (2012) 1992 2012 1
Série D 1 3º colocado (2009) 2009 2009 1
Copa do Brasil 8 Oitavas de final (2017) 2008 2018
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 1 Grupos (2017) 2017 2017
Copa Sul-Americana 3 Campeão (2016) 2015 2017
Recopa Sul-Americana 1 Vice-campeão (2017) 2017 2017
Japão Copa Suruga Bank 1 Vice-campeão (2017) 2017 2017

Retrospecto contra times internacionais

Retrospecto da Associação Chapecoense de Futebol contra equipes internacionais.

Retrospecto da Chapecoense
Adversário J V E D GP GC SG Competição
Argentina Defensa y Justicia 2 1 0 1 1 1 0 CS
Argentina Independiente 2 0 2 0 0 0 0 CS
Argentina Lanús 2 1 0 1 3 4 -1 LB
Argentina River Plate 2 1 0 1 3 4 -1 CS
Argentina San Lorenzo 2 0 2 0 1 1 0 CS
Bolívia Bolívar 1 0 0 1 1 3 -2 AM
Chile Colo-Colo 1 1 0 0 5 2 3 AM
Colômbia Atlético Junior 2 1 0 1 3 1 2 CS
Colômbia Atlético Nacional 2 1 0 1 3 5 -2 RE
Espanha Barcelona 1 0 0 1 0 5 -5 TA
Equador River Ecuador 1 0 1 0 1 1 0 AM
França Olympique Lyonnais 1 0 0 1 1 2 -1 AM
Itália Roma 1 0 0 1 1 4 -3 AM
Japão Urawa Red Diamonds 1 0 0 1 0 1 -1 SB
Paraguai Libertad 2 0 2 0 2 2 0 CS
Paraguai Sportivo Luqueño 1 1 0 0 2 0 2 TA
Peru Deportivo Garcilaso 1 1 0 0 4 0 4 AM
Peru Sport Boys 1 0 0 1 1 2 -1 AM
Uruguai Nacional 2 0 1 1 4 1 -3 LB
Venezuela Zulia 2 2 0 0 4 2 2 LB


Legenda: AM = Amistoso; TA = Torneio Amistoso; CS = Copa Sul-Americana; LB = Libertadores; RE = Recopa Sul-Americana; MC = Mundial de Clubes; SB = Suruga Bank.

Retrospecto contra times nacionais

Retrospecto da Associação Chapecoense de Futebol contra o Clube dos 13.

Retrospecto contra o Clube dos 13
Adversário J V E D GP GC SG
São Paulo Corinthians 8 0 3 5 4 11 -7
São Paulo Santos 8 2 1 5 5 12 -7
São Paulo São Paulo 8 3 4 1 9 5 4
São Paulo Palmeiras 10 5 2 3 14 9 5
Rio de Janeiro Flamengo 10 1 2 7 6 22 -16
Rio de Janeiro Fluminense 8 6 2 0 17 8 9
Rio de Janeiro Vasco da Gama 4 2 2 0 5 3 2
Rio de Janeiro Botafogo 6 3 0 3 7 6 1
Minas Gerais Cruzeiro 13 3 4 6 12 19 -7
Minas Gerais Atlético Mineiro 10 3 2 5 10 20 -10
Rio Grande do Sul Internacional 8 3 2 3 7 6 1
Rio Grande do Sul Grêmio 9 3 1 5 12 18 -6
Bahia Bahia 3 2 1 0 4 2 2


