Palácio Lauro Sodré

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Frente do Palácio Lauro Sodré
Planta do Palácio dos Governadores por Antônio Landi

Palácio Lauro Sodré ou Palácio Azul, inicialmente chamado Palácio dos Governadores, é uma edificação pública de 1772,[1] sito na praça D. Pedro II (rua Dona Tomázia Perdigão com avenida Portugal), no bairro da Cidade Velha, na cidade brasileira de Belém, no estado do Pará.

Foi projetado pelo arquiteto bolonhês Antônio Landi (técnico do Reino) a pedido do governador do Grão-Pará, Manuel Bernardo Mello de Castro, no estilo clássico italiano e, inaugurado pelo administrador colonial português João Pereira Caldas,[1] para ser sede do governo português como palácio dos governadores,[1] do Estado do Grão-Pará e Maranhão.

Em 1994, o palácio foi transformado no Museu do Estado do Pará (MEP), durante administração do governador Jader Barbalho.[1] Abrigando diversas formas de manifestações artísticas, desde exposições de artes visuais até a projeção de video-mapping na sua fachada.[1]

Também chamado Palácio do Rei, devido aos rumores de que teria sido feito para a habitação de D. José I e a família real.

História[editar | editar código-fonte]

Palácio onde funciona o museu é um belo exemplar da arquitetura de Landi, e foi construído para abrigar a sede do Estado do Grão-Pará e Maranhão, que se transferira de São Luis para Belém, no século XVIII, quando também se transferia a capital do Estado do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro.

Construção[editar | editar código-fonte]

Em 1754, durante o período Pombalino, o Frei Miguel de Bulhões, substituindo o governador Mendonça Furtado, requereu uma vistoria da Residência dos Governadores que apontou a necessidade do uso de escoramento para evitar desabamento. Em 1757, impossibilitada de permanecer na edificação, a administração da capitania informa à Corte a mudança para uma casa de aluguel. O governador Manuel Bernardo Mello de Castro, em 1759, comunica à Corte a situação do Palácio da residência dos Governadores e solicita uma vistoria dos técnicos do Reino, da qual Antônio Landi (Arquiteto), Galluzie e Manuel Mendes (Engenheiros) faziam parte. A comissão certifica o estado de ruína em que se encontrava o prédio e sugere sua demolição com o aproveitamento de algumas telhas e peças de madeira.[2]

O governador então solicita a Landi um projeto de uma “ casa descente e sem superfluidades” declarando que a casa não poderá ser de grande despesa e o encaminha à Corte. Em 1761, ainda sem resposta, o governador se dirige ao rei, remetendo uma nova planta de Landi. A primeira proposta consistia em uma prancha assinada por Landi contendo a fachada e um corte transversal. No corte se identificam: um pórtico de entrada com um terraço superior, atrás da fachada, um átrio de acesso principal com cobertura abobadada; uma escadaria desenvolvida em espaço com abóboda. A fachada, horizontal e simétrica, mostra-se com dois pavimentos e telhado aparente de beiral, assentado sobre cornija. O segundo projeto mostra planta baixa, fachada principal e um corte longitudinal. A fachada mostra-se idêntica ao projeto anterior pelo destaque do corpo central. A planta mostra um pátio central interno, rodeado por arcadas ao estilo cortile italiano.

De posse da aprovação do projeto, o capitão-general Fernando da Costa Athaide Teive pede a Landi um novo projeto com mais “Traça” para que a moradia estivesse à altura dos governadores e Capitães ali residentes. Diante de tal pedido, em 1767, o projeto foi reformulado almejando a grande escala que se apresenta até hoje.[3]

Em 1768 a construção teve seu início sendo dirigida pelo mestre pedreiro Jerônimo da Silva. Foi necessária a compra de três lotes adjacentes para que o prédio tivesse a dimensão desejada. A obra do Palácio foi concluída em 1771, mas foi ocupada apenas no ano seguinte pelo inaugurador João Pereira Caldas.

O palácio foi modificado com o passar dos anos, mas a estrutura se manteve. Após a proclamação da república houve um movimento no intento de retirar símbolos que marcavam a monarquia e assim o palácio foi redecorado ao modo republicano e recebeu seu nome atual em homenagem ao Governador Lauro Sodré, o primeiro após a proclamação da República.

Cabanagem[editar | editar código-fonte]

Em 6 de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes tomaram de assalto o palácio do governo de Belém, onde permaneceram no controle até 1837, quando abandonaram Belém e fugir para o interior do Pará para continuar lutando.

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

O Palácio é localizada no logradouro Avenida Portugal, onde também estão outras edificações tombadas: a Doca do Ver-o-Peso, a Praça do Relógio, a Praça Dom Pedro II, o Palácio Antônio Lemos (Palacete Azul) e, a Casa do Barão de Guajará.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]