Voo LaMia 2933

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Voo 2933 da LaMia
Acidente aéreo
A aeronave envolvida no acidente, fotografada em 2013
Sumário
Data 28 de novembro de 2016 (10 meses)
Causa Esgotamento de combustível, razões sob investigação.[1]
Local Cerro Gordo, La Unión, Antioquia, Colômbia
Coordenadas 5° 58′ N 75° 25′ W [2][3]
Origem Bolívia Aeroporto Internacional Viru Viru, Santa Cruz de la Sierra
Destino Colômbia Aeroporto Internacional José María Córdova, Rionegro
Passageiros 68
Tripulantes 9
Mortos 71[4]
Feridos 6[4]
Sobreviventes 6
Aeronave
Modelo Reino Unido Avro RJ85
Operador Bolívia LaMia
Prefixo CP-2933[5]
Primeiro voo 26 de março de 1999 (18 anos)
Voo LaMia 2933 está localizado em: Colômbia
Local do acidente na Colômbia.

Voo 2933 da LaMia foi um voo charter, operado pela companhia com a identificação LMI2933, a serviço da Associação Chapecoense de Futebol, proveniente de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, com destino ao Aeroporto Internacional José María Córdova em Rionegro, Colômbia. Na noite de 28 de novembro de 2016, a aeronave que realizava este voo caiu próximo ao local chamado Cerro El Gordo, ao se aproximar do aeroporto em Rionegro.[6]

A aeronave trazia 77 pessoas a bordo, tendo por passageiros atletas, equipe técnica e diretoria do time brasileiro da Chapecoense, jornalistas e convidados, que iriam a Medellín onde o clube disputaria a primeira partida da Final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.[6] Entre passageiros e tripulantes, 71 pessoas morreram na queda do avião e seis foram resgatadas com vida.[4][7]

Dos mortos, vinte eram jornalistas brasileiros, nove eram dirigentes (incluindo o presidente do clube)[8] dois eram convidados, quatorze eram da comissão técnica (incluindo o treinador e o médico da equipe), dezenove eram jogadores e sete eram tripulantes; dos seis ocupantes que sobreviveram, quatro eram passageiros e dois eram tripulantes.[9][10][4] Pelo total de vítimas, esta tragédia torna-se a maior da história com uma delegação esportiva e a maior do jornalismo brasileiro.[11][4]

Aeronave[editar | editar código-fonte]

A rota foi operada em um British Aerospace 146 (Avro RJ85), registro CP-2933.[5][12] Medindo 28,55m do bico à cauda, largura de asas de 26,4 m, altura de 8,61 m, a aeronave é equipada com quatro motores Honeywell LF 507. O modelo Avro RJ85 tem uma autonomia de voo de três mil quilômetros, com capacidade de transportar até 112 passageiros e nove tripulantes.[13]

A aeronave recebeu do fabricante o número de série (MSN) E2348 e teve seu primeiro voo em 26 de março de 1999 (contando portanto com dezessete anos e sete meses de atividade). Em 30 de março de 1999, foi liberada para a Mesaba Airlines dos Estados Unidos; em seguida, a 18 de setembro de 2007, passou a ser operada pela companhia de voos domésticos irlandesa CityJet; finalmente em 16 de outubro de 2013 teve pela primeira vez seu registro pela LaMia (a empresa mudou o registro mais duas vezes: em setembro de 2014 e em janeiro do ano seguinte).[5]

Operadora LaMia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: LaMia (companhia aérea)

A LaMia (Línea Aérea Merideña Internacional de Aviación), foi fundada em 16 de agosto de 2010, com uma cota inicial do governo do estado venezuelano de Mérida de cinco milhões de dólares. A empresa, que teve seu registro suspenso depois do acidente fatal em Medelin,[14] era comandada pelo economista e empresário venezuelano Ricardo Albacete e estava adquirindo três aeronaves Avro-RJ85, incluindo a acidentada (única que estava em operação na época do acidente). Albacete, antes de ingressar no ramo de transporte aéreo, já tinha empresas nos setores metalúrgico (Gurimetal) e petrolífero (Alba Energy) e já havia respondido a um processo na Corte Suprema da Venezuela por uma suposta fraude, com uso de um mandato falso e apropriação indébita.[15]

Albacete tinha um amigo chinês, Sam Pa, que se apresentava como um milionário de Pequim, interessado em investimentos internacionais. No entanto, as promessas de investimento de Sam Pa na companhia não se realizaram, e em setembro de 2011 a companhia foi desativada, depois que o "investidor" chinês foi preso em seu país.

