Rinópolis

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Município de Rinópolis
Bandeira de Rinópolis
Brasão de Rinópolis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 4 de outubro de 1927 (91 anos)
Gentílico rinopolense
Prefeito(a) José Ferreira de Oliveira Neto (PV)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Rinópolis
Localização de Rinópolis em São Paulo
Rinópolis está localizado em: Brasil
Rinópolis
Localização de Rinópolis no Brasil
21° 43' 33" S 50° 43' 19" O21° 43' 33" S 50° 43' 19" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Presidente Prudente IBGE/2008[1]
Microrregião Adamantina IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Parapuã, Piacatu, Iacri e Osvaldo Cruz
Distância até a capital 525 km
Características geográficas
Área 358,500 km² [2]
População 10 116 hab. Estimativa: IBGE/2016[3]
Densidade 28,22 hab./km²
Altitude 425 m
Clima Tropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 76 628,484 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 089,15 IBGE/2008[5]

Rinópolis é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º43'33" sul e a uma longitude 50º43'20" oeste, estando a uma altitude de 425 metros. Sua população estimada em 2016 era de 10.116 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Começa em setembro de 1.927, quando a Firma Lélio Piza & Irmãos oferece terrenos à venda na Fazenda Goataporanga, localizada na margem esquerda do Rio Aguapeí (Rio Feio). A firma em questão possua ao todo 126.000 alqueires. Eugênio Rino, chefe de uma família de destemidos agricultores, manda seus filhos e genro, Domingos Rino, Eugênio Rino Filho e Francisco Nascimento Silva, juntamente com Orozinho Durval, representante da firma vendedora, explorarem o terreno e conheceram suas condições de fertilidade e salubridade.

Os referidos senhores vieram de automóvel de Pirajuí para Juliápolis (atual Juliania), seguindo depois a cavalo por um picadão aberto na mata virgem, demorando nesta viagem aproximadamente 10 dias. Voltaram e comunicaram ao Cel. Eugênio Rino que as terras eram de boa fertilidade o qual adquiriu então, 2.745 alqueires. Nessa época contrataram um engenheiro civil, Dr. Marcondes Filho, para fazer o loteamento. Entrou por uma gleba do Rio Feio, além do Brasil Plantate & Cia Ltda.. Passando o Rio Feio começou os serviços da aludida gleba, onde ficou doente e mandou outro engenheiro civil para continuar os serviços. Nas margens do Ribeirão Itaúna o engenheiro perde o rumo e se perde também. O Cel. Eugênio Rino manda então Francisco Nascimento Silva, Vicente Rino e Eugênio Rino Filho em procura do engenheiro. Subiram o Ribeirão Itaúna, após atravessarem o Rio Feio a nado e encontraram o engenheiro, demorando quatro dias até chegar no começo do Córrego Bri, onde plantam o marco inicial de um novo município.

A fertilidade da terra atraem novos compradores, como Luiz Wolff, Antonio Rodrigues da Cunha, Benedito Borges e outros. Afim de contornar os inúmeros inconvenientes da entrada por Juliápolis, Eugênio Rino, Luiz Wolff e Antonio Rodrigues da Cunha, com suas turmas de trabalhadores, abrem o prolongamento da Estrada Birigui X Bela Vista (atual Piacatú), por onde passam em 1.928 as primeiras famílias que vem habitar o lugar. Nesse ano fazem-se as primeiras derrubadas, plantando-se as primeiras lavouras de cereais e café. Em 1.930, a nova comunidade concentrada no Bri, recebe a visita do Bispo de Botucatu, D. Ático Euzébio da Rocha, que celebra a primeira missa.

Por volta de 1.932 o Cel. Eugênio Rino loteia a chapada denominada Andorinha, para onde começam a convergir as primeiras construções e onde Domingos Rino abre o primeiro estabelecimento comercial. Então aqueles corajosos desbravadores, encurralados no seio da mata, dispondo de uma única e precária saída são animados por um sinal promissor: avistam longínqua fumaça de queimadas, a sudoeste do Patrimônio, indício de presença humana. Organizam-se mutirões, toda a gente colabora e, em breve, nova estrada chega ao Patrimônio de Bastos (atual Bastos) onde se estabelece ligação com a Estrada de Ferro Sorocabana. Apresenta-se aos moradores de Rinópolis mais um problema de vulto: o município precisa estabelecer ligação com a sede municipal.

Diante da alegação do Prefeito de Tupã de que aquela Prefeitura não dispõe de recursos para a abertura da estrada, o Sub-Prefeito, Eugênio Rino Filho, apela para o povo que, como em outras ocasiões aceita a incumbência e abre a estrada até Dom Quixote compelindo a Prefeitura de Tupã a completar a obra. Nada mais pode parecer impossível para Rinópolis. Seu povo conclui, diante dos exemplos do passado que, enquanto se mantiver unido, nenhum obstáculo poderá resistir indefinidamente à sua vontade. Em 30 de novembro de 1.944, o Decreto-Lei Estadual nº. 14.334, que cria entre outros, o município de Rinópolis, vem coroar os esforços dos representantes desse povo: Eugênio Rino, Eugênio Rino Filho, Orestes Pagliusi, José Tavares de Mello, Vicente Rino, Domingos Rino, Francisco Stramandinolli e outros, que tiveram em Sud Menucci o seu mais constante orientador.