Clássicos e Rivalidades

Chapecoense vs Avaí

A Chapecoense já enfrentou o Avaí 149 vezes na história, foram 53 vitórias, 42 empates e 54 derrotas. Marcou 168 gols e levou 185 gols. O primeiro confronto entre as duas equipes ocorreu no Estádio Adolfo Konder em um jogo pelo Campeonato Catarinense no dia 27 de novembro de 1974. Empate em 1 a 1, com Toninho marcando para o Leão, com Xaxim marcando para o Verdão d'Oeste. O árbitro foi Pedro Zimmer. O árbitro Dalmo Bozzano foi quem mais comandou o confronto Avaí x Chapecoense, com 19 partidas. As maiores goleadas pertencem ao Avaí, 6 a 0, pelo Catarinense de 2008, em Chapecó, e pelo Brasileiro da Série C de 1998, em Florianópolis, repetindo o placar. A segunda maior goleada também é do Avaí, 6 a 1, em Florianópolis, pelo Catarinense de 2009. A maior goleada aplicada pela Chapecoense no Avaí também ocorreu no Catarinense de 2009, quando venceu por 5 a 1.[116] Já se enfrentaram 6 vezes em competições nacionais, quatro vezes na Série A, duas na Série B e duas na Série C. Em finais, enfrentaram-se 3 vezes, ambas pelo Campeonato Catarinense de Futebol, a Chapecoense conquistou as edições de 1977[117] e 2017[118] e o Avaí em 2009.[119]

Chapecoense vs Joinville

A Chapecoense já enfrentou o Joinville 162 vezes na história, foram 42 vitórias, 58 empates e 62 derrotas. Marcou 170 gols e levou 218 gols. Ao todo, já disputaram 3 finais do Campeonato Catarinense de Futebol, o Joinville conquistou a edição de 1978[120] e a Chapecoense as edições de 1996[121] e 2016.[122] As edições de 1978 e 1996, foram umas das mais polêmicas da história do Campeonato Catarinense.

Em 1978, o Avaí ficou tão irritado com um pênalti marcado a favor do Joinville, que decidiu abandonar o Campeonato Catarinense. O artigo 50 do regulamento do torneio, que tratava do assunto, não esclarecia o que aconteceria com os pontos das partidas que o Leão ainda iria disputar. O JEC terminou em primeiro, porém, a Chapecoense considerou os pontos ganhou do jogo que não teve contra o Avaí e também se proclamou campeã. O caso foi acabar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Depois de quatro meses de disputa o advogado Waldomiro Falcão conseguiu levar o título para o Tricolor do Norte.[123]

Em 1996, a véspera da final, marcada para o dia 13 de julho, o Joinville ficou hospedado em um hotel que ficava bem no centro da cidade de Chapecó. Durante a noite, um grupo de torcedores da Chapecoense ficou soltando fogos perto do hotel. A polícia foi chamada, dava uma volta próximo do local e, quando ia embora, os fogos retornavam. Assim seguiu durante toda a madrugada. Na manhã seguinte, o então presidente do Joinville, Vilson Florêncio, decidiu deixar Chapecó e não ir a campo, pelas condições emocionais do time e por temer pela segurança física dos seus atletas. O árbitro Dalmo Bozzano, então, declarou a Chapecoense vencedora por W.O. O Joinville recorreu da decisão do árbitro e pediu um novo jogo, em campo neutro. Depois de batalhas judiciais, uma nova decisão foi marcada para o dia 18 de dezembro. No entanto, o duelo ocorreu no Oeste do Estado. A Chape havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0 e precisava vencer para levar a decisão para a prorrogação. Fez 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.[124]

Chapecoense vs Criciúma

A Chapecoense já enfrentou o Criciúma 151 vezes na história, foram 53 vitórias, 36 empates e 62 derrotas. Marcou 157 gols e levou 182 gols. A maior goleada já sofrido foi de 5x1 e a maior goleada aplicada foi de 4x1. Ao todo, já disputaram 5 finais do Campeonato Catarinense de Futebol, o Criciúma conquistou as edições de 1991,[125] 1995[126] e 2013[127] e a Chapecoense as edições de 2007[128] e 2011.[129] A primeira decisão de Estadual ocorreu em 1991, o Criciúma conquistou o tricampeonato estadual em uma decisão em três partidas. Na grande decisão, a Chapecoense venceu por 4 a 1 a partida de ida, em Chapecó. No segundo jogo, repleto de expulsões, o Tigre venceu pelo placar mínimo, com gol de Luiz Carlos Oliveira, e como o saldo de gols não valia como desempate, houve a prorrogação, onde o time da casa tinha a vantagem do empate, e não precisou marcar para levar o título. Em 1995, repetiu-se o feito, e o Criciúma foi novamente campeão. Em 2007, após uma vitória no Estádio Regional Índio Condá, e um empate no Heriberto Hülse, a Chapecoense conquista seu 3º título estadual. Em 2011, novamente, o título ficou com a Chapecoense. Em 2013, a Chapecoense foi para a segunda partida da decisão com 2 a 0 contra no placar, era preciso, ao menos, dois gols para levar a partida para os pênaltis. Rafael Lima, de cabeça, após escanteio marcou para a Chapecoense. Foi o único da partida, para decepção dos torcedores, que, mesmo derrotados, aplaudiram o time após o apito final.

