Rogério Simonetti Marinho

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Rogério Marinho
Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil
Período 11 de fevereiro de 2020
a atualidade
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor Gustavo Canuto
Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Brasil
Período 1 de janeiro de 2019
a 6 de fevereiro de 2020
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor Cargo criado
Sucessor Bruno Bianco Leal
Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte
Período 13 de dezembro de 2012
a 10 de janeiro de 2014
Governadora Rosalba Ciarlini
Antecessor Benito Gama
Sucessor Sílvio Torquato
Deputado federal pelo Rio Grande do Norte
Período 1 de fevereiro de 2007
a 5 de novembro de 2012
Período 1 de fevereiro de 2015
a 1 de fevereiro de 2019
Dados pessoais
Nome completo Rogério Simonetti Marinho
Nascimento 26 de novembro de 1963 (56 anos)
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Alma mater Universidade Potiguar
Partido PSB (1993–2009)
PSDB (2009–2020)
Profissão Economista

Rogério Simonetti Marinho (Natal, 26 de novembro de 1963[1]) é um economista e político brasileiro. Até 1.º de fevereiro de 2019 foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Foi Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte durante o governo de Rosalba Ciarlini.[2] É neto do ex-deputado federal Djalma Marinho.[3]. Foi secretário especial da previdência no Governo Bolsonaro[4], articulando a aprovação da Reforma da Previdência. É o atual ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro desde 11 de fevereiro de 2020.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural de Natal, é filho de Valério Djalma Cavalcante Marinho e Sônia Maria Simonetti Marinho, é neto do deputado Djalma Marinho.[3][6] Estudou no Colégio Marista de Natal[7] e graduou-se em Ciências Econômicas pela Faculdade Unificada para o Ensino das Ciências (UNIPEC), atual Universidade Potiguar (UnP). Trabalhou entre 1987 e 1989 como professor da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte.[3]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira política nas eleições de 1994, não sendo eleito.[3] Em 2000, foi eleito suplente de vereador pelo Partido Socialista Brasileiro.[8] Assumiu como vereador interino entre março de 2001 e março de 2003.[9] Em 2004, foi eleito vereador com 9.009 votos.[10] No seu primeiro mandato como titular na Câmara Municipal de Natal, foi responsável pela criação da Federação das Câmaras Municipais (FECAM/RN) e implantou o programa de inclusão digital do RN.[11] Presidiu a Câmara Municipal entre 1 de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2006.[9]

Concorreu pela primeira vez ao cargo de deputado federal em 2006, sendo eleito com 130 063 votos.[12] Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho relatou projeto que mudou as regras do FIES, possibilitando financiamento de 100% das mensalidades, uso de FGTS para amortizar dívidas, inclusão de mestrado e doutorado nos financiamentos, e a criação do Fies solidário.[13] Também foi relator da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que determinou a revinculação de receitas da União para a Educação, o que garantiu recursos extras de R$ 23 bilhões para o ensino básico.[14] Foi responsável pela criação, através de emenda parlamentar, do Metrópole Digital, projeto voltado ao desenvolvimento na área de Tecnologia da Informação em Natal.[15] Descontente pelo partido ter preterido sua candidatura à prefeitura em 2008 para apoiar Fátima Bezerra, Rogério deixou o PSB em maio de 2009 para filiar-se ao PSDB.[16]

Nas eleições de 2010, não conseguiu a reeleição.[17] Com 105.422 votos, foi 7º candidato mais votado no na eleição,[17] e ficou na suplência de Betinho Rosado.[18] Substituiu Betinho na Câmara dos Deputados por quase dois anos, enquanto o titular servia na Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Norte.[19] Neste período fez parte da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, onde atuou como sub-relator do Ensino Médio e Profissionalizante.[1] Foi um dos autores da emenda que destina 10% do PIB para a educação.[19]

