José Agripino Maia

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José Agripino
Senador pelo  Rio Grande do Norte
Período 2º - 1º de fevereiro de 1995
até a atualidade
1º - 1º de fevereiro de 1987
até 11 de março de 1991
47º e 50º Governador do  Rio Grande do Norte
Período 2º -1º de janeiro de 1991
até 6 de abril de 1994
1º -15 de março de 1983
até 14 de maio de 1986
Antecessor(a) 1º mandato: Lavoisier Maia
2º mandato: Geraldo Melo
Sucessor(a) 1º mandato: Radir Pereira de Araújo
2º mandato: Vivaldo Costa
Prefeito de  Natal
Período 15 de março de 1979
até 15 de maio de 1982
Antecessor(a) Vauban Bezerra
Sucessor(a) Manoel Pereira dos Santos
Dados pessoais
Nascimento 23 de maio de 1945 (72 anos)
Mossoró, Rio Grande do Norte
Esposa Anita Louise Catalão Maia
Partido DEM
Profissão Engenheiro, Empresário e Político
linkWP:PPO#Brasil

José Agripino Maia (Mossoró, 23 de maio de 1945) é um empresário e político brasileiro. Presidente nacional do Democratas (DEM), está no quarto mandato como senador pelo estado do Rio Grande do Norte. É proprietário da TV Tropical[1], afiliada da RecordTV no estado do Rio Grande do Norte, além da rede de emissoras de rádios vinculadas à Rede Tropical.

Família[editar | editar código-fonte]

Membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte, é filho de Tarcísio Maia e primo de Lavoisier Maia Sobrinho. Possui também ligação de parentesco direto com o ex-ministro do Tribunal de Contas da União e ex-governador do estado da Paraíba, João Agripino Filho (já falecido). Por causa da atividade política do pai, residiu no Rio de Janeiro, estudando no Colégio Andrews e formando-se em Engenharia Civil pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 1967. Passou então a exercer sua profissão na iniciativa privada. Um de seus dois filhos, Felipe Catalão Maia, é deputado federal. Seu irmão, Oto Agripino Maia, é diplomata de carreira e foi embaixador na África do Sul, Santa Sé e Suécia.[2]Também, primo do ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia e primo de segundo grau do atual presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Rodrigo Maia.

Política[editar | editar código-fonte]

Indicado pelo então governador do estado Lavoisier Maia, Agripino assume a prefeitura de Natal. São os chamados "prefeitos biônicos" (nomeados pelo regime militar, sem eleição, para comandar as capitais dos estados e manter os objetivos do golpe militar de 1964). Filiado ao PDS, em seguida disputa o governo potiguar contra Aluísio Alves, vencendo o pleito com 57% dos votos.[3] O governo foi marcado pelo "Escândalo do Rabo-de-Palha", pelo qual Agripino teria supostamente instruído cabos eleitorais a comprar votos de eleitores pobres em favor da candidata à prefeitura de Natal Wilma de Faria, à época, pelo PDS. Garibaldi Alves Filho, do PMDB ganhou a eleição.[4] Em 1984, apoiava o candidato do PDS Ministro Mário Andreazza[5]. Em 1985, foi o primeiro dos governadores eleitos pelo PDS a romper com o partido, ao apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, contra Paulo Maluf, que era do PDS. Foi um dos fundadores da Frente Liberal, mais tarde PFL, pelo qual disputou todas as eleições seguintes, a exceção de 2010, quando o PFL mudou de nome para DEM. Antes da conclusão do mandato, desincompatibilizou-se para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 1986, obtendo êxito, ao lado de Lavoisier Maia (PDS). O candidato a governador, João Faustino, também do PFL, perdeu para o PMDB de Geraldo Melo, sob efeito devastador do Plano Cruzado. Foi a famosa chapa "João, Lavô e Jajá". João Faustino, Lavô de Lavoisier e Jajá, Agripino. No primeiro mandato de senador, atuou como presidente da comissão Mista que elaborou o Código de Defesa do Consumidor. Em 1988 foi o artífice para a vitória da sua ex-secretária Wilma de Faria, através da coligação PDT-PFL. Derrotou o rival do PMDB, Henrique Eduardo Alves, um "decano" do Congresso, e principalmente da Câmara.

Em 1990 disputa novamente o governo do estado, pelo PFL, desta vez contra o próprio primo Lavoisier Maia Sobrinho, do PDT, apoiado por Wilma e pelo PMDB, do senador eleito Garibaldi Alves Filho. Agripino, com o apoio do presidente Collor, venceu com 52% dos votos.[3] Neste governo, Agripino dobrou o índice de domicílios com saneamento no Estado.[1] Também desta vez não conclui o mandato para se candidatar ao Senado em 1994, sendo eleito novamente. Disputa pela 3ª vez o governo do estado em 1998, porém é derrotado, ainda em primeiro turno, para Garibaldi Alves Filho.[3]

Reelege-se senador em 2002, tornando-se líder desde então no senado do PFL que depois tornou-se DEM. Foi um dos políticos mais importantes no cenário da derrubada da CPMF.

Foi reeleito senador pelo Rio Grande do Norte nas eleições de 2010, quando obteve 958.891 votos, o correspondente a 32,23% dos votos válidos.[6]

Wikiquote
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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Pires, Robson (19 de janeiro de 2011). «Jornalista Túlio Lemos é demitido da TV Tropical de José Agripino - Blog do Robson Pires». www.robsonpiresxerife.com. Consultado em 9 de junho de 2016 
  2. «Ministério das Relações Exteriores». www.mre.gov.br. Consultado em 26 de julho de 2016 
  3. a b c Silva, Marcos Antonio da (29 de dezembro de 2016). «Partidos e eleições no Rio Grande do Norte (1982-2014): institucionalização e estabilidade relativa.». Ciências Sociais. 48 (2). ISSN 2318-4620 
  4. SPINELLI, J. A. «Rio Grande do Norte 2006: Eleições Atípicas?» (PDF). Observanordeste. Consultado em 25 de fevereiro de 2010 
  5. MUDA Brasil. Direção: Osvaldo Cadeira. Produção: Paulo Tiago. Belo Horizonte: Paramont, s.d. (7890552016337)
  6. «Apuração de votos e candidatos eleitos (1º turno) - UOL Eleições 2010». placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 26 de julho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Geraldo Melo
Governador do Rio Grande do Norte
1991 - 1994
Sucedido por
Vivaldo Costa
Precedido por
Lavoisier Maia Sobrinho
Governador do Rio Grande do Norte
1983 - 1986
Sucedido por
Radir Pereira de Araújo
Precedido por
Vauban Bezerra
Prefeito de Natal
1979 - 1982
Sucedido por
Manoel Pereira dos Santos