Piracuruca

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Piracuruca
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo
Símbolos
Bandeira de Piracuruca
Bandeira
Hino
Gentílico piracuruquense
Localização
Localização de Piracuruca no Piauí
Localização de Piracuruca no Piauí
Piracuruca está localizado em: Brasil
Piracuruca
Localização de Piracuruca no Brasil
Mapa de Piracuruca
Coordenadas 3° 55' 40" S 41° 42' 32" O
País Brasil
Unidade federativa Piauí
Municípios limítrofes Cocal, Caraúbas do Piauí, Brasileira, Batalha, São João da Fronteira, Cocal dos Alves e São José do Divino
Distância até a capital 196 km
História
Fundação 28 de dezembro de 1889 (133 anos)
Administração
Prefeito(a) Francisco de Assis da Silva Melo (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 2 380,511 km²
População total (IBGE/2010[2]) 27 548 hab.
Densidade 11,6 hab./km²
Clima Tropical
Altitude 60 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,609 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 85 789,320 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 3 254,40

Piracuruca é um município do estado do Piauí, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 03º 55' 41" sul e a uma longitude 41º 42' 33" oeste, estando a uma altitude de 60 metros. Sua população estimada em 2004 era de 26 754 habitantes.

Em Piracuruca, fica localizado o Parque Nacional de Sete Cidades.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Piracuruca" é um termo de origem tupi que significa "peixe roncador", através da junção dos termos pirá (peixe) e kuruk (roncador)[5]. É uma referência ao Rio Piracuruca, que corta a cidade.

Localização[editar | editar código-fonte]

Está localizado no norte do estado do Piauí, no Brasil. A distância entre a sede e a capital do estado, Teresina é de 196 quilômetros, que podem ser vencidos em três horas e meia de carro, com acesso pela BR-343 ou pela PI-115.

História[editar | editar código-fonte]

Vista de um palacete típico da arquitetura de Piracuruca.
Histórica edificação da escola Anísio Brito.

O município de Piracuruca encontra-se na Região Nordeste do Brasil. Sua história ainda é pouco pesquisada, repleta de mitos e lendas. Não se sabe a data da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Piracuruca. Mas, de acordo com o historiador padre Cláudio Melo em seu livro "Fé e Civilização", provavelmente aconteceu em 1722 ou em 1723, em razão do desmembramento da Freguesia do Surubim (Campo Maior). É provável que o primeiro sacerdote católico tenha sido o padre João da Costa Pereira, sesmeiro e desbravador do século XVII. Sabe-se que, em 1732, o padre José Lopes Pereira iniciou suas atividades, interrompendo-as em 1742, quando foi transferido para a recém-criada Freguesia do Desterro do Piauí. Segundo o padre Cláudio Melo, o vigário José Lopes Pereira ainda retornou em dois períodos: de 1763 a 1767; e o último, de 1772 a 1780. Durante seu exercício, foi auxiliado por frades carmelitas e outros missionários.

A ocupação da área de sua jurisdição (Brejo, Maranhão; Parnaíba; Buriti dos Lopes; Bom Princípio do Piauí; Batalha; Pedro II; Domingos Mourão; Milton Brandão; Lagoa de São Francisco; Piracuruca; Cocal; Cocal dos Alves; São José do Divino; Brasileira; São João da Fronteira) está relacionada com o fim do período holandês no Recife, em 1654, decorrendo na migração dos tabajaras, liderados pela família Camarão, para a serra da Ibiapaba; o povoamento de cristãos-novos, judeus convertidos, e demais degredados (ciganos, inclusive) por determinação da Coroa portuguesa, oriundos de Portugal e dos Açores; a construção das estradas de ligação entre o Maranhão e o Ceará; a revolta de Beckman, irmãos cristãos-novos, donos de engenho no Maranhão; o aldeamento dos jesuítas em Viçosa do Ceará, na serra da Ibiapaba; a atuação de bandeirantes paulistas (capitão-mor, mestre do campo da conquista do Piauí, Francisco Dias de Siqueira, conhecido como "O Surdo" ou "O Apuçá", auxiliado por João Pires de Brito; capitão-mor João Amaro Maciel Parente), baianos (capitão-mor Bernardo de Carvalho e Aguiar, Coronel Pedro Barbosa Leal); e maranhenses (Capitão-mor do Maranhão Vital Maciel Parente) e pernambucanos (capitão-mor Antônio da Cunha Souto Maior, mestre da conquista do Piauí e do Maranhão); a ação evangelizadora de missionários de várias ordens religiosas: mercedários, carmelitas e jesuítas, por exemplo.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1718 e 1743 a mando de Manuel Dantas Correia e José Dantas Correia[6], porém, desconhece-se se os dois tinham alguma ligação com os carmelitas e mercedários que atuavam no norte do Piauí. Uma de suas primeiras imagens, Nossa Senhora do Monte Serrat, fora trazida da Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrat, construída em 1711 pelo Coronel Pedro Barbosa Leal na Vila Velha da Parnaíba, em razão do aumento dos ataques dos tremembés à região, no começo do segundo decênio do século XVIII.

A freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo tornou-se vila de Nossa Senhora do Carmo da Piracuruca através de Decreto Regencial em 6 de julho de 1832, e foi emancipada politicamente, elevando-se à categoria de cidade pelo Decreto Estadual nº 1, de 28 de dezembro de 1889.

Piracuruca é um nome tupi que significa "peixe que ronca". A cidade foi fundada a partir de antiquíssima fazenda de gado, situada às margens do rio do mesmo nome, na rota da passagem de colonizadores que, do Ceará, adentravam pela terra dos índios tocarijus rumo ao Maranhão.

A cidade guarda, até hoje, a aparência da arquitetura do tempo colonial e destaca-se pela hospitalidade do seu povo. A economia baseia-se na pecuária e no extrativismo da carnaubeira, palmeira nativa que produz resinas vegetais de larga aplicação na indústria.

Lista de ex-prefeitos de Piracuruca[editar | editar código-fonte]

Alguns prefeitos de Piracuruca ( lista a completar).

Prefeitos:

1 – 1930 a 1934 – Anfrísio Gomes Rocha

2 – 1934 a 1937 – Luiz de Morais Meneses (Lucas Meneses)

3 – 1935 – José Lopes da Trindade (em exercício: junho a outubro)

4 – 1937 a 1939 – Luiz de Morais Meneses (Lucas Meneses)

5 – 1939 – José Lopes da Trindade

6 – 1939 a 1940 – Raimundo Ney Baumann

7 – 1940 a 1941 – João Fortes de Siqueira

8 – 1941 – José Lopes da Trindade

9 – 1941 a 1945 – Antônio José de Sousa

10 – 1945 a 1946 – José Bittencourt Pereira

11 – 1946 – Torquato Pereira de Araújo

12 – 1946 – Agenor de Morais Meneses

13 – 1946 a 1947 – Cícero Fortes de Cerqueira

14 – 1947 a 1948 – Luiz de Brito Melo

15 – 1948 – José Bittencourt Pereira (em exercício: janeiro)

16 – 1948 a 1951 – Raimundo da Silva Ribeiro (Doca Ribeiro)

17 – 1949 – José Lopes da Trindade (em exercício: janeiro, julho e dezembro)

18 – 1950 – José Lopes da Trindade (em exercício: maio e junho)

19 – 1951 a 1955 – Luiz de Brito Melo

20 – 1951 – José Lopes da Trindade (em exercício: agosto e outubro)

21 – 1952 – José Lopes da Trindade (em exercício: abril a dezembro)

22 – 1953 – Raimundo da Silva Ribeiro (em exercício: fevereiro e outubro)

23 – 1954 – Raimundo da Silva Ribeiro (em exercício: fevereiro a julho e novembro)

24 – 1955 a 1959 – José Mendes de Moraes (Geroca)

25 – 1957 – João Fortes de Almeida Portugal (em exercício: maio)

26 – 1959 a 1961 – José de Brito Magalhães

27 – 1961 a 1962 – Raimundo da Silva Ribeiro

28 – 1962 – Félix do Amaral Cerqueira

29 – 1962 a 1963 – Aníbal de Moraes Fontenele

30 – 1963 a 1967 – José Mendes de Moraes (Geroca)

31 – 1967 a 1971 – Raimundo da Silva Ribeiro

32 – 1971 – 1973 – Cícero Fortes de Cerqueira

33 – 1973 – Raimundo da Silva Ribeiro

34 – 1973 a 1977 – Clarindo Primo de Sampaio

35 – 1977 – 1983 – Franklin de Andrade Fontenele

36 – 1980 – João Coelho de Brito (em exercício: abril a outubro)

37 – 1983 a 1988 – Gonçalo Rodrigues Magalhães

38 – 1989 a 1992 – Adelino Fortes de Moraes Melo

39 – 1991 – Francisco Machado de Sampaio (em exercício: maio)

40 – 1993 a 1996 – Gonçalo Rodrigues Magalhães

41 – 1993 – José de Morais Brito (em exercício: junho a julho)

  • Luís de Brito Melo;
  • Raimundo da Silva Ribeiro;
  • Torquato Pereira de Araújo;
  • José Mendes de Morais;
  • Franklin de A. Fontenelle;
  • Gonçalo Rodrigues Magalhães,
  • Adelino Fortes de M Melo;
  • Raimundo Gomes Machado;
  • Raimundo Alves Filho;
  • Alcides Cardoso de Araújo;
  • Raimundo Vieira de Brito.

