Marquinhos Trad

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Marquinhos Trad
Marcos em junho de 2019
64º Prefeito de Bandeira de Campo Grande.svg Campo Grande
Período 1º de janeiro de 2017
até a 2 de abril de 2022
Vice-prefeita Adriane Lopes
Antecessor(a) Alcides Bernal
Sucessor(a) Adriane Lopes
Deputado estadual de  Mato Grosso do Sul
Período 1º de fevereiro de 2007
até a 31 de dezembro de 2016
(3 mandatos consecutivos)
Vereador de Bandeira de Campo Grande.svg Campo Grande
Período 1º de fevereiro de 2005
até 31 de janeiro de 2007
Secretário Municipal de Assuntos Fundiários de Bandeira de Campo Grande.svg Campo Grande
Período 1996
até 2000
Prefeito André Puccinelli
Antecessor(a) Carlos Marun
Sucessor(a)
Dados pessoais
Nome completo Marcos Marcello Trad
Nascimento 28 de agosto de 1964 (57 anos)[1]
Campo Grande, MS, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Therezinha Mandetta Trad
Pai: Nelson Trad
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Esposa Tatiana Trad (c. 2002)
Filhos Mariana Trad

Aline Trad

Alice Trad

Andressa Trad

Partido PMDB (2004-2016)
PSD (2016-presente)
Profissão Advogado
Residência Campo Grande, MS

Marcos Marcello Trad, conhecido como Marquinhos Trad (Campo Grande, 28 de agosto de 1964), é um político e advogado brasileiro, Foi prefeito de Campo Grande entre 2017 a 2022.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Marquinhos Trad nasceu em 28 de agosto de 1964, em Campo Grande no Mato Grosso do Sul. Filho de Nelson Trad e Therezinha Mandetta Trad, Marcos é casado com Tatiana Trad. Pai de quatro filhas, Andressa, Aline, Mariana e Alice, e avô da Lara e da Isabele.

É advogado, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Começou na política como vereador em 2004. Foi secretário municipal de Assuntos Fundiários antes de ser eleito para o primeiro mandato de deputado estadual em 2006, sendo reeleito em 2010 e 2014.Em 2016, foi eleito para o primeiro mandato como prefeito de Campo Grande, com 241.876 votos válidos.

Como advogado, integrou a seccional em Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil como conselheiro, presidindo em seguida a Comissão de Ética e Disciplina. Integrou e presidiu o Tribunal de Justiça Desportiva do estado (TJD-MS).

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Eleito vereador em 2004, foi secretário municipal de Assuntos Fundiários na gestão do então prefeito André Puccinelli[2]. Exerce atualmente o terceiro mandato como deputado estadual, sendo eleito pela primeira vez em 2006. Foi filiado ao PMDB, migrando para o PSD em 2016[3].

Em 2016, candidatou-se à prefeitura de Campo Grande pelo PSD[4]. Se classificou para o segundo turno para disputar o segundo turno com 34,57% dos votos válidos[5], vencendo a disputa com 58,77% dos votos válidos[6].

Polêmicas e processos judiciais[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2010, se envolveu em polêmica ao declarar durante sessão na Assembleia Legislativa que seria "impossível viver com R$ 11 mil", referindo-se ao salário de cerca de R$ 11 mil na época e que tinha sido recentemente reajustado para R$ 12,3 mil[7].

Em abril de 2016, foi revelado que o parlamentar, quando candidato à reeleição em 2014, obteve empréstimo de R$ 1,2 milhão junto ao jornal Correio do Estado. Essa quantia não teria sido declarada ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), tampouco o empréstimo foi pago[8][9].

Em setembro, a revista Veja divulgou trechos de grampos telefônicos da Operação Coffee Break, que apurou esquema para cassar o mandato do então prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, onde o vereador Flávio César (PSDB) pede ao ex-prefeito Nelson Trad Filho que acionasse Marquinhos para que angariasse votos para a cassação. Em nota, o deputado disse desconhecer o áudio e negou ter interferido no processo de cassação. “Não tenho conhecimento deste áudio, não participei deste processo, sou deputado estadual e não vereador”[10].

