Rio Bonito

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 Nota: Para outros significados para "Rio Bonito", veja Rio Bonito (desambiguação).
Rio Bonito
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Rio Bonito
Bandeira
Brasão de armas de Rio Bonito
Brasão de armas
Hino
Lema Mvnicipivm legesqve diligere[1]
"O Município para o Amor e as Leis"[2]
Gentílico rio-bonitense
Localização
Localização de Rio Bonito no Rio de Janeiro
Localização de Rio Bonito no Rio de Janeiro
Localização de Rio Bonito no Rio de Janeiro
Rio Bonito está localizado em: Brasil
Rio Bonito
Localização de Rio Bonito no Brasil
Mapa
Mapa de Rio Bonito
Coordenadas 22° 42' 28" S 42° 37' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Saquarema, Tanguá, Araruama e Itaboraí
Distância até a capital 84 km
História
Fundação 7 de maio de 1846 (177 anos)
Administração
Prefeito(a) Leandro Pereira Netto[3] (Republicanos, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [4] 459,458 km²
População total (Censo IBGE/2021[4]) 60 930 hab.
Densidade 132,6 hab./km²
Clima Tropical úmido
Altitude 40 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [5]) 0,772 alto
 • Posição RJ: 37º
PIB (IBGE/2016[6]) R$ 1 543 431,01 mil
PIB per capita (IBGE/2016[6]) R$ 26 627,87
Sítio riobonito.rj.gov.br (Prefeitura)

Rio Bonito é um município situado na sub-região Leste Fluminense (Grande Niterói)[7][8][9][10] da Região Metropolitana do Rio de Janeiro,[11][12][13][8] no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º42'31" sul e a uma longitude 42º36'35" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2021 era de 60.930 habitantes. Possui uma área de 459,458 km².

História[editar | editar código-fonte]

Rio Bonito (década de 1940). Arquivo Nacional.
Rio Bonito, 1972.
Rio Bonito (década de 1970).

Conta a história que o "batismo" da localidade com nome de Rio Bonito se deveu ao fato de os "Sete Capitães", ao se dirigirem a Macaé, ficarem impressionados com um belo riacho que atravessava região.[carece de fontes?] Porém, as informações sobre o povoamento de Rio Bonito datam da segunda metade do século XVIII.

Em 1755, o sargento-mor Gregório Pereira Pinto, ou Gregório Pinto da Fonseca, mandou construir em sua fazenda, posteriormente chamada "Bernarda", uma capela em homenagem à "Madre de Deus", figurando como um dos primeiros colonos da região. O entorno do templo religioso não tardou a ser habitado por pessoas. Em 1768, o pequeno povoado era elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Rio d'Ouro. Mais tarde, a sede da freguesia foi transferida de local, passando a ser conhecida por Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito. Arruinado o templo, outro foi construído a cerca de uma légua do primeiro, mantido sob a proteção da mesma padroeira, passando a freguesia a ser conhecida como "Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito". Após certo período de participação no ciclo de cana-de-açúcar, a economia local foi envolvida pela expansão do café, que passou a ocupar as melhores terras da região, tornando-se em pouco tempo uma de suas maiores fontes de riqueza. O progresso apresentado pela freguesia induziu governo, em 1846, a criar o município de Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito, cuja emancipação deu-se com o advento da Lei Provincial 381, de 7 de maio daquele ano e a instalação em 1° de outubro, cujas terras foram desmembrada dos municípios de Saquarema e Capivari (atual Silva Jardim), sendo elevada à categoria de vila.

A autonomia administrativa e a escolha de Rio Bonito como terminal de um ramal da Companhia de Ferro-Carril Niteroiense fizeram localidade o verdadeiro entreposto da produção e do comércio da região. O desenvolvimento da vila motivou sua elevação à categoria de cidade em 1890.

Devido à topografia acidentada, foram ocupadas, inicialmente, as áreas planas existentes entre a BR-101 e a Serra do Sambê. As áreas urbanizadas e com maior adensamento estendem-se, principalmente, ao longo e nas adjacências do Rio Bonito e na Estrada de Ferro Leopoldina, com ocupação de encostas na região noroeste da cidade.

Primeiro jornal[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro jornal editado foi O Rio Bonito, do major João Hilário de Meneses Drumond, que circulou de 6 de março até 28 de agosto de 1887. Fato curioso é que, em seu último número, reza que "Será inaugurada a casa da Câmara desta villa, em prédio reedificado, devendo na mesma data ser também inaugurado o serviço de iluminação pública pelo sistema belga". Não são conhecidos colecionadores que ainda possuam um exemplar sequer desse jornal.

Atualmente circulam cerca de meia dúzia de jornais no município, a maior parte deles tem circulação regional. Dentre os veículos jornalísticos de maior expressão, destaca-se o jornal Folha da Terra (semanal, o jornal O Tempo em Rio Bonito (mensal) e o Jornal Face, que tem periodicidade quinzenal e pauta diversificada, tratando de assuntos que vão da conservação do meio ambiente à espiritualidade. Outros jornais importantes da cidade foram a Folha Fluminense e a Gazeta de Rio Bonito, que circularam nos anos 1990.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Bairro Green Valley, no primeiro distrito de Rio Bonito, próximo ao centro do município.

