Illuminati

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Adam Weishaupt (1748–1830), fundador dos Illuminati da Baviera

Os Illuminati (plural da palavra em Latim illuminatus, "iluminados") é um nome dado a vários grupos, tanto reais quanto fictícios. Historicamente, o nome geralmente se refere aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da época do Iluminismo fundada em 1 de maio de 1776. Os objetivos da sociedade eram opor-se à superstição, ao obscurantismo, à influência religiosa sobre a vida pública e aos abusos de poder do estado. "A ordem do dia," escreveram em seus estatutos gerais, "é colocar fim às maquinações dos perpetradores da injustiça, controlá-los sem dominá-los".[1] Os lluminati — juntamente com a Maçonaria e outras sociedades secretas — foram proibidas por um édito do soberano bávaro Carlos Teodoro, com o encorajamento da Igreja Católica, em 1784, 1785, 1787 e 1790.[2]

Muitos intelectuais influentes e políticos progressistas se consideraram membros, como Fernando de Brunsvique-Volfembutel e o diplomata Xavier von Zwack, que era o segundo no comando da Ordem.[3] Atraiu literários como Johann Wolfgang von Goethe e Johann Gottfried Herder e duques reinantes de Gotha e Weimar.[4]


História

Origens

Adam Weishaupt (1748-1830) um professor de Direito Canônico e filosofia prática na Universidade de Ingolstadt era o único professor não-clerical em uma instituição dirigida por jesuítas, cuja ordem tinha sido dissolvida em 1773. Os jesuítas de Ingolstadt, no entanto, ainda mantinham algum poder na Universidade que continuaram a considerar como sua. Foram feitas várias tentativas para frustrar e desacreditar o pessoal não clerical, especialmente quando o material do curso continha qualquer coisa que eles consideravam liberal ou protestante. Weishaupt tornou-se profundamente anti-clérigo, resolvendo espalhar os ideais do Iluminismo (Aufklärung) através de um tipo de sociedade secreta de indivíduos de opiniões semelhantes.[5]

A Ordem dos Illuminati da Baviera foi fundada na noite de 30 de abril a 1 de Maio de 1776 (véspera da famosa Noite de Santa Valburga) em uma floresta perto da cidade de Ingolstadt, no estado da Baviera, sul da Alemanha, onde um pequeno grupo de jovens criou e prometeu cumprir os fins da sociedade. Entre aqueles que estavam naquela noite, sabe-se apenas a identidade de três: Adam Weishaupt, Max Merz e Anton von Massenhausen. O fato de que não se sabe exatamente quem estava presente naquela noite foi a causa da especulação sobre o número de pessoas que criaram a ordem, alguns dizem que eram apenas quatro e outros argumentam que foram treze. Após a fundação, Adam Weishaupt (que se proclamou a si mesmo o nome simbólico de Spartacus) atraiu seus primeiros seguidores, um estudante de Munique chamado Franz Xavier von Zwack e um barão protestante de Hanôver chamado Adolph von Knigge (Frater Philon) que já havia sido iniciado na Maçonaria e, posteriormente, desenvolveu o Rito dos Illuminati da Baviera, junto com Weishaupt, a quem foi introduzido na loja de Munique: Theodor zum guten Rath.[carece de fontes?]

Graças às habilidades de von Knigge, os Illuminati rapidamente se espalham pela Alemanha, Áustria, Hungria, Suíça, França, Itália e outras partes da Europa e afiliando personalidades como Herder (Damasus), Goethe (Abaris), Cagliostro, o Conde de Mirabeau (Leonidas), o lendário alquimista Conde de St. Germain, entre outros. Alguns nobres como o duque de Saxe-Weimar e de Saxe-Gotha, os príncipes Ferdinando de Brunswick e Karl de Hesse, Conde de Stolberg e o Barão Karl Theodor von Dalberg, também figuraram dentro da iniciação iluminada.[carece de fontes?]

Incentivado pelo seu sucesso em conseguir recrutar um grande número de pensadores, filósofos, artistas, políticos, banqueiros, analistas, etc; Adam Weishaupt tomou a decisão de juntar-se a Maçonaria por meio de Von Knigge, e ordenou a infiltração e dominação da mesma.[carece de fontes?]

Em 16 de julho de 1782, numa reunião da maçonaria continental realizada no Convento de Wilhelmsbad, os Illuminati tentaram unificar e controlar sob a sua autoridade todos os ramos da Maçonaria. Embora tenham conseguido se infiltrar nas lojas em toda a Europa, a Grande Loja de Inglaterra, a Grande Oriente de França e os iluminados teósofos de Swedenborg decidiram não apoiar os planos de Weishaupt, contrariando assim algumas das ambições da Ordem.[carece de fontes?]

