Estrada de Ferro Central do Piauí

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Estrada de Ferro Central do Piauí
Ferrovia Teresina Parnaiba.png
Roxo: Abandonado
Área de operação Piauí
Tempo de operação em projeto–em projeto
Antecessora EFCP
Bitola 1,000 m
Extensão 340km
Trecho sobre um ponteão.

Estrada de Ferro Central do Piauí foi uma empresa ferroviária piauiense que ligava Teresina a Luís Correia (antiga Amarração), no litoral do estado.

História[editar | editar código-fonte]

Foi criada no início do século XX, inicialmente ligando a Vila de Amarração (atual Luís Correia) a Piracuruca. Entre os anos 50 e 60 foi interligada ao trecho de Piripiri a Altos. Assim efetivava-se sua completa interligação da capital Teresina ao pretenso porto marítimo de Amarração (Luís Correa), obra que se arrastava desde o império. A estrada de Ferro Central do Piauí foi prejudicada pela inconclusão do Porto; foi considerada de tráfego baixo e foi desativada em meados da década de 1990. Tinha rota nas cidades de Teresina, Altos, Campo Maior, Cocal de Telha, Capitão de Campos, Piripiri, Piracuruca, Brasileira, Cocal, Buriti dos Lopes, Parnaiba e Luís Correia. Conhecida também pela sigla EFCP, e integrava o sistema da RFFSA, Rede Ferroviária Federal S A. É quase paralela à BR 343.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Identificação quilométrica e altitudinal da Estação Ferroviária de Miradouro, perto de Altos (foto: Helano Lopes)

Sobre as execuções iniciais da construção ferroviária no Piauí a edição de 1926 do Almanaque da Parnaíba assim argumenta: “Assim foi que, em principio de 1899, [Jonas Correa] prestou valioso concurso aos concessionários da Estrada de Ferro Petrolina-Parnahyba, cuja construção teve seu início na cidade de Parnaíba, a 15 de janeiro daquele ano. Infelizmente, porém devido a uma imprevista decisão do Ministério da Viação, foram logo interrompidos os serviços da importante via de comunicação terrestre, ficando destarte ainda adiada a realização de tão justa aspiração dos piauienses. Somente três lustros depois, ou seja, em 1913, volveu o governo de novo suas vistas para a viação férrea no Piauí, incluindo no traçado da Rede de Viação Cearense o ramal Amarração-Campo Maior, que ficou a cargo da South American Railway Company. O coronel Jonas Correa, querendo prestar seu concurso direto a tão importante melhoramento para a terra piauiense, contratou em Londres, em começo daquele ano, com a supracitada companhia inglesa, juntamente com o ilustre engenheiro piauiense João Cabral, a construção de parte daquele ramal, ou seja, o extenso trecho da Vila de Amarração a cidade de Piracuruca, cerca de 150 quilômetros.

Em fins de junho de 1913, realizava-se em Amarração, em meio de justificadas demonstrações de jubilo, o início da construção do ramal contratado. Mais uma vez, entretanto, foram suspensos os trabalhos, por desinteligências surgidas entre a companhia inglesa e o governo federal [...] Reecentados que foram, mais tarde, em 1916, os ditos serviços, não foi dado ao coronel Jonas Correa, falecido no ano anterior, a satisfação, que por tanto tempo antegosara de ver a locomotiva cortando os primeiros palmos da terra piauiense”. (Almanaque da Parnaíba, 1926, p. 10-11).

Museu[editar | editar código-fonte]

Para preservar utensílios e demais objetos e estruturas memoriais foi criado em 2003 o Museu do Trem do Piauí pela secretaria de cultura do município de Parnaíba. Em Campo Maior a Estação Ferroviária serve sua estrutura a um museu.

Vandalismo[editar | editar código-fonte]

Atualmente algumas cidades gerenciam rudimentares políticas de conservação patrimonial da Estrada de Ferro Central do Piauí, mas o trecho mais vandalizado se encontra na zona urbana de Campo Maior.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]