José Maria Goulart de Andrade

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Goulart de Andrade
Nascimento 6 de abril de 1881
Porto de Jaraguá,  Alagoas
Morte 19 de dezembro de 1936 (55 anos)
Rio de Janeiro,Distrito Federal
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Engenheiro, geógrafo, jornalista, poeta, cronista, romancista e teatrólogo

José Maria Goulart de Andrade (Porto de Jaraguá, Maceió, 6 de abril de 1881Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1936) foi um escritor brasileiro.

Era filho de Manuel Cândido Rocha de Andrade, oficial da Marinha e engenheiro, e de Leopoldina Pimentel Goulart de Andrade. Fez os estudos preparatórios na terra natal, indo matricular-se, aos 16 anos de idade na Escola Naval do Rio de Janeiro, onde fez o curso prévio. Ingressou na Escola Politécnica, por onde se diplomou em Engenharia civil em 1906.

Ao deixar de lado as aspirações de fazer-se oficial de marinha, procurou e obteve um posto na prefeitura do Rio de Janeiro. Desde cedo, vinculou-se ao grupo de poetas boêmios, entre os quais Guimarães Passos (seu conterrâneo), Olavo Bilac, Emílio de Menezes e Martins Fontes.

Como poeta, esmerou-se na especialidade das poesias difíceis, foi um cultor do soneto de forma fixa, o vilancete, o rondó, a balada e sobretudo o canto real, uma das mais complexas formas poéticas. Tornou-se também jornalista, sendo um dos redatores de O Imparcial nos primeiros tempos, onde teve convívio com João Ribeiro, Humberto de Campos e Augusto de Lima. Publicou inúmeros trabalhos na Revista da Academia Brasileira de Letras.

Goulart de Andrade foi engenheiro, geógrafo, jornalista, poeta, cronista, romancista e dramaturgo.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Poesias, 1909-1905 (contém: Livro Bom, Livro Proibido e Livro Intimo (1907)
  • Névoas e Flamas (1911)
  • Assunção (1913)
  • Poesias (1917) (em dois volumes, contém Livro Bom, Livro Proibido, Livro Íntimo e Névoas e Palmas.
  • Contos do Brasil novo (1923)
  • Ocaso (1934)

Peças de teatro[editar | editar código-fonte]

  • Depois da Morte
  • Renúncia
  • Sonata ao Luar
  • Jesus
  • Os Inconfidentes (1909)
  • Numa nuvem (1909)
  • Um dia a casa cai (1923)

Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Apresentou-se candidato à Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 6, sucedendo a Artur Jaceguai. Teve como concorrente o príncipe D. Luís de Bragança. Foi eleito em 22 de maio de 1915, recebido em 30 de setembro de 1916 pelo acadêmico Alberto de Oliveira.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Poetas do Brasil: (bibliografia) de Antônio Simões dos Reis publicado em 1949 pelas Organizações Simões citado na página 190.
  • Panorama da poesia brasileira de Antônio Soares Amora, Edgard Cavalheiro publicado em 1959 citado na página 176.


Precedido por
Artur Jaceguai
Olivenkranz.png ABL - terceiro acadêmico da cadeira 6
1915 — 1936
Sucedido por
Barbosa Lima Sobrinho