Estado do Maranhão e Grão-Pará

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Nota: Se procura pelo estado federativo moderno do Brasil, consulte Maranhão.
Estado do Maranhão (1621-1654)
Estado do Maranhão e Grão-Pará (1654-1751)

Estado Colonial Português

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Flag of France (XIV-XVI).svg
1621 – 1751 PortugueseFlag1750.png

Bandeira de Maranhão e Grão-Pará

Bandeira de Portugal - Dinastia Filipina

Continente América do Sul
País Império Português
Capital São Luís
Língua oficial Português
Outros idiomas Francês, Dialetos Indígenas, Dialetos Africanos
Religião Católica
Governo Monarquia
Rei
 • 1621 Filipe II de Portugal
 • 1737 João V de Portugal
História
 • 1615 Fim da Ocupação Francesa do Maranhão
 • 1621 Fundação
 • 1652 Extinção temporária[1]
 • 1654 Estado do Maranhão renomeado Estado do Maranhão e Grão-Pará
 • 1737 Transferência da capital para Santa Maria de Belém do Grão-Pará
 • 1751 Nomeação de Francisco Xavier de Mendonça Furtado e inversão do nome para Estado do Grão-Pará e Maranhão
 • 1751 Dissolução

O Estado do Maranhão, foi uma unidade administrativa criada em 13 de junho de 1621 por Filipe II de Portugal (simultaneamente Filipe III da Espanha), no Norte do América Portuguesa. Renomeado Estado do Maranhão e Grão-Pará em 1654, e Estado do Grão-Pará e Maranhão em 1751, o qual foi dividido em 1772.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 1612, uma expedição francesa partiu do porto de Cancale, na Bretanha, sob o comando de Daniel de La Touche, Senhor de la Ravardière, com o intuito de fixar uma colônia na América do Sul. Com cerca de quinhentos colonos a bordo, a expedição aportou na costa norte do atual estado brasileiro do Maranhão. Daniel de La Touche explorara a região em 1604, mas a morte do soberano francês tinha adiado os seus planos de colonização.

Para facilitar a defesa, os colonos estabeleceram-se numa ilha, onde fundaram um povoado denominado de "Saint Louis" (atual São Luís), em homenagem ao soberano, Luís XIII de França (1610-1643). No dia 8 de Setembro de 1612, frades capuchinhos rezaram a primeira missa, tendo os colonos iniciado a construção do Forte de São Luís.

Cientes da presença francesa na região, os portugueses reuniram tropas a partir da capitania de Pernambuco, sob o comando de Alexandre de Moura. Os franceses se aliaram aos índios na resistência contra os portugueses e em novembro de 1615, a cidade retornou ao domínio português sob o comando de Jerônimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão.

Evolução institucional[editar | editar código-fonte]

O Estado de Maranhão compreendia as capitanias do Maranhão, Pará, Piauí e do Ceará. Com a criação deste Estado, a América Portuguesa passou a ter duas unidades administrativas: Estado do Maranhão, com capital em São Luís, e Estado do Brasil, cuja capital era Salvador. O objetivo da criação deste Estado era o de melhorar a defesa militar na Região Norte e estimular as atividades econômicas e o comércio regional com a metrópole.

Em 1654, o Estado do Maranhão passa a ser designado Estado do Maranhão e Grão-Pará.[2] [3]

Em 1751 o Estado do Maranhão e Grão-Pará passou a intitular-se Estado do Grão-Pará e Maranhão, com a capital transferida de São Luís para Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Posteriormente, em 1772, foi dividido em dois Estados: o Estado do Maranhão e Piauí, com sede em São Luís, e o Estado do Grão-Pará e Rio Negro, com sede em Belém. A integração política da Amazônia com o resto do Brasil só deu seus primeiros passos com a instalação da Corte joanina no Rio de Janeiro em 1808. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sampaio, Patrícia Melo. Administração colonial e legislação indigenista na Amazônia Portugues. In: Mary del Priore & Flávio dos Santos Gomes (orgs.). Os senhores dos rios: Amazônia, margens e histórias, Rio de Janeiro, Campus/Elsevier, 2003, p. 123-140, [1].
  2. A escrita jesuítica da história das missões no Estado do Maranhão e Grão-Pará (século XVII), p. 4.
  3. O modelo pombalino de colonização da amazónia, p. 5.
  4. «Pará também nasceu de uma divisão». NoTapajós.