Dois anos depois, Albacete reativou a companhia com outro nome, Línea Aérea Margarita, em uma manobra que lhe permitiu manter os mesmos logotipos e distintivos internacionais da antiga empresa, anunciando voos para várias cidades do mundo, inclusive Miami e Boston. Albacete adquiriu então os três aviões que estavam estacionados no aeroporto de Norwich, na Inglaterra.

A empresa reestruturada recomeçou suas atividades, oferecendo preços muito abaixo da concorrência, valores até 40% mais baratos. Rapidamente especializou-se em transportar equipes de futebol por todo o continente. Em uma entrevista a um jornal espanhol depois do acidente em Medelin, e ante uma confusa situação em que a LaMia tinha registro não só na Venezuela, mas também na Bolívia, Albacete declarou que não era acionista nem empregado dessa outra empresa boliviana, mas sim da LaMia da Venezuela, e que eram eles (da LaMia da Venezuela) quem arrendavam seus aviões à empresa boliviana.[15] Entretanto, a LaMia boliviana foi criada pelo próprio Albacete em janeiro de 2015, em sociedade com Miguel Quiroga, piloto que era o comandante da aeronave acidentada.[16]

Acidente[editar | editar código-fonte]

Primeira imagem divulgada do acidente, pelo Twitter.
Soldados da Polícia Nacional da Colômbia ajudam nos trabalhos de resgate.
Helicóptero colombiano resgata corpos na área rural de La Unión.
Altitude e velocidade de acordo com dados ADS-B.
Trajeto da aeronave nos últimos quinze minutos de voo. A estrela de cor laranja indica a posição quando foi enviado o último sinal. O local da queda é indicado pelo símbolo em vermelho.
Rota planejada da aeronave (azul) e rota real do avião (em vermelho).

O time brasileiro da Associação Chapecoense de Futebol viajava para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana de 2016 contra o Atlético Nacional em Medellín, na Colômbia.[11] A equipe tentou, a princípio, fazer o voo saindo do aeroporto de Guarulhos direto para Medellín. O pedido foi indeferido pela ANAC de acordo com a legislação vigente, com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e na Convenção de Chicago, pelos quais apenas uma companhia aérea brasileira ou colombiana poderia fazer o voo.[17]

O trajeto foi feito, então, em duas etapas: um voo comercial pela companhia aérea boliviana BoA partindo de São Paulo às 15h15min e chegando a Santa Cruz de la Sierra cerca de três horas depois; e o trecho final em voo fretado com a LaMia. Integraria a comitiva do time o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, que não embarcou junto com a comitiva; e dois responsáveis pela logística do clube já se achavam na Colômbia, aguardando a chegada do voo.[18]

Por volta das 22h, o piloto relatou à torre de controle que o avião apresentava problemas elétricos e declarou situação de emergência, quando voava entre os municípios de La Ceja e La Unión.[19] O contato entre a torre de controle e a tripulação foi perdido às 22h15, entre as cidades de La Ceja e Abejorral. Pouco depois o avião caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, arredores de Medellín, em um monte chamado Cerro El Gordo, de 2 600 m de altitude msl.[20][6] Em pouco tempo, as autoridades identificaram o local da queda. Helicópteros foram inicialmente incapazes de chegar ao local devido à névoa densa na região, e o acesso dos socorristas da Força Aérea da Colômbia teve que ser por terra.[12]

