Alberto Dines

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Alberto Dines
Alberto Dines em 2010.
Nascimento 19 de fevereiro de 1932 (85 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Jornalista, professor universitário, biógrafo e escritor
Prémios Prémio Jabuti 1993

Alberto Dines (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1932) é um jornalista, professor universitário, biógrafo e escritor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Casou-se em primeiras núpcias com Ester Rosali Dines, sobrinha de Adolfo Bloch, com quem teve quatro filhos, e em segundas núpcias com a jornalista Norma Couri.[1]

Carreira jornalistica[editar | editar código-fonte]

Como crítico de cinema, Alberto Dines iniciou sua carreira no jornalismo em 1952 na revista A Cena Muda; transferiu-se para a recém-fundada revista Visão no ano seguinte, convidado por Nahum Sirotsky para cobrir assuntos ligados à vida artística, ao teatro e ao cinema. Logo após passou a fazer reportagens políticas. Já em 1957 trabalhou para a revista Manchete, até se demitir da empresa após desentendimentos com Adolpho Bloch, seu proprietário. Em 1959 assumiu a direção do segundo caderno do jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Já em 1960, colaborou para o jornal Tribuna da Imprensa, então pertencente ao Jornal do Brasil.[1]

Em 1960, convidado por João Calmon, dirigiu o jornal Diário da Noite, dos Diários Associados, pertencente a Assis Chateaubriand. Já em 1962 tornou-se editor-chefe do Jornal do Brasil, no qual permaneceu durante doze anos[1]; depois de anos driblando a ditadura à frente do Jornal do Brasil, foi demitido em junho de 1973 justamente por publicar um artigo que contrariava a direção do jornal, ao criticar a relação amistosa de seus donos com o governo do estado do Rio de Janeiro.[carece de fontes?] No ano seguinte foi para os Estados Unidos, onde foi professor-visitante na Universidade de Colúmbia. Voltou ao Brasil, em 1975, convidado por Cláudio Abramo para ser diretor da sucursal da Folha de S. Paulo no Rio de Janeiro. Em 1980, deixou este jornal e passou a colaborar no O Pasquim.[1]

Em seguida passou a residir em Lisboa assumiu cargo de secretário editorial do Grupo Abril, ficando em Portugal entre 1988 e 1995, onde lançou a revista Exame. Ainda em Portugal, no ano de 1994, criou o Observatório da Imprensa, periódico crítico de acompanhamento da mídia.[1]

Retornou ao Brasil em 1994. Em 1996, lançou no Brasil a versão eletrônica do Observatório da Imprensa, que conta atualmente com versões no rádio e na TV; este que passou a ter uma edição na TV Educativa do Rio de Janeiro em maio de 1998.[1]

Carreira no magistério[editar | editar código-fonte]

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, Dines dirigiu e lançou diversas revistas e jornais no Brasil e em Portugal. Leciona jornalismo desde 1963, iniciando suas aulas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-RJ), onde ficou até 1966. Em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, Nova Iorque.[1]

Convidado para paraninfar uma turma desta Faculdade logo após a edição do AI-5, fez um discurso criticando a censura e, em conseqüência, foi preso em dezembro de 1968 e submetido a inquérito.[1]

Retornou ao Brasil em 1994, sendo um dos responsáveis em criar do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade de Campinas (UniCamp), onde atualmente é pesquisador sênior.[2].

Publicações[editar | editar código-fonte]

Escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981) e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002 no filme Lost Zweig. Alberto Dines também fala sobre Stefan Zweig no documentário do mesmo diretor.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Alberto Dines recebeu em 1970, o Prêmio Maria Moors Cabot de jornalismo,[3] em 1993, o prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários,[4] em 2007, o Austrian Holocaust Memorial Award,[5] em 2009, o Austrian Golden Decoration for Science and Art,[5] e em 2010 a Ordem do Mérito das Comunicações, no grau Grã-Cruz.[6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - (CPDOC). «O Governo de Juscelino Kubitschek, verbete: Alberto Dines». Fundação Getúlio Vargas - FGV. Consultado em 15 de janeiro de 2018 
  2. «Conhecimento científico do jornalismo no Brasil: a contribuição de Alberto Dines». Agência FAPESP. 13 de março de 2012. Consultado em 14 de março de 2012 
  3. «Cabot Prize Past Winners» (em inglês). Columbia Journalism School. Consultado em 20 de março de 2012 
  4. «Jabuti - Edições Anteriores - Prêmio 1993». Câmara Brasileira do Livro. Consultado em 20 de março de 2012 
  5. a b «High Austria distinction for Alberto Dines, Brazilian journalist and biographer of Stefan Zweig» (em inglês). The Austrian Foreign Ministry. 24 de abril de 2009. Consultado em 20 de março de 2012 
  6. «Lula condecora jornalistas com a Ordem do Mérito das Comunicações». Ministério das Comunicações do Brasil. 30 de março de 2010. Consultado em 20 de março de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]