Escola sem Partido

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Projetos de leis influenciados pelo Escola Sem Partido, com seus respectivos números e parlamentares proponentes.[nota 1]
     Projetos de âmbito municipal
     Projetos de âmbito estadual
     Projetos de âmbito nacional

O Programa Escola sem Partido, ou apenas Escola sem Partido, é um movimento político criado em 2004 no Brasil e divulgado em todo o país pelo advogado Miguel Nagib.[1][2][3][4] Ele e os defensores do movimento afirmam representar pais e estudantes contrários ao que chamam de "doutrinação ideológica"[5][6] nas escolas. Ganhou notoriedade em 2015 desde que projetos de lei inspirados no movimento começaram a ser apresentados e debatidos em inúmeras câmaras municipais e assembleias legislativas pelo país, bem como no Congresso Nacional.[7][8][9][10][11][12]

Segundo Nagib, o Escola sem Partido consiste em afixar nas escolas um cartaz com uma lista por ele chamada de "deveres do professor".[13] Professores e demais especialistas em educação criticam duramente o movimento.[14][15][16]

Quase 60 projetos de lei foram apresentados em todo o país sob a influência do movimento.[17] Analisando essas propostas e os documentos disponibilizados pela campanha, o Conselho Nacional de Direitos Humanos emitiu uma resolução[18] em que repudiou todas as iniciativas do Escola sem Partido.[19][20] O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos tratou os projetos de lei promovidos pelo movimento como ameaças aos direitos humanos básicos.[21][22] Vários desses projetos foram questionados devido à sua inconstitucionalidade pelo Ministério Público Federal e pela Advocacia-Geral da União.[23][24]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Miguel Nagib, criador da campanha.

Criado em 2004, o Escola Sem Partido foi transformado em associação em 2015 por Miguel Nagib, Procurador do Estado de São Paulo que criou, coordena e divulga o movimento.[25][1][5] Católico, ele afirma que se indignou com um professor de história que comparou Che Guevara a São Francisco de Assis[3] e se inspirou em um site chamado NoIndoctrination.org.[2]

O que a gente defende é que alguns dos ensinamentos de Paulo Freire se chocam com a Constituição. Nossa crítica é de natureza jurídica, porque o uso da sala de aula para efeito de transformação da sociedade, como ele defendia, dependendo da maneira com que isso é aplicado, viola a liberdade dos alunos e a neutralidade política e ideológica do Estado.
 
Miguel Nagib[26].

Segundo Nagib, os estudantes são prejudicados por serem obrigados a permanecer em sala de aula, enquanto por outro lado, professores se beneficiam dessa condição: "A partir do momento em que o professor se aproveita dessa circunstância não para falar de forma parcial equilibrada, mas para promover as suas próprias preferências, ele está violando a liberdade de consciência e de crença dos alunos", explica o coordenador do movimento.[27]

Os integrantes do Escola Sem Partido elaboraram um anteprojeto de lei que prevê a fixação do cartaz com os deveres do professor nas salas de aula. De acordo com Nagib, a presença do cartaz em sala de aula tem o objetivo de informar os estudantes sobre o direito que eles têm de "não serem doutrinados".[25]

O Escola Sem Partido tem apoiado as muitas propostas inspiradas nas ideias do movimento que têm sido apresentadas nas assembleias legislativas e câmaras municipais de todo o país,[22][28] a maioria delas por parlamentares católicos ou evangélicos.[29]

Em abril de 2015 a Assembleia Legislativa de Alagoas derrubou, por 18 votos a 8, o veto do governador Renan Filho (PMDB) a um projeto de lei dessa natureza. Em maio o presidente em exercício da Assembleia, deputado Ronaldo Medeiros (PMDB), promulgou a Lei n.º 7 800/16, instituindo o programa naquele estado. Desde então a Secretaria Estadual de Educação informou que não vai implementar a lei. O programa afetaria nove por cento das escolas alagoanas, já que recairia somente sobre as instituições estaduais de ensino.[30] Em julho, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal defendendo a inconstitucionalidade da lei alagoana. Segundo a AGU a lei afronta o pacto federativo pois "cabe privativamente à União legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional".[30]

