Major Rocha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Major Rocha
Vice-Governador do Acre
Período 1 de janeiro de 2019
até a atualidade
Governador Gladson Cameli
Antecessor Nazareth Lambert
Deputado federal pelo Acre
Período 1 de fevereiro de 2015 até 1 de janeiro de 2019
Deputado estadual pelo Acre
Período 1 de fevereiro de 2011 até 31 de janeiro de 2015
Dados pessoais
Nascimento 23 de outubro de 1968 (50 anos)
Rio Branco, AC
Partido PSDB
Profissão advogado e policial militar

Wherles Fernandes Da Rocha (Rio Branco[1], 23 de outubro de 1968), mais conhecido como Major Rocha, é um bacharel em Direito, policial militar reformado e político brasileiro, atualmente vice-governador do estado Acre e filiado ao PSDB.[2] Foi deputado federal pelo Acre, entre 2015 e 2018, quando teve que deixar o cargo para assumir a vice-governadoria do Estado, era o vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados.

Antes exerceu, também, o cargo de deputado estadual pelo Acre entre 2011 e 2015.

Troca de acusações com ex-presidente Lula[editar | editar código-fonte]

O deputado Major Rocha envolveu-se em uma polêmica com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Rocha foi o autor de uma representação contra o ex-presidente junto à Procuradoria Geral da República, com denúncia envolvendo irregularidades na reforma de um sítio de “um amigo” do ex-presidente e o pedido feito por Lula ao então presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro, para que a empreiteira assumisse a construção de vários prédios da cooperativa Bancoop. A OAS assumiu também a reforma de um apartamento tríplex de 297 metros quadrados no Guarujá, litoral de São Paulo. Praticamente um ano depois após a representação feita pelo deputado, as denúncias do parlamentar ganharam força com a Operação Lava Jato.

Em 16 de março de 2016, o juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente. As conversas, gravadas pela Polícia Federal com autorização da justiça, incluem diálogo com a presidente Dilma Rousseff, que o nomeou como ministro chefe da Casa Civil, e também um trecho onde o ex-presidente comenta com o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas que o procurador geral da República Rodrigo Janot havia recusado quatro pedidos de investigação contra o senador Aécio Neves, mas aceitou um único, vindo de um bandido do Acre. Este viria a ser o deputado Major Rocha. Em 17 de março, o deputado usou seu espaço na tribuna na Câmara dos Deputados, em Brasília, para se defender das acusações. Rocha criticou o ex-presidente e o chamou de maior bandido deste país.[3][4][5]

Prisão de assessores[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2016 foram presos dois de seus assessores parlamentares, o casal Erika Cristina de Oliveira e Mariceldo Silva do Nascimento, por suspeita de participação em uma organização criminosa.[6] As prisões ocorreram durante a primeira fase da Operação Êxodo, conduzida pela Polícia Civil, que investiga práticas de roubo, homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa, além de ataques contra patrimônios no Acre.[6] Segundo a polícia, o casal era responsável por organizar reuniões e comandar ataques e outros crimes.[6] Na operação foram presas 63 pessoas.[6] No dia seguinte às prisões, o deputado informou que sua assessora foi exonerada, sendo a única que prestava serviços direto a ele, enquanto o marido dela, Nascimento, ajudaria na entrega de panfletos, mas sem vínculo.[7] Rocha colocou em dúvida a isenção da Polícia Civil nas investigações.[7]

Votações[editar | editar código-fonte]

Em 2016, votou pela continuidade do processo de impeachment de Dilma. Já em 2017, votou a favor da PEC do teto dos gastos e também pela continuidade da investigaçaõ do presidente Temer[8].

Atividades parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs:' Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 26/06/16):

  • Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizad: 3/3/2015 a 2/2/2016 e 3/5/2016 - atualmente
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: 3/5/2016 - atualmente
  • Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia:, 3/5/2016 - atualmente
  • MSC 696/10 - Convenção da ONU Sobre Migrantes
  • Lei Orgânica da Segurança Pública: 24/3/2015 - atualmente
  • Unificação das Polícias Civis e Militares: 13/10/2015 - atualmente(1º vice-presidente)
  • PEC 443/14 - Isenção para Associações de Militares: 12/11/2015 - atualmente(2º vice-presidente)
  • PEC 044/15 - Carga Horária de Policial e Bombeiro: 11/5/2016 - atualmente'(2º Vice-Presidente)
  • CPI - Sistema Carcerário Brasileiro: 25/3/2015 - 5/8/2015 (2º vice-presidente)
  • CPI - Fundos de Pensão': 3/9/2015 -a 14/4/2016

Referências

  1. «Biografia». Câmara dos Deputados. Consultado em 21 de abril de 2016 
  2. «Major Rocha 4545». Eleições 2014. Consultado em 21 de abril de 2016 
  3. «Na Câmara, deputado federal do AC faz críticas ao ex-presidente Lula». G1. 17 de março de 2016. Consultado em 21 de abril de 2016 
  4. «Na Câmara, deputado federal do AC faz críticas ao ex-presidente Lula». Acre. 17 de março de 2016. Consultado em 10 de maio de 2016 
  5. Lula chama Major Rocha de “bandido” após saber que o procurador Rodrigo Janot aceitou pedido de investigação do deputado acreano que o colocou no olho do furacão
  6. a b c d Rodrigues, Iryá (15 de setembro de 2016). «Assessores de deputado do AC são presos por envolvimento em facção». G1.com. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  7. a b Rodrigues, Iryá; Brasil, Janine (16 de setembro de 2016). «Após prisão de assessora, deputado critica polícia e quer apuração da PF». G1.com. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  8. «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer. Consultado em janeiro de 2018» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.