Devido ao fracasso do movimento, Von Knigge renunciou pensando que seria inútil continuar com os planos e foi para Bremen, onde passou seus últimos anos. Entretanto, Weishaupt recebia a ofensiva dos Maçons da Inglaterra e dos Martinistas, a quem denunciou em seus escritos, argumentando que a Grande Loja de Londres em si foi criada em 1717 por pastores protestantes, que não foram iniciados na Maçonaria, isto é, que foi fundada por profanos sem documentos válidos ou provas.[carece de fontes?]

Trajetória

Os Illuminati da Baviera foram um movimento de curta duração de autointitulados livre-pensadores, o ramo mais radical do Iluminismo – a cujos seguidores foi atribuído o nome de Illuminati (mas que a si mesmos chamavam de “perfectibilistas” ou "perfeccionistas") – foi fundado, a 1° de maio de 1776, pelo professor de lei canônica Adam Weishaupt (1748-1830), e pelo maçom barão Adolph von Knigge na cidade de Ingolstadt, Baviera, atual Alemanha. O grupo foi criado com o nome de "Antigos e Iluminados Profetas da Baviera (Ancient and Illuminated Seers of Bavaria, AISB)" ou "Ordem dos Perfeitos", mas tem sido chamado de "Ordem Illuminati", a "Ordem dos Illuminati" e os "Iluminados Bávaros".[6][7][8][9]

Na Baviera, onde o Eleitor Maximiliano José III de Wittelsbach foi sucedido em 1777 pelo seu herdeiro Carl Theodor, a organização não durou muito até ser suprimida pela polícia sob acusações de conspiração. Em 1784, o governo bávaro baniu todas as sociedades secretas incluindo os Illuminati e os maçons. A estrutura dos Illuminati desmoronou logo, mas enquanto existiu, alguns intelectuais influentes se contaram entre os seus membros. Eles eram recrutados principalmente dentre os maçons e ex-maçons, juravam obediência a seus superiores e estavam divididos em três classes principais: a primeira, conhecida como Berçário, compreendia os graus ascendentes ou ofícios de Preparação, Noviciado, Minerval e Illuminatus Minor; a segunda, conhecida como a Maçonaria, consistia dos graus ascendentes de Illuminatus Major e Illuminatus dirigens, esse último algumas vezes chamado de Cavaleiro Escocês; a terceira, designada de Mistérios, estava subdividida nos graus de Mistérios Menores (Presbítero e Regente) e Mistérios Maiores (Magus e Rex). Relações com as lojas maçônicas foram estabelecidas em Munique e Frisinga, em 1780.[carece de fontes?]

A ordem tinha ramos na maior parte dos países europeus, mas o número total de membros parece nunca ter sido superior a 2000 durante o período de dez anos.[7] O esquema teve a sua atração para os literatos, como Goethe e Herder, e mesmo para os duques reinantes de Gota e Weimar. Rupturas internas precederam o desmoronamento da organização, que foi efetivado por um édito do governo bávaro em 1785. A ordem foi encerrada em 1788..[7]

Illuminatti modernos

Pouca evidência pode ser encontrada para apoiar a hipótese de que o grupo de Weishaupt tenha sobrevivido até o século XIX. Contudo, diversos grupos têm usado a fama dos Illuminati desde então para criar seus próprios ritos, alegando serem os Illuminati, incluindo a Ordo Illuminatorum, Die Alten Erleuchteten Seher Bayerns, The Illuminati Order, e outros."[10][11][12]


Cultura popular

Teoria da conspiração

Os Illuminati não sobreviveram muito tempo à sua supressão na Baviera, e seus traços e tramas adicionais na obra de Barruel e Robison devem ser considerados como invenção dos escritores.[5]

Escritores como Mark Dice,[13] [14] David Icke, Ryan Burke, Jüri Lina e Morgan Gricar, além de outros, têm argumentado que os Illuminati da Baviera sobreviveram possivelmente até hoje. Muitas destas teorias propõem que os eventos mundiais estão a ser controlados e manipulados por uma sociedade secreta que se autodenomina Illuminati.[15][16] Os teóricos afirmam que muitas pessoas notáveis foram ou são membros dos Illuminati, incluindo Winston Churchill (que teria alertado a respeito da organização),[17] a família Bush,[18] Barack Obama,[19] a família Rothschild,[20][18] a família Rockefeller (incluindo David Rockefeller) e Zbigniew Brzezinski, entre outros.[21]

Muitas teorias da conspiração propõem que os eventos mundiais estão sendo controlados e manipulados por uma sociedade secreta chamando-se os Illuminati.[22][23] Os teóricos da conspiração alegam que muitas pessoas notáveis eram ou são membros dos Illuminati. Presidentes dos Estados Unidos são um alvo comum para tais afirmações.[24][25]