O Município de Rinópolis foi instalado em 1º de Janeiro de 1.945, constituído de um único Distrito que é a sede municipal. De 04 de agosto de 1.937 a 30 de novembro de 1.938 Rinópolis pertenceu ao Município de Araçatuba. Pelo Decreto nº. 9.775, de 30 de novembro de 1.938, foi transferido para o município de Tupã, atual sede de Comarca.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pequena Cidade do Interior de São Paulo, Rinópolis está localizado no Oeste do Estado, Latitude 21 graus 43 33 sul, Longitude: 50 graus 43 20 Oeste; Altitude: 525 metros; Distância da capital: 525 quilômetros (rodovia), 480 quilômetros (linha reta); Limites: Ao norte com Piacatu e Santópolis do Aguapeí; ao sul com Parapuã; leste com Iacri e; a oeste com Osvaldo Cruz.

Localizada numa planície, sendo o Rio Aguapeí (ou Feio), sua principal artéria fluvial, tem  relevo com largas ondulações em grande parte formando extensas planícies, com solo de predominância arenosa, aluviais e massapé.

Seu solo é constituído de 3 faixas principais de solo que se estendem no sentido sudeste - noroeste do Estado de São Paulo. De norte para sul na porção setentrional do município, encontramos a primeira delas: da era mesozóica, triássico ou jurásico constituído de rochas eruptivas básicas. A segunda faixa que corre em contiguidade com a anterior, em seus limites meridionais, orientais e ocidentais é constituída de terras da mesma era, com a mesma divisão e são do tipo botucatu e pirambóia. Na região central, ocidental oriental e meridional encontramos ainda da era mesozóica o terreno caiácretáceo.[7]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 10.255

  • Urbana: 587.948
  • Rural: 2.307
  • Homens: 5.271
  • Mulheres: 4.984

Densidade demográfica (hab./km²): 28,61

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 17,09

Expectativa de vida (anos): 70,58

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,14

Taxa de alfabetização: 85,53%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,757

  • IDH-M Renda: 0,680
  • IDH-M Longevidade: 0,760
  • IDH-M Educação: 0,832

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Distante 525 km de São Paulo, com acesso pela Rodovia Castelo Branco SP-280 posteriormente acesso a Botucatu no km 209 e SP-300 Rodovia Marechal Rondon. O acesso ao município é feito a partir da SP-425.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Cia. Telefônica Alta Paulista[8] até 1975, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[9], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[10], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[11] para suas operações de telefonia fixa.

Administração[editar | editar código-fonte]

Lista de Prefeitos de Rinópolis[editar | editar código-fonte]

  • 17º(Atual) José Ferreira de Oliveira Neto

Vice-prefeita: Nanci Maroni da Silva Yamamoto

a partir de 1º de janeiro de 2017 até presente.

  • 16º Valentim Trevisan

Vice-prefeita: Graziela Tomé

Graziela foi a primeira mulher a ocupar um cargo no executivo de Rinópolis

a partir de 1º de janeiro de 2013

  • 15º Valentim Trevisan

Vice-prefeito: José Ferreira de Oliveira Neto

a partir de 1º de janeiro de 2009

  • 14º Antonio Paulo dos Reis

Vice-prefeito: Valdecir Aparecido Minini

a partir de 1º de janeiro de 2005

  • 13º Antonio Paulo dos Reis

Vice-prefeito: Valdecir Aparecido Minini

a partir de 1º de janeiro de 2001

  • 12º Antonio Pinheiro Neto

Vice-prefeito: Pedro Guilabel Ramos

a partir de 1º de janeiro de 1997

  • 11º Olider Micali

Vice-prefeito: Valdecir Aparecido Minini

a partir de 1º de janeiro de 1993

  • 10º Antonio Pinheiro Neto

Vice-prefeito: Adelcio Aranega Floriani

a partir de 1º de janeiro de 1989

  • 9º Manoel Rodrigues

Vice-prefeito: José Ivo Telini

a partir de 1º de fevereiro de 1983

  • 8º Miton Giacomini Pagliusi

Vice-prefeito: Milton de Oliveira Alves

a partir de 1º de fevereiro de 1977

  • 7º josé olea da silva sauro

Vice-prefeito: Vicente Pires de Arruda

a partir de 1º de fevereiro de 1973

  • 6º Miton Giacomini Pagliusi

Vice-prefeito: Milton de Oliveira Alves

a partir de 1º de fevereiro de 1969

  • 5º José Tavares de Melo

Vice-prefeito: Antenor de Mattos

a partir de 1º de janeiro de 1964

  • 4º Joaquim Oléa

Vice-prefeito: José Tavares de Mello

a partir de 1º de janeiro de 1960

  • 3º Dr.Ginez Carmona Martinez

Vice-prefeito: José Paes de Lima

a partir de 1º de janeiro de 1956

  • 2º Joaquim Oléa

Vice-prefeito: José Tavares de Mello

a partir de 1º de janeiro de 1952

  • 1º Eugênio Rino Filho

a partir de 1º de janeiro de 1948[12]

PERÍODO = 1945 A 1947[editar | editar código-fonte]

  • 3º - Nelson Rino

de 01/maio/1.947 a 31/dezembro/1947.

  • 2º - Gilberto de Almeida Castilho

de 27/março a 30/abril de 1947.

  • 1º - Eugênio Rino Filho

de 01/maio/1.947 a 31/dezembro/1947.[13]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. [1]
  7. [2]
  8. «Relação do patrimônio da Cia. Telefônica Alta Paulista incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  9. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  10. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  11. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 
  12. [3]
  13. [4]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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