Um dos quase 60 projetos de lei influenciados pelo movimento[17] foi apresentado pelo senador e pastor evangélico Magno Malta (PR) ao Senado do Brasil, juntamente com uma proposta de consulta pública sobre o Programa Escola sem Partido.[31] O projeto de lei foi apresentado em junho de 2016 e intitulado PLS 193/2016.[32] Assim como os demais, o projeto visa limitar a atuação dos professores para impedir que eles promovam suas crenças ideológicas e partidárias em sala de aula ou que incitem os estudantes a participarem de protestos populares.[7] Como parte da limitação é buscada uma tipificação de crime chamado no projeto de “assédio ideológico” em sala de aula.[33]

Em 25 de agosto, estudantes ocuparam a Assembleia Legislativa em São Paulo em protesto contra o Programa Escola sem Partido.[34]

Em outubro de 2018, pouco após a eleição de Jair Bolsonaro para presidente, o relator do Escola sem Partido na Câmara dos Deputados, deputado Flavinho (PSC), adicionou alterações na redação do projeto na véspera da votação, deixando-o mais restritivo. No novo texto, noções como "gênero", "orientação sexual", "ideologia de gênero" e "preferências políticas e partidárias" não podem fazer parte de "materiais didáticos e paradidáticos", "conteúdos curriculares", "políticas e planos educacionais" e "projetos pedagógicos das escolas" (antes, era apenas "materiais didáticos e paradidáticos"), entre outras restrições.[35] A votação do projeto, prevista para ocorrer no dia 31 de outubro, foi adiada para a semana seguinte.[36]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Apoios[editar | editar código-fonte]

O programa Escola sem Partido vem recebendo apoio de políticos e personalidades ligadas à direita,[37][38] como o Movimento Brasil Livre (MBL),[39] o deputado estadual carioca Flávio Bolsonaro, e o vereador paulistano Fernando Holiday.[40] Defensora do movimento,[41] a deputada estadual eleita de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL), tornou-se alvo de inquérito[42] após sugerir que estudantes gravem vídeos de suas aulas e denunciem professores doutrinadores.[43] A maioria dos projetos tem sido apresentada por parlamentares ligados à bancada evangélica.[44][45]

Segundo os apoiadores do projeto, o Escola sem Partido seria importante, pois, em uma sociedade livre, as escolas não devem funcionar como centro de doutrinação, mas sim fornecer uma formação ideologicamente neutra e voltada ao aprendizado. O movimento afirma que existe um processo de doutrinação ideológica de cunho esquerdista muito forte nas escolas.[46][47]

Os defensores do Escola sem Partido afirmam que questões como religião e gênero também não devem ser discutidas em sala de aula, mas apenas na esfera familiar.[25]

Um de seus apoiadores é o ex-ministro da educação Ricardo Vélez Rodríguez.[48]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Professores, estudantes, políticos e juristas criticaram o programa Escola sem Partido.[49][23][50][51] A reitora da UNIFESP, Soraia Smaili, criticou duramente o programa porque ele restringiria a liberdade de expressão e prejudicaria a plena formação nas escolas de todos os níveis.[52]

Segundo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o projeto do senador Magno Malta, além de ser ilegal por usurpar a função de legislar sobre educação — exclusiva da União —, é também carregado de vícios.[53] Além de Janot, o Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União também consideraram o projeto inconstitucional.[24]

Especialistas em educação também criticaram o programa afirmando que nada na sociedade é isento de ideologia, e que o Escola Sem Partido, na verdade, é uma proposta carregada de conservadorismo, autoritarismo e fundamentalismo cristão. Também afirmam que apesar do discurso de aparente neutralidade o Escola sem Partido defende uma escola sem espaço para discussão da cidadania.[27]

Com a aprovação do projeto, de acordo com os críticos do programa, o aluno não vai desenvolver o pensamento crítico. Afirmam também que a educação moral não é prerrogativa exclusiva da família.[25]