A princípio fora divulgado que havia 81 pessoas a bordo, contudo verificou-se que a contagem inicial incluía quatro passageiros que deixaram de viajar na última hora.[21]

A comissária de bordo Ximena Suárez, sobrevivente ao acidente, declarou que, pouco antes da queda, as luzes da aeronave se apagaram de repente, e então entre quarenta ou cinquenta segundos depois caiu.[13] O técnico de voo sobrevivente, Erwin Tumiri, disse dois dias depois do acidente, que somente conseguiu ficar vivo porque seguiu todos os protocolos para tal ocasião: ficara em posição fetal, com malas entre as pernas; segundo ele, ocorreu um pânico total no interior da aeronave, com gritaria e pessoas saindo de seus assentos.[13] Entretanto, alguns dias depois, Erwin desmentiu essas informações em entrevista dada à rede de rádio Bluradio de Bogotá, afirmando que até o exato momento do impacto, nenhum passageiro sabia que havia uma situação de emergência, sem qualquer aviso da tripulação, e que todos estavam apenas preparados para a aterrissagem que havia sido anunciada. Afirmou que tudo foi muito rápido, a sensação de descida, depois as luzes se apagaram, acendendo-se as de emergência e em seguida o impacto e que não houve tempo para nada, nem havia ninguém em pânico no momento do impacto.[22]

Sobreviventes[editar | editar código-fonte]

O primeiro passageiro a ser resgatado e chegar ao hospital de La Ceja foi o lateral Alan Ruschel, um dos jogadores a bordo da aeronave. Mais tarde, foram encontrados com vida o goleiro Jakson Follmann,[23] o jogador Neto,[24] a comissária Ximena Suárez, o jornalista Rafael Henzel, e o técnico de voo Erwin Tumiri.[25]

Apesar de em melhor estado de saúde que os demais, os dois tripulantes bolivianos que sobreviveram não puderam retornar ao seu país no dia 1º de dezembro, quando aquele país enviou uma aeronave para o traslado dos corpos daquela nacionalidade, por não terem sido liberados pelos médicos.[26]

Vítimas fatais e traslado[editar | editar código-fonte]

Das vítimas fatais, entre passageiros e tripulantes, uma era paraguaia, outra venezuelana, cinco eram bolivianas e o restante era de brasileiros. Já no dia primeiro de dezembro a Bolívia enviou uma aeronave Hércules para efetuar o traslado dos mortos daquela nacionalidade, ao tempo em que levara à Colômbia familiares dos mesmos.[26]

No mesmo dia, Carlos Valdés, diretor do Instituto Médico Legal de Medellín, declarou que todas as 71 vítimas fatais haviam sido identificadas. Ele também informou que a causa da morte da maioria das vítimas foi grave lesão em ossos e vísceras, provocada pela queda.[27] Já neste dia o corpo de Gustavo Encina, tripulante paraguaio, seguiu para seu país num voo comercial.[28] Quatro empresas funerárias de Medellín trabalharam para o preparo dos corpos às condições de transporte.[28]

Na sexta, 2 de dezembro, foi feito o traslado do cidadão venezuelano, também tripulante, também em voo comercial, partindo às 8h. Uma hora mais tarde partiu o Hércules boliviano.[28] 14 dos jornalistas brasileiros partiram nesta data, em voos privados;[28] 35 carros funerários efetuaram o transporte dos corpos de Medellín até a cidade de Rionegro.[28]

Duas aeronaves Hércules da Força Aérea Brasileira foram até Medellín buscar os demais corpos, saindo de lá na sexta, 2 de dezembro, entre 16h15 e 17h05. Os aviões fizeram escala em Manaus e partiram às 2h do sábado, 3 de dezembro, horário local,[29] chegando em Chapecó por volta das 9h30. Os corpos foram levados para um velório coletivo na Arena Condá.[30]

Avaliação inicial das causas[editar | editar código-fonte]

Em comunicado oficial, o Aeroporto Internacional José María Córdova informou:

O Comitê de Operações de Emergência e a gerência do Aeroporto José Maria Córdova informa que às 22h uma aeronave (...) se declarou em estado de emergência, entre os municípios de La Ceija e La Unión. A aeronave reportou pane elétrica, segundo informado à torre de controle de Aeronáutica Civil.

