Antônio Houaiss
Antônio Houaiss | |
|---|---|
| Ministro da Cultura do Brasil | |
| Período | 2 de outubro de 1992 a 1 de setembro de 1993 |
| Presidente | Itamar Franco |
| Antecessor(a) | Sérgio Paulo Rouanet |
| Sucessor(a) | Jerônimo Moscardo |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 15 de outubro de 1915 Rio de Janeiro, Distrito Federal |
| Morte | 7 de março de 1999 (83 anos) Rio de Janeiro, Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil |
| Partido | PSB |
| Ocupação | Filólogo, lexicógrafo, diplomata, tradutor, enciclopedista, crítico literário |
| Assinatura | |
Antônio Houaiss (Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1915 – Rio de Janeiro, 7 de março de 1999) foi um filólogo, lexicógrafo, diplomata, tradutor, enciclopedista e crítico literário brasileiro. Filho de imigrantes libaneses, foi uma das figuras intelectuais mais influentes do Brasil no século XX, com atuação que atravessou a linguística, a diplomacia, a política cultural e a vida editorial do país.
Formado em letras clássicas pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, iniciou a carreira como professor de português, latim e literatura antes de ingressar na diplomacia em 1945. Na carreira diplomática, serviu em Genebra, na República Dominicana, na Grécia e na delegação brasileira junto à ONU em Nova Iorque. Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos e foi afastado do Itamaraty, dedicando-se então ao trabalho editorial e enciclopédico.
Organizou e dirigiu duas das mais importantes enciclopédias produzidas no Brasil — a Enciclopédia Delta-Larousse e a Enciclopédia Mirador Internacional —, elaborou o primeiro Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras e traduziu o Ulisses de James Joyce para o português. Atuou como secretário-geral e porta-voz brasileiro no processo que levou ao Acordo Ortográfico de 1990. Foi ministro da Cultura no governo Itamar Franco (1992–1993), embaixador do Brasil na UNESCO e presidente da Academia Brasileira de Letras em 1996.
Seu projeto mais ambicioso, o Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, foi iniciado em 1986 e publicado postumamente em 2001, tornando-se uma das obras de referência fundamentais da língua portuguesa.
Primeiros anos e formação
[editar | editar código]Antônio Houaiss nasceu em 15 de outubro de 1915 no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, quinto dos sete filhos do casal de imigrantes libaneses Habib Assad Houaiss e Malvina Farjalla Houaiss.[1]
Cursou o primário e o ginasial no Colégio Pedro II[2] e formou-se perito-contador pela Escola de Comércio Amaro Cavalcanti em 1933. Dois anos depois, concluiu o curso secundário de madureza.[1] Ingressou na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde se bacharelou em letras clássicas em 1940 e obteve a licenciatura em 1942.[3]
Ainda durante a formação, com apenas dezesseis anos, começou a lecionar português, atividade que exerceria por toda a vida.[2]
Magistério e primeiros trabalhos
[editar | editar código]Durante doze anos (1934–1946), Houaiss dedicou-se ao ensino de português, latim e literatura em escolas secundárias públicas do Distrito Federal.[1] Além da sala de aula, envolveu-se com a administração pública: entre 1941 e 1943, participou de bancas examinadoras de língua portuguesa organizadas pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), órgão encarregado de modernizar o funcionalismo durante o Estado Novo, e nos três anos seguintes (1942–1945) prestou assessoria contínua ao mesmo departamento na preparação de provas do idioma.[1]
Em 1943, o Ministério das Relações Exteriores enviou-o a Montevidéu para atuar no Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro, ministrando aulas de português e palestras sobre a vida cultural do país. Ali permaneceu até 1945, quando obteve aprovação em concurso para o serviço diplomático.[1] Dois anos depois, ao optar pela carreira exterior, deixou o magistério por força da legislação que proibia o acúmulo de cargos públicos.[1]
Carreira diplomática
