Cristão-novo

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Cristão-novo ou converso era a designação dada em Portugal e Espanha aos judeus convertidos ao cristianismo, em contraposição aos cristãos-velhos.

Nota Introdutória do Professor António José Saraiva[editar | editar código-fonte]

A leitura deste assunto em epígrafe, remete desde logo para a compreensão: “A única realidade da dicotomia entre Velho e Novo Cristão só existia na taxonomia Inquisitória. A definição religiosa ou étnica dos cristãos novos eram, em última análise, meramente formais e burocráticos. Além disso, a etiqueta do Novo Cristão pode se basear em rumores originários de genealogias duvidosas, calúnia e intriga.” No livro “Account of the Cruelties exercised by the inquisition in Portugal, 1708” o autor escreve que “o rótulo Novo Cristão é baseado em meras presunções, acolchoado e inchado com invenções e mentiras”. Este último, sendo um livro que ao não identificar o autor não é propriamente aceite, mas que da sua análise fornece "lógica" com descritivos que na sua avaliação fazem corresponder, inteerligar, os factos omissos, ocultos, na forma que a Inquisição relatava os seus procedimentos. [1][2]

António José Saraiva reviu o seu trabalho cinco vezes, com discussões de décadas com outros autores como I.S. Révah, tendo em sua última revisão apresentado moderadamente uma visão que leve para a frente o estudo de tão complexo assunto, tratando-se de antissemitismo. A primeira consequência da história é informar, educar, para que os erros do passado não se voltem a repetir. Nem Jesus Cristo defendia a catalogação de pessoas humanas, indivíduos, sua perseguição, quer pela cor de pele, religião, cultura, etc. , mas sim a compreensão e irmandade entre indivíduos da raça humana. A Inquisição portuguesa advogava extirpar os Judeus pela heresia de praticarem a sua própria religião, e assim, purificar o catolicismo Português tinha realmente outros fins. O resultado seria oposto inculcando pessoas ao judaísmo, que não o eram, tornando a Inquisição em uma “Fábrica de Judeus”. O “Cristão Novo” era co-extensivo socialmente aos Portugueses de classe média mercantil que os Portugueses feudais da alta sociedade não queriam tolerar. As vítimas da Inquisição ascenderia a quarenta mil, assim categorizados, que eram em maior parte distintos Cristãos,devotos, parcialmente senão ficcionalmente com ancestralidade Judia. Era esse o seu único crime. O procedimento da Inquisição Portuguesa não estava desenhada com a concepção de distinguir Culpados de Inocentes, considerando quaisquer defensores, uma vez categorizados "Novos Cristãos", uns Judaizadores. [3]

Os “Marranos” foi um termo que cairia em desuso para os “Cristãos Novos”, e a palavra “Judeu” tomou conta da função acusatória, tendo muitos autores conjugado ou juntado as designações, em uma história tão complexa. Esta foi a ostensiva justificação desde 1536 e que perduraria durante 230 anos. [4] Quem eram os Judeus? Quem eram os Inquisidores? Ainda hoje é um puzzle cheio de paradoxos. Um dos autores, Julio Caro Baroja, baseava-se na “autenticidade” dos documentos inquisitoriais, o que não implica a sua veracidade, e fê-lo com um ponto de vista Marxista, que António José Saraiva não usa. [5]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Existia uma desconfiança entre helenistas e o judaísmo, e das várias tendências e conjugações a que levaria a melhor seria o cristianismo helénico. A partir daí ficariam apenas duas religiões a disputar as almas, como diria o autor: Judaísmo e Cristianismo. Um detalhe importante é que a nascida religião recrutava preferencialmente Judeus, sendo verdade até para o Apóstolo Paulo.

Vários Imperadores Romanos perseguiram Cristãos como anti-Românicos (vide a historia de S. Sebastião). Em 313 o Imperador Constantino converteu-se ao Cristianismo e tornar-se-ia a religião oficial do Império. Os Judeus existiam na Península Ibérica desde antes do Cristianismo.