Num primeiro momento foi divulgado que a causa seria falta de combustível.[6] Passadas algumas horas do acidente, e com as informações então disponíveis, especialistas analisaram vários fatores que poderiam tê-lo causado; se num primeiro momento foi dito da falta de combustível, uma informação contraditória se seguiu, dizendo que o piloto havia se livrado deste antes de tentar um pouso forçado; outro dado que chamou a atenção dos analistas é que, para o fabricante da aeronave, esta tem autonomia de voo de 2965 km (a velocidade de cruzeiro de 720 km/h), e a distância a ser percorrida foi de 2.975, o que fez voltar a hipótese da falta de combustível; em razão disto o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas do Brasil, Rodrigo Spader, afirmou que o ideal seria ter havido uma escala para reabastecimento, neste caso.[31] Spader considera ainda situações como um vento contrário durante o trajeto, que forçaria ao crescimento do consumo do combustível; tanto ele como o professor de aeronáutica Cláudio Scherer concordam que não pode ter havido o "alijamento" (derrame proposital do combustível) que só é feito em aviões de maior porte a fim de aliviar o peso para um pouso estável[31] - o avião, no entanto, não teria capacidade de alijar combustível.[32] Também foi relevante a revelação feita de que a torre de controle do aeroporto dera prioridade de pouso a outra aeronave, antes do LaMia.[31] Um último fator a ser apreciado nas investigações é o estado dos pilotos, segundo Spader, pois o cansaço está na causa direta de 20% dos acidentes registrados.[31] As caixas-pretas foram encontradas, na tarde do dia 29, em perfeito estado.[31]

Plano de voo[editar | editar código-fonte]

No dia do acidente um despachante da LaMia apresentou à funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo Monasterio, o plano de voo da aeronave; segundo o depoimento da funcionária às autoridades bolivianas ela teria alertado ao despachante que o plano estava errado, pois trazia os valores de tempo de voo e autonomia de combustível idênticos, o que não daria a margem obrigatória (ambos davam quatro horas e vinte e dois minutos), e que não havia um plano alternativo.[33]

Celia teria advertido o despachante (que também morreu no acidente), mas este insistiu dizendo que estavam capacitados a realizar a viagem assim mesmo.[26] Especialistas em aviação qualificaram o plano de voo como "absurdo".[28] Na primeira semana de dezembro, logo depois do acidente, ela asilou-se no Brasil, alegando estar sendo ameaçada de morte em seu país. Segundo suas declarações, ela recebeu o documento e fez cinco anotações antes de devolvê-lo, entre elas, que a quantidade de combustível na aeronave não tinha a margem de segurança necessária para cumprir toda a rota sem reabastecimento. Afirmou também que sua função era apenas verificar alguma irregularidade no plano de voo, mas não tinha autoridade para impedir a decolagem.[34]

Diálogo com a torre de controle[editar | editar código-fonte]

Na quarta-feira (30 de novembro) a gravação entre o piloto da aeronave e a controladora de voo, Yaneth Molina,[35] foi divulgada; nela o piloto Miguel Quiroga solicita prioridade de aproximação pois enfrentava "problemas de combustível"; a controladora pede que confirme e ele responde que sim, ela então lhe diz que dentro de sete minutos lhe daria a confirmação pois já havia outra aeronave antes dele; Quiroga então insiste estar numa emergência motivada por combustível, mas a controladora se dirige para outro avião, o Avianca 9356 para que se aproxime e dialoga com o outro piloto.[36]