[editar | editar código]A partir de 1947, Houaiss passou a atuar na diplomacia, sendo designado para Genebra, onde exerceu simultaneamente as funções de vice-cônsul e de secretário junto à representação brasileira na ONU.[1] Depois disso, trabalhou nas embaixadas do Brasil na República Dominicana (1949–1951) e na Grécia (1951–1953), além de participar de delegações brasileiras em assembleias gerais de organismos internacionais como a OIT, a OMS e a Organização Internacional para os Refugiados.[1][3]
Entre 1957 e 1960, sem abandonar a diplomacia, exerceu função paralela na Presidência da República, prestando assessoria documental ao governo de Juscelino Kubitschek (1956–1961). Nesse intervalo, a administração Kubitschek produziu 83 volumes de registros oficiais do mandato.[1]
A partir de 1960, passou a servir na representação permanente do Brasil junto à ONU em Nova Iorque, primeiro como primeiro-secretário e depois como ministro de segunda classe, postos que ocupou até o golpe de 1964.[1] Em 1962, participou de uma missão das Nações Unidas em Ruanda-Urundi, território sob tutela internacional às vésperas da independência de Ruanda e do Burundi: a comissão, reunida em Usumbura, analisou a situação de 1.220 prisioneiros políticos, cuja anistia foi posteriormente ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.[1] No ano seguinte, atuou como relator da IV Comissão da Assembleia Geral, responsável por questões de descolonização e tutela.[1]
Cassação política e trabalho editorial
[editar | editar código]Com o golpe militar de 31 de março de 1964, Houaiss teve seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional.[1] O Itamaraty o desligou de seus quadros, alegando que ele não mais dispunha de título de eleitor — situação que decorria da própria cassação.[1]
Impedido de exercer a diplomacia e o magistério público, reinventou-se profissionalmente no mundo editorial. Entre 1964 e 1965, trabalhou como redator do Correio da Manhã.[1] A partir de 1965, assumiu a direção da Editora Delta S.A., no Rio de Janeiro, onde permaneceu cinco anos e conduziu a edição da Enciclopédia Mirador Internacional, um dos mais ambiciosos projetos enciclopédicos já realizados no Brasil.[1] Anteriormente, já havia organizado a Grande Enciclopédia Delta Larousse.[2]
Após a promulgação da Lei da Anistia em agosto de 1979, no governo João Figueiredo, Houaiss recuperou seus direitos políticos, mas decidiu não voltar à carreira diplomática.[1]
Trabalho filológico e acadêmico
[editar | editar código]A atuação de Houaiss como filólogo e pesquisador da língua portuguesa desenvolveu-se em paralelo às carreiras diplomática e editorial. De 1956 a 1958, trabalhou junto à Casa de Rui Barbosa em projetos de pesquisa linguística.[1]
Em 1956, coordenou como secretário-geral o Primeiro Congresso Brasileiro de Língua Falada no Teatro, ocorrido em Salvador, onde apresentou tese que serviu de base para as normas da pronúncia culta brasileira aprovadas no evento.[1] Dois anos depois, desempenhou função análoga no Primeiro Congresso Brasileiro de Dialectologia e Etnografia, em Porto Alegre, ficando encarregado de redigir os anais. Nesse mesmo ano de 1958, passou a integrar a Comissão Machado de Assis.[1]
Em 1960, foi eleito membro da Academia Brasileira de Filologia.[1] Ao longo da carreira, publicou trabalhos que abrangiam desde a bibliologia e a crítica literária até estudos sobre a pronúncia e a ortografia do português, com destaque para Tentativa de descrição do sistema vocálico do português culto na área carioca (1959), Elementos de bibliologia (1967) e A crise de nossa língua de cultura (1983).[1][2]
Foi ainda responsável pela elaboração do primeiro Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, referência normativa para a grafia oficial do idioma, e por dois dicionários bilíngues inglês-português de ampla circulação — o Novo Dicionário Barsa das Línguas Inglesa e Portuguesa (1964) e o Webster's Dicionário Inglês-Português (1982).[1][2]
Houaiss foi também reconhecido como tradutor. Sua versão para o português do Ulisses de James Joyce, publicada em 1966, é considerada uma das mais complexas empreitadas de tradução literária já realizadas no Brasil.[4]
Atuação pública e política
[editar | editar código]Após a restauração de seus direitos políticos em 1979, Houaiss engajou-se em diversas frentes da vida pública brasileira durante o período de abertura política e redemocratização.
