Academia das Ciências de Lisboa

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Academia das Ciências de Lisboa

Academia das Ciências de Lisboa.svg
Organização
Natureza jurídica Instituição científica de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa
Atribuições Incentivo à investigação científica e órgão consultivo do Governo em matéria linguística
Dependência Governo de Portugal
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Chefia Carlos Salema, presidente
Órgãos subordinados Instituto de Altos Estudos
Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa
Documento institucional Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa
Localização
Jurisdição territorial Portugal Portugal
Sede Rua da Academia das Ciências, Lisboa
38° 42' 47" N 9° 8' 59" O
Histórico
Criação 24 de dezembro de 1779 (239 anos) [1]
Sítio na internet
www.acad-ciencias.pt
Notas de rodapé
[1] Como Academia Real das Ciências

A Academia das Ciências de Lisboa GCSE é uma instituição científica portuguesa.[1]

Entre outras missões cabe à Academia incentivar a investigação científica, estimular o estudo da língua e literatura portuguesas e promover o estudo da história portuguesa e das suas relações com outros países.[2]

A Academia é o órgão consultivo do Governo em matéria linguística.[3]

A Academia deve coordenar a sua ação com a Academia Brasileira de Letras e com a rede das academias europeias e mundiais, incluindo os países de língua oficial portuguesa e os núcleos portugueses no estrangeiro.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Retrato da Rainha D. Maria I de Portugal, fundadora da Academia Real das Ciências.

Fundação[editar | editar código-fonte]

A Academia foi fundada no reinado de D. Maria I de Portugal e D. Pedro III de Portugal, a 24 de dezembro de 1779, em pleno Iluminismo, como Academia Real das Ciências[5].

Com o beneplácito da rainha[6], os seus fundadores foram, respectivamente o seu primeiro presidente e grande mentor o 2.º Duque de Lafões e o primeiro secretário o Abade Correia da Serra[7][8], que eram férreos opositores do regime do marquês de Pombal[9].

A criação deste estabelecimento insere-se numa corrente antipombalina, claramente, contra o estudo das humanidades, que o Marquês fizera questão em manter[9]. Na altura foram criada com duas classes, uma de Ciências e outra de Belas Letras[6].

Em 1783, D. Maria I e D. Pedro III declararam-se protectores da Academia que, desta forma, recebeu o título de Real Academia[6]

No século XIX, a meados da década de 30, a Academia empenhou-se na plantação de oliveiras por todo o país e na criação de uma aula de Zoologia, orientada pelo Padre Joseph Mayne[6].

Em 1851, tinha duas classes autónomas que publicavam os seus próprios boletins: Letras e Ciências[6].

A República[editar | editar código-fonte]

Depois da implantação da República, passou designar-se Academia das Ciências de Lisboa.[10][11]

Instalações[editar | editar código-fonte]

Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa.

A Academia encontra-se, desde outubro de 1834, instalada no antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco[12], na Rua da Academia das Ciências, n.º 19, na parte baixa do Bairro Alto, em Lisboa[6][13].

Ao longo da sua história a Academia conheceu seis moradas oficiais[11].

A primeira sede da Academia foi no Palácio das Necessidades, após a extinção das ordens religiosas[9].

Em 1834 - Na `sequência da extinção das ordens religiosas, a comunidade franciscana sai do Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, em Lisboa.

Em 26 e 27 outubro de 1834, dois decretos procedem à doação do edifício do convento à Academia, para seu perpétuo estabelecimento, incluindo-se na doação a livraria, o Museu de História Natural e de Artefactos e a galeria de pinturas;

Em 1836 - O Ministério do Reino incumbiu a Academia de instalar um jardim botânico na cerca conventual[6];

Em 1838 - Instalação em parte das dependências conventuais do Gabinete de História Natural[6];

Em 1858 - A pedido de D. Pedro V a Academia cede o segundo andar e algumas dependências do primeiro à Comissão Geológica[6];

Em 1859 - Instalação do Curso Superior de Letras na ala Oeste do edifício[6];

Entre 1859-1891 - Novas cedências de espaço para o Curso Superior de Letras (claustro, 2 salas do r/c e compartimentos no 1º andar);

Em 27 de janeiro de 1891 - Decreto onde a Academia aceita a cedência de instalações sob a condição de reverterem de novo ao serviço da Academia logo que possível[6];

Em 1895 - Funcionamento do Parlamento na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, devido ao incêndio que se registara no Palácio de São Bento[6];

Em 1903 - construção do Liceu Passos Manuel na antiga cerca do convento[6];

Entre 1910 e 1911 - Extinção da tipografia da Academia das Ciências, que funcionava na cave do edifício, transitando materiais e pessoal para a Imprensa Nacional; transferência definitiva do Liceu Passos Manuel para as novas instalações[6].