Chapecoense vs Figueirense

A Chapecoense já enfrentou o Figueirense 150 vezes na história, foram 41 vitórias, 46 empates e 61 derrotas. Até os dias atuais, nunca disputaram uma final de campeonato. A primeira partida entre Chapecoense x Figueirense na história, foi um amistoso interestadual realizado no dia 17 de abril de 1975, a partida terminou empatada em 1 a 1. O jogo foi realizado no Estádio do Guarani, em Xaxim. A primeira vez em que Chapecoense x Figueirense se enfrentaram no Estádio Regional Índio Condá, em Chapecó, foi no dia 04 de julho 1976 . O confronto era válido pelo Campeonato Catarinense daquela temporada.[130]

Elenco atual

Soccerball current event.svg Última atualização: 18 de outubro de 2017.

Elenco atual da Associação Chapecoense de Futebol[131]
N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome
1 G Brasil Artur Moraes 13 LD Uruguai Emilio Zeballos 70 M Brasil Nadson
2 LD Brasil João Pedro 14 Z Brasil Fabrício Bruno 77 A Brasil Osman Jr
3 Z Brasil Douglas Grolli 26 LE Brasil Diego Renan 89 LE Brasil Alan Ruschel
4 Z Brasil Neto 17 A Brasil Arthur Caike 90 LE Brasil Roberto Heuchayer
5 V Brasil Moisés Ribeiro 21 Z Brasil Luiz Otávio 93 G Brasil Jandrei
6 LE Brasil Reinaldo 22 LD Brasil Apodi 23 M Equador Fernando Guerrero
7 A Equador Cristian Penilla 23 M Brasil Moisés Gaúcho 16 Z Brasil Douglas
8 V Argentina Héctor Canteros 26 V Brasil Amaral 73 A Brasil Júlio César
9 A Brasil Wellington Paulista 28 M Brasil Dodô 85 V Brasil Elicarlos
10 A Brasil Túlio de Melo 31 V Brasil Lucas Mineiro 95 A Brasil Pelézinho
11 V Brasil Luiz Antônio 33 M Brasil Lucas Marques
12 G Brasil Elias 40 M Venezuela Seijas

Técnico: Brasil Gilson Kleina

Futebolistas

Com o maior número de gols

Bruno Rangel, o maior artilheiro da história da Chapecoense.
Alejandro Martinuccio, ex-Peñarol, atuou nos anos 2016-17.
# Jogador Período Gols Ref
Brasil Bruno Rangel 2013–2016 81 [132]
Brasil Índio 1995–1997 62 [133]

Com o maior número de partidas

# Jogador Período Partidas Ref
Brasil Nivaldo 2006–2016 298 [134]
Brasil Rafael Lima 2012–2016 206 [135]
Brasil Neném 2012– 197 [136]
Brasil Bruno Rangel 2013, 2014–2016 169 [137]
Brasil Danilo 2013–2016 152 [138]
Brasil Cléber Santana 2015–2016 96 [139]

Futebolistas estrangeiros

Jogador País Período Jogos Gols Ref.
Paulo Rink  Alemanha 1993, 1995 23 [140]
Steve Loic Mbous Camarões 2010 5 0 [141]
Enrique Gabriel Meza  Paraguai 2014 4 0 [142]
Alejandro Martinuccio  Argentina 2016–2017 15 1 [143]
Emilio Zeballos Uruguai 2017 4 0 [144]
Luis Manuel Seijas  Venezuela 2017 19 0 [145]
Cristian Penilla Equador 2017 12 0 [146]
Fernando Guerrero Equador 2017 2 0 [147]
Héctor Canteros  Argentina 2017 8 1 [148]

Treinadores

Caio Júnior, conquistou o principal título da história da Chapecoense, a Copa Sul-Americana de 2016.

