Gustavo Fruet

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Gustavo Fruet
Gustavo Fruet
Prefeito de Curitiba Bandeira de Curitiba.svg
Mandato 1 de janeiro de 2013
até a atualidade
Antecessor(a) Luciano Ducci
Sucessor(a) _
Deputado federal do  Paraná
Mandato 1 de janeiro de 1999
até 2010
Vereador de Bandeira de Curitiba.svg Curitiba
Mandato 1º de janeiro de 1997
até 1998
Vida
Nascimento 18 de abril de 1963 (51 anos)
Curitiba, PR
Dados pessoais
Cônjuge Marcia Oleskovicz
Partido Partido Democrático TrabalhistaPDT
Profissão Advogado
Website www.gustavofruet.com.br
linkWP:PPO#Brasil

Gustavo Bonato Fruet (Curitiba, 18 de abril de 1963) é um advogado e político brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). É o atual prefeito da cidade de Curitiba. Foi deputado federal por três mandatos. É filho do também político Maurício Fruet, ex-prefeito de Curitiba.

É formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, onde concluiu também mestrado e doutorado na área. [1]

Nas eleições 2012, foi eleito prefeito de Curitiba para gestão 2013-2016.

Vida[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

É filho de Maurício Roslindo Fruet e Ivete Ana Bonato Fruet.

Formação acadêmica[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),[1] Gustavo possui os títulos de Mestre em Direito Público e de Doutor em Direito das Relações Sociais, também pela UFPR.[1]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Fruet ingressou na política em 1995, quando tornou-se vice-presidente da Comissão de Ética do PMDB em Curitiba, posto que assumiu até 1998.

Em 1996, foi pela primeira vez eleito vereador de Curitiba, pelo partido de seu pai.[2] Após cumprir dois anos de mandato, iniciou sua trajetória como deputado federal, quando, substituindo Mauricio Fruet, falecido poucos dias antes das eleições, elegeu-se pela primeira vez, com o segundo maior número de votos no ano, ao todo 45.929.[3] Em 2002, reelegeu-se para o cargo com 105.166 votos.[4]

Desligamento do PMDB e ingresso no PSDB[editar | editar código-fonte]

Em 2004, a cúpula do PMDB negou a Fruet legenda para a disputa da Prefeitura de Curitiba, escolhendo por apoiar Ângelo Vanhoni, candidato do PT, desde o primeiro turno. Fruet, que ocupara a presidência estadual peemedebista em 2003, optou por se desligar do partido — com o qual mantinha vínculo desde 1991 —, por entender que este deveria lançar candidatos próprios às prefeituras dos grandes municípios brasileiros, consolidando-se, assim, como uma alternativa consistente para o eleitorado.[5]

Pouco tempo depois, o deputado escolheu apoiar Beto Richa no pleito que disputaria e filiou-se ao PSDB, aumentando a bancada deste partido na Câmara. Em 2006, chegou a sua segunda reeleição para o cargo, com 210.674 votos, que fizeram dele o deputado federal mais votado do Paraná.[6]

Atividade parlamentar[editar | editar código-fonte]

As ações que compõem sua vida política, evidenciam no tucano um enfoque parlamentar predominantemente técnico.

Desde 1999, Fruet, que cumpre seu terceiro mandato na Câmara, propôs 18 projetos de leis ordinárias, a maioria dispondo sobre mudanças na legislação eleitoral e alterações nos códigos civil e penal.[7] Pode-se relacionar tal constatação com a formação profissional do deputado, que como advogado entende que "há um excesso de leis no país, e grande parte delas foram mal elaboradas".[8]

Tais características levaram-no a uma forte presença em comissões parlamentares. Em setembro de 2001, o curitibano presidiu a CPI do Proer, que perdurou por seis meses e objetivava esclarecer os caminhos do programa instituído no governo de Fernando Henrique visando a salvaguarda financeira das instituições bancárias.[9]

Posteriormente, Fruet foi sub-relator de movimentações financeiras da CPMI dos Correios, que apurava delitos praticados por agentes públicos na empresa, e acabou desembocando no escândalo do mensalão.[10]

Foi membro titular do Conselho de Ética, onde relatou o processo de cassação do deputado federal André Luiz. Também foi relator da proposta de regulamentação da Corregedoria Geral da Câmara.[11] [12] [13]

Terceiro mandato na Câmara[editar | editar código-fonte]

No início de seu terceiro mandado, em 2007, Fruet foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados, recebendo importantes 98 votos da ala pró-moralização.[14] À época, foi alvo de um dossiê de autor desconhecido que o acusava de ter obrigado funcionários a lhe repassar parte dos vencimentos, no período em que foi vereador de Curitiba.[15]

Também em 2007, integrou a CPI da Crise Aérea, que apurava os problemas de gestão no sistema aeroportuário brasileiro e as causas dos recentes acidentes aéreos.[16] Nesse mesmo ano, passou a ser membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia.[17]

Segundo levantamento feito pela ONG Transparência Brasil, foi em 2008 o único deputado federal paranaense a comparecer à 100% das sessões da Câmara.[18]