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Em 28 de maio de 1930, a Academia foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[14]

Entrada da Academia das Ciências de Lisboa, na rua do mesmo nome, em Lisboa

Estatutos[editar | editar código-fonte]

Os Estatutos da Academia das Ciências foram aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 390/87, de 31 de dezembro, 179/96, de 24 de setembro, 53/2002, de 2 de março, 90/2005, de 3 de junho, 157/2015, de 10 de agosto, com republicação.

Classes, secções e institutos[editar | editar código-fonte]

A Academia das Ciências de Lisboa é constituída por duas classes académicas, a Classe de Ciências e a Classe de Letras, e compreende o Instituto de Altos Estudos e o Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa[15].

Classes[editar | editar código-fonte]

À época da fundação, a Academia era formada por três classes (Ciências Naturais, Ciências Exactas e Belas-Letras). Em 1851, as duas primeiras juntaram-se na Classe de Ciências e a segunda deu origem à Classe de Letras.[11] As classes organizam-se em secções.

Secções da Classe de Ciências[editar | editar código-fonte]

As secções da Classe de Ciências são as seguintes:

  • 1.ª — Matemática;
  • 2.ª — Física;
  • 3.ª — Química;
  • 4.ª — Ciências da Terra e do Espaço;
  • 5.ª — Ciências Biológicas;
  • 6.ª — Ciências Médicas;
  • 7.ª — Ciências da Engenharia e outras Ciências Aplicadas.

Secções da Classe de Letras[editar | editar código-fonte]

As secções da Classe de Letras são as seguintes:

  • 1.ª secção — Literatura e Estudos Literários;
  • 2.ª secção — Filologia e Linguística;
  • 3.ª secção — Filosofia, Psicologia e Ciências da Educação;
  • 4.ª secção — História e Geografia;
  • 5.ª secção — Direito e Ciência Política;
  • 6.ª secção — Economia e Finanças;
  • 7.ª secção — Sociologia e outras Ciências Humanas e Sociais[16]

Órgãos das classes[editar | editar código-fonte]

Cada classe tem um presidente e um vice-presidente, um secretário e um vice-secretário. O presidente e o vice-presidente, o secretário-geral e o vice-secretário-geral da Academia são, por inerência, respetivamente, presidentes e secretários das classes a que pertencerem. Os vice-presidentes e vice -secretários das classes são eleitos anualmente por escrutínio secreto[17].

Institutos[editar | editar código-fonte]

Instituto de Altos Estudos[editar | editar código-fonte]

Aberto a peritos e cientistas não pertencentes à Academia, este Instituto tem por objetivo a promoção de estudos avançados em Ciências e Humanidades.[18]

Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Este Instituto visa estimular a preservação e expansão da língua portuguesa, estando aberto também à participação de peritos e cientistas não pertencentes à Academia. De entre as obras realizadas pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da ACL conta-se o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea.[19]

Presidência da Academia[editar | editar código-fonte]

A presidência da Academia é constituída por um presidente e por um vice-presidente, eleitos pelo plenário da Academia por um período de três anos, devendo pertencer a classes diferentes[20].

No triénio 2019-2021, a Academia é dirigida, pelo Prof. Doutor Carlos Eduardo do Rego da Costa Salema, presidente da Classe de Ciências, e pelo Prof. Doutor Jorge Manuel Barbosa Gaspar, presidente da Classe de Letras.[21]

Entre os antigos presidentes podemos encontrar nomes como Adriano Moreira e Eduardo Arantes e Oliveira[22].

Outros cargos académicos[editar | editar código-fonte]

Os restantes cargos estão assim atribuídos:

  • Vice-presidente da Classe de Ciências: Manuel João Lemos de Sousa;
  • Vice-presidente da Classe de Letras: José Luís Cardoso;
  • Secretária-geral e Secretária da Classe de Ciências: Maria Salomé Soares Pais Telles Antunes;
  • Vice-secretário-geral e Secretário da Classe de Letras: Manuel Carlos Lopes Porto;
  • Tesoureiro: Bernardo Herold;
  • Vice-secretário da Classe de Ciências: Maria Manuela Coelho Cabral Ferreira Chaves;
  • Vice-secretário da Classe de Letras: Teresa Barata Salgueiro;
  • Inspetor da Biblioteca: Artur Anselmo de Oliveira Soares;
  • Presidente do Instituto de Altos Estudos: Adriano José Alves Moreira;
  • Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa: Telmo dos Santos Verdelho;
  • Diretor do Museu Maynense: Miguel Carlos Ferreira Telles Antunes;
  • Diretor do Serviço de Património: Luís António Aires-Barros.

