Conceição de Macabu

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Município de Conceição de Macabu
Bandeira de Conceição de Macabu
Brasão de Conceição de Macabu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 15 de março
Fundação 15 de março de 1952 (64 anos)
Gentílico macabuense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
CEP 28740-000
Prefeito(a) Claudio Eduardo Barbosa Linhares, (Claudio Linhares) (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Conceição de Macabu
Localização de Conceição de Macabu no Rio de Janeiro
Conceição de Macabu está localizado em: Brasil
Conceição de Macabu
Localização de Conceição de Macabu no Brasil
22° 05' 06" S 41° 52' 04" O22° 05' 06" S 41° 52' 04" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Norte Fluminense IBGE/2008[1]
Microrregião Macaé IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Campos dos Goytacazes, Carapebus, Macaé, Quissamã, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes
Distância até a capital 227 km
Características geográficas
Área 348,328 km² [2]
População 27 224 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 78,16 hab./km²
Altitude 39 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,738 (65º) – alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 145 076,192 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 075,16 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.conceicaodemacabu.rj.gov.br
Câmara www.noticias.camaramacabu.rj.gov.br

Conceição de Macabu é um município brasileiro localizado entre a serra e o mar na região norte do estado do Rio de Janeiro. Um terço de seu território é constituído de serras de altitudes que oscilam de 300 a 989 metros; os outros dois terços alternam-se entre planícies aluviais, com altitudes mínimas de até 4 metros, e morros e morrotes, de 100 a 300 metros.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Conceição de Macabu" deriva de "Nossa Senhora da Conceição do Rio Macabu". Essa nomenclatura surgiu oficialmente em 6 de outubro de 1855, quando Conceição de Macabu foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Macabu.

"Macabu" é um termo da língua geral que significa "rio das macabas" (bacaba, macaba, "macaba" e 'y, "rio").[6]

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente habitado por tribos indígenas nômades como sacurus, coroados e goitacás, o município foi parte da Capitania de São Tomé até ser doado em sesmaria para os Sete Capitães. Com o fracasso da sesmaria a região foi dividida, cabendo as terras do município aos padres jesuítas, que a partir da Freguesia de Nossa Senhora das Neves e Santa Rita, exploraram o interior catequizando e aldeando os índios sacurus, habitantes do vale do rio Macabu, no vizinho vale do rio Macaé.

Em 1759 os jesuítas são expulsos, nos anos seguintes os desprotegidos indígenas retornam ao vale do Macabu formando os primeiros povoados, que logo foram atingidos pelo progresso oriundo do cultivo do café na região serrana fluminense.

O início das grandes plantações traz grande quantidade de escravos africanos. A região de Macabu composta por serras cobertas de florestas foi rica local de refúgio de escravos fugitivos que formaram o Quilombo de Cruz Sena e Quilombo do Carucango, o maior que existiu na região.

No século XIX, portos fluviais, a estrada Macaé-Cantagalo e o ramal ferroviário oriundo de Conde de Araruama (Quissamã) tornam-se vias de acesso à região contribuindo para o seu povoamento, crescimento econômico e evolução política: freguesia em 1855 e primeira emancipação em 1891-1892. Durante esta época de grande crescimento econômico, ocorreu o caso da Fera de Macabu, uma história de crime erros judiciários a partir do qual se iniciou o fim da pena de morte no Brasil.

Em 1907, surge em Conceição de Macabu a primeira colônia de japoneses do Brasil, liderada por Saburo Kumabe, um ano antes da data oficial de início da imigração japonesa com a chegada do navio Kasato Maru. Infelizmente a colônia fracassou depois de 5 anos por diversos motivos.

O século XX foi marcado pelo grande progresso da primeira metade, marcado pela fundação da Usina Victor Sence e da fazenda Modelo Venceslau Bello (Rego Barros).

O progresso teve reflexos políticos e Conceição de Macabu, quinto distrito de Macaé, uniu-se ao 10º distrito, Macabuzinho, originando um novo município, Conceição de Macabu em 15 de março de 1952. O processo de emancipação foi por plebiscito popular, o primeiro do Brasil e único unânime até hoje.

No entanto, o progresso de outrora é mais do que um passado para o município que, hoje, como outras cidades vizinhas é, praticamente, uma "cidade dormitório", sem empregos de qualidade e com um comércio em declínio, sendo totalmente dependente de Macaé.

Política[editar | editar código-fonte]

Poder Executivo

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Poder Legislativo

O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por onze vereadores com mandato de 4 anos. Cabe aos vereadores na Câmara Municipal de Conceição de Macabu, especialmente fiscalizar o orçamento do município, além de elaborar projetos de lei fundamentais à administração, ao Executivo e principalmente para beneficiar a comunidade.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O primeiro distrito e sede do município localiza-se em Conceição de Macabu, cidade com aproximadamente 25 700 habitantes, cortada pela rodovia estadual RJ-182. O município possui ainda um segundo distrito, Macabuzinho, distante 19 quilômetros da sede e com população estimada em 900 habitantes. O acesso ao distrito se dá pela rodovia RJ-196.

Existem diversas localidades como Santo Agostinho, Amorosa, São Domingos, Assentamento de Capelinha, Palioca, Piabas, Boa Esperança, Vila Tavares, Santa Catarina e o Curato de Santa Catarina (a maior e mais importante dentre todas).

A sede do município possui diversos bairros, com destaque para Bocaina, Vila Esperança, Eldorado, São Henry, Vila Nova, Paraíso, Usina, Centro, Garapa, Porto, Novo Porto, Rhodia, Balancé, Calçadinha e Vila São José, Tribo, Piteira entre outros.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

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Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010» (PDF). Censo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Populacional 201029 de abril de 2011. Consultado em 13 de outubro de 2011. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigoː a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 583.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GOMES, Marcelo Abreu. ABC de Macabu - dicionário de topônimos e curiosidades. Conceição de Macabu. Gráfica Macuco, 2004.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Macabu - a história até 1900. Conceição de Macabu. Gráfica Macuco, 1997.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Geografia Física de Conceição de Macabu. Conceição de Macabu. Gráfica e Editora Poema, 1998.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Antes do Kasato Maru… Centenário da Colônia Agrícola Japonesa da Fazenda Santo Antônio. Conceição de Macabu: 2008.
  • TAVARES, Godofredo Guimarães. Imagens da Nossa Terra. Prymil, 2002.