Outros teóricos afirmam que uma variedade de eventos históricos foram orquestrados pelos Illuminati, desda a Revolução Francesa, Batalha de Waterloo o Assassinato de John F. Kennedy até um suposto plano comunista para acelerar o "Nova Ordem Mundial" infiltrando-se na indústria cinematográfica de Hollywood.[26][27]

Desde o final do século XVIII até meados do século XX, muitos teóricos têm especulado que os Illuminati sobreviveram à sua supressão, por causa de sua infiltração na Maçonaria, e se tornaram o cérebro por trás de grandes eventos históricos como a Revolução Americana,[28] a Revolução Francesa,[29] a Revolução Russa,[30] as Guerras Mundiais[30] e os ataques de 11 de setembro de 2001.[31]

Alguns teóricos da conspiração afirmam que os Illuminati praticam rituais satânicos.[32]

Os Aquisitores

Ver artigo principal: Os Aquisitores

Os Aquisitores é o nome genérico dado a supostos grupos dissidentes que surgiram com a atuação dos Illuminati no Brasil.[33] Sua origem está quase sempre relacionada à renuncia de Jânio Quadros, o presidente que renunciou por não aguentar o peso das "forças terríveis" ("forças ocultas") e a instauração do Regime Militar em 1964. O nome Aquisitores é uma referência a prosperidade financeira e a atuação de seus membros na economia do país, especialmente na região de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista durante a próspera fase pela qual passou a região na década de 1970, no movimento metalúrgico e na posterior eleição do Presidente Lula.[34]

Ver também

Referências

  1. Richard van Dülmen, The Society of Enlightenment (Polity Press 1992) p. 110
  2. René le Forestier, Les Illuminés de Bavière et la franc-maçonnerie allemande, Paris, 1914, pp. 453, 468-9, 507-8, 614-5
  3. Introvigne, Massimo (2005). «Angels & Demons from the Book to the Movie FAQ - Do the Illuminati Really Exist?». Center for Studies on New Religions. Consultado em 16 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2011 
  4. Schüttler, Hermann (1991). Die Mitglieder des Illuminatenordens, 1776-1787/93. Munich: Ars Una. pp. 48–9, 62–3, 71, 82. ISBN 3-89391-018-2 
  5. a b Vernon Stauffer, New England and the Bavarian Illuminati, Columbia University Press, 1918, Chapter 3 The European Illuminati, Grand Lodge of British Columbia and Yukon
  6. The Ultimate Book of Top Ten Lists. Ulysses Press, 2009. pp. 329. ISBN 1569757151
  7. a b c Patrick Farrell, Joseph. The SS Brotherhood of the Bell: NASA's Nazis, JFK, and Majic-12. Adventures Unlimited Press, 2006. pp. 416. ISBN 1931882614
  8. Hüsken, Ute. When Rituals Go Wrong: Mistakes, Failure and the Dynamics of Ritual. BRILL, 2007. pp. 113. ISBN 9004158111
  9. Streeter, Michael. Behind Closed Doors: The Power and Influence of Secret Societies. New Holland Publishers, 2008. pp. 101. ISBN 1845379373
  10. The Illuminati Order Homepage
  11. Official website of The Illuminati Order
  12. *Orden Illuminati Consejo Central México
  13. Sykes, Leslie (17 de maio de 2009). «Angels & Demons Causing Serious Controversy». KFSN-TV/ABC News. Consultado em 27 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2011 
  14. «Angels & Demons Causing Serious Controversy - 5/17/09 - Fresno News — abc30.com». Abclocal.go.com. 17 de maio de 2009. Consultado em 8 de julho de 2009 
  15. Barkun, Michael. A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America, Comparative Studies in Religion and Society, University of California Press, 2003,
  16. Illuminati News website: The Secret Order of the Illuminati (A Brief History of the Shadow Government)
  17. J. C.. Mysteries of the Universe. Xulon Press, 2004. pp. 330. ISBN 1594679592
  18. a b D. King, Jawara. Transform Your World Through the Powers of Your Mind. AuthorHouse, 2009. pp. 408.
  19. The Barack Obama Illuminati Connection
  20. Makow Ph.D, H: Illuminati: The Cult that Hijacked the World, BookSurge Publishing, 2008, ISBN 1439211485
  21. Springmeier, F: Blood Lines of the Illuminati, Ambassador House, 1998, ISBN 0966353323
  22. Barkun, Michael (2003). A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America. Col: Comparative Studies in Religion and Society. Berkeley, CA: University of California Press. ISBN 978-0-520-23805-3 
  23. Penre, Wes (26 de setembro de 2009). «The Secret Order of the Illuminati (A Brief History of the Shadow Government)». Illuminati News. Consultado em 28 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2011 
  24. Howard, Robert (28 de setembro de 2001). «United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure». Hard Truth/Wake Up America. Consultado em 28 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2011 
  25. «The Barack Obama Illuminati Connection». The Best of Rush Limbaugh Featured Sites. 1 de agosto de 2009. Consultado em 28 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2011 
  26. Mark Dice, The Illuminati: Facts & Fiction, 2009. ISBN 0-9673466-5-7
  27. Myron Fagan, The Council on Foreign Relations. Council On Foreign Relations By Myron Fagan
  28. Hieronimus, Robert. Cortner, Laura. Founding Fathers, Secret Societies. 2ª edi. Inner Traditions / Bear & Co, 2005. pp. 26. ISBN 1594778655
  29. Epps, Henry. Consummation of the Ages vol I. Lulu.com. pp. 96. ISBN 1300140569
  30. a b Burnett, Thom. Conspiracy Encyclopedia. Franz Steiner Verlag, 2006. pp. 286. ISBN 1843403811
  31. Lee, Martha F.. Conspiracy Rising: Conspiracy Thinking and American Public Life. ABC-CLIO, 2011. pp. 104. ISBN 0313350140
  32. Read, Max (28 de fevereiro de 2012). «A Comprehensive Guide to the Illuminati, the Conspiracy Theory That Connects Jay-Z and Queen Elizabeth». Gawker 
  33. JOÃO PAULO MEDINA DA SILVA. SOMBRAS DO PODER. biblioteca24horas. pp. 13–. ISBN 978-85-7893-388-3.
  34. P.B. Lemos Filho (2016). Os Reis Que Virão e o Plano. Clube de Autores. p. 362.