Após a interrupção o piloto da LaMia volta a pedir a descida imediatamente; a torre informa que há tráfego abaixo dele e pede que efetue um desvio à direita; Quiroga pede-lhe que seja "incorporado a outro vetor" e a controladora volta a falar do tráfego à frente dele e pede que continue a aproximação, perguntando-lhe se deseja alguma assistência na pista, ao que Quiroga retruca que confirmaria a assistência "na pista" e emenda: "Senhorita, LaMia 2933 está em falha total, sem combustível”.[36]

A controladora diz que a pista está livre, esperando chuva e que os bombeiros estão alertas; Quiroga revela o desespero em que se encontrava: "Vetores, senhora! Vetores!”; a controladora diz que o perdeu no radar e que ele indicasse o rumo, ao que ele diz, repetindo, ser "rumo 3,6,0"; a controladora diz que ele está a 8,2 milhas da pista.[36] Quiroga diz a última palavra do contato: "Jesus!" e outras vozes surgem na torre de controle, dizendo que "não responde" e uma última pergunta encerra a gravação: "Qual a sua altitude agora?".[36]

Investigação[editar | editar código-fonte]

Além das autoridades aeronáuticas colombianas responsáveis pela apuração das causas do sinistro, também técnicos britânicos da fabricante do avião se dirigiram àquele país para auxiliar nas investigações sobre a queda, bem como representantes bolivianos, país de origem do voo.[37] Na terça-feira (dia 29) seguiram para Medellín técnicos brasileiros do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), convidados pelo órgão local de apuração, a Aeronáutica Civil da Colômbia, além de Policiais federais brasileiros.[37]

No dia 1º de dezembro Freddy Bonilla, secretário de segurança aérea da entidade responsável pela aviação civil colombiana, declarou que "Quando chegamos ao local do acidente e pudemos inspecionar os destroços, confirmamos que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto" concluindo: "Uma das teorias que estamos trabalhando é que por não termos encontrado combustível no local da colisão ou nos tubos de alimentação, a aeronave sofreu queda por falta de combustível".[33] Bonilla dissera também que a autorização do voo previa que a aeronave deveria ter partido de Cobija, cidade boliviana muito mais ao norte do que aquela de onde partiu de fato, Santa Cruz de la Sierra.[26]

No curso das investigações, a promotoria responsável pelo caso prendeu provisoriamente em 6 de dezembro na Bolívia, Gustavo Vargas, diretor-geral da LaMia. Mais dois funcionários da empresa (uma secretária e um mecânico) prestaram depoimentos e foram liberados. Foram recolhidos também vários documentos nos escritórios da companhia, pela Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC). No dia seguinte, foram confiscadas as duas outras aeronaves da LaMia, do mesmo modelo, para investigações e para ficarem à disposição da Justiça em um eventual uso no pagamento de indenizações. Havia inclusive uma dívida da LaMia para com a Força Aérea Brasileira, equivalente a 48,2 mil dólares, de serviços de manutenção prestados em 2014. Segundo a promotoria, entre os crimes investigados no processo, estão: abandono do dever, abuso de influência, homicídio e lesões gravíssimas.[38][39]

As caixas-pretas, encontradas no dia seguinte ao acidente, foram enviadas para Farnborough, na Inglaterra, sede da BAE Systems, fabricante da aeronave. A equipe de especialistas participantes da análise dos registradores é formada por um investigador do Grupo de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Colômbia (GRIAA), um investigador da DGAC, um investigador do Conselho Nacional de Segurança em Transportes dos Estados Unidos (NTSB) (porque equipamentos importantes da aeronave, entre eles os motores, são produzidos nos Estados Unidos), e um investigador da Agência de Investigação de Acidentes Aéreos do Reino Unido (AAIB), porque o avião foi produzido na Inglaterra. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, do Brasil (CENIPA), decidiu não participar da equipe, aguardando os resultados, compartilhados com todos os órgãos nacionais envolvidos. No entanto, a FAB enviou para a Colômbia dois representantes, sendo um especialista em investigações de acidentes aéreos do CENIPA, e um psicólogo para avaliar os fatores humanos envolvidos no acidente, bem como acompanhar a recuperação dos brasileiros sobreviventes.[40] Segundo as normas internacionais, o país que tem seus cidadãos vítimas fatais ou feridos seriamente em acidentes aéreos, pode solicitar formalmente junto ao país que conduz as investigações, a participação de um especialista, com as seguintes prerrogativas no processo: visitar o local do acidente, ter acesso às informações relevantes, participar da identificação das vítimas, auxiliar nos esclarecimentos prestados pelos sobreviventes e receber uma cópia do Relatório Final.[41]

