Voo Aeroperú 603

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Voo Aeroperú 603
N52AW Aeronave envolvida no acidente
Sumário
Data 6 de outubro de 1996 (18 anos)
Causa Obstrução dos Pitots devido a má manutenção, causando medições errôneas de velocidade e altitude
Local Oceano Pacífico, perto de Pasamayo, PeruPeru
Coordenadas 12° 2′ S 77° 30′ W
Origem Aeroporto Internacional de Miami, Flórida, Estados Unidos
Escala Aeroporto Internacional Jorge Chávez, Peru

Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, Equador

Destino Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, Chile
Passageiros 61
Tripulantes 9
Mortos 70
Feridos 0
Sobreviventes 0
Aeronave
Modelo Boeing 757-23A
Operador Peru Aeroperú
Prefixo N52AW

O voo Aeroperú 603 Foi um voo regular a partir de Miami, nos Estados Unidos, para Santiago no Chile com escalas em Quito e Lima. Em 2 de outubro de 1996 o B757-23A de prefixo N52AW caiu, matando todas as 70 pessoas a bordo.

Os pilotos tentaram retornar a Lima após a falha de alguns instrumentos básicos de navegação. Sem conhecer a verdadeira altitude e velocidade a tripulação foi bombardeada de avisos errôneos vindo do computador errático do B757-23A. Foi identificada como causa do acidente o bloqueio dos tubos de Pitot com fita adesiva, o que impediu que os computadores (ADC) recebessem pressão do ar externo, desta forma enviando dados incorretos para os instrumentos de navegação

Acidente[editar | editar código-fonte]

Em 2 de outubro de 1996, logo após levantar voo, a tripulação do Boeing 757 descobriu que seus instrumentos básicos de voo apresentavam comportamento errático e relataram o recebimento de mensagens contraditórias do computador de bordo, tais como proporção do leme, estol, excesso de Velocidade e proximidade do solo. A tripulação declarou emergência e pediu um retorno imediato para o aeroporto.

Confrontado com a falta de instrumentos de voo e advertências contraditórias constantes do computador de voo da aeronave (alguns dos quais eram válidos e alguns dos quais não foram), e acreditando que eles estavam em uma altitude segura, o capitão Eric Schreiber, de 58 anos, piloto veterano que tinha quase 22.000 horas de voo, e o primeiro-oficial David Fernández, de 42 anos que havia registrado quase 8.000 horas de voo, decidiram retornar ao aeroporto. Uma vez que o voo foi à noite sobre a água, não havia referências visuais. Enquanto o altímetro indicava uma altitude de aproximadamente 9.700 pés, a altitude real da aeronave era na realidade muito menor.

O controlador de tráfego aéreo instruiu um Boeing 707 para decolar e ajudar a guiar o 757 de volta a terra, mas antes do 707 decolar a ponta da asa do 757 bateu na água cerca de 25 minutos após a declaração de emergência. Os pilotos lutaram com os controles e conseguiram ganhar altitude novamente por 17 segundos, mas a aeronave caiu invertida na água. Todos os nove membros da tripulação e 61 passageiros morreram. Os pilotos, confusos pelas advertências contraditórias, não perceberam o altímetro radar depois de passar por 2.500 pés, de acordo com o relatório do acidente.

Após o acidente, as equipes de recuperação encontrados 9 corpos flutuantes; o resto dos corpos afundaram com o avião.

Passageiros e Tripulação[editar | editar código-fonte]

País Passageiros Tripulação Total
 Chile 30 0 30
 Peru 11 9 20
 México 6 0 6
 Estados Unidos 4 0 4
Equador 2 0 2
 Reino Unido 2 0 2
 Itália 2 0 2
 Colômbia 1 0 1
 Nova Zelândia 1 0 1
Flag of Spain.svg Espanha 1 0 1
 Venezuela 1 0 1
Total 61 9 70

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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