Académicos[editar | editar código-fonte]

Cada uma das secções tem sócios efectivos (cinco académicos) e sócios correspondentes (dez académicos). Para além disso, conta ainda com sócios correspondentes brasileiros, sócios correspondentes estrangeiros, sócios honorários e sócios eméritos.[23]

Classe de Ciências[editar | editar código-fonte]

Sócios efectivos[24]
Secção Nome Eleição Ref.
1.ª Secção
Matemática
João Paulo Carvalho Dias 2007
João Rodrigues Queiró 2009
José Francisco Rodrigues 2009
Hugo Beirão da Veiga 2017
2.ª Secção
Física
João Providência e Costa 1987
João Bessa e Sousa 1998
Filipe Duarte Santos 1999
Rui Vilela Mendes 2008
3.ª Secção
Química
Fraústo da Silva 1981
Armando Pombeiro 1988
Jorge Calado 1988
José Simões Redinha 2006
4.ª Secção
Ciências da Terra e do Espaço
António Ribeiro 2000
Miguel Telles Antunes 2000
Martim Portugal Ferreira 2005
José Pereira Osório 2013
Manuel Lemos de Sousa 2014
5.ª Secção
Ciências Biológicas
Arsélio Pato de Carvalho 2005
Roberto Salema 2005
Maria Salomé Pais 2005
Vitor Madeira 2005
Rui Malhó 2016
6.ª Secção
Ciências Médicas
José Manuel Toscano Rico 1988
José Esperança Pina 2008
José Rueff 2010
Alexandre Castro Caldas 2017
João Queirós e Melo 2017
7.ª Secção
Ciências da Engenharia e Outras Ciências Aplicadas
Maria Manuela Chaves 2001
Carlos Salema 2007
Luís Aires-Barros 2010
Henrique Leitão 2015

Classe de Letras[editar | editar código-fonte]

Sócios efectivos
Secção Nome Eleição Ref.
1.ª Secção
Literatura e Estudos Literários
Artur Anselmo 1999
Teresa Rita Lopes 2013
Eugénio Lisboa 2014
Hélder Macedo 2016 [25]
Manuel Alegre 2016 [25]
2.ª Secção
Filologia e Linguística
João Malaca Casteleiro 1997
Aires Nascimento 2013
José Adriano de Freitas Carvalho 2016
Telmo Verdelho 2016
Sebastião Tavares de Pinho 2017
3.ª Secção
Filosofia, Psicologia e Ciências da Educação
António Braz Teixeira 1997
Michel Renaud 2012
Manuel Ferreira Patrício 2012
Manuel Viegas Abreu 2016
Leonel Ribeiro dos Santos 2017
4.ª Secção
História e Geografia
António Dias Farinha 1999
Jorge Barbosa Gaspar 2013
Luís de Oliveira Ramos 2013
Vítor Serrão 2015
Teresa Barata Salgueiro 2017
5.ª Secção
Direito e Ciência Política
Pedro Soares Martínez 1980
Mário Júlio de Almeida Costa 1989
Adriano Moreira 2005
António Menezes Cordeiro 2010
Rui de Figueiredo Marcos 2018
6.ª Secção
Economia e Finanças
Paulo Pitta e Cunha 1995
José Luís Cardoso 2004
Jorge Braga de Macedo 2008
Manuel Porto 2008
Jaime Reis 2016
7.ª Secção
Sociologia e outras Ciências Humanas e Sociais
António Valdemar 2008
José Barata-Moura 2013
Bernardo J. Herold 2016
António Barreto 2018
António Silva Ribeiro 2018

As vítimas do terramoto de 1755[editar | editar código-fonte]