Em 409 invadiram a Península Ibérica várias tribos bárbaras, Germanicos Swabi, Vândalos, Alanos seguindo-se os Visigodos que eram aliados dos Romanos, estabelecendo o Reino Hispano-Visigótico. Os Reis Visigóticos eram Arianos. O Primeiro Imperador Germano-Romano seria Alarico II, que inicia perseguições a Judeus, passando pelo Concílio de Toledo em 633, e no 6º concílio aplica-se o “Placitum” que distinguia ou vigiava os judeus convertidos ao cristianismo, até ao 6º grau de parentesco ou consanguinidade, até à invasão dos Mouros em 711. Dar-se-ia depois a reconquista e as perseguições continuaram, modificando algumas características até que em reinado de João II (1425-1454) atingiriam a Paz. No final do século XV iniciar-se-ia novamente em Espanha.[6]

Sempre existiram minorias étnicas e religiosas em Portugal, sendo os judeus, mouros e, mais tarde, os contingentes mais expressivos. Os primeiros antecedem provavelmente as invasões dos segundos, tendo gozado muitas vezes de proteção e favorecimento régios, mercê das suas fortunas e atividades mercantis, e até da sua preponderância cultural. Inseridos num Portugal agro-pecuário e piscatório, dedicar-se-ão aos ofícios ou a atividades liberais (comércio de capitais, ciência, medicina, farmácia, artesanato, ourivesaria, sapataria, alfaiataria e tecelagem) e gradualmente ao comércio e especialmente à finança, onde não conheciam grande concorrência, por ser vedado ao cristão a possibilidade de receita de juros através do crédito considerando tal usura.

Ao longo da Idade Média, habitaram preferencialmente - de acordo com as suas ocupações profissionais - nas maiores aglomerações urbanas do Reino, em bairros próprios (judiarias; mourarias no caso dos árabes ou mouros, menos numerosos), praticando o seu culto, falando o seu idioma e mantendo as suas tradições ancestrais. Diplomaticamente, mantinham fidelidade à Coroa, a ela se subordinando. À parte alguns incidentes, principalmente motivados por questões religiosas, a sua vida no Reino não correu nunca grandes riscos de ser posta em causa.

Todavia originaria um ferverosismo na Igreja Católica e no Povo, que originaria julgamentos de pessoas que não o eram Judias ou apenas por terem algum ascendente Judeu, o que muitas vezes era falso. A Inquisição faziam-se munir de 6 testemunhas que, ou porque temiam pela vida e dos seus familiares, , outros escolhidos para que o julgamento ocorresse de acordo com as pretensões Inquisitoriais, em muitos casos não apresentavam factos e bastava proclamarem "a dúvida" sobre o acusado. Facto interessante é que aos "acusados" não lhes era dado o conhecimento dos acusadores. Desconheciam as testemunhas que não lhes eram reveladas, qual os factos que enunciavam, tornando a defesa de um processo acusatório quase impossível. Este tema será abordado no "Primeiro Regimento de Inquisição Portuguesa-no ano de 1552", "Segundo Regimento de Inquisição Portuguesa-ano de 1613", "Terceiro Regimento de Inquisição Portuguesa-ano de 1640".[7]

Oposição entre cristãos novos e velhos[editar | editar código-fonte]

Mesmo assim, temos as grandes revoltas antijudaicas de 1391 e depois uma série de campanhas de pregação no início do século XV que conduzem à conversão maciça dessas comunidades ao cristianismo.

Assim, se em meados do século XV a maioria dos cristãos novos era artesã, nessa altura, como eram populações altamente educadas e letradas, passam igualmente a ser bispos, abades, consultores do rei, etc. e que até aí, como é óbvio, estavam excluídos dessas carreiras. Rapidamente, num espaço de 50 anos, competem com os antigos para todos estes importantes lugares[8].

É assim nesta atitude de inveja que surge uma revolta em Toledo, em 1449 contra os cristãos novos, acusando-os de cumplicidade com o rei. Isso vai conduzir aos primeiros estatutos de “limpeza de sangue” da Península Ibérica, em que os cristãos novos passam a ser discriminados e segregados, não podendo aceder a lugares públicos dentro do concelho[8].

O rei ainda condenou este processo mas não teve capacidade para o interromper. Depois houve uma tentativa de alargar estes estatutos de “limpeza de sangue” às ordens religiosas em todo o lado. O papa também se opôs mas acabou por ceder. A discriminação passou a ser institucionalizada[8].

A inquisição só é constituída em 1478 (em Espanha segundo A.J.S.) e começa a perseguir os cristãos novos acusados de judaísmo[8].