Em 2009, participou da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, que investigou o uso de escutas ilegais e o vazamento de grampos legais por empresas de telefonia,[19] e foi o segundo deputado federal mais votado pelos jornalistas que trabalham na Câmara no Prêmio Congresso em Foco, que objetiva reconhecer os melhores parlamentares do ano, perdendo para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).[20]

Na lista anual dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso no ano anterior, feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e divulgada em maio de 2010, Gustavo foi um dos três deputados paranaenses relacionados, juntamente com Abelardo Lupion (DEM) e Luiz Carlos Hauly (PSDB).[21]

Eleição para o Senado em 2010[editar | editar código-fonte]

Ainda filiado ao PSDB, Fruet conquistou 2.502.805 (ou 23,1% dos votos válidos) e ficou em terceiro lugar na eleição para o Senado Federal, atrás de Gleisi Hoffmann do PT e Roberto Requião do PMDB.[22]

Desligamento do PSDB e ingresso no PDT[editar | editar código-fonte]

Em 2011, desejando a prefeitura de Curitiba e não obtendo apoio de seu partido, que optou por lançar Luciano Ducci, Fruet deixou o PSDB.[23]

Após longas negociações com diversos partidos, como o PV, Fruet oficializou filiação ao PDT em 28 de setembro de 2011 e, em 2012, concorreu, no segundo turno, à prefeitura de Curitiba nas Eleições Municipais, ganhando com 60,65% dos votos válidos.[24]

Eleições de 2012[editar | editar código-fonte]

Em 28 de outubro de 2012 foi eleito Prefeito de Curitiba, após vencer o candidato Ratinho Junior no segundo turno da Eleição municipal.[25]

Prefeitura de Curitiba[editar | editar código-fonte]

Gustavo Fruet assumiu o Palácio 29 de Março no dia 1º de janeiro de 2013,[26] com mandato previsto até 31 de dezembro de 2016. A cerimônia de entrega do termo de posse foi realizada no Palácio do Rio Branco sob presidência do Vereador Cristiano Santos[27] . Durante a transição de governo, Fábio Dória Scatolin professor doutor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná,[28] foi escolhido pelo pedetista para coordenar a equipe.[29]

Cronologia sumária[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Câmara.gov.
  2. Perfil dos parlamentares no Vigilantes da Democracia.com.
  3. Eleições 1998: Resultados para a Câmara dos Deputados.
  4. Eleições 2002: Resultados para a Câmara dos Deputados.
  5. Dobrandino lamenta saída de Fruet do PMDB. Página visitada em 14 de setembro de 2004.
  6. Gustavo Fruet anuncia filiação ao PSDB. Página visitada em 2 de fevereiro de 2005.
  7. Congresso em perfil e propostas de Gustavo Fruet ao longo de seus mandatos. Página visitada em 1º de fevereiro de 2007.
  8. Projetos expõem contrastes entre candidatos à presidência da Câmara. Página visitada em 21 de janeiro de 2007.
  9. CPI do Proer apresenta relatório final. Página visitada em 3 de abril de 2002.
  10. Sub-relatórios da CPMI dos Correios não serão mais votados. Página visitada em 1º de dezembro de 2005.
  11. Conselho de ética aprova cassação de Roberto Brant. Página visitada em 26 de janeiro de 2006.
  12. Cassação do mandato do André Luiz é aprovada pela Câmara. Página visitada em 4 de maio de 2005.
  13. Câmara vai regulamentar corregedoria. Página visitada em 20 de dezembro de 2004.
  14. Candidato do partido de Lula presidirá a câmara dos Deputados. Página visitada em 1 de fevereiro de 2007.
  15. Dossiê não abala tranquilidade de Gustavo Fruet. Página visitada em 26 de janeiro de 2007.
  16. Composição da CPI do Apagão Aéreo.
  17. Composição da Comissão de Ciência e Tecnologia.
  18. Deputados faltaram mais esse ano. Página visitada em 22 de dezembro de 2008.
  19. Indiciamentos criam polêmica na CPI das Escutas Telefônicas. Página visitada em 4 de março de 2009.
  20. Gustavo Fruet é o segundo deputado federal mais votado em prêmio de melhores parlamentares. Página visitada em 1º de outubro de 2009.
  21. DIAP divulga relação dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso. Página visitada em 28 de maio de 2010.
  22. Resultado das eleições 2010 no PR. Página visitada em 31 de julho de 2011.
  23. Ex-deputado Gustavo Fruet oficializa seu desligamento do PSDB O Estado do Paraná - acessado em 31 de julho de 2011
  24. Fruet se filiou ao PDT para disputar prefeitura de Curitiba Terra Notícias — acessado em 28 de setembro de 2011
  25. Gustavo Fruet é eleito prefeito de Curitiba Último Segundo - acessado em 28 de outubro de 2012
  26. Gustavo fala sobre equipe de transição e composição do secretariado. Página visitada em 30 de outubro de 2012.
  27. {{citar web|url=http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1332028
  28. Lattes de Fábio Dória Scatolin. Página visitada em 03 de novembro de 2012.
  29. Ex-tucano, Fruet recebe parabéns de Dilma. Página visitada em 30 de outubro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Luciano Ducci
Prefeito de Curitiba
20132016
Sucedido por
-