Candidatou-se a Prefeito de Natal em 2012, ficando na 4ª colocação no pleito, com 10,16% dos votos válidos.[20] Em 13 de dezembro do mesmo ano, foi empossado pela governadora Rosalba Ciarlini como Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte.[2] Como secretário, implantou o programa Pró-Sertão, voltado à atração de empresas de confecções para o interior do estado, e a iniciativa de planejamento estratégico Mais RN. Deixou o cargo em janeiro de 2014 para se dedicar pela segunda vez à sua candidatura a deputado federal, elegendo-se como o sexto mais votado do pleito, e o mais votado em Natal.[21]

Em 2016 foi presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE), uma das maiores do Congresso Nacional, que conta com o apoio de quase trezentos parlamentares. Também foi escolhido relator da comissão especial que analisou a modernização das leis trabalhistas no Brasil. Coordenou a bancada do PSDB na Comissão de Educação da Câmara, sendo um dos principais defensores da reforma do Ensino Médio e do projeto Escola Sem Partido.[22]

Como deputado federal, votou a favor da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[23] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[23] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[23][24] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[23][25]

Nas eleições de 2018, foi novamente candidato a deputado federal pelo PSDB, mas não conseguiu ser reeleito. Com quase 60 000 votos, Rogério conquistou a segunda suplência de sua coligação.[26][27].

Governo Bolsonaro[editar | editar código-fonte]

Então secretário Rogério Marinho com o Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Paulo Guedes

Em dezembro de 2018 foi anunciado pelo ministro da economia Paulo Guedes como secretário especial da Previdência Social e Trabalho no governo Jair Bolsonaro, ele foi apresentado ao Guedes pela deputada Bia Kicis logo na transição e ele se encaixou no perfil que o ministro buscava, sua a nomeação foi criticada por certos setores da sociedade civil por causa de sua prévia atuação como relator da reforma trabalhista do Governo Temer e pelo impacto que poderia ter na futura proposta de reforma da previdência do governo.[28][6][29]

Como Secretário, ele focou o primeiro ano de sua gestão na Reforma da Previdência, sendo um dos responsáveis em relação ao texto base enviado ao Poder Legislativo e na articulação de sua aprovação, frequentemente indo a Câmara dos Deputados defender aspectos da reforma, no final a PEC foi aprovada e Marinho passou a ser visto como uma das figuras centrais do governo. O outro projeto do Secretário foi a chamada "Carteira Verde-Amarelo" que visava combater o desemprego por meio de incentivos fiscais, a proposta foi duramente criticada pela oposição por buscar se financiar por meio da taxação do auxílio desemprego.[30][6]

Em 6 de fevereiro de 2020 assumiu o Ministério do Desenvolvimento Regional substituindo Gustavo Canuto, que foi enviado para o Dataprev a fim de melhorar as filas do INSS e seguindo críticas na gestão de Canuto em relação ao Minha Casa, Minha Vida.[31] Rogério Marinho foi escolhido para a pasta de Desenvolvimento Regional devido a sua gestão como Secretário de Previdência Social e Trabalho e a sua boa relação com o Congresso Nacional, especialmente para servir como um interlocutor entre os parlamentares das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com as propostas de governo de reforma tributária e mudanças no pacto federativo.[32]

Devido à pandemia de COVID-19 no Brasil e seus impactos econômicos, Rogério Marinho, junto com outros ministros, formularam um programa de recuperação econômica chamado "Pró Brasil", que levaria a um aumento dos gastos públicos do governo. O plano foi criticado por Paulo Guedes, por considerá-lo "fiscalmente irresponsável", o comparando ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007 durante o segundo mandato do Governo Lula e continuado no Governo Dilma. Segundo Guedes, o PAC teria "afundado o Brasil", com desperdício de recursos públicos em obras que não foram concluídas. Para ele, seria necessário investimento privado para executar o programa proposto por Marinho.[33][34][35][36]