Expulsão da comunidade judaica de Portugal[editar | editar código-fonte]

Após a expulsão dos judeus de Espanha por Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão em 1492, cerca de 60.000 judeus que recusaram-se a converter-se à religião cristã emigraram para Portugal. D. João II, influenciado por judeus importantes na Corte, acolhe-os, mas impõe-lhes o pagamento de oito ducados de ouro[nota 1], quantia deveras elevada para a época, para permanecerem em terras lusitanas (os que não podiam pagar este valor viam metade dos seus bens confiscados para a Coroa). Pretendia-se a fixação de operários especializados, que faltavam em Portugal. Falecido D. João II, sucede-lhe D. Manuel, monarca que se revelou tolerante para com os judeus que não podiam pagar. No entanto, em Março de 1497, é imposta a expulsão da comunidade judaica de Portugal por meio de uma lei que entrou em vigor naquele mesmo ano. Para impedir a saída de tanta gente (e, consequentemente, de capital) do Reino, D. Manuel decreta a conversão forçada de muçulmanos e judeus ao Cristianismo no prazo de dez meses, criando assim o conceito de cristão-novo. Caso não o aceitassem, teriam que abandonar Portugal e as suas colónias ultramarinas. A medida foi uma tentativa de homogeneizar a religião na Península Ibérica e consta do acordo de casamento entre D. Manuel e a Infanta Isabel de Aragão, à data herdeira dos Reis Católicos.

(Contrariamente ao supramencionado no parágrafo anterior, e segundo António José Saraiva, Primeiramente o decreto datado de 19 de Março de 1497 ordenava que todas as crianças com menos de 14 anos fossem extirpadas das suas famílias e baptizadas, não se sabendo quantas foram devolvidas aos seus Pais após a Conversão Geral de Junho de 1497. Outro decreto promulgado posteriormente em 13 de Maio de 1497, excepcionava pelo período de 20 anos, a investigação de judeus que se convertessem ao cristianismo[9])

Em Abril de 1499, um alvará proíbe a saída do Reino aos cristãos-novos. Todavia, não lhes era limitada a ascensão a cargos políticos ou administrativos e podiam casar-se com cristãos-velhos. No tempo de D. Manuel, o título de cristão-novo não era impedimento à admissão aos cargos eclesiásticos ou do Estado. Apesar de uma certa liberdade de consciência e de alguma protecção régia, a situação assumiu contornos dramáticos na Páscoa de 1506. Em 19 de Abril, iniciou-se uma revolta popular impulsionada por frades dominicanos contra os cristãos-novos, que se prolongou por três dias. A multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou centenas de pessoas acusadas de serem judias. Este episódio, conhecido como o Massacre de Lisboa, acentuou o clima de crescente anti-semitismo em Portugal e levou muitas famílias a abandonar o Reino.

(De relembrar que os Pregadores escolhidos nos Tribunais de Santo Ofício, eram normalmente escolhidos nas recem criadas Órdens: frades dominicanos, e Jesuítas.[10])

Perseguição da Inquisição[editar | editar código-fonte]

Alguns cristãos-novos, porém, permaneceram fieis à sua religião original (sendo assim denominados de marranos ou criptojudeus) e inventaram formas de esconder a sua convicção religiosa. As alheiras, um tipo de enchido de carne de galinha e outras aves, foram por exemplo criadas para imitar os tradicionais chouriços de carne de porco, proibida aos judeus. O falhanço da seriedade de muitas conversões levou a que D. João III mandasse instalar a Inquisição em Portugal em 1536, e ao estabelecimento de uma política de distinção em relação aos cristãos-novos.

Sob o espectro e segundo a visão da Inquisição, nunca mais os cristãos-novos, maioritariamente judeus, tiveram tranquilidade em Portugal. Continuaram, clandestinamente, a fugir para os Países Baixos, Constantinopla, Norte de África, Salónica, Itália e Brasil, mantendo laços secretos e apoiando os cristãos-novos portugueses. Muitas das cerca de 1.500 vítimas mortais da Inquisição portuguesa eram cristãos-novos, assim como boa parte dos seus 25.000 processos. O Santo Ofício influiria no desaparecimento dos ofícios nas regiões de Trás-os-Montes e Beiras, onde os judeus eram os dinamizadores da produção de têxteis, sedas e lanifícios. Para além do confisco de bens, os cristãos-novos foram também vítimas dos atestados de limpeza de sangue nas candidaturas a cargos públicos, militares ou da Igreja, o que os afastava por possuírem confirmação inquisitorial.

Fim da perseguição[editar | editar código-fonte]

No século XVII, o apoio financeiro e político dos cristãos-novos à Restauração – através das conexões judaicas de origem portuguesa na Europa – ter-lhes-á permitido uma certa ascensão social e algumas liberdades e garantias, iniciando-se o reaparecimento dos grupos mercantis. Com a morte de D. João IV, porém, recomeça a perseguição aos cristãos-novos. Apenas a 25 de Maio de 1773, já em plena época das luzes, Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro-ministro de D. José I, promulga uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristão-novos.