Entre 1978 e 1981, presidiu o Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro.[1] De 1983 a 1986, foi presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).[1]
Em 1984, durante o governo Figueiredo, participou de um grupo de trabalho convocado pelo Ministério da Justiça com o objetivo de avaliar os mecanismos de censura vigentes e propor sua superação.[1] No ano seguinte, compôs a comissão criada pelo Decreto nº 91.372, de 26 de junho de 1985, voltada a formular diretrizes para a melhoria do ensino de língua portuguesa no país; o documento final foi apresentado em dezembro daquele ano.[1]
Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), concorreu nas eleições de novembro de 1986 como suplente de senador pelo Rio de Janeiro, ao lado do jurista Evandro Lins e Silva, que encabeçava a chapa. Foram eleitos, porém, Nélson Carneiro e Afonso Arinos.[1]
Em 1989, ano das primeiras eleições diretas para presidente após o regime militar, o nome de Houaiss chegou a ser cogitado para compor, como vice-presidente, a chapa do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva.[1]
Acordo Ortográfico
[editar | editar código]Em maio de 1986, Houaiss chefiou, como secretário-geral e porta-voz da delegação brasileira, o Encontro para a Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, sediado no Rio de Janeiro. A conferência reuniu representantes de todos os países de língua portuguesa e constituiu um dos marcos do processo que levaria, quatro anos depois, à assinatura do Acordo Ortográfico de 1990 em Lisboa.[1]
Na mesma época, participou em Brasília de um grupo de estudos organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) sobre política linguística.[1]
A atuação de Houaiss no processo de unificação ortográfica combinava suas duas carreiras — a de diplomata e a de linguista — e foi reconhecida como decisiva para a viabilização política do acordo.[5]
Ministério da Cultura
[editar | editar código]Em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Com a assunção interina do vice-presidente Itamar Franco em 2 de outubro, Houaiss recebeu a indicação para chefiar o Ministério da Cultura, que o governo Collor havia transformado em secretaria. Ao suceder Sérgio Paulo Rouanet, tomou posse em 19 de outubro de 1992, contando com expressivo respaldo da comunidade artística e acadêmica.[1]
Na gestão, Houaiss elegeu três eixos de atuação: a salvaguarda do patrimônio histórico e artístico nacional, o relançamento do cinema brasileiro — que se encontrava virtualmente estagnado desde o fim da Embrafilme em 1990 — e o fortalecimento dos laços culturais e linguísticos com Portugal e os países lusófonos da África.[1]
O maior obstáculo de sua administração foi a escassez de verbas: o orçamento do ministério representava 0,04% do total da União, forçando Houaiss a recorrer ao patrocínio de empresas privadas.[1]
Ao deixar o ministério, em setembro de 1993, Houaiss declarou ter cumprido "o mínimo a que se propôs". Entre os resultados de sua passagem pela pasta estão a Lei do Audiovisual, que reativou o financiamento ao cinema; a quitação dos compromissos pendentes da extinta Embrafilme; e a preparação da reforma que devolveu ao Ministério da Cultura o status de pasta ministerial plena.[1]
Após a saída do ministério, foi designado embaixador do Brasil junto à UNESCO, em Paris. Seu sucessor na pasta foi José Jerônimo Moscardo de Sousa, que até então representava o Brasil na Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento e Integração (ALADI).[1]
Academia Brasileira de Letras
[editar | editar código]Houaiss foi eleito para a cadeira nº 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1 de abril de 1971, na sucessão de Álvaro Lins. Foi recebido pelo acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco em 27 de agosto do mesmo ano, e posteriormente recebeu os acadêmicos Antonio Callado e Sérgio Paulo Rouanet.[3]
Em 1994, passou a integrar o Conselho Nacional de Política Cultural na condição de vice-presidente, cargo do qual se afastou no ano seguinte, já sob o governo de Fernando Henrique Cardoso.[1]
Em dezembro de 1995, foi eleito presidente da ABL em substituição a Josué Montello. Identificado com a ala progressista da casa, recebeu apoio de nomes como os ficcionistas Antonio Callado e Lygia Fagundes Telles, o jurista Evaristo de Morais Filho e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho. Seu único concorrente, o poeta Ledo Ivo, retirou a candidatura na véspera do pleito.[1]
Ao tomar posse, Houaiss indicou como meta principal revisar e atualizar o dicionário da Academia, cuja edição mais recente, de autoria de Antenor Nascentes, remontava a 1954; o prazo almejado era 1997, quando a ABL completaria cem anos. Mencionou ainda a promoção de simpósios e de um congresso dedicado ao ensino no país.[1] Permaneceu na presidência durante 1996, passando o cargo à escritora Nélida Piñon.[1]
O Grande Dicionário Houaiss
[editar | editar código]Em 1986, Houaiss iniciou na Academia Brasileira de Letras o empreendimento ao qual dedicaria o restante da vida: um dicionário abrangente da língua portuguesa que ambicionava superar, em número de verbetes, o Aurélio de Buarque de Holanda, principal obra do gênero no país naquela época.[1]
O projeto enfrentou uma interrupção de cinco anos, de 1992 a 1997, por falta de recursos financeiros.[6] Em março de 1997, Houaiss fundou, com Francisco Manoel de Mello Franco e Mauro de Salles Villar, o Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa, com sede no Rio de Janeiro, para dar continuidade ao trabalho.[1]
Houaiss faleceu em 7 de março de 1999, sem ver a obra concluída. Os trabalhos lexicográficos foram finalizados pelo Instituto em dezembro de 2000, e o Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa veio a lume em 2001, pela editora Objetiva.[6] A obra consolidou-se como uma das referências fundamentais da lexicografia de língua portuguesa, ao lado do Aurélio e dos dicionários da Academia das Ciências de Lisboa.
