O Estado do Maranhão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O Estado do Maranhão
Logotipo de O Estado do Maranhão.png
Capa de O Estado do Maranhão.jpg
Capa do jornal em 10 de setembro de 2015
Razão social Gráfica Escolar S.A.
Periodicidade Diário
Formato Standard
Sede São Luís, MA
 Brasil
Preço R$ 2,00
R$ 4,00 (fora do MA)
Assinatura Sim
Slogan Você conectado com a notícia
Fundação 1º de maio de 1973 (42 anos)
Fundador(es) José Sarney
Bandeira Tribuzi
Presidente Fernando Sarney
Proprietário Fernando Sarney
Pertence a Sistema Mirante
Editora Gráfica Escolar
Editor-chefe Clóvis Cabalau
Editor-administrativo Odilon Soares
Idioma (português brasileiro)
Página oficial imirante.com/oestadoma

O Estado do Maranhão é um jornal brasileiro que é editado na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão (daí o nome do jornal). Pertence ao Sistema Mirante, da família Sarney. O jornal só surgiu em 1º de maio de 1973, em substituição do jornal O Dia.

É considerado o principal Jornal do Maranhão, posto a qual vem perdendo desde 2000, com queda de assinantes e vendas do jornal (por ser uns dos mais caros do Maranhão) e da censura da cobertura de recentes escândalos da própria Família Sarney, inclusive concorrência de outros jornais.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1973, depois que o então ex-governador do Maranhão José Sarney e seu amigo pessoal Bandeira Tribuzi compraram o jornal O Dia, que foi fundado em 1959, decidiram mudar nome do jornal em homenagem ao Maranhão: O Estado do Maranhão, porém decide que o ano de 1959 é o início do jornal.

Depois da morte de Tribuzi, em 1977, Sarney passou a então controlar de fato o jornal. Existe até hoje uns dos que levaram ao controverso controle da Família Sarney ao jornal, pois familiares de Tribuzi exigem a devolução do controle do jornal, que alega que ele foi o real fundador do jornal.

Em 1987, o jornal se moderniza, como outros jornais do Eixo Rio-São Paulo, substituindo a máquinas de escrever por computadores, que hoje são ultrapassados.

Em 1993, o jornal adota as cores na capa e contra-capa, incluindo seção Cidade, Caderno A (hoje Alternativo) e Classificados.

Entre 1995 a 1999, usa o slogan O Jornal de Verdade. Desde 1999, usa o atual O Nosso Jornal.

Em 1º de maio de 2009, o jornal torna-se o primeiro do Maranhão (e uns dos primeiros do Norte-Nordeste) a imprimir em cores em todas as páginas, a maior mudança desde que o jornal adotou cores em 1993, mas por conta do alto preço para tiragem, desiste o pradrão adotado três meses depois.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O jornal é bastante criticado pelos políticos (ex-sarneysistas e da oposição) e da opinião pública, por conta de ignorar escândalos de corrupção da própria família, fazer uso político em época de eleição, publicar falsas notícias com fins eleitorais contra políticos as quais Sarney e aliados não se dão muito bem pessoalmente. As críticas são:

  • Em 1994, o jornal fez campanha aberta a então candidata Roseana Sarney e pelo candidato do PSDB a presidência Fernando Henrique, que criou o Real, contra o candidato do PT a presidência Lula apoiado pelo Fernando Sarney, prevendo vitória no 1º turno, o que não ocorreu. Ela venceu no 2º turno em meio das acusações de fraude eleitoral até hoje. O jornal repetiu em 1998.
  • Em 2002, o jornal ignorou abertamente o Escândalo da Lunus, ao contrário de outros jornais, que envolvia a Roseana e o marido Jorge Murad Júnior. No mesmo ano, fez campanha ao aliado sarneysista Zé Reinaldo contra Jackson Lago, apoiou Lula.
  • Em 2003, o mesmo jornal que fez campanha à Zé Reinaldo, passou fazer críticas ao governo, quando não atendia interesse da Família Sarney. Constante ataque dos meios de comunicação da Família Sarney, agravado pelos atritos da esposa Alexandra a Roseana, foram uns dos fatores do rompimento de Tavares com Sarney em maio de 2004, que a partir disso, o jornal dedicou publicar falsas notícias de corrupção do governo.
  • Em 2006, o jornal fez cobertura tedenciosa a favor de Roseana e contra Jackson Lago, inicialmente publicando que ela venceria no 1º turno folgada de acordo com o IBOPE, o que não se confirmou. No 2ª turno, o jornal repetiu novamente o mesmo esquema e Roseana, que apesar ter ganho no 1º turno com menos de 50% dos votos, perdeu de virada para Lago no 2º turno.[1]
  • Em 2009, em meio ao novo escândalo envolvendo membros da família no Senado (como não poderia ignorar o escândalo das anteriores), o jornal praticamente distorceu grosseiramente as versões de notícias apresentada pela imprensa nacional (o jornal dedicou-se a esconder dos maranhenses, especialmente na Grande São Luís, as graves acusações de Sarney com nepotismo, conta no exterior, desvio de dinheiro público e tráfico de influência, sob alegação que as denúncias são feitas pela oposição para atingir Sarney e o Governo Lula, que são aliados), enquanto os principais concorrentes O Imparcial (dos Diários Associados, um grupo nacional sem ligação direta com políticos locais) e o Jornal Pequeno (alinhado com qualquer liderança que se oponha aos Sarney), faziam exelentes coberturas dos escândalos,[2] que por coincidência, tiveram vendagem dos jornais aumentada naquele período. Só no mês de julho, sete notícias foram distorcidas, segundo a revista Veja.[3]

Referências

  1. 'O Estado do Maranhão' desqualifica suas pesquisas e tenta culpar o Jornal Pequeno (em português) Jornal Pequeno (2 de novembro de 2007). Visitado em 19-03-2010.
  2. Diogo Schelp (5 de agosto de 2009). Só lá Sarney é santo (em português) Veja. Visitado em 19-03-2010.
  3. Diogo Schelp (5 de agosto de 2009). Quadro: O que diz o jornal do Sarney (em português) Veja. Visitado em 19-03-2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre meios de comunicação ou jornalismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.