Ainda em setembro, o empresário Arnaldo Britto de Moura Júnior afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que arrecadou R$ 200 mil não declarados para a campanha de Marquinhos em 2014, o que o levou a ser multado pelo TRE-MS, e também acusou o deputado de usar telemarketing no período eleitoral. O parlamentar se defendeu dizendo que uma colaboradora de campanha indicou Moura Júnior, que ofertou uma doação. Multado, o empresário procurou Marquinhos para pedir ajuda, o que foi negado[11].

No fim de setembro, uma funcionária de uma instituição social denunciou Marquinhos ao Ministério Público Federal (MPF) após ser enganada em uma reunião de trabalho que seria um encontro com o candidato à prefeitura de Campo Grande. O deputado negou a acusação e afirmou que seria armação de adversários[12].

Candidatura para o governo do Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2022 foi anunciado a pré-candidatura para o Governo do Mato Grosso do Sul nas Eleições estaduais de 2022.[13]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Filho do ex-deputado federal Nelson Trad e de Therezinha Mandetta, irmão do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, e do ex-deputado federal Fábio Trad; graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em dezembro de 2002 se casou com Tatiana Trad e com ela teve duas filhas, Mariana e Alice Trad.

Referências

  1. «Biografia na Assembleia Legislativa» 
  2. «MS: Marquinhos Trad reforça compromisso com Bela Vista». Aquidauana News. 20 de setembro de 2006. Consultado em 15 de agosto de 2016 
  3. Gomes, Anna (12 de março de 2016). «Ao lado do irmão, Marquinhos se filia ao PSD e lança programa de pesquisa». Top Mídia News. Consultado em 15 de agosto de 2016 
  4. Katayama, Juliene (4 de agosto de 2016). «PSD oficializa Marquinhos Trad como candidato a prefeito da capital de MS». G1 - Mato Grosso do Sul. Consultado em 15 de agosto de 2016 
  5. «Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) vão ao 2º turno em Campo Grande». UOL. 2 de outubro de 2016. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  6. «Marquinhos Trad (PSD) é eleito prefeito de Campo Grande». G1 - Mato Grosso do Sul. 30 de outubro de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  7. Marta Ferreira e Aline dos Santos (16 de dezembro de 2010). «Marquinhos Trad afirma que é "impossível viver com 11 mil reais"». Campo Grande News. Consultado em 15 de agosto de 2016 
  8. Brandão, Nélio (4 de abril de 2016). «CAIXA 2? Correio do Estado faz empréstimo milionário aos Trad e acaba levando calote». Blog do Nélio. Consultado em 25 de outubro de 2016 
  9. Pereira, Nilson (26 de setembro de 2016). «Grupo Correio do Estado empresta R$1,2 milhão para Trad e leva calote». Top Mídia News. Consultado em 25 de outubro de 2016. Arquivado do original em 26 de outubro de 2016 
  10. Borges, Laryssa (1 de setembro de 2016). «Grampo pode complicar a campanha de Marquinhos Trad». Veja. Consultado em 25 de outubro de 2016 
  11. Humberto Marques e Danilo Galvão (13 de setembro de 2016). «Empresário denuncia Marquinhos por usar 'laranjas' para mascarar doações». O Estado Online. Consultado em 25 de outubro de 2016. Arquivado do original em 26 de outubro de 2016 
  12. De Luca, Myllena (27 de setembro de 2016). «Mulher denuncia Marquinhos ao MPF após ser enganada em suposta reunião». Capital News. Consultado em 25 de outubro de 2016. Arquivado do original em 26 de outubro de 2016 
  13. «Marquinhos Trad e Puccinelli saem na frente por governo do MS». Congresso em Foco. 7 de janeiro de 2022. Consultado em 14 de fevereiro de 2022 

Precedido por
Alcides Bernal
Prefeito de Campo Grande
20172022
Sucedido por
Adriane Lopes