Vários treinadores ao longo do tempo contribuíram para o crescimento da Chapecoense. O primeiro treinador foi Gomercindo Luiz Putti.[149] O único treinador estrangeiro a comandar a equipe em toda a história da Chapecoense, foi o treinador Italiano Raffaele Graniti.[150] Dentre os treinadores com mais jogos destaca-se o técnico Gilmar Dal Pozzo que comandou a equipe nas temporadas 2012, 2013 e 2014. Foi vice campeão do Campeonato Catarinense de Futebol de 2013, 3º colocado na Série C de 2012 e vice campeão da Série B 2013, estas últimas conquistas foram de fundamental importância para a chegada na elite do futebol nacional.[151] Outros treinadores tiveram passagens vitoriosas pelo clube: Mauro Ovelha campeão estadual em 2011 e 3º colocado na Série D de 2009,[152] Joel Castro Flores campeão estadual em 1996,[153] Agenor Piccinin campeão estadual em 2007[154] e Guto Ferreira campeão estadual em 2016.[155]

Um dos principais técnicos da história da Chapecoense foi Caio Júnior, uma das vítimas da tragédia na Colômbia. Ele detém o maior e mais prestigiado título conquistado pela Chapecoense, a Copa Sul-Americana de 2016.[156] Após a tragédia em 2016, Vagner Mancini foi uma das principais figuras da reconstrução. Junto com a diretoria do clube, montou uma equipe para a disputa de 8 competições. Sagrou-se campeão do Campeonato Catarinense de Futebol de 2017, vice campeão da Recopa Sul-Americana de 2017 e classificou o clube as Oitavas de final da Copa Libertadores da América de 2017.[157]

Ídolos

O goleiro Danilo Padilha, é um dos maiores ídolos da história da Chapecoense.

Abaixo, está a lista dos jogadores e treinadores que são ídolos na Chapecoense:

Goleiros
Brasil Danilo
Brasil Jakson Follmann
Brasil Nivaldo
Brasil Rodolpho
Defensores
Brasil Alan Ruschel
Brasil Neto
Brasil Rafael Lima
Brasil William Thiego
Brasil Marcelo
Brasil Filipe Machado
Brasil Gimenez
Brasil Mateus Caramelo
Brasil Dener
Meio-Campos
Brasil Cléber Santana
Brasil Janga
Brasil Josimar
Brasil Gil
Brasil Sergio Manoel
Brasil Matheus Biteco
Brasil Arthur Maia
Atacantes
Brasil Aloísio
Brasil Bruno Cazarine
Brasil Bruno Rangel
BrasilAlemanha Paulo Rink
Brasil Rodrigo Gral
Brasil Índio
Brasil Ananias
Brasil Lucas Gomes
Brasil Kempes
Brasil Ailton Canela
Brasil Tiaguinho
Treinadores
Brasil Caio Júnior
Brasil Guto Ferreira
Brasil Mauro Ovelha
Brasil Gilmar Dal Pozzo

Futebolistas notáveis

Categorias de base

Títulos da base

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Bandeira de Santa Catarina.svg Campeonato Catarinense de Futebol Júnior 1 2016
Bandeira de Santa Catarina.svg Campeonato Catarinense de Futebol Juvenil 1 2015
Outros títulos
Competição Títulos Temporadas
França Golden League Sub 17 1 2016
Bandeira de Chapecó.JPG Campeonato Municipal Sub 15 1 2016
Brasil Copa Maravilha Sub 15 1 2016
Bandeira de Chapecó.JPG Campeonato Municipal Sub 13 1 2016

Campanhas de destaque da base

Jogadores revelados

Uniformes

Uniformes de jogo

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
4º Uniforme

Uniformes dos goleiros

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
4º Uniforme

Uniformes de treino

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2

Presidentes

Nome Mandato Ref.
1 Lotário Immich 1973 [158]
2 Arthur Badalotti 1977 [159]
3 Edney de Carvalho 1978
4 Gentile Julio Galli 1979
5 Flávio Biazus 1992
6 Lodovino Costella 1993
7 Edir de Marco 1994 [160]
7 Luiz Pinto Crispim 2001–2002
8 Edir de Marco 2006–2007 [160]
9 Lodovino Costella 2008
10 Nei Maidana 2009–2010 [161]
11 Sandro Pallaoro 2010–2016 [162]
12 Ivan Tozzo 2016 (Interino) [163]
13 Plínio David de Nês 2016–presente [164]

