Associação Nacional de Jornais

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A Associação Nacional de Jornais (ANJ) é uma associação, sem fins lucrativos, brasileira. Fundada em 17 de agosto de 1979 a Associação Nacional de Jornais tem por objetivo defender a liberdade de expressão, do pensamento, da propaganda e o funcionamento irrestrito da imprensa, sempre observando os princípios da responsabilidade.[1]

A Associação Nacional de Jornais conta em 2019 com 97 empresas jornalísticas associadas e duas empresas colaboradoras.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Posicionamentos notórios

Em março de 2019, ao lado de outras associações, a ANJ condenou a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que ajudou a disseminar notícia falsa[3] em sua rede social:

"ABERT, ANER e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas."[4]

Em agosto de 2019 a ANJ condenou a fala do presidente Jair Bolsonaro que disse que a imprensa "está acabando" e o jornal Valor Econômico "vai fechar".

"O presidente ignora mais uma vez a relevância da atividade jornalística, sobretudo em uma era em que a desinformação e o sectarismo transbordam de redes sociais e manifestações oficias. (…) [Suas declarações são] equivocadas."
— ANJ

[5]

Em setembro de 2019 a ANJ disse que a medida provisória (MP) 896 proposta pelo presidente Jair Bolsonaro é uma ataque à Liberdade de imprensa. Também informou que a MP propocionará uma falta transparência dos atos públicos e passa por cima do Congresso, que é o responsável por legislar sobre o tema. Com a MP 896 não será mais obrigatório que atos oficiais de licitações públicas sejam informados em jornais de grande circulação. O governo alegou a medida visa cortar um gasto "injustificado para os cofres públicos". Em outra oportunidade Jair Bolsonaro disse que a MP é uma resposta à imprensa que é crítica ao seu governo. A MP irá perder a validade se não for aprovada pelo congresso em quatro meses.[6]

Em um evento promovido pela ANJ em outubro de 2019, foram abordadas as Deepfakes, um tipo falsificação que é feita em cima de arquivos digitais usando inteligência artificial.[7]

Objetivos segundo estatuto[editar | editar código-fonte]

  1. Manter sua independência.[8]
  2. Sustentar a liberdade de expressão, o funcionamento sem restrições à imprensa e o livre exercício da profissão.[8]
  3. Apurar e publicar a verdade dos fatos de interesse público, não admitindo que sobre eles prevaleçam quaisquer interesses.[8]
  4. Defender os direitos do ser humano, os valores da democracia representativa e a livre iniciativa.[8]
  5. Assegurar o acesso de seus leitores às diferentes versões dos fatos e às diversas tendências de opinião da sociedade.[8]
  6. Garantir a publicação de contestações objetivas das pessoas ou organizações acusadas, em suas páginas, de atos ilícitos ou comportamentos condenáveis.[8]
  7. Preservar o sigilo de suas fontes.[8]
  8. Respeitar o direito de cada indivíduo à sua privacidade, salvo quando esse direito constituir obstáculo à informação de interesse público.[8]
  9. Diferenciar, de forma identificável pelo leitor, material editorial e material publicitário.[8]
  10. Corrigir erros que tenham sido cometidos em suas edições.[8]

Presidência[editar | editar código-fonte]

Biênio Presidente[9] Instituição
1990 - 1992 Pedro Pinciroli Júnior Folha de S.Paulo
2010 - 2012 Judith Brito Folha de S. Paulo
2012 - 2014 Carlos Fernando M. Lindenberg Neto A Gazeta
2016-2018 Marcelo Reich Grupo RBS
2019-2020 (reeleito)[10] Marcelo Reich Grupo RBS

Instituições as quais faz parte[editar | editar código-fonte]

Prêmio[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jailton de Carvalho (18 de agosto de 2016). «Novo presidente da ANJ diz que jornais estão se tornando mais relevantes». O Globo. Rede Globo. Consultado em 30 de junho de 2019 
  2. «Jornais Participantes». ANJ. Consultado em 30 de junho de 2019 
  3. «Bolsonaro é criticado por disseminar acusação falsa contra jornalista». Portal Terra. 11 de março de 2019. Consultado em 17 de outubro de 2019 
  4. Matheus Lara. «Ataques ao 'Estado' visam desqualificar o jornalismo, dizem ANJ, Abert e Aner». Consultado em 17 de outubro de 2019 
  5. «ANJ condena fala de Bolsonaro contra imprensa». Estadão Minas. Consultado em 17 de outubro de 2019 
  6. «Bolsonaro volta a atacar imprensa livre». Correio. Rede Bahia. 9 de setembro de 2019. Consultado em 17 de outubro de 2019 
  7. «Não devemos entrar em pânico, e sim nos preparar, diz especialista em deepfakes». Folha de S.Paulo. Grupo Folha. 17 de outubro de 2019. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  8. a b c d e f g h i j «Código de Ética da Associação Nacional de Jornais (ANJ)». O Povo (jornal de Fortaleza). 7 de fevereiro de 2012. Consultado em 1 de julho de 2019 
  9. Ricardo. «Presidentes». ANJ. Consultado em 30 de junho de 2019 
  10. «Marcelo Rech é reeleito presidente da Associação Nacional de Jornais». Grupo RBS. Consultado em 30 de junho de 2019 
  11. «ANJ premiaAssociação Mundial de Jornais - Política - Estadão». Estadão. 15 de agosto de 2018. Consultado em 1 de julho de 2019 
  12. Agência Estado (31 de outubro de 2001). «ANJ recebe Prêmio Unesco 2001 - Política». Estadão. Consultado em 1 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]