Referências

  1. a b Página no Portal da Câmara Portal da Câmara Acessado em 12 de maio de 2016
  2. a b Nomeação de Rogério Marinho para Sedec sai amanhã no Diário Oficial Tribuna do Norte. Acessado em 12 de maio de 2016.
  3. a b c d Verbete: MARINHO, Rogério Fundação Getúlio Vargas. Acessado em 13 de maio de 2016.
  4. «Rogério Marinho é nomeado secretário especial de Previdência e Trabalho». www.correiobraziliense.com.br. Consultado em 18 de maio de 2020 
  5. G1. «Bolsonaro dá posse a Rogério Marinho como ministro do Desenvolvimento Regional». Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  6. a b c «Como Rogério Marinho foi de secretário a ministro» 
  7. Câmara homenageia os 80 anos do Colégio Marista de Natal Tribuna do Norte | Heitor Gregório. Acessado em 13 de maio de 2016.
  8. Resultado das Eleições de 2000 Tribunal Superior Eleitoral. Acessado em 13 de maio de 2016.
  9. a b Câmara Municipal de Natal - 400 anos ISSUU. Acessado em 13 de maio de 2016.
  10. Resultado das Eleições 2004 Tribunal Superior Eleitoral. Acessado em 13 de maio de 2016.
  11. Encontro da Fecam reúne lideranças políticas em Apodi O Mossoroense. Acessado em 13 de maio de 2016.
  12. Resultado das Eleições de 2006 Tribunal Superior Eleitoral. Acessado em 13 de maio de 2016.
  13. Câmara aprova projeto que muda regras do Fies O Estado de S. Paulo. Acessado em 13 de maio de 2016.
  14. Deputados aprovam aumento de recursos para a Educação Portal da Câmara. Acessado em 13 de maio de 2016.
  15. Emendas parlamentares podem ser uma opção de financiamento inicial Guia das Cidades Digitais. Acessado em 13 de maio de 2016.
  16. Rogério Marinho assina desfiliação do PSB e se reúne com PSDB NoMinuto.com. Acessado em 13 de maio de 2016.
  17. a b Estatísticas Eleições 2010 Tribunal Superior Eleitoral. Acessado em 13 de maio de 2016.
  18. Rosalba anuncia nomes de mais cinco secretários Tribuna do Norte. Acessado em 13 de maio de 2016.
  19. a b Rogério comemora aprovação dos 10% do PIB para a educação Defato.com. Acessado em 12 de maio de 2016.
  20. Estatísticas Eleições 2012 Arquivado em 13 de dezembro de 2014, no Wayback Machine. Tribunal Superior Eleitoral. Acessado em 12 de maio de 2016.
  21. Rogério Marinho deixa Sedec visando eleições de 2014 Portal No Ar. Acessado em 12 de maio de 2016.
  22. Apuração RN UOL Eleições. Acessado em 12 de maio de 2016.
  23. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  24. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  25. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  26. «Senadores e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2018 RN - UOL Eleições 2018». UOL Eleições 2018. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  27. «Relatores das reformas trabalhista e tributária são derrotados». Valor Econômico 
  28. Paulo Guedes escolhe deputado Rogério Marinho como secretário de Previdência Social
  29. «Quem é Rogério Marinho que vai comandar a Secretaria da Previdência de Bolsonaro» 
  30. «Rogério Marinho foi de grande articulador ao isolamento político antes de assumir nova pasta - Economia» 
  31. Canuto assume Dataprev, e Marinho é o novo ministro do Desenvolvimento Regional
  32. «Aposta do governo com Marinho em ministério é reforçar articulação para votar reformas» 
  33. «Marinho pede governo livre de 'dogmas', em fala interpretada como crítica a Guedes» 
  34. «Guedes e equipe econômica veem Pró-Brasil como novo PAC e política dilmista». 23 de abril de 2020 
  35. «Paulo Guedes e Rogério Marinho discutem em reunião ministerial e estão rompidos». 24 de abril de 2020 
  36. «Chamado de desleal, Marinho tenta minar a agenda liberal de Guedes». 25 de abril de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]