Desde dezembro de 2013 pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, assim deixando de ser parte do interior fluminense por lei. Não possui praias, mas possui muitas quedas de água, rios e florestas remanescentes de Mata Atlântica em torno da cidade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde junho de 1995 a menor temperatura registrada em Rio Bonito foi de 4,9 °C em 18 de julho de 2000,[14] e a maior atingiu 42 °C em 16 de outubro de 2015.[15] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 167,9 milímetros (mm) em 28 de fevereiro de 1998. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 158,9 mm em 1° de março de 2016, 135,2 mm em 18 de março de 2003, 121,4 mm em 17 de dezembro de 1997, 117,3 mm em 7 de novembro de 2004, 104,8 mm em 21 de março de 2004, 103,3 mm em 3 de abril de 2000, 103 mm em 6 de abril de 2010 e 102 mm em 14 de dezembro de 2010.[16] Fevereiro de 1998, com 450,2 mm, foi o mês de maior precipitação.[17]

Dados climatológicos para Rio Bonito
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41,8 40,6 40,9 38,4 35,5 34,6 35,4 38,8 40,8 42 40,8 41,2 42
Temperatura máxima média (°C) 32,5 33,5 32,3 30,3 27,8 27,4 26,8 28 28,1 29 29,8 31,3 29,7
Temperatura mínima média (°C) 22,5 22,3 21,9 20,3 17,3 15,5 15,3 16,2 17,7 19,6 20,4 21,7 19,2
Temperatura mínima recorde (°C) 17,4 15,9 17 11,9 10,2 6,9 4,9 10,2 10,8 11,8 12,3 15,6 4,9
Precipitação (mm) 205,6 164 194,4 123 82,7 40,9 68,4 55,1 89,2 113,6 225,4 210,3 1 572,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 9 11 9 8 5 8 6 9 11 13 12 114
Umidade relativa compensada (%) 75,4 73 78,5 78,8 81,1 81 - 77,8 76,7 76,8 77,3 76,1 -
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[18] recordes de temperatura: 01/06/1995-presente)[14][15]

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo de 2000, Rio Bonito tinha uma população de 49 691 habitantes, correspondente a 7,8 por cento do contingente da Região das Baixadas Litorâneas, com uma proporção de 100,2 homens para cada cem mulheres. A densidade demográfica era de 110 habitantes por quilômetro quadrado, contra 111 habitantes por quilômetro quadrado de sua região. Sua população estimada em 2003 é de 51 087 pessoas.

O município apresentou uma taxa média geométrica de crescimento, no período de 1991 a 2000, de 1,07 por cento ao ano, contra 4,13 por cento na região e 1,30 por cento no estado. Sua taxa de urbanização corresponde a 65,3 por cento da população, enquanto que, na Região das Baixadas Litorâneas, tal taxa corresponde a 85,5 por cento.

Rio Bonito tem um contingente de 39 508 eleitores, aproximadamente 77 por cento da população. O município tem um número total de 16 382 domicílios, com uma taxa de ocupação de 84 por cento. Dos 2 567 domicílios não ocupados, vinte por cento têm uso ocasional.

A faixa etária predominante encontra-se entre os dez e 39 anos e os idosos representam dez por cento da população do município, contra dezessete por cento de crianças entre zero e nove anos.

Brancos constituem 47,4% da população, os Pretos são 11,5% da população, Mulatos representam 18,8% da população, os Orientais são 1,5% da população, seguidos por Indígenas com apenas 0,6% da população. E Morenos somam 20,1% da população da cidade, o segundo maior grupo étnico. A percentagem de católicos, 46 por cento, é superior à soma dos praticantes de outras religiões.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

A rodovia BR-101 é o principal acesso ao município, de Tanguá, a oeste, e de Silva Jardim, a leste. Partindo da BR-101, na altura dos bairros Cidade Nova, Olaria e Boqueirão, a Via Lagos (RJ-124), após cruzar o distrito de Boa Esperança, alcança Araruama a leste e, por variante, Saquarema ao Sul. A RJ-120 segue em leito natural rumo norte até a RJ-116, próxima ao distrito de Papucaia, em Cachoeiras de Macacu. O município conta com estação ferroviária e opera a Linha do Litoral da antiga Estrada de Ferro Leopoldina para o transporte de cargas, que liga o Rio de Janeiro à Vitória. [19]

Com relação à rodovia BR-101 (Norte), a Rio – Vitória, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro pleiteia a duplicação entre Rio Bonito e a divisa com o estado do Espírito Santo, compreendendo os municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Macaé, Conceição de Macabu, Quissamã e Campos dos Goytacazes; implantação de variante em Campos; privatização do trecho e revisão dos estudos sobre localização e número de praças de pedágio.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.riobonito.rj.gov.br/BrasaoHino.php
  2. http://translate.google.com.br/
  3. [https://politica.estadao.com.br/eleicoes/2020/candidatos/rj/rio-bonito/prefeito
  4. a b IBGE (2021). «Cidades e Estados». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 30 jan. 2023 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 7 de março de 2019 
  7. https://journals.openedition.org/espacoeconomia/5980?lang=fr
  8. a b https://www.ofluminense.com.br/cidades/2022/05/1252139-um-lixo-que-pode-valer-milhoes.html
  9. https://www.osaogoncalo.com.br/geral/126447/chegou-a-hora-apos-votacao-em-todo-o-pais-apuracao-comeca-em-ritmo-lento
  10. http://www.seaerj.org.br/pdf/SistemaTaquaril.pdf
  11. https://journals.openedition.org/espacoeconomia/5980?lang=fr
  12. http://jornaldapuc.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5336&sid=29
  13. https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/Sebrae_INFREG_2014_LesteFlu.pdf
  14. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  15. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  16. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  17. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  18. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  19. «Rio Bonito -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]