Rankings

Ranking da CBF[165]

  • Posição: 19º
  • Pontuação: 7.596 pontos
  • Região Sul: 6º
  • Estadual: 2º

Ranking Mundial de Clubes da IFFHS[166]

  • Posição: 94º
  • Pontuação: 126 pontos
  • Nacional: 6º
  • Região Sul: 2º
  • Estadual: 1º

O Ranking Mundial de Clubes é um ranking divulgado mensalmente pela IFFHS. Criado em 1991, não possui vínculo com a FIFA e leva em consideração os resultados de todos os clubes nos últimos 365 dias.

Sedes e estádios

Estádio Regional Índio Condá

Ver artigo principal: Arena Condá

O Estádio Regional Índio Condá foi a primeira casa da Chapecoense. Criado em 1976, teve o nome dado com homenagem a um líder indígena. O estádio tinha capacidade para 15.000 pessoas e teve seu maior público registrado na final do Campeonato Catarinense de 2007 onde 21.621 torcedores assistiram o jogo no estádio.

Nesse estádio, a Chapecoense conquistou três dos cinco campeonatos estaduais e o polêmico título de 1978, onde a Chapecoense foi campeã por um mês e na justiça desportiva perdeu o título para o Joinville.

A partir de 2007 foi lançado o planejamento para a construção de um novo estádio, a Arena Condá. Em 2008, parte do estádio foi demolido para a construção da primeira parte da nova arena.

Arena Condá

O projeto da Arena Condá iniciou em 2008. Com uma nova concepção, a Arena Condá atende às necessidades da Prefeitura e ao torcedor, que pode assistir confortavelmente aos jogos. O projeto, que custará cerca de R$ 25 milhões, prevê a construção de três pavimentos, num total de 5.383 metros quadrados, e arquibancadas para 21 mil pessoas.

Ala Sul

A Ala Sul foi a primeira a ser construída. Inaugurada em fevereiro de 2009, foram investidos R$ 3,5 milhões. Embaixo das arquibancadas foram edificadas 18 salas comerciais. A ampliação, que triplicou o espaço demolido, beneficia os torcedores com mais espaço e comodidade, e a população em geral através da instalação de departamentos da prefeitura como Procon, Secretaria de Habitação, Fundação Municipal do Meio Ambiente e Centro de Educação de Jovens e Adultos. Em maio de 2009 o Estádio Regional Índio Condá passou a ser denominado Arena Condá com a criação da Lei Municipal nº 5.560, de 28 de maio de 2009.

Ala Norte

Já em março de 2010 no jogo entre Chapecoense x Atlético Mineiro foi inaugurada a Ala Norte na qual foram investidos R$ 5,6 milhões e onde hoje existe a secretária de saúde, com todas as suas funções para atendimento á população.

Ala Leste e Nordeste

A 3º etapa da Arena Condá, foi inaugurada no mês de abril de 2014. Foram construídas as novas alas Leste e Nordeste do estádio, o investimento foi de R$ 6,7 milhões do poder do estado. A capacidade da arena, que era de 12,8 mil torcedores, passa a ser de 22 mil pessoas. O ato de inauguração foi realizado antes da partida contra Corinthians. Foram cinco meses de trabalho até a obra estar pronta e liberada para receber os torcedores nos novos setores. Ao todo, foram utilizadas 1.580 peças na montagem das arquibancadas. Além dos R$ 6,7 milhões, o governo do Estado investiu R$ 3 milhões, em parceria com a prefeitura, na edificação da ala Norte da Arena Condá. Foram R$ 2 milhões para a construção do setor de arquibancadas e mais R$ 1 milhão destinado para a nova Secretaria Municipal de Saúde, que ocupa os espaços do prédio construído em anexo ao setor.[167]