Bibliografia

  • The Secret School of Wisdom: The Authentic Ritual and Doctrines of the Illuminati, ed. Josef Wäges e Reinhard Markner, Lewis Masonic, London, 2015. ISBN 978-0853184935
  • Encyclopædia Britannica 1911: "Illuminati"
  • America's Secret Establishment: An Introduction to the Order of Skull & Bones — Antony C. Sutton (Trine Day, LLC, 2003)
  • Die Korrespondenz des Illuminatenordens. vol. 1, 1776-81, ed. Reinhard Markner, Monika Neugebauer-Wölk e Hermann Schüttler. - Tübingen, Max Niemeyer, 2005. - ISBN 3-484-10881-9
  • Proof of a Conspiracy Against all the Religions and Governments of Europe — Robinson, John A.M. (Nova Iorque, 1798)
  • Grand Acquisitors - John L. Hess - ISBN 0-395-18013-9
  • Illuminati FAQ
  • A Ditadura Derrotada - Elio Gaspari, Companhia das Letras, 576p.
  • René Chandelle, Au-delà des Anges et Démons, le secret des Illuminati et la grande conspiration mondiale, Éditions Exclusif, 2006. ISBN 2848910542
  • Marie-France Etchegoin, Frédéric Lenoir, Code Da Vinci : l’enquête, éd. Robert Laffont, coll. Points P1484, Paris, 2006.
  • René Le Forestier, Les illuminés de Bavière et la Franc-maçonnerie allemande, 1915 (reeditado em 2001 por Archè, Milão).
  • Jean Racine, Abrégé de l’histoire de Port Royal, 1767, reed. 1994, ed. de la Table Ronde, Petite Collection Vermillon, Paris. ISBN 2-7103-0604-2. Faz alusão aos acontecimentos da abadia de Maubuisson.
  • John Robison, Proofs of a Conspiracy. ISBN 0944379699
  • Pierre-André Taguieff, La foire aux Illuminés : Ésotérisme, théorie du complot, extrémisme. Éditions Mille et une Nuits, 2005. ISBN 2842059255
  • Werner Gerson, Le Nazisme société secrète, éd. J'ai lu / L'Aventure mystérieuse n°A267. O autor cita os "iluminados da Baviera".
  • Jean-Pierre-Louis de Luchet, Marquis de la Roche du Maine, Essai sur la Secte des Illuminés, Londres, 1789.
  • André Baron, Les Sociétés Secrètes, leur crime depuis les initiés d'Isis jusqu'aux Francs-Maçons modernes.
  • Santiago Camacho, La conspiración de los illuminati, La Esfera de los Libros, 2006, ISBN 84-9734-440-5.
  • Paul Koch, Illuminati. Barcelona (Espanha): Planeta, 2004, ISBN 84-08-05568-2.
  • Luis Miguel Martínez Otero, Los illuminati: la trama y el complot. Obelisco, 2005.

Ligações externas