Foram queimadas as listas de cristãos-novos no Reino, foi abolida a limpeza de sangue e passou a ser proibido usar a palavra cristão-novo, quer por escrito, quer oralmente. As penas para quem usasse a expressão eram pesadas. Algumas fontes referem que Sebastião José de Carvalho e Melo tomou estas medidas a favor dos cristãos-novos devido ao facto de estes, sendo na sua grande maioria comerciantes, darem um grande contributo económico a Portugal. A partir daí, os cristãos-novos passaram a poder exercer todos os cargos e empregos públicos, a par do domínio da burguesia, eliminando-se as estruturas do Antigo Regime. Em 1779, no reinado de D. Maria I, o Papa Pio VI concedeu autorização aos cristãos-novos para desempenharem cargos eclesiásticos, tendo ainda lhes sido concedida autorização para aderir às ordens militares. A Inquisição transformou-se em tribunal de Estado, acabando com a perseguição daquela instituição clerical contra os cristãos-novos.

Os cristãos-novos acabaram por ser absorvido pela sociedade católica portuguesa, exceto em pequenos grupos cripto-judaicos, como os judeus de Belmonte.

Cristãos-novos notáveis[editar | editar código-fonte]

Samuel Usque (que escreveu a famosa Consolação às Tribulações de Israel e a Bíblia de Ferrara, dedicada a Dona Gracia, natural de Lisboa, mecenas e protetora dos judeus da Diáspora depois do Decreto de Alhambra), Pedro Nunes (matemático), Abraão Usque (editor e tradutor), Garcia de Orta (médico e naturalista), Abraão Pimentel (Rabino da Sinagoga Portuguesa de Amsterdã), Ribeiro Sanches (médico), Rodrigues Lobo (poeta) e um dos maiores pensadores da história:Espinosa, são alguns dos cristãos-novos portugueses com dimensão histórica e cultural nas áreas do pensamento, técnica, artes e letras. Muitos foram perseguidos por isso: Matias Pereira e Pedro Nunes Pereira, netos de Pedro Nunes, foram acusados de judaísmo e presos pela Inquisição em 1623; António José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num auto-de-fé em Lisboa em Outubro de 1739; após a morte de Garcia de Orta, a sua irmã Catarina foi condenada por judaísmo e queimada viva num auto-de-fé em Goa em 1569. Esta perseguição culminou em 1580 com a exumação da Sé de Goa dos restos mortais do próprio médico, tendo as suas ossadas sido queimadas numa macabra cerimónia da Inquisição.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. um ducado equivalia a aproximadamente 3,5g

Referências

  1. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL 
  2. Inquisition, One of the secretaries to the (1708). Account of the Cruelties exercised by the inquisition in Portugal. [S.l.]: printed for R. Burrough and J. Baker, at the Sun & Moon in Cornhill 
  3. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. ix 
  4. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. xvi 
  5. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. xxi 
  6. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL 
  7. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. 42 a 49 
  8. a b c d “O império português é talvez o mais flexível a gerir populações coloniais até ao século XVIII”, entrevista a Francisco Bethencourt por Isabel Salema, jornal O Publico, Londres, 27 de Junho de 2014
  9. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. 12 
  10. Saraiva, António José (2001). The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas. [S.l.]: BRILL. p. 108 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA - The Marrano Factory: The Portuguese Inquistion and Its New Christians 1536-1765, 402 páginas,editora BRILL, 2001
  • Diciopédia 2006 DVD-ROM, Porto Editora Multimédia
  • VÁRIOS, Dicionário da História de Portugal vol. II – Direcção de Joel Serrão, Livraria Figueirinhas/Porto – pp. 232–235
  • NEVES, Pedro Almiro, MAIA, Cristina, BAPTISTA, Dalila e AMARAL, Cláudia, Novo Clube de História 8 – Parte 1, Porto Editora, 2006, pp. 130–136
  • POETTERING, Jorun, Migrating Merchants. Trade, Nation, and Religion in Seventeenth-Century Hamburg and Portugal, Berlin, De Gruyter, 2019, ISBN 978-3-11-046993-6.
  • VÁRIOS, Nova Enciclopédia Larousse vol. 7, Círculo de Leitores, 1999, pp. 2091–2092
  • VÁRIOS, Nova Enciclopédia Larousse vol. 12, Círculo de Leitores, 1999, pp. 3686–3687
  • VÁRIOS, Nova Enciclopédia Larousse vol. 18, Círculo de Leitores, 1999, pp. 5602–5603
  • Subsídios para o estudo genealógico dos judeus e cristãos-novos e a sua relação com as famílias portuguesas, por Manuel Abranches de Soveral, in soveral.info

Ligações externas[editar | editar código-fonte]