Estudantes e professores que se manifestaram contra o projeto de lei o chamam de "Lei da Mordaça". Diversos alunos secundaristas e universitários ocuparam instituições de ensino em protesto contra o projeto de lei, que foi uma das pautas das mobilizações estudantis de 2016.[54]

O movimento foi duramente criticado pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos, que considerou os projetos de lei promovidos por ele como ameaças aos direitos humanos básicos.[55][22] A atuação do Escola sem Partido já havia sido repudiada no Brasil por organizações ligadas à educação e à ciência, nomeadamente pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),[56] pela Associação Nacional de História (ANPUH)[57] e pela Associação Brasileira das Escolas Particulares (Abepar),[58] que afirmam que o Escola sem Partido é uma grave ameaça às ciências, à educação, ao Estado laico e à liberdade de expressão no Brasil.[7][49]

Em 2015, professores da área de educação e estudantes da Universidade Federal Fluminense criaram um movimento contrário ao Escola sem Partido na rede social Facebook, chamado "Professores Contra o Escola sem Partido".[59][60][61] É um dos primeiros movimentos sociais de oposição direta às propostas do Escola Sem Partido e um dos principais divulgadores de notícias a respeito, além de criar análises e reflexões sobre o assunto e mobilizações.[62] Também ajudam a identificar casos e a denunciar ameaças ou assédio moral em ambiente escolar.[63] Para eles, o Escola sem Partido é, definitivamente, uma ameaça à educação e à sociedade brasileira.[64]

Para Guacira Lopes Louro, existe a necessidade da escola acompanhar as tendências de sexualização das crianças da mídia, não havendo nada de anormal no que se convencionou chamar de "ideologia de gênero".[65]

Representantes de entidades educacionais de 87 países assinaram uma moção contra a censura a professores durante a 6ª Assembleia Mundial da Campanha Global pela Educação, que ocorreu entre os dias 16 e 18 em Katmandu, no Nepal. A assinatura do documento foi proposto pela Campanha Latinoamericana pelo Direito à Educação (Clade), com apoio, entre outras, de entidades da Noruega, da Alemanha e de Angola. A moção cita o movimento "Escola sem Partido" como um dos que incentiva a censura aos docentes.[66] Situações similares ao Escola Sem Partido foram aplicadas em países como Arábia Saudita e movimentos afiliados como o Daesh.[67][68][69]

Baseado nas alegações do ESP, o colunista e editor da Folha de S.Paulo, Marcelo Coelho, analisou aspectos relacionados ao golpe de 1964, ao governo de Cuba e à queda do muro de Berlim em três livros de história publicados por grandes editoras brasileiras, Moderna, FTD e Ática, nos anos de 2015, 2017 e 2018. Coelho concluiu que as alegações do ESP não correspondem à realidade apresentada nestes livros de grande circulação nas escolas, afirmando ainda que a repressão, controle e espionagem de professores é odiosa e que "a doutrinação de esquerda é puro delírio". Ele conclui ironizando que "Reprimir é coisa de fanáticos; de golpistas; pior. Usarei o termo? De comunistas."[6]

Fim[editar | editar código-fonte]

No dia 18 de julho, Miguel Nagib anunciou que o movimento seria encerrado em 1º de agosto devido à falta da apoio do presidente Jair Bolsonaro[70]

Sentimos falta de apoio. Não temos recursos. Não esperávamos um suporte do governo, mas um apoio político do presidente Bolsonaro
— Nagib

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Mapa conforme Moura, Fernanda Pereira de (2016). "ESCOLA SEM PARTIDO”: Relações entre Estado, Educação e Religião e os impactos no Ensino de História (PDF) (Dissertação de Mestrado em Ensino de História). Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Ensino de História, Instituto de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro. p. 165-174. 188. páginas "