Vida pessoal e morte
[editar | editar código]Houaiss era casado com Rute Marques de Sales, falecida em julho de 1988. O casal não teve filhos.[1]
Um dos traços marcantes de sua personalidade era o interesse pela gastronomia. Participante ativo da Confraria dos Gastrônomos do Rio de Janeiro, Houaiss publicou livros sobre o tema, entre eles Magia da cozinha brasileira (1979) e A cerveja e seus mistérios (1986).[1]
Dirigiu também o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pertenceu à Academia das Ciências de Lisboa.[1][2]
Antônio Houaiss faleceu no Rio de Janeiro em 7 de março de 1999, aos 83 anos.[1]
Pronúncia
[editar | editar código]Segundo fontes brasileiras e portuguesas, o sobrenome Houaiss é pronunciado, em português, "uáiss" — em transcrição no Alfabeto Fonético Internacional, /ˈwajs/ ou /u.ˈajs/. O sobrenome, de origem libanesa, é grafado no Brasil de diversas formas, incluindo as formas aportuguesadas Uais e Huais, além da forma francesa Houaiss.[7][8]
Obras
[editar | editar código]Traduções
[editar | editar código]- O negro na literatura brasileira, de Raymond S. Sayers (1958)
- Ulisses, de James Joyce (1966)
- Os arcanos maiores da poesia surrealista e sua exaltação, seleção de José Pierre e Jean Schuster (1988)
Obras autorais
[editar | editar código]- Tentativa de descrição do sistema vocálico do português culto na área carioca: dialectologia e ortofonia (1959)
- Crítica avulsa (1960)
- Seis poetas e um problema (1960)
- Sugestões para uma política da língua (1960)
- Elementos de bibliologia (1967)
- Editoração hoje (1975)
- Drummond mais seis poetas e um problema (1976)
- A defesa (1979)
- Estudos vários sobre palavras, livros e autores (1979)
- Magia da cozinha brasileira (1979)
- A crise de nossa língua de cultura (1983)
- Brasil–URSS: 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas (1985)
- O português no Brasil — pequena enciclopédia da cultura brasileira (1985)
- Receitas rápidas (1985)
- A cerveja e seus mistérios (1986)
- Perfil do pensamento brasileiro (1988)
- Brasil: o fracasso do conservadorismo (1989)
- O que é língua? (1990)
- A nova ortografia da língua portuguesa (1991)
- Socialismo: vida, morte e ressurreição (1993)
- A modernidade no Brasil: conciliação ou ruptura? (1995)
Obras de referência
[editar | editar código]- Novo Dicionário Barsa das Línguas Inglesa e Portuguesa (1964)
- Grande Enciclopédia Delta Larousse (org., 1970)
- Enciclopédia Mirador Internacional (org., 1976)
- Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse (1979)
- The Exitus Dictionary of the English and Portuguese Languages (1979)
- Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (org., 1981)
- Webster's Dicionário Inglês-Português (1982)
- Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (póstumo, 2001)
Organização e edição
[editar | editar código]- Anais do Primeiro Congresso Brasileiro de Língua Falada no Teatro (1956)
- Augusto dos Anjos, Poesia (antologia, introdução e notas, 1960)
- Introdução filológica às Memórias Póstumas de Brás Cubas (1961)
- Edições críticas de obras de Machado de Assis (1975)
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au «HOUAISS, Antônio». Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. CPDOC/FGV. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c d e f «Antônio Houaiss». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c «Antonio Houaiss ∣ Academia Brasileira de Letras». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
- ↑ a b ANTONIO Houaiss. In: DICIONÁRIO de tradutores literários no Brasil — DITRA. Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: dicionariodetradutores.ufsc.br. Acesso em: 19 de fevereiro de 2026.
- ↑ «Maior ideólogo da reforma ortográfica, Houaiss morreu sem ver resultado da obra». Folha de S.Paulo. 7 de março de 2009. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
- ↑ a b HOUAISS, Antônio (2009). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva. p. V
- ↑ «A pronúncia de Houaiss». Observatório da Imprensa. 29 de agosto de 2001. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
- ↑ «Dúvida Linguística: Houaiss». FLiP. Consultado em 19 de fevereiro de 2026
Bibliografia
[editar | editar código]- «HOUAISS, Antônio». Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. CPDOC/FGV
- «Antônio Houaiss». Enciclopédia Itaú Cultural
- HOUAISS, Antônio (2009). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva
Ligações externas
[editar | editar código]- Perfil no sítio oficial da Academia Brasileira de Letras
- Antônio Houaiss no Dicionário de Tradutores Literários no Brasil (DITRA/UFSC)
| Precedido por Beni Carvalho |
ABRAFIL — cadeira 14 1960 — 1999 |
Sucedido por Mauro de Salles Villar |
| Precedido por Álvaro Lins |
1971 — 1999 |
Sucedido por Affonso Arinos de Mello Franco Filho |
| Precedido por Sérgio Paulo Rouanet |
Ministro da Cultura do Brasil 1992 — 1993 |
Sucedido por José Jerônimo Moscardo de Sousa |
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