Relatório preliminar[editar | editar código-fonte]

Em 26 de dezembro de 2016, 28 dias depois do acidente, a Aerocivil, Unidade Administrativa Especial de Aeronáutica Civil da Colômbia, apresentou o relatório preliminar. De acordo com o relatório, não foi identificada uma falha técnica que tivesse causado ou contribuído para o acidente, nem apresentou ato de sabotagem ou tentativa de suicídio. As evidências revelam que a aeronave sofreu falta total de combustível (pane seca).

A aeronave ficou totalmente destruída e os danos subsequentes indicaram que não houve possibilidade mínima de sobrevivência da maioria dos passageiros e tripulantes e nem incêndio. As investigações devem continuar até abril de 2017, quando a Aerocivil apresentará o relatório final, considerando esta análise preliminar, bem como os aspectos de organização, vigilância e supervisão operacional, planificação do combustível, tomada de decisões e sobrevivência.[1]

Reações e homenagens[editar | editar código-fonte]

Bandeiras do Brasil e do Mercosul foram içadas a meio-mastro diante do Congresso Nacional.

A Confederação Sul-Americana de Futebol cancelou a final da Copa Sul-Americana de 2016.[42] A CBF adiou por uma semana a segunda partida da final da Copa do Brasil[43] e a última rodada do Campeonato Brasileiro.

O presidente Michel Temer decretou luto oficial no Brasil de três dias logo após a notícia do acidente.[44]

Alguns clubes brasileiros emitiram comunicados oficiais com a palavra de seus respectivos presidentes, em solidariedade à tragédia com a Chapecoense; lamentando o acidente, os dirigentes ainda informam a criação de “medidas solidárias” à Chapecoense, entre elas, a possibilidade de impedir o rebaixamento do clube catarinense pelas próximas três temporadas e o empréstimo de atletas para a temporada de 2017.[45][46]

Por todo o mundo os principais jornais imediatamente repercutiram o acidente, bem como as principais redes de notícia de todos os países; logo redes como CNN e BBC e jornais como The New York Times, El País e Le Monde passaram a cobrir a tragédia.[47] Já na manhã do dia 29 as redes sociais da mesma forma exibiram reações que de forma unânime manifestavam apoio às vítimas da tragédia; em suas contas pelo Twitter os atletas Pelé, Maradona, Messi e Neymar Jr., entre muitos outros, manifestaram pesar e solidariedade; os times de futebol de todo o mundo também usaram este meio para expressar o luto e apoio ao time brasileiro e às famílias das vítimas, bem como por meio de suas páginas oficiais; equipes como o Barcelona fizeram minuto de silêncio antes de seu treino na manhã daquele dia.[48] Logo hashtags como "#forçachape" ou "#fuerzachape" se tornaram as trending topics em todo o mundo; o vídeo que exibia a equipe rezando unida tornou-se o mais compartilhado; a equipe contra quem jogaria a Chapecoense, Atlético Nacional, imediatamente também manifestou sua solidariedade e a intenção de ceder o título ao adversário vitimado.[49]

Na noite do dia 29 vários monumentos ao redor do planeta se iluminaram na cor verde em homenagem à equipe catarinense; no Brasil isto se deu no Palácio do Planalto, no Cristo Redentor, Elevador Lacerda e outros símbolos locais; a sede da Conmebol e no Obelisco de Buenos Aires; isto também ocorreu em vários estádios pelo mundo.[50] A Rede Globo, no mesmo dia, durante o Jornal Nacional, exibiu um discurso do Galvão Bueno e encerrou a sua edição com 1 minuto de aplausos e as fotos da vítimas no fundo.[51]