Ala Oeste

A prefeitura de Chapecó pretende construir uma nova ala, onde hoje ficam as cabines de imprensa e camarotes, além disso, o objetivo é cobrir as demais alas do estádio e também colocar cadeiras em todo o estádio, além de aumentar a capacidade do estádio para 40 mil lugares, afim de abrigar uma final de competição da CONMEBOL. Outro projeto que deve ser feito no estádio é um memorial das vítimas da tragédia. A Prefeitura de Chapecó irá receber R$21 milhões de repasse de verba do Governo Federal para ampliação e reforma da Arena Condá.[168]

CT da Água Amarela

O Verdão do Oeste conta com três campos em dimensões oficiais, estrutura para concentração, vestiários e sala de imprensa. A área fica na Rodovia Ângelo Baldissera, na Linha Água Amarela, em Chapecó, e tem 83 mil m². Um agrônomo ficará à disposição no CT para a manutenção dos campos. O sistema de irrigação é automatizado, e um sensor de chuvas evita o excesso de água. Ao lado dos campos, haverá uma pequena área para trabalhos específicos, que provocam maiores estragos ao gramado estilo bermuda. Tudo para preservar o espaço de treinos do time. Foram investidos aproximadamente 1 milhão de reais.[169]

Símbolos

Cores

Bandeira de Chapecó

As cores oficiais do clube são o verde e o branco, mesmas cores da bandeira da cidade de Chapecó, conhecida como a capital brasileira da agroindústria. Entretanto, o verdadeiro motivo para a escolha do verde e branco envolve indiretamente a paixão por outro clubes do nosso país.

Segundo Alvadir Pelisser, um dos fundadores do time catarinense, as cores da Chapecoense tem como inspiração a Sociedade Esportiva Palmeiras, o Coritiba Foot Ball Club e o Esporte Clube Juventude, clubes nos quais ele torcia na época. “Como eu era torcedor do Palmeiras, em São Paulo, Juventude, em Caxias e Coritiba, que são verdes, pensamos em fazer outro time verde e deu certo”, relatou Alvadir.[170]

Escudo

Ao longo do tempo, o escudo da Chapecoense não sofreu muitas mudanças, a não ser pela quantidade de estrelas, que significava o número de títulos estaduais conquistados. A partir de 2017, houve uma mudança no escudo como forma de homenagem às vítimas do desastre aéreo na Colômbia. Incluiu-se uma estrela no interior da letra F, uma forma sutil, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense. Além disso, foi colocado uma segunda estrela em cima do escudo que indica a conquista da Copa Sul-Americana de 2016. A estrela é branca e conforme o clube: "Representa a paz encontrada pelos nossos eternos campeões e a luz que nos guiará adiante."[171] O escudo contém:

  • O seu acrônimo: ACF
  • O seu nome oficial: Associação Chapecoense de Futebol
  • A cidade em que se localiza: Chapecó-SC
  • Uma estrela no interior da Letra F
  • Uma estrela Branca em cima do escudo
Símbolo Chapecoense sem estrelas.svg Novo escudo da Associação Chapecoense de Futebol.png
19731977 2016

Alcunhas

  • Verdão do Oeste: alcunha dada pelos torcedores que queriam expressar o sentimento de amor e carinho pelo clube, mas além disso, também a grandeza do clube. Como já havia muitos "verdões" pelo Brasil, os torcedores do Oeste Catarinense, preferiram chamar o clube de O Verdão do Oeste de Santa Catarina.
  • Furacão do Oeste: em uma parte do primeiro hino da Chapecoense, canta-se a seguinte letra: "Ai Ai Ai, meu Furacão querido, a torcida te agradece furacão, por mais um jogo vencido[...]". Dai surgiu a alcunha.
  • Chape: ao longo do tempo, tem se tornado a alcunha mais usada pela torcida, imprensa e simpatizantes.
  • Chapeterror: após goleadas da Chapecoense sobre grandes clubes do futebol nacional como Internacional, Fluminense e Palmeiras, internautas começaram a brincar dizendo que a Chapecoense seria o "terror" dos grandes clubes brasileiros.