Em 2004, ao proceder-se a obras de manutenção no pavimento do claustro, foram descobertas sepulturas com ossadas amontoadas. Após investigações preliminares feitas pelo director do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, Miguel Telles Antunes, descobriu-se que, misturadas com as ossadas dos frades do convento, estavam ossadas das vítimas do Terramoto de 1755. As ossadas têm sido estudadas por diversos investigadores, tendo sido feitos dois colóquios inter-académicos no Salão Nobre da ACL sobre esta temática.[26]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cf. artigo 1.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa, aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 390/87, de 31 de dezembro, 179/96, de 24 de setembro, 53/2002, de 2 de março, 90/2005, de 3 de junho, e 157/2015, de 10 de agosto, com republicação.
  2. Cf. artigo 4.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  3. Cf. artigo 5.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  4. Cf. artigo 6.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa
  5. "Sciencias", segundo a grafia da época. Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Volume 1. Desde 1780 a 1788. Lisboa: Typografia da Academia. 1797. p. 1. Consultado em 7 de maio de 2013 
  6. a b c d e f g h i j k l m n Luísa Cortesão e Ângelo Silveira (1994), Teresa Vale e Carlos Gomes (1995), Margarida Elias (2011) / Margarida Elias (2011) (1994–2011). «Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco / Academia das Ciências de Lisboa». Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Consultado em 7 de maio de 2013 
  7. Medina 2004, pp. 446-447.
  8. Ribeiro 1871-1914, pp. 37-61
  9. a b c Academia das Ciências de Lisboa, Infopédia (Em linha). Arquivado em 8 de outubro de 2014, no Wayback Machine. Porto: Porto Editora, 2003-2014. (Consult. 2014-03-15).
  10. Academia das Ciências de Lisboa no sítio do Camões: Instituto da Cooperação e da Língua.
  11. a b c AMARAL, Ilídio do. Nótulas Históricas Sobre os Primeiros Tempos da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Colibri, 2012. ISBN 978-989-689-261-6.
  12. Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco / Academia das Ciências de Lisboa, SIPA
  13. Santana 1994, pp. 5-7 s. v. «Academia das Ciências de Lisboa»
  14. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Academia das Ciências de Lisboa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  15. Cf. artigo 8.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  16. Cf. artigo 10.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  17. Cf. artigo 11.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  18. Instituto de Altos Estudos Arquivado em 8 de novembro de 2013, no Wayback Machine. na página da Academia das Ciências de Lisboa.
  19. ANSELMO, Artur. Bases para a reedição do Dicionário da Academia Arquivado em 9 de novembro de 2013, no Wayback Machine.
  20. Cf. artigos 55.º a 60.º.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  21. Cf. Aviso n.º 1027/2019, de 16 de janeiro.
  22. Cf., entre outros, o Aviso n.º 899/2012, de 20 de janeiro.
  23. Cf. os Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa
  24. Efectivos da Classe de Ciências - Academia das Ciências de Lisboa
  25. a b Manuel Alegre eleito membro da Academia de Ciências de Lisboa, Lux 16.11.2016
  26. ANTUNES, Telles. Vítimas do Terramoto de 1755 no Convento de Jesus (Academia das Ciências de Lisboa).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Academia das Ciências de Lisboa (1999). Academia das Ciências de Lisboa: Fundada em 1779. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa 
  • Aires, Cristóvão (1927). Para a História da Academia das Sciências de Lisboa. Separata do Boletim da Segunda Classe da Academia das Sciências de Lisboa, vol. 12. Coimbra: Imprensa da Universidade 
  • Amaral, Ilídio (2012). Nótulas Históricas Sobre os Primeiros Tempos da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Colibri. ISBN 978-989-689-261-6 
  • Carvalho, Rómulo de (1987). D. João Carlos de Bragança, 2.º Duque de Lafões: Fundador da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa 
  • Medina, João (2004). História de Portugal. 20 e IX. Amadora: Ediclube, Edição e Promoção do Livro, Lda. ISBN 972-719-268-8 
  • REIS, Fernando. «Academia das Ciências de Lisboa», in Ciência em Portugal: Personagens e Episódios. Lisboa, Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
  • Ribeiro, José Silvestre (1871–1914). Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos successsivos reinados da monarchia. II. Lisboa: Academia Real das Sciências 
  • Santana, Francisco (dir.); Sucena, Eduardo (dir.) (1994). Dicionário da História de Lisboa. Sacavém: Carlos Quintas & Associados - Consultores. ISBN 972-96030-0-6 
  • «Academia das Ciências de Lisboa», in Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
  • Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Volume 1. Desde 1780 a 1788. Lisboa: Typografia da Academia. 1797. Consultado em 7 de maio de 2013 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]