Em 30 de novembro, a Organização da Aviação Civil Internacional expressou condolências e declarou que estaria à disposição das autoridades para participar das investigações, caso fosse solicitado. No mesmo comunicado, lembrou que, conforme a Convenção de Chicago, as autoridades envolvidas na investigação têm trinta dias a partir da data do acidente para emitir um relatório preliminar, e doze meses para emitir o relatório final.[52]

Ainda no dia 30 de novembro, no horário que seria disputada a Final da Copa Sul-Americana, o canal Fox Sports 1 entrou em silêncio no período que estava reservado para a transmissão do jogo. A tela ficou toda preta em sinal de luto, com a hashtag #90minutosdesilencio e um cronômetro para marcar o tempo que a cobertura da partida duraria.[53] No Twitter um usuário simulou uma partida intitulada "Final dos sonhos" e o assunto ficou entre um dos mais comentados nos trending topics na rede.[54]

A direção da Fox na América Latina prestou uma homenagem aos seis jornalistas mortos dos canais Fox Sports. A diretoria do canal decidiu mudar seu logo e seu slogan. Do dia 4 de dezembro até o fim de 2017, o tradicional logo do canal contará com seis estrelas, cada uma delas representando cada um dos funcionários mortos. A homenagem não ficou restrita ao canal do Brasil. As demais filiais da emissora, em países como Argentina e México, por exemplo, tiveram adicionadas as estrelas acima de seu logo. O slogan do canal também mudou de torcemos juntos para sempre juntos.[55]

A administração da cidade de La Unión autorizou em dezembro de 2016, a mudança do nome Cerro El Gordo, monte onde ocorreu o acidente, para Cerro Chapecoense.[56]

Durante uma entrevista, Roberto Canessa, membro do time de rugby uruguaio que estava viajando para uma disputa em 1972 quando seu avião se acidentou no que ficou conhecido como desastre aéreo nos Andes, disse que gostaria de ajudar os sobreviventes do acidente.[57]

Consequências oficiais[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de novembro de 2016 a Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia expediu a Resolução Administrativa nº 716, suspendendo de forma imediata a autorização de operação da "Lamia Corparatión SRL".[58] Também como reação ao acidente, o Ministério das Obras Públicas daquele país, por seu titular Milton Claros, trocou toda a direção geral de aeronáutica civil.[58] Neste mesmo dia 1º foi afastada a funcionária da AASANA, Celia Monasterio.[33] Claros ainda disse que uma investigação foi aberta para apurar a concessão da licença à LaMia, bem como da situação da empresa, e que também os dirigentes da AASANA ficarão suspensos enquanto durarem as investigações.[26]

Passageiros e tripulação[editar | editar código-fonte]

Tributo pelas vítimas do Voo 2933 na Arena Condá.
Vigília em Chapecó, Santa Catarina.

A relação dos passageiros e tripulantes do voo foi divulgada horas depois de constatado o acidente.[59][60][61][21]

Mortos Sobrev. Total Notas
Jogadores 19 3 22
[nota 1]
Comissão téc. 14 0 14
[nota 2]
Dirigentes 9 0 9
[nota 3]
Jornalistas 20 1 21
[nota 4]
Convidados 2 0 2
[nota 5]
Tripulantes 7 2 9
Total 71 6 77

Fonte: Portal G1 – Mundo[9][10]

Legenda: sobreviventes

Delegação da Chapecoense[editar | editar código-fonte]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

  • Adriano Bitencourt
  • Anderson Donizette Lucas
  • Anderson Martins
  • Anderson Paixão
  • Cleberson Fernando da Silva
  • Eduardo de Castro Filho
  • Eduardo Preuss
  • Gilberto Thomaz
  • Luiz Carlos Saroli (Caio Júnior)
  • Luiz Cunha
  • Luiz Felipe Grohs (Pipe Grohs)
  • Marcio Koury
  • Rafael Gobbato
  • Sérgio de Jesus