Hino

Ao longo de sua história, a Chapecoense já teve dois hinos. O primeiro foi composto por Telles da Silva, radialista local que compôs o hino em 1974. O segundo e atual, foi composto por Luiz A. Maier. Tal hino enaltece as glórias, mas também as dificuldades que o clube teve e terá durante a sua história. A estrofe "Nas alegrias e nas horas mais difíceis", ficou marcada na reconstrução do time após o acidente na Colômbia.

«Ó glorioso verde que se expande
Entre os estados tu és sempre um esplendor
Nas alegrias e nas horas mais difíceis
Meu furacão tu és sempre um vencedor

São tantos títulos outrora conquistados
Com bravura, muita raça e fervor
Leva consigo o coração de uma cidade
Meu furacão tu és sempre um vencedor

Sempre honrando nosso escudo com sua raça
És alegria nos estádios nunca só
Na imensidão e vastidão de nosso estado
Chapecoense tu és sempre Chapecó

A força imensa de sua fiel torcida
Que nos estádios tudo é lindo e nos fascina
A nossa massa meu verdão mexe contigo
Tu és querido em toda santa catarina»


Letra do Hino da Associação Chapecoense de Futebol
Letra: Luiz A. Maier

Mascote

Fazendo jus ao nome de seu estádio, que homenageava Vitorino Condá, líder do povo indígena “Kaingang”, que habitou a região do Oeste Catarinense, o personagem a representar a imagem da equipe passou a ser também a de um índio.[172]

Torcida

Maiores públicos

Público Placar Visitante Data Competição
1 19 165[173] Chapecoense Santa Catarina 1–2 Rio Grande do Sul Grêmio 11 de maio de 2014 Campeonato Brasileiro
2 19 141[174] Chapecoense Bandeira de Chapecó.JPG 0–1 Florianópolis Avaí 7 de maio de 2017 Campeonato Catarinense
3 19 005[175] Chapecoense Brasil 2–1 Colômbia Atlético Nacional 5 de abril de 2017 Recopa Sul-Americana
4 17 569[176] Chapecoense Brasil 0–0 Argentina San Lorenzo 23 de novembro de 2016 Copa Sul-Americana
5 17 407[177] Chapecoense Santa Catarina 5–0 Rio Grande do Sul Internacional 9 de outubro de 2014 Campeonato Brasileiro
6 16 474[178] Chapecoense Santa Catarina 5–1 São Paulo Palmeiras 4 de outubro de 2015 Campeonato Brasileiro
7 15 621[179] Chapecoense Bandeira de Chapecó.JPG 1–0 BandeiraCriciuma.svg Criciúma 29 de abril de 2007 Campeonato Catarinense
8 15 279[180] Chapecoense Bandeira de Chapecó.JPG 1–1 BandeiraJoinville.svg Joinville 8 de maio de 2016 Campeonato Catarinense
9 15 084[181] Chapecoense Santa Catarina 0–1 São Paulo Corinthians 23 de agosto de 2017 Campeonato Brasileiro

Sócios

Em 2016, antes da tragédia que vitimou 71 pessoas em Medellín, o clube do oeste catarinense possuía um quadro de sócios com aproximadamente nove mil contribuintes. Após o acidente, que comoveu o mundo, pessoas de todos os cantos do planeta decidiram ajudar o clube em sua reestruturação. Para atender a demanda a Chapecoense criou novos planos para que todos pudessem contribuir da maneira mais adequada, desta forma a Chape se prepara para ser um dos clubes com maior número de sócios no país. Atualmente, o clube conta com aproximadamente 25.000 sócios, porém, a uma fila de espera com mais de 50 mil pessoas que desejam se associar ao clube. Somando os sócios que estão na espera, o clube irá contar com cerca de 75 mil sócios, ocupando a 7º posição com a maior quantidade de sócios do Brasil.[182][183]

Redes sociais

A Chapecoense conta com um grande contingente de seguidores em suas redes sociais. Ao todo, são mais de 5,8 milhões de seguidores, sendo o 7º clube com mais seguidores nas redes sociais do Brasil.[184] Entre as principais estão o Facebook com 4,1 milhões de seguidores, Instagram com 1,1 milhões de seguidores e o Twitter com 660 mil seguidores. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são os que mais seguem o clube. Fora do Brasil, Portugal e Argentina, tem números consideráveis de seguidores.[185][186]

Referências

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