Raimundo Alves Filho (atual). No dia 2 de outubro de 2016, o atual prefeito venceu as eleições municipais e no dia 1 de janeiro de 2017 entrou em seu 4° mandato como gestor do município de Piracuruca.

Perspectivas[editar | editar código-fonte]

Agroindústria[editar | editar código-fonte]

O município de Piracuruca é um dos maiores produtores de castanha de caju da região norte do estado bem como se desenvolve aceleradamente a atividade apícola, que juntos formam dois importantes vetores que viabilizam a criação de pequenas indústrias do setor.

A administração municipal busca resgatar esta viabilidade e proporcionar incentivo a investimentos nesta área, que seguramente será um forte gerador de empregos.

Agricultura familiar[editar | editar código-fonte]

A barragem do rio Piracuruca, que acumula 250 000 000 de metros cúbicos de água, oferece, em suas margens, a fantástica oportunidade de fixação de pequenos lotes onde centenas de famílias podem produzir legumes e verduras durante o ano inteiro, além de possibilitar a piscicultura em tanques-rede.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Estação Ferroviária de Piracuruca edificada em 1923 pela Estrada de Ferro Central do Piauí.[7]

O potencial turístico do município de Piracuruca encontra-se nas belezas naturais e arquitetônicas, o Complexo Turístico Prainha, Barragem, Parque Nacional de Sete Cidades, Parque Ambiental Henriqueta Fortes de Cerqueira, dentre outras. A arquitetura e os casarões e palacetes do centro da cidade, a Estação Ferroviária feita em 1923 e a monumental igreja matriz construída de pedra em estilo barroco[8] e a rica história da cidade formam um conjunto de belezas que enchem os olhos de quem vem conhecer a cidade.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

Edificação histórica onde funciona a Biblioteca Municipal de Piracuruca

Conforme a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas a biblioteca Municipal de Piracuruca tem a denominação oficial de Biblioteca Pública Municipal Poetisa Luiza Amélia.[9] Funciona no Espaço Jovem sediado no prédio do Padre Sá Palácio, historicamente conhecido por Casa Imperial da Intendência de Piracuruca, localizada na Praça Irmãos Dantas, onde também funciona academia pública, aulas de música, e emissão de documentos de identificação.

Construção conhecida como Casarão Padre Sá, Palácio Municipal e Casa Imperial da Intendência de Piracuruca e de acordo com a Lista do patrimônio histórico no Piauí: A antiga Casa da Intendência foi a primeira sede do Governo Municipal de Piracuruca, quando de sua instalação em 23 de dezembro de 1823. Presume- se que o prédio tenha sido edificado pelo Padre Sá Palácio entre 1812 e 1823, tendo sido lá o local da leitura da Proclamação por Leonardo das Dores castelo Branco no ato de adesão da Piracuruca à Intendência do Brasil. Ao longo do tempo o prédio serviu a diversas atividades públicas e tornou-se residência, também, por várias ocasiões.[10]


Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  6. «Piracuruca – Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo». i-Patrimônio - Patrimônio Cultural Brasileiro. Consultado em 12 de julho de 2021 
  7. BASTOS, Cláudio de Albuquerque. Dicionário histórico e geográfico do estado do Piauí. Teresina, FCMC/PMT, 1994
  8. BARRETO, Paulo Thedim. O Piauí e sua arquitetura. In: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nº 2. Rio de Janeiro – 1938.
  9. Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas - Relação de Bibliotecas Públicas no Estado do Piauí Arquivado em 10 de setembro de 2016, no Wayback Machine. - novembro de 2013. SNBP. Acesso feito em 24 de novembro de 2019.
  10. PIAUÍ, SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO PIAUÍ, COORDENAÇÃO DE REGISTRO E CONSERVAÇÃO. BENS TOMBADOS E REGISTRADOS DO PIAUÍ. SECULT – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Baci-4s.jpg O município possui sítio arqueológico (arte rupestre brasileira) de interesse histórico e turístico!
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