Dirigentes e convidados[editar | editar código-fonte]

Profissionais de imprensa[editar | editar código-fonte]

  • André Podiacki (repórter, jornal Diário Catarinense)
  • Ari de Araújo Jr. (repórter cinematográfico, Rede Globo)
  • Bruno Mauri da Silva (técnico, RBS TV)
  • Devair Paschoalon (Deva Pascovicci) (narrador, Fox Sports)
  • Djalma Araújo Neto (cinegrafista, RBS TV)
  • Douglas Dorneles (repórter esportivo, Rádio Chapecó)
  • Edson Ebeliny (repórter esportivo, Rádio Super Condá)
  • Fernando Doesse Schardong (narrador, Rádio Chapecó)
  • Gelson Galiotto (narrador, Rádio Super Condá)
  • Giovane Klein Victória (repórter, RBS TV)
  • Guilherme Marques (repórter, Rede Globo)
  • Guilherme van der Laars (repórter cinematográfico, Rede Globo)[62]
  • Jacir Biavatti (comentarista, RICTV e Rádio Vang FM)
  • Laion Espíndola (repórter, Rede Globo)
  • Lilacio Pereira Jr. (coordenador de transmissões externas, Fox Sports)
  • Mário Sérgio Pontes de Paiva (comentarista, Fox Sports)
  • Paulo Júlio Clement (jornalista, Fox Sports)
  • Rafael Henzel (jornalista, rádio Oeste Capital)
  • Renan Agnolin (repórter, RICTV e rádio Oeste Capital)
  • Rodrigo Santana Gonçalves (repórter cinematográfico, Fox Sports)
  • Victorino Chermont (repórter, Fox Sports)

Tripulação[editar | editar código-fonte]

  • Alex Quispe
  • Angel Lugo
  • Erwin Tumiri (técnico da aeronave)
  • Gustavo Encina
  • Miguel Quiroga (piloto da aeronave)
  • Ovar Goytia
  • Romel Vacaflores (assistente de voo)
  • Sisy Arias
  • Ximena Suarez (auxiliar de voo)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Entre os mortos estava o goleiro Danilo, único ocupante da aeronave que morreu no hospital.
  2. Entre os mortos estava o treinador da equipe, Caio Júnior.
  3. Entre os mortos estavam o presidente e o vice-presidente do clube.
  4. Entre os mortos estavam os jornalistas Deva Pascovicci, Mário Sérgio, Paulo Clement e Victorino Chermont, todos do canal Fox Sports Brasil.
  5. Entre os mortos estava o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho.

Referências

  1. a b «Aerocivil presenta informe preliminar del accidente de LAMIA en Antioquia» (em espanhol). Aerocivil - Unidade Administrativa Especial de Aeronáutica Civil da Colômbia. 26 de dezembro de 2016. Consultado em 28 de dezembro de 2016 
  2. «LMI2933 Crash near Medellin» (em inglês). Flightradar. 29 de novembro de 2016 
  3. «Playback of LAMIA Bolivia flight / LMI2933» (em inglês). Flightradar. 28 de novembro de 2016 
  4. a b c d e «Colômbia anuncia fim do resgate de avião: 71 mortos e seis sobreviventes». 29 de dezembro de 2016 
  5. a b c «CP-2933 LAMIA British Aerospace Avro RJ85 - cn E2348». Planespotters. Consultado em 29 de novembro de 2016. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2016 
  6. a b c d s/a (29 de novembro de 2016). «Avião com equipe da Chapecoense sofre acidente na Colômbia». G1. Consultado em 29 de novembro de 2016 
  7. «Colombia plane crash: Brazil mourns victims from Chapecoense team flight». The Guardian. 29 de novembro de 2016. Consultado em 29 de novembro de 2016 
  8. Ivan Tozzo assume interinamente a presidência da Chapecoense e faz convite ao goleiro Nivaldo
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