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b «Pais interferem em escolas que abordam questão de gênero nos livros e vetam conteúdo». O Globo. 29 de julho de 2017. Consultado em 29 de julho de 2017. Miguel Nagib, porta-voz do Escola sem Partido, movimento contrário à doutrinação política e ideológica na educação com forte cunho religioso, que pressiona pela aprovação de projetos de lei com regras e sanções a educadores, diz que a preocupação está nos conteúdos passados de forma dogmática. 
  2. a b Escola sem Partido. «Quem somos». www.escolasempartido.org. Consultado em 30 de julho de 2017 
  3. a b Bedinelli, Talita (26 de junho de 2016). «"O professor da minha filha comparou Che Guevara a São Francisco de Assis"». EL PAÍS 
  4. Macedo, Elizabeth; Macedo, Elizabeth (2 de abril de 2017). «AS DEMANDAS CONSERVADORAS DO MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO E A BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM». Educação & Sociedade. 38 (139): 507–524. ISSN 0101-7330. doi:10.1590/es0101-73302017177445 
  5. a b Salles, Diogo da Costa (2017). «As bases do conceito de "doutrinação ideológica" do Movimento Escola Sem Partido na obra de Nelson Lehmann da Silva» (PDF). ANPUH. Anais do XXIX Simpósio Nacional de História - contra os preconceitos: história e democracia. ISBN 978-85-98711-18-8 
  6. a b Coelho, Marcelo (13 de fevereiro de 2019). «Afinal, cadê a doutrinação comunista?». Folha de S.Paulo. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2019. Mas falar em "doutrinação de esquerda" é puro delírio. Mesmo se fosse, o projeto de controlar a opinião de professores pela espionagem informal e por sanções legislativas é odioso.
    Se há uma "guerra cultural" pela "hegemonia gramsciana" do "marxismo", que os incomodados reajam pelo debate, com seus próprios livros e publicistas. Aliás, já fazem isso com sucesso. Reprimir é coisa de fanáticos; de golpistas; pior. Usarei o termo? De comunistas.
     
  7. a b c «'Entenda a polêmica em torno do 'Escola sem Partido'». G1. 20 de outubro de 2016. Consultado em 3 de agosto de 2016 
  8. Mathias, Maíra. «Por uma educação democrática». Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Consultado em 7 de julho de 2017 
  9. Câmara dos Deputados (15 de fevereiro de 2017), PL 7180/14 - ESCOLA SEM PARTIDO - Audiência Pública - 15/02/2017 - 15:11, consultado em 10 de julho de 2017 
  10. Gasperin, Emerson (8 de julho de 2016). «Linha de montagem: Escola Sem Partido discute a neutralidade do ensino no país». Diário Catarinense. Consultado em 10 de julho de 2017 
  11. «Debate acerca do Projeto de Lei nº 7.180, de 2014. Escola sem Partido.». www.camara.leg.br. 15 de fevereiro de 2017. Consultado em 10 de julho de 2017 
  12. Burgierman, Denis R. (6 de julho de 2017). «Escola sem noção». Nexo Jornal. Consultado em 10 de julho de 2017 
  13. Abdalla, Sharon (2016). «Professor deve ensinar as principais teorias de um assunto, sem tomar partido». Gazeta do Povo. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2019 
  14. Abdalla, Sharon (2016). «Projeto remove da escola o seu caráter educacional». Gazeta do Povo. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2019 
  15. Frigotto, Gaudêncio, ed. (2017). Escola "sem" partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira (requer cadastro) 2a reimpressão ed. Rio de Janeiro: Laboratório de Políticas Públicas/UERJ. ISBN 978-85-928260-7-9 
  16. Salles, Diogo da Costa; Moura, Fernanda Pereira de (2018). «O Escola Sem Partido e o ódio aos professores que formam crianças (des)viadas». Revista Periódicus. 1 (9): 136–160. ISSN 2358-0844. doi:10.9771/peri.v1i9.25742 
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  19. «CNDH aprova resolução sobre 'Escola sem Partido' — Ministério dos Direitos Humanos». www.sdh.gov.br. Consultado em 5 de setembro de 2017 
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  25. a b c d «Movimento Escola sem Partido ganha força no país, mas divide professores». EBC. 15 de outubro de 2016. Consultado em 3 de novembro de 2016 
  26. Galileu (revista) - Legado de Paulo Freire é defendido por uns e odiado por outros. Por: Marcelle Souza, 2 de Maio de 2017, edição: Giuliana de Toledo. Acessado em 23/11/2018.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]