Técnico em enfermagem

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Técnico em enfermagem ou técnico de enfermagem ou até mesmo chamado de enfermeiro técnico é um profissional da área da saúde que presta serviços de enfermagem, a pacientes em hospitais, clínicas, domicílios e nos serviços de atendimento a urgência e emergência pré-hospitalar, entre outros.[1]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, é um profissional com formação de nível médio técnico,[2] regulado pela Lei Federal nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Esse profissional da área de enfermagem atua em unidades básicas de saúde, equipes de saúde da família, hospitais desde a emergência, unidades de internação nas mais diversas especialidades, em centros cirúrgicos, setor de esterilização de materiais, instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), clinicas de diagnóstico por imagem e laboratórios de analises clinicas e até mesmo em equipes de HomeCare.[3]

O curso de técnico de enfermagem dura, em média, 24 meses dependendo da instituição escolhida, porém, ao final do curso o aluno deve contar com a carga horária estabelecida.

O técnico em enfermagem pode ingressar em cursos de especialização pós técnico, buscando aprimoramento em especialidades como enfermagem do trabalho, urgência & emergência, UTI, geriatria, pediatria, nefrologia entre outras.

O curso tem carga horária normalmente de 1.800 horas, sendo 1.200 conteúdo teórico e 600 de atividade prática supervisionada por um professor supervisor, realizada em unidades de saúde. A enfermagem totaliza 60% de todos os profissionais de saúde do Brasil, destes 80% são técnicos em enfermagem, sinalizando a relevância da profissão para o funcionamento do sistema de saúde e consequentemente para toda a população.

Cabe aos técnicos de enfermagem trabalhos de origem mais técnicas com prestação de cuidados de enfermagem a pacientes em estado grave de saúde mais sem risco de vida, os técnicos de enfermagem são autorizados a trabalharem em CTIs e UTIs em todo o Brasil.

O profissional formado e inscrito no Conselho Regional de Enfermagem (Coren), fica habilitado para o exercício profissional das funções de acordo com sua qualificação profissional, poderá inclusive atuar em outros territórios sem ser aquele que você se registrou por um prazo de 90 dias, depois disso terá que fazer um novo registro no local onde estiver atuando.

Setores que pode trabalhar[editar | editar código-fonte]

O profissional pode trabalhar em pronto socorro, sala de triagem, enfermaria clínica, enfermaria cirúrgica, pediatria, sala de esterilização, sala de nebulização, sala de hemodiálise, sala de cirurgia, ambulâncias de resgate e remoção médica e sala de trauma.

Atuação na ambulância[editar | editar código-fonte]

Não poderá sair em ambulância tipo SAMU sem a presença de um profissional de nível superior (enfermeiro), pois se assim o fizer e o paciente vier ao óbito responderá civil e administrativamente com possibilidade de perda de registro profissional, esta lei entrou em vigor em 2015.

O foco da profissão[editar | editar código-fonte]

Essa profissão da área saúde tem como foco principal a assistência do cuidado.

Diferente da medicina, que o foco é diagnosticar doenças,o foco do técnico em enfermagem é prestar assistência e cuidados especializados ao paciente, garantindo um trabalho longe de imperícia, imprudência e negligência. O técnico em enfermagem é o profissional habilitado a prestar assistência de nível médio ao paciente/cliente mediante prescrições e supervisão do enfermeiro.

O salário[editar | editar código-fonte]

No estado do Rio de Janeiro está estipulado em 2017 o valor R$ 1529,28[carece de fontes?] para categoria. O salário não é igual em todo o país depende do estado em que você estiver.

Como é uma profissão de risco biológico e físico alto o profissional tem direito ao adicional de insalubridade de até 30% do seu salário isso de acordo com a lei trabalhista Brasileira escrita na CLT.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Técnico em enfermagem: o que faz, salários e oportunidades de carreira». Escolha Consciente. 19 de outubro de 2021. Consultado em 14 de abril de 2022 
  2. «Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico» (HTML). Ministério da Educação (Brasil). Outubro de 1999. Consultado em 2 de dezembro de 2017 
  3. «LEI No 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986». Presidência da República - Casa Civil. 26 